Ainda a “judicialização”

9 de novembro de 2020 § 13 Comentários

Vários tipos de processos podem ser abertos em torno do resultado de uma eleição para a checagem de votos individuais, a conferência geral do método de tabulação de um determinado local de apuração, etc. Funcionários do governo, candidatos, direções de campanhas, grupos de interesse organizados e até eleitores individualmente podem faze-lo. E recontagens podem, ainda, ser disparadas automaticamente.

Dos 50 estados americanos 20 têm dispositivos de recontagem automática de votos em eleições com margens muito pequenas e 43 regulamentam a requisição de recontagens em determinadas circunstâncias.

De 2000 a 2015 houve 4687 eleições de alcance estadual e 27 recontagens das quais só três (uma em cada 1562) levaram à alteração do resultado anterior, todas por margens de menos de 440 votos invertidos: uma eleição para o senado em Minesota em 2008, uma de Auditor em Vermont em 2006 e uma de governador de Washington em 2004.

Dessas 27 recontagens, 1 por cada 173 eleições, 15 foram em eleições com resultados por margens ate 0,15% de diferença (uma a cada 312).

Na eleição presidencial de 2016 Nevada e Wisconsin tiveram recontagens que não levaram a alterações de resultados, a pedido do Partido Reformista em Nevada e a pedido do Partido Verde em Wisconsin.

Mais informações neste link.

A possibilidade nova nesta eleição que Trump está tentando explorar é o horário de recepção de votos pelo correio estabelecido por cada estado.

§ 13 Respostas para Ainda a “judicialização”

  • cadu43 disse:

    Luz..!! Obrigado Fernao!!

    Enviado do meu iPhone

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  • ADRIANO DE BARROS disse:

    Parabéns, essas informações não veremos na grande mídia.

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  • Cyro Laurenza disse:

    Fernão leu estadão hoje/?

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  • Marcos Andrade Moraes disse:

    e nestes quantos o presidente da republica disse que houve fraude?

    MAM

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    • Paulo Murano disse:

      Pergunta simples e certeira. Parabéns! Inveja dos lúcidos, sempre raros, que preferem o alvo sem muito blá, blá, blá.

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    • LSB disse:

      Caro MAM

      Seu questionamento é PRETENSAMENTE provocativo, espirituoso, sagaz e “certeiro” à primeira vista. Mas, de fato, caso se analise por 5 minutos, percebe-se que se trata de uma retórica falsa e vazia.

      Isto porque pouco importa quantos presidentes tenham ou não denunciado fraude. Focar esse “histórico” é desviar, proposital ou idiotamente, da questão que realmente importa e que, de fato, se trata na atual circunstância: houve ou não fraude?

      Sim, porque se houve fraude, Trump está certo em denunciar! Pouco importa se outros reclamaram ou não de fraude (podem não ter reclamado porque não existiu; podem não ter reclamado porque não sabiam; podem não ter reclamado porque não tinham provas; etc.). O fato é que, se houve fraude (e nesse caso Trump teria provas de que isso aconteceu), ele tem o dever de denunciar.
      (se em um país tão super honesto, no qual nunca houve fraude eleitoral, acontecer de ocorrer fraude pela primeira vez, o prejudicado não deveria reclamar e tentar “escancarar” e reverter a fraude? Ou o fraudador iria dizer “nunca ninguém acusou fraude” e o “roubado” teria que aceitar? Não importa que se seja o primeiro a denunciar se se foi o primeiro a ser vítima de uma fraude… o importante é que a acusação seja verdadeira – óbvio!)

      Por outro lado, se Trump está sendo leviano, irresponsável e fanfarrão, ele está errado e pronto. O que importa que outros tenham denunciado ou não fraude?
      Trump (nesta hipótese de estar sendo leviano) estaria menos errado se na história americana tivesse ocorrido muitas denúncias falsas de fraudes por candidatos a presidente perdedores?
      Se a história americana fosse recheada de caluniadores, Trump poderia caluniar e mentir sem problemas?

      Enfim, não se trata se saber se muitos ou poucos ou nenhum candidato a presidente reclamou de fraude. O importante é saber: houve fraude?
      Se houve fraude, se essa fraude alterou o resultado e se Trump tem provas irrefutáveis disso, ele está certo de denunciar, brigar e tentar reverter (e pouco importa se essa foi a primeira vez que ocorreu fraude ou não e pouco importa se outros candidatos reclamaram ou não).

      Já se não houve fraude, ou se foi em níveis baixíssimos a ponto de não influir no resultado final ou se Trump não tem provas irrefutáveis disto, ele está sendo leviano, mentiroso, irresponsável, etc. etc. etc. E nesse caso, ele está errado (mesmo que se tratasse de um país com histórico eleitoral latino americano).

      Enfim, sua pergunta, embora pretensamente inteligente, só escancara sua limitação cognitiva, sua incapacidade de analisar um problema e de “delimitar” a questão a ser considerada.
      (ou faz isso de propósito com o intuito de enganar os incautos que, por pressa ou preguiça, passam a vista rapidamente nos comentários e não refletem por muito tempo sobre o que foi escrito – caindo, desta forma, na falácia apresentada).

      Abs
      LSB

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    • Paulo Murano disse:

      Há pérolas, porcos e imitações. A falsa tem razoável complexidade e se intui de igual natureza das pérolas verdadeiras, devido a forma e beleza que supõe transparever. Olhos raros choram e sorriem com os Provérbios de Salomão.

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      • LSB disse:

        Que poético!!! Pérolas “falsas” com consciência e dissonância cognitiva. Que alegoria digna da mitologia grega!! Ufa, impossível dizer alguma coisa à respeito, até porque nada foi dito mesmo (exceto pela pretensa inteligência ou “espiritualidade” na tentativa de desqualificar o que não consegue contra-argumentar – ou compreender). Que um Nobel de Literatura?

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      • Paulo Murano disse:

        Perdão, não estou em disputa alguma com o senhor. Boa noite.

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      • LSB disse:

        Prezado Paulo Murano e demais leitores do Vespeiro,

        Venho aqui pedir SINCERAS desculpas – PRINCIPALMENTE ao sr. Paulo Murano -, mas também aos demais frequentadores do site.
        Estou realmente ENVERGONHADO.

        De fato, não compreendi se o comentário do sr. Paulo Murano era uma crítica a mim ou ao MAM.
        MESMO SEM CERTEZA ALGUMA, assumi que a crítica era dirigida a mim e ME DEFENDI de modo BASTANTE SARCÁSTICO (que, vamos considerar, para uma defesa, até é aceitável… mas somente se você tiver certeza que está se defendendo…)

        Enfim, ainda que a crítica tenha sido dirigida a mim, o SIMPLES FATO DE EU NÃO TER CERTEZA recomendaria que eu ficasse de boca calada.
        Mas a prudência não estava por perto quando escrevi as palavras acima…
        Só por isso já mereço um BELO PUXÃO DE ORELHA.

        Para concluir: errei em comentar o que não havia entendido corretamente (mesmo que meu “achismo” tenha sido correto, o fato de eu não ter certeza deveria ter feito eu não escrever… portanto, pela falta de certeza, EU ESTAVA ERRADO).

        Mais uma vez, peço desculpa a todos pois a intenção sempre é melhorar o debate e não piorar. Em especial, peço sinceras desculpas ao sr. Paulo Murano.

        Abs a todos
        LSB

        PS: sei que não justifica, mas explica um pouco: ultimamente estamos todos tão com os nervos a flor da pele que vivemos procurando pelo em ovo e… achamos!

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    • Paulo Murano disse:

      “De fato, não compreendi se o comentário do sr. Paulo Murano era uma crítica a mim ou ao MAM”; explico: pensei em Donald Trump e asseclas enrustidos. Sequer lembrei de W.Disney, homenageado pelos pais de Donald.

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  • Paulo Murano disse:

    E…?

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