15 de abril de 2020 § 22 Comentários

O Brasil está em liquidação.

O único consolo é que quanto mais fundo for mais certo é que não volta à vida sem se livrar do feudalismo.

Essa “corte” walking-dead vai, finalmente, pra baixo da terra

§ 22 Respostas para

  • terezasayeg disse:

    Fernão, também acho que finalmente vamos nos livrar dele. Quando leio as respostas no Twitter aos posts de Rodrigo Maia, por exemplo, vejo que um número razoável de pessoas entende o que está em jogo. Espero que Rodrigo Maia seja jogado no lixo da história, de onde nunca deveria ter saído. Ainda posa de estadista, valha-me Deus!

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  • Alexandre disse:

    Estão brincando com fogo. E as consequências advindas de um colapso generalizado na economia e nos serviços públicos essenciais (financiados com impostos que seriam cobrados de base cada vez menor) podem ser imprevisíveis.

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  • Paulo R Kherlakian disse:

    Com média de um voo a cada dois dias, o Botafogo Maia está há mês sem usar jatinhos; fato inédito. Já é bom um começo para enterrar o feudalismo vergonhoso.

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  • Gaspar A. Teixeira Dornelas disse:

    Ora, Ora senhores, o cara é Botafogo o outro é BolsoNero, assim quanto mais arder melhor será, não restará ninguém para pagar a conta e eles auto se imolam.

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  • whataboy disse:

    É muito impossível que cortem a própria carne. A solução está na tragédia, no caos sem distanciamento nenhum, nem social nem político. Só pode ser isso, para que depois o país destruído, se construa do zero.

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  • paulo renan finholdt disse:

    O mais lamentável é procurar e aguardar-se um estadista, que se houve possível algum, que gorou no ninho. Pior, a gozação já engendrada aos crédulos, nessa utopia fizeram Thomas More patrono dos políticos. E a igreja o tornou santo; que certamente o era desde a sua concepção.O ótimo de tudo: tudo passa.

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  • A “corte” feudal é a parasitagem pública. Simples, copiar sociedades civilizadas e acabar com “Estatuto do Parasita Público” e todo brasileiro ser regido por uma só lei: CLT e INSS.
    Claro, e acabar com os tais “abusos adquiridos” pecuniários.
    O Brasil entraria no mundo civilizado.

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  • Flavio Bottini disse:

    Já não era sem tempo, pois uma nova geração da “corte” dos senhores feudais já estava renascendo …

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  • Dizem os especialistas que uma das causas (talvez a causa primária) da queda do Império Romano foi o custo da burocracia.
    Esse custo da burocracia do Estado fica tão evidente no Brasil que o Senador (voador) Maia me faz lembrar das tantas requisições de cavalos, mulas e carros para viagem pelo Império que os “governadores” das províncias requisitavam aos súditos.
    O que muda hoje é que são infindáveis os recursos e os honorários, além das viagens pelos aviões da FAB…Infelizmente, não sou tão otimista quanto tu és, Fernão. Isso não acaba nunca, tribunais, governadores, senadores e deputados se apropriaram da gestão do Estado em seu benefício e sobrevivência infindáveis.

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  • Ethan Edwards disse:

    Quando caiu o salazarismo, em 1974, os portugueses imaginavam que saltariam das gavetas dos seus escritores milhares de romances, novelas, contos, poemas – que a longa ditadura impedir de vir à luz. Não havia nada. As gavetas estavam vazias. A ditadura não apenas destruíra a política, mas debilitara e, ao fim, esterilizara os espíritos.
    Também eu, em 1985, odiei profundamente o governo Sarney, pois acreditava, com base no que via desde 1979, quando os exilados voltaram, que o fim da ditadura seria coroado por uma explosão de vigor cívico e imaginação política. Sarney, eu acreditava, reprimira essa alvorada.

    Eu e os portugueses estávamos enganados. Catástrofes não produzem iluminações. São, no máximo, uma oportunidade para que sejam ouvidas algumas vozes a que não se prestava atenção nos tempos normais. Mas, se poderosas forças inovadoras não existirem e não se manifestarem nesse momento, a tendência do “sistema” é o retorno à velha ordem ou ao que for mais parecido com ela: um governo Sarney, por exemplo.

    Também torço para que a crise econômica que nos aguarda na esquina produza um debate nacional sobre o Estado patrimonialista. Mas não sou otimista. Conhecendo os laços econômicos e políticos que o Estado mantém com nossa elite intelectual, sou obrigado a perguntar: de onde virão as vozes independentes? Das universidades federais? Da Globonews? Dos institutos de pesquisa subordinados ao governo?

    Entendo que, na crise por vir, o patrimonialismo deve ser atacado no seu flanco mais frágil, que são as estatais: privatizar tudo! Isso fortalece, a prazo, o poder econômico da “sociedade civil” e a capacita, cada vez mais, a enfrentar o Estado. Atacar de frente a elite do Estado, exigindo o fim de seus privilégios, é derrota provável, pois o primeiro e mais forte anteparo da privilegiatura é o Judiciário, por acaso um dos mais ricos beneficiários do patrimonialismo. Há que se exigir alguma coisa, é claro, mas será como escalar a face sul do Everest…

    Admiro sua bravura e lamento por este toque pessimista. Um abraço solidário.

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    • Flm disse:

      Não tenho ilusões sobre os espíritos. Democrata que sou, acredito na necessidade de governos de homens que não são santos para homens que não são santos…
      Mas dinheiro acaba.
      Isso é fato.

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    • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

      Caro Ethan, não foi a Academia Brasileira de Letras que elegeu uma cadeira de imortal para Ribamar Sarney? Certamente separaram o político do escritor. Em todo lugar há todo tipo de gente e felizmente o resultado da votação sobre Sarney foi cremado, conforme ritual da ABL.

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  • Beto Lacerda Filho disse:

    Precisam ir para a cadeia e tomar todo o dinheiro, bens e todo produto da roubalheira!
    Se não vai ter valhido a pena tudo que fizeram!

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  • Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut disse:

    Esses “walking-deads” voltarem para baixo da terra é tão possível quanto um defunto sair do túmulo exclamando: “Voltei para rever os credores!”. O vampirismo na coisa pública é mais antigo que a Babilônia, mas nunca foi tão intenso como nas capitanias hereditárias do Brasil atual. O pior é que Bolsonaro não percebe que está fazendo o jogo dos “walking-dead” ex-presidentes Lula e Dilma, que o judiciário decidiu, com base em leis criadas pelo Congresso Nacional, permitir que fiquem perambulando por aí cavando um buraco bem fundo para todos os brasileiros.

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  • Cirval disse:

    Quando não havia nada no país para justificar os desmandos e a falta de recursos, eles inventavam qualquer coisa e ficava por isso mesmo. No futuro, os nossos governantes de todos os níveis vão dizer que a situação financeira será difícil por conta da Covid-19. E essa justificativa vai durar por governos a fio. Pior, muita gente vai acreditar e permanecerá a leniência de sempre. A direita vai dizer que a situação financeira ficou difícil por causa da “quarentena burra” e a esquerda porque o presidente não tomou as providências quando deveria tomar. Vão se estapear nas redes sociais a troco de nada. Sem tirar nem por o que acontece hoje.

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  • LSB disse:

    Fernão e demais,

    Comentei vários comentários, mas não comentei o “post” propriamente dito.

    De fato, concordo integralmente.
    Como já tinha me expressado anteriormente, poderíamos mudar de forma mais ou menos harmônica (que julgava menos provável) ou bem mais caótica e conflitiva (que imaginava ser o mais provável destino de nossa Nação).

    Pois bem, eu extrapolava nosso comportamento repetitivo de nunca enfrentarmos as questões seriamente e sempre promovermos remendos que melhoram as “coisas” no curto prazo e complicam e pioram tudo mais no longo prazo.
    Daí inferia que iríamos alçar voos de “galinhas” cada vez mais baixos e mais curtos ao mesmo tempo que seriam crescentes tanto a dificuldade de elaboração/aprovação/adoção/implantação das reformas pretendidas (mais os “remendos” criariam “realidades” cada vez mais complicadas) quanto a polarização/desavenças políticas.
    No limite, essa dinâmica levaria o País à ruptura institucional.

    Pois bem, mas havia um vírus no caminho…
    De fato, “nada” muda naquela dinâmica descrita acima, exceto que o vírus fará o papel de um “ultra” catalisador/acelerador…

    Abs
    LSB

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