O escândalo da falta de escândalo

9 de abril de 2021 § 24 Comentários

O maior escândalo do Brasil é não haver escândalo com o maior escândalo do Brasil.

Se ha um fato que ulula clamorosamente aos céus desde o primeiro minuto desta pandemia é que o apertamento insalubre do favelão nacional em geral e o do transporte público em particular são os caldos de cultura onde se dá a metástase da Covid-19 sobre a população brasileira.

Oito em cada 10 mortos na pandemia são colhidos nesse molho. Mas como o governo, o antigoverno e a imprensa negacionista ignoram tudo que não seja uns aos outros, a tragédia passou de anunciada a consumada sem que nenhum jornal ou programa jornalístico, senão uns poucos como o do Datena na TV Bandeirantes que destaca essa obviedade todos os dias com cenas tão indiscutíveis quanto angustiantes, pusesse o dedo nessa ferida aberta.

Quarta-feira, surpreendentemente, O Estado de S. Paulo que é um desses que não perde tempo com nada senão as soladas e punhaladas desferidas umas contra as outras pelas 30 e tantas máfias sustentadas pelo Estado que disputam o controle do seu patrono comum para assumir o comando da exploração do povo brasileiro, descobriu de repente o tema ao qual condescendeu dedicar ao menos uma vez o último dos três editoriais diários com os quais hierarquiza os dramas nacionais.

Tratava de uma pesquisa do Instituto Locomotiva em parceria com a CUFA (Central Única de Favelas) que constatava o seguinte:

  • mais de 70% das famílias faveladas estão sobrevivendo com menos de metade da renda que tinha antes da pandemia;
  • nas últimas semanas 68% dos moradores de favelas não tiveram dinheiro para comprar comida;
  • 75% tiveram de deixar “o próprio negócio” (ainda que fosse um estojinho de manicure ou um isopor para vender água na esquina) e desses mais da metade ficou sem trabalhar nos 5 meses seguintes;
  • 93% não têm um tostão guardado;
  • 96% dos que receberam auxilio de emergência compraram comida para amigos e parentes
  • de dezembro, quando cessou a ajuda emergencial, para cá, as doações caíram vertiginosamente.

O Instituto Locomotivo não desvendou nenhum mistério insondável. A distribuição de R$ 600 por mês, pouco mais de US$ 100, a 60 milhões de famílias durante um semestre foi suficiente para desencadear um “choque inflacionário” nos setores de alimentos e materiais de construção baratos, o que, até para o mais desavisado dos desavisados, era quanto bastava para mostrar o tamanho e a profundidade da miséria do Brasil. 

O favelão nacional, neste país de funcionários públicos e pobres cada vez mais pobres a que estamos reduzidos, hoje exclui, fora os “donos do Estado” e os muito ricos, apenas e tão somente o círculo minguante da classe média meritocrática dos setores que mantém alguma prosperidade porque atrelados ao mercado global, como os do agronegócio e alguns outros poucos.

Entre 2011 e 2020, mostra outra pesquisa da Consultoria I-Dados com base na PNAD Contínua do IBGE publicada no Valor esta semana, a renda do funcionalismo público, onde não ha demissões nem dentro nem fora de pandemias, avançou 20,4% entre celetistas e 13,1% entre concursados e militares (ainda “no ostracismo” na maior parte do período medido) acima da inflação, enquanto a do trabalhador do setor privado que conseguiu manter o emprego, hoje uma escassa minoria, subiu apenas 7,1%. O fosso se aprofunda ano a ano graças aos aumentos que, chova ou faça sol, a privilegiatura tem, não por esforço mas por força de norma constitucional (!!!!), dos quais não admite abrir mão nem para mitigar a maior catástrofe humanitária da história do Brasil, neste que a imprensa negacionista, sem pejo de fazer eco aos 11 monocratas comedores de lagostas do STF, saúda como um perfeito “estado democrático de direito”.

A pornográfica abundância da privilegiatura e a miséria medieval do favelão nacional são causa e consequência uma da outra e não há grau de cegueira capaz de esconder de boa fé essa realidade que, no entanto, a maior parte da imprensa nacional opta por não enxergar: o povo brasileiro enfrenta a pandemia nas ruas não porque seja adepto da roleta russa mas porque foi reduzido a uma condição de não poder adiar por 24 horas sequer o provimento da própria sobrevivência.

Os negacionismos em guerra de Jair Bolsonaro para a realidade da pandemia, e do jornalismo nacional para a realidade do “Brasil instável” se equivalem. A “birra” de um alimenta a “birra” do outro. Os dois “se empacam” mutuamente, feito mulas. Fazem o jogo da privilegiatura e excluem a ponta-pés de cena qualquer hipótese de discussão de providências realistas que, eventualmente, poderiam salvar milhares de vidas como, por exemplo, a de escalonar os horários para o trabalho de subsistência que nenhum discurso alienado vai fazer cessar de modo a desafogar a lotação do transporte público, ou a de inundar as favelas e quase favelas das oceânicas periferias que cercam as pequenas ilhas urbanizadas que restam com álcool-gel e máscaras numa ação de mobilização nacional que, a custa de um troco perto do benefício possível, junto com uma boa campanha publicitária, poderia mitigar substancialmente a falta de condições de higiene que a inchação mórbida do Estado roubou ao país. 

Não é a falência de órgãos atacados pelo covid-19 que tem determinado a escala trágica alcançada pela pandemia no Brasil. É antes a doença dos corações e mentes da esmagadora maioria dos que personificam essas duas faces da tragédia brasileira e, de costas uns para os outros e para o Brasil Real, rebolam-se na segurança do privilégio pago com dinheiro público e na ideia estupenda que fazem de si mesmos.

§ 24 Respostas para O escândalo da falta de escândalo

  • fim disse:

    Com a arrogância e o desprezo pelo cliente que caracteriza as empresas provedoras de serviço de internet, o WordPress, que abriga o Vespeiro, muda completamente, quando lhe dá na telha, o seu software de edição a pretexto de “melhorar sua vida” fazendo você perder seu precioso tempo aprendendo tudo de novo.

    Graças a isso uma série de erros de edição afetaram os dois últimos posts do Vespeiro e a ordem em que foram publicados, e o único meio que encontrei de recoloca-los na ordem certa foi republicando tudo de novo.

    Com isso perderam-se os comentários dos leitores aos dois últimos artigos, o que lamento muito, falha imposta pela qual peço desculpas aos leitores.

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  • Jali Meirinho disse:

    Compreensível.

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  • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

    Até ontem modesto usufrutuário da privilegiatura na orbita estatal, agora aspirante a articulista da “Foia do Seu Paulo”….É por onde permeiam desfaçatez, hipocrisia e interesses pessoais.

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Nesse Brasil kafkaniano-macunaímico em que vivemos, somente espero que a falha seja mesmo do WordPress, que serve o Vespeiro há naos, sem que tenha havido alguma influência de eventuais “gabinetes do mal” que parece se alastrar na Pátria deles…
    Várias vezes comentários meus não baixavam após clicar “publicar” e outros vespas também já reclamaram do mesmo, entretanto corrigidos em pouco tempo.
    Tenho cópia do que foi publicado em seus últimos posts, incluindo comentários. Fico até preocupado se algum comentário meu divagou do cerne do assunto tratado, causando “siricutico” nos programas do WordPress.
    Espero que o WordPress tenha tudo guardadinho e reponha os seus artigos originais e os comentários.
    Bruxas, sei não, “pero que las hay, hay”.

    Quanto a seu artigo de hoje, mostra-nos muito bem o que estamos a ver Brasil afora: o esgarçamento do Estado, do tecido social, da economia, do meio ambiente e da maioria de nossas instituições por um governo que já apodrece.
    Você escreveu acima: ” classe média meritocrática dos setores que mantém alguma prosperidade porque atrelada ao mercado global, como os do agronegócio e alguns outros poucos”. É isso mesmo, fornecemos alimentos para o mundo, baratinho e a troco de dólares, mas n povo passa fome e está subnutrido, prontinho para ser alvo da covid-19. Com relação ao agronegócio que abram os olhos no quesito de proteção dos nossos biomas, pois a falta de água está se tornado um problema quase crônico e um marco regulatório precisa ser urgentemente estabelecido para não matarem a galinha dos ovos de ouro de nossa existência e da existência do próprio agronegócio, no meio do qual também há os negacionistas que se fingem patriotas. \para comprovar o caos que se avizinha e alertados pelos cientistas é só relembrarmos o que aconteceu na América na década de 1920, no que ficou conhecida como a catástrofe ambiental da região centro-sul conhecida como “Dust Bowl” – sino de poeira”, devido a sucessão de vários anos com seca acentuada, destruindo vasta região que chegou a ser a maior produtora do mundo de trigo, ultrapassando a então União Soviética. Interferência violenta no meio ambiente e descaracterização do bioma local, como tem acontecido aqui no Cerrado, no Pantanal – estes eu considero como a pele do bioma Amazônico, que produz o grande rio aéreo vindo da Amazônia, do qual depende o clima brasileiro e os demais biomas.
    Desculpem-me se escrevi muito, mas o Fernão mais uma vez, com seu texto responsável, mais uma vez soube me inflamar.
    Se preocupe não, moço, a nova Lei de Segurança vai colocar as mídias sociais bem enquadradinhas, se a parte saudável do Congresso nacional não fizer frente, opondo-se a eventual censura negacionista.

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  • arioba disse:

    Faltou dizer que tudo isso se deve a dois fatores:

    * Bolsonaro não é estadista suficiente para enfrentar os imbecis comunistas a serviço da China comunista, entre eles, os tucanos em geral, em particular Doria e seus amigos. * A quarentena idiota promovida por governadores tipo Doria, quis parar o país por decreto, pouco importava as consequências (uma delas é o transporte, mas há dezenas de outras). Quem paga o pato são os pobres que dependem principalmente do serviço público, que como em todo país comunista, é a lástima de sempre.

    Ariovaldo Batista – arioba06@hotmail.com ________________________________

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    • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

      👍😀🏁💯

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      • A.(sno) disse:

        🥇 🏆

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      • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

        Ops…”O Bolsonaro não é estadista suficiente para enfrentar os imbecis comunistas…” Sozinho não, mas com meia duzia com sua estatura moral, coragem e disposicao dele para conter o ativismo judicial, a tirania e o esbulho do STF, bem como para enfrentar aparelhamento politico partidario na República e da restante da privilegiatura patrimonialista, o final dessa História poderia ser mais feliz para o sofrido e pobre povo brasileiro.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Bolsonro estadista…? Ou se é estadista, ou não! Não existe o quase estadista suficiente, ou insuficiente!
      Se Bolsonaro fosse estadista teria, logo no início da pandemia, decretado rigoroso lockdown por um período que os epidemiologistas orientassem necessário, par barrar a transmissão o máximo possível, enquanto outras medidas fossem tomadas com presteza – como estadistas de fato fizeram mundo afora -, como a compra de vacinas, seringas, testes – comprados com R$330 milhões e não distribuídos,sendo inutilizados em janeiro deste ano -, compra de insumos necessários para os hospitais públicos, apoio aos hospitais privados, etc… coisa que o “estadista” não fez. E desdenhou a oferta da empresa Pfizer de muitos milhões de doses, que teriam aplacado, e muito, a disseminação da covid-19, a “gripezinha “, conforme o “mito” “estadista” a classificou do alto de seus grandes conhecimentos médico-farmacêuicos cloroquinianos. Além disso politizou a pandemia de covid-19 e prejudicou iniciativas de governadores e prefeitos.
      Estadistas não sacrificam suas nações visando somente trabalhar em prol de suas reeleições, e não tratam a coisa pública como se privada fosse.
      No dicionário a palavra capitão aparece como sinônimo de penico. Porque será?

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Um conhecido me contactou por telefone, dizendo que não encontrou no dicionário o sinônimo que acima citei para capitão.(= penico).

        Vou facilitar a busca, checando no meu dicionário “Aurélio”:

        urinol. S.m. Vaso apropriado para nele se urinar e defecar.[Sin.: bacia,louça,vaso,penico e(bras.) capitão, mijadeiro. Pl.: urinóis.]

        Porque é assim, talvez encontremos a reposta em algum dicionário etimológico.

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    • Pedro Marcelo Cezar Guimaraes disse:

      Ops…”O Bolsonaro não é estadista suficiente para enfrentar os imbecis comunistas…” Sozinho não, mas com meia duzia dele com estatura moral, coragem e disposicao dele para conter o ativismo judiario, a tirania e o esbulho possessorio do STF, bem como para enfrentar aparelhamento politico partidario na República e da restante da privilegiatura patrimonialista o final dessa História poderia ser mais feliz para o sofrido e pobre povo brasileiro

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        Sr, Pedro afirma que: “Disposição para conter o ativismo judiciário, a tirania e o esbulho possessório do STF…” sempre que a família for incomodada pelo judiciário e a Polícia Federal, ou quem sabe até quando se aproxima dos interesses patrimonialistas dos “zeros” intocáveis.
        Tudo o que o desgoverno Bolsonaro tem feito é cuidar de sua reeleição e destruir odiosamente nossas melhores instituições, ridicularizando as nossas verdadeiras elites em todos os setores da vida nacional que lhe fazem objeções de caráter técnico-científico e político-partidário.
        Em suma, para mim Bolsonaro tem se demonstrado um déspota, um paraquedista – no sentido de oportunista, arrivista – desqualificado para o cargo de presidente da República e que tem , por trás e em torno, gente interessada somente em esbulhar o País e seu Povo. O conceito de Pátria alardeado por Bolsonaro e seus perigosos seguidores é voltado para seus propósitos umbilicais.
        Há muita gente com interesses escusos que trabalha para que os pedidos de impeachment contra Bolsonaro não sejam encaminhados pelos presidentes do Senado e do Congresso Nacional. E essa gente tem nome: a privilegiatura que escraviza o povo brasileiro e desdenha a nossa Carta Magna.
        O vice-presidente, a quem o Bolsonaro não pode tocar com canetada e defenestrar, observa tudo e aguarda convocação para substituir o “mito”.
        Mourão às vezes me parece uma incógnita e as vezes um estrategista.

        Que lástima ainda não termos no Brasil o sistema eleitoral que os pais da América importaram da sofrida Europa nas mãos dos déspotas: o de VOTO DISTRITAL PURO com retomada do poder – recall -, a cada dois anos, de pseudo-autoridades que se corrompam e corrompam o governo. Cabe ao Congresso Nacional estabelecer esse sistema de voto distrital puro, que impedirá que no futuro o povo tenha que engolir fraudes como homens públicos ocupando quaisquer cargos por eleição ou nomeação.
        Há 60 pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro entrados no Congresso Nacional e o doutor Miguel Reale, grande jurista nacional, já explicou como o Congresso Nacional e o Supremo tribunal Federal – STF tem de fazer para tornar realidade o impeachment tão esperado pelos cidadãos brasileiros de bem.

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      • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

        No primeiro parágrafo de meu comentário acima faltou o ponto de interrogação, ou seja, dos interesses patrimonialistas dos “zeros intocáveis?

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    • Mora disse:

      Arioba, perfeito. É só enxergar e mostrar a realidade tal como é, e não se preocupar em ficar bem na fita.

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  • Me parece digno de nota o fato das casas lotéricas estarem abertas, enquanto pequenos negócios que não recebem mais de um cliente por vez permanecerem fechados.
    Todos sabem que diversos aplicativos de jogos permitem apostar pelo celular, não justificando o privilégio concedido a estas agências senão pela sanha arrecadadora dos governos.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Pozzobon,seu comentário me fez lembrar da novela Que Rei Sou Eu, de Luciano Gabus Mendes, na qual o rei, quando precisava de uns trocados para governar, mandava avisar o chefe – se não me engano chamado Monsieur Bidet – das loterias do reino para tomar as devidas providências…
      Já perceberam como muitas dessas casas lotéricas são tremendamente mal ventiladas, com grande frequência e filas demoradas? Quem assim autoriza? Sobra para a Vigilância Sanitária!

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  • GATO disse:

    Que país é este, diria o DUQUE, não o de Espadas, mas aquele da Petrobras. Só o andar de cima pode o resto se sacode, o se vira nos trinta, como diria o filosofo grobaloba. BBB – boa bosta br. é o que todos pagam pra ver e nada aprendem. Ê MATOSALEM, a culpa é de quem. Sem lenço sem documento lá vai o jumento….Que desilusão nada de bom no finalzão, só a baba do babão com cara de ladrão. Chega de balela, vamos pisar nela, a mortadela no pão é o que sustenta o povão.

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  • Rubens Perez Filho disse:

    Parabens! Mais uma vez peço a você que, assim como o Copolla, lidere ações concretas para tentarmos mudar algo nessa VERGONHA que esse pais se transformou. Temos q fazer algo e sao fundamentais as MUITO poucas liderancas! Abs

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Enigma do sumidouro. Ontem tentei ler textos anteriores de Fernão Lara Mesquita, seguidos de comentários dos leitores, mas não consegui passar do texto intitulado A importância do anonimato… pois no espaço destinado a se solicitar textos anteriores e posteriores sómente consta o mesmo título do artigo O escândalo da falta de escândalo.
    Entretanto, ao clicar aqui e ali, apareceu uma listagem dos textos do Fernão e cada qual seguida da expressão carregando comentários e o número deles por artigo. Quem sabe em breve teremos a formatação antiga retorne ou algo melhorado a que precisaremos nos adequar.
    Ou será que não estou sabendo acessar por uma outra via?
    No aguardo.

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  • Dante disse:

    Espetacular o editorial. Brilhante. Esta privilegiatura de funcionários públicos (e não só eles, pois tem os seus donos e os empresários ligados aos funcionários públicos) além de roubar dos pobres, rouba também dos empreendedores (os empresários sem privilégios). Estes empreendedores são os únicos que poderiam verdadeiramente ajudar estes pobres. Ao mesmo tempo, emissários desta privilegiatura, como prefeitos compradores de votos até os lulas, conseguem confundir o povo que o estado vai salva-los. O estado salva seus amigos, e o povo não é este amigo….

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      No Estado/governo de Bolsonaro os amigos são salvos, são deixados na margem do caminho ao sabor das raposas, incluindo vários dos seus amigos de partido(?) que o ajudaram na campanha eleitoral, gente dele da primeira hora e que foram defenestrados.

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  • A culpa de tudo isso que ai está…é nossa mesmo, a população, que com medo de reagir, fica lendo e comentando posts nas notícias e artigos. não vamos conseguir mudar nunca esse país.

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    • A.(sno) disse:

      Quando fizer críticas, use o singular: você não tem como saber o que as outras pessoas fazem ou sequer pensam. E se você tem a receita pra mudar o país porque não a publica?
      Fracasso, socializamos! Êxito, monopolizamos!

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