Pela “adesão premiada” à democracia

19 de julho de 2017 § 29 Comentários

Artigo para O Estado de S. Paulo de 19/7/2017

Os objetivos e os métodos, o alcance e a extensão dos “malfeitos” de Lula e de Temer nunca foram iguais mas é impossivel reduzir essas diferenças a tipificações jurídicas. E como com a “privilegiatura” vigente é preciso forçar ou até violar a lei para colocá-la a serviço do fim da impunidade, fica fácil para os interessados em confundir tornar “idênticos” os personagens e pleitear o desmonte dos processos de que são réus. Mas o que, na verdade, inspira todo o debate que se trava em torno deles não é o que ficou no passado mas o que cada um propõe para o futuro. Aí sim, as diferenças são claríssimas.

Discutir o caso como se vivessemos na Inglaterra além de temerário é ridículo. O que está em jogo não são questões abstratas de coerência interna de pedaços de pensamento como querem fazer crer os argumentos isolados do contexto que se ouve nos tribunais, nos plenários e na imprensa. Aqui, em pleno 3º Milênio, nem a natureza do regime é uma questão pacificada. O que está em causa é se teremos democracia só, com tres poderes independentes uns fiscalizando e contrabalançando os outros e o início da caminhada na direção da igualdade de direitos e deveres, ou se vamos para o “excesso de democracia” sustentado pela violência que nos tem sido apontado como o exemplo a ser seguido das cubas e venezuelas que restam.

O fim desse calvário está em oficializarmos essa verdade simples. Cada brasileiro dentro e fora do universo estatal, seja ele politico, jurista ou simples mortal, tem o direito de desejar o regime que quiser. Mas deve vender seu peixe abertamente e não persegui-lo nas sombras com esse tiroteio de dossies, tortuosidades jurídicas e gambiarras regimentais que, nos tribunais ou no legislativo, os rotos e os rasgados disparam uns nos outros, não para desmanchar a “privilegiatura” mas para disputar o comando dela.

A Lava Jato furou o abscesso e marcou uma virada histórica mas não é uma solução em si mesmo. A repetição do padrão de distorção em todos os casos examinados, seja qual for a filiação partidária e a ideologia alegada em tres anos e meio de investigações mostra que o problema é do sistema e não apenas das pessoas. Mas a ferramenta judiciária foi desenhada para operar exclusivamente no universo do particular. Ela serve para ajudar a varrer o velho mas não serve para popor nem para instalar o novo. Faze-la substituir-se ao debate político e programático necessários torna-a suscetivel de ser instrumentalizada para a disputa de poder como ja vinha acontecendo e ultrapassou todos os limites depois da usurpação da marca de Curitiba por Brasilia.

O outro lado da realidade que é preciso urgentemente reconhecer é que, dado o esgotamento da economia pelo estado de obesidade mórbida alcançado pela “privilegiatura” e a espiral em que entramos de mortandade de empregos e negócios privados implicando a queda de arrecadação, e esta realimentando a mortandade, não fazer nada é a outra maneira subreptícia de chegar a uma ditadura imposta pela violência como resultado do caos que já anda a trote pelas ruas do país.

Não vamos consertar nossa política doente nem que sejam presos todos os que trilharam os caminhos a que o sistema obriga se eles continuarem sendo os únicos disponiveis. É impossivel conseguir consistência programática e governabilidade com 50 “partidos políticos” ganhando mensalões leglizados do estado, ou controlar a corrupção a que o custo de eleições num modelo insano obriga sem mudar o sistema eleitoral. Nunca será justo nem razoavel um Judiciário com instâncias sem fim terminando num STF pautado por uma constituição de 330 artigos e emendas que regula do sexo dos anjos ao salário das empregadas domésticas. Jamais deteremos a metástese do estado, a colonização do serviço público e a multiplicação dos privilégios enquanto houver um setor de emprego no territorio nacional que legalmente dispensa a entrega de resultados e arma uma casta do poder de apropriar-se do suor alheio em benefício próprio.

Nossos sistemas partidário e eleitoral são, porém, tão fechados que impedem a “solução francesa” de rápida renovação a partir de fora à la Emannuel Macron. Não ha meio de introduzir ar fresco no nosso ambiente político blindado nem rasgando o calendário eleitoral. A solução terá de sair dos políticos e instituições que temos. É preciso, portanto, não só impedir que destruam-se mutuamente como, principalmente, criar caminhos dentro delas por onde a virtude, e não apenas o vício, possa transitar.

Um programa nacional de “adesão premiada” à democracia poderia produzir o milagre. Nada de muito complicado. O básico apenas. Instituir a igualdade perante a lei com uma refoma da constituição que se comprometesse a excluir dela tudo que não vale para todo mundo, começando pelos privilégios do funcionalismo ativo ou aposentado, seria um ato de incendiária popularidade que daria à mudança o impulso que ela requer. A simples adoção desse compromisso traria a valor presente uma boa parte do benefício e faria a economia voltar a bombar desde o primeiro minuto mesmo que os prazos do acerto final fossem extensos. Desentortar o resto do sistema de representação extinguindo o financiamento tambem de partidos políticos, movimentos sociais, ONGs e quejandos pelo governo desinfetaria o ambiente e abriria as portas do Brasil a uma verdadeira democracia representativa, único antídoto eficiente jamais inventado contra a corrupção. Eleições distritais com retomada de mandatos por iniciativa popular (“recall”) acabariam com o custo absurdo das proporcionais e toda a corrupção relacionada. O direito de referendo das leis dos legislativos municipais e estaduais daria aos usuários a ultima palavra sobre a qualidade das leis de que necessitam para viver e trabalhar em paz.

Temer está provando que não bastam meias reformas na direção certa. É preciso propor a coisa inteira e oferece-la como o programa revolucionário de reconstrução nacional que a profundidade da crise requer. Quem primeiro o fizer será, para sempre, o primeiro herói brasileiro.

 

§ 29 Respostas para Pela “adesão premiada” à democracia

  • MARCOS A. MORAES disse:

    Texto maravilhoso! Há frase que merecem o Nobel de literatura. Mas o final é triste, pois o ambiente está tomado pelos covardes e oportunistas de ocasião, não deixando espaço e tempo para surgir o herói. Parabéns! MAM

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  • Renato Pires disse:

    Os direitos “adquiridos” pela casta diretora, no nosso sistema predador do Estado, têm de ser “requeridos” de volta pelos pagadores das contas, começando pela “demissibilidade”, tanto de políticos infiéis aos seus eleitores, quanto de “servidores” que se servem do público. Primeiros passos

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  • Com certeza está tudo dito. O corte de privilégios deve ser a primeira medida, para que a população tenha chance de melhorar seu padrão de vida. Enquanto tivermos uma casta privilegiada como temos há muito tempo não chegaremos a lugar algum. Um país com o potencial que tem como o nosso não tem necessidade de ter 14 milhões de desempregados, Outra coisa é o discreto meio de fazer renda cobrando os absurdos impostos sobre tudo que sirva para cobrança. Se ainda o resultado dessa cobrança retornasse ao povo, tudo bem, mas sabemos bem para onde ela tem ido nos últimos 14 anos. É necessário reformar a constituição e exigir medidas criteriosas para alguém ser candidato a cargo político. Não tem cabimento sob a desculpa de se fazer democracia, permitir que semi analfabetos se elejam se quer para vereador, ainda mais presidente. Também é necessário um exame mental para não passarmos mais vergonha com presidentes e dentas, que não dizem coisa com coisa e faz a todos os brasileiros, de idiotas, quando vomitam suas asneiras principalmente no exterior, que é um prato cheio para nos humilhar. Não fosse o agro-negócio, que sempre nos salva de crises, não sei o que seria desse país.

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    • Renato Pires disse:

      O Brasil em mais uma crise! Que novidade! Infelizmente o Brasil tem avançado de crise em crise. Podemos quase dizer que o Brasil precisa é de uma boa crise para crescer e se desenvolver.
      Essa crise atual nos parece mais séria, é mais séria, não somente porque dela temos a percepção mais acurada, por efeito das redes sociais e dos meios de comunicação, mas porque realmente um modelo perverso de País, um modelo feito de exploração e injustiças sociais, construído e consolidado ao longo de cinco séculos, vai chegando ao fim, e o impacto desse fenômeno social é tremendo, configurando realmente uma crise estrutural de graves e importantes consequências.
      O tipo de País que se esgota é feito de privilégios e regalias, longamente outorgados e mantidos para uns poucos, e de grave injustiça social para a grande maioria, que padece todo tipo de carências.
      Erigiu-se no Brasil, desde a colônia, um sistema de privilégios e regalias para uma casta que se pendura no Estado, e o transforma numa máquina de extrair recursos e riquezas da população que trabalha e as produz, e para a qual se empurram, despudoradamente, as contas e as mazelas desse sistema perverso.
      Um verdadeiro Sistema Predador, que perdura e se reproduz há séculos no panorama brasileiro.
      Quem são esses predadores da grande maioria da população brasileira? De um lado do espectro político, a Direita Troglodita, composta de rentistas de todos os tipos, que vivem de explorar o Estado através da Dívida Pública; de empresas ineficientes, oligopolistas, infensas à concorrência, viciadas num subsídio fiscal e financeiro; de políticos venais e corruptos, que vivem de sugar o Tesouro; de privilegiados do serviço público, com salários milionários e produtividade desprezível, que se aposentam cedo e mantém seus inomináveis privilégios.
      E de outro a Esquerda Jurássica, que, seguindo as leis de Gramsci, ocupou e ocupa todos os espaços públicos ditos “dos trabalhadores”: as universidades públicas, onde, com salário garantido e sem cobranças, reproduz suas ideologias furadas e faz a cabeça do alunado, preparando os futuros soldados do sistema predador; os sindicatos, as associações de classe e as confederações trabalhistas, onde mamam e desfrutam livremente o injustificável Imposto Sindical, e os “movimentos sociais” que também vivem de sugar recursos públicos para conduzir suas inefáveis “campanhas”, movidas a preguiça, bagunça e violência.
      Espremida no meio dessa Prensa Maligna, lutando para sobreviver e pagando a conta desse descalabro social, debate-se a imensa maioria da população, sem recursos, sem saúde, sem educação, sem nada, submersa num mar de injustiças e impostos escorchantes.
      Felizmente, os dias dessa Prensa Maligna estão contados, pois o Sistema Predador, feito de privilégios e regalias, cresceu demais, agigantou-se, transformou-se num elefante morto nas costas dos verdadeiros trabalhadores, aqueles que produzem a riqueza desta Nação.
      Essa conta não fecha mais, o ajuste virá, queiram ou não os beneficiários dessa excrescência. Aproxima-se o juízo final do Sistema Predador, que vai terminar, por bem ou por mal.

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  • luizleitao disse:

    Lendo aqui a expressão “privilegiatura”, lembrei-me do termo “nomenklatura”, a classe dos influentes dos poderosos da então União Soviéticao e seus nomeados para cargos cheios de mordomias. Que certamente persiste na era Putin. Fico pensando como seria possível acabar com os supersalários e demais privilégios de poderosos magistrados, procuradores, políticos, empregados de estatais (e eliminar as próprias estatais, privatizando-as) e funcionários públicos. Haverá muita resistência, invocando-se a patética tese dos “direitos adquiridos”. Imagino que só através de uma muito didática campanha nacional de conscientização seria possivel acabar com a privilegiatura, mostrando a todos como eles são enganados e lesados pela pós-verdade que emana da boca dessa turma.

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  • Carmen Leibovici disse:

    Tudo está dito aqui:

    Nossos sistemas partidário e eleitoral são, porém, tão fechados que impedem a “solução francesa” de rápida renovação a partir de fora à la Emannuel Macron. Não ha meio de introduzir ar fresco no nosso ambiente político blindado nem rasgando o calendário eleitoral. A solução terá de sair dos políticos e instituições que temos. É preciso, portanto, não só impedir que destruam-se mutuamente como, principalmente, criar caminhos dentro delas por onde a virtude, e não apenas o vício, possa transitar.”

    Por onde a virtude nao transita,mas
    só o vício,o resultado só pode ser o de um Brasil que assistimos.

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  • Olavo Leal disse:

    Brilhante texto, ideias maravilhosas, embora difíceis de alcançar, de acordo com o “pensamento” em vigor no País.
    Não seria o caso de, além do exposto, lutarmos pela “carreira política”? Todos deveriam candidatar-se inicialmente a vereador, sendo proibida a reeleição para o mesmo cargo, qualquer que seja. A “carreira” prosseguiria normalmente, em ascensão, pois o indivíduo teria de se candidatar a vereador, depois prefeito, deputado estadual e federal, senador, governador e, finalmente, presidente. Quem trabalhasse bem, prosseguiria na carreira; do contrário, seria devidamente podado.
    Some-se a isso a necessidade de melhor distribuir a carga tributária, privilegiando o Município (que, de 7 a 8%, passaria a uns 30 ou 40% da mesma) e o Estado (que, de pouco mais de 20%, iria a uns 40 ou 50%). À União caberiam uns 20%, direcionados à estrutura necessariamente federal (FFAA, PF, Itamaraty, Justiça Constitucional e Federal, agências reguladoras e pouquíssimos ministérios) e ao investimento (e nunca ao custeio!!) dos Estados menos desenvolvidos, mediante estabelecimento de metas quinquenais.

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    • Fernão disse:

      num sistema com referendo, recall e leis de iniciativa popular isso tende a acontecer processualmente. mas fechar a porta a cortes de caminho é incidir no vicio brasileiro de querer prever e se substituir à realidade.
      pode ser interessante e necessario cortar caminho conforme a circunstancia. e se o povo tiver poder de decidir e des-decidir conforme suas necessidades, não é esse fator que fara as coisas tomarem a boa direção. o importante é dar ao povo o poder de mandar e desmandar num contrxto “picado”, distrital, para impedir que quem quer que seja possa mandar demais. o resto acontece sozinho

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      • MARCOS A. MORAES disse:

        não há espaço pra tréplica, então, penso que valeria a pena O Vespeiro responder ao que vai abaixo. Até Porque, Dilma nunca foi política, não gosta de política e seu modo de ser é amplamente tecnocrata. Quanto a Lula ele enganou a todos. Logo, sistema nenhum o pegaria antes. Se é que pegará depois! MAM

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      Não seria, pois a carreira política seria essencialmente a vitória da apolítica. Assisto a este pensamento aqui e ali; ele é essencialmente tecnocrata, fruto do especialismo que nos molda, sei lá, desde Descartes. O fato é que nem nas empresas é assim, tão linear, visto que a política come solta. Além disso, concordo com O Vespeiro: fechar porta não leva a nada a não ser a mais tentativa e erro, vale dizer, crises. Se é para melhorar a representatividade que está aí, melhor seguir a proposta. MAM

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      • Olavo Leal disse:

        A proposta evitaria a existência de uma Dilma Rousseff, por exemplo. E, quase com certeza, de um Lulla. Selecionaria os políticos mais ativos (positivamente) para prosseguir na carreira, eliminando a escória e diminuindo a necessidade do recall (que, embora uma ideia brilhante, não deixa de ser uma pequena crise!!).

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      • Olavo Leal disse:

        Resumindo: não veja na proposta de carreira política nada de “…vitória da apolítica.” nem de “…essencialmente tecnocrata”….!!!!!

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      • Olavo Leal disse:

        Caro MAM
        Em resposta à sua tréplica das 14h16, creio que Dillma, mesmo sem querer, foi política, pois exerceu um cargo político, mediante eleição – teria sido, aí sim, uma péssima política e tecnocrata.Caso tivesse sido eleita vereadora, teria causado prejuízo, no máximo, a um município, onde encerraria sua breve carreira política.
        Lula jamais teria enganado a todos se tivesse sido vereador e, após, prefeito de um mesmo município. Sua incapacidade também teria siso descoberta a tempo, restrita a um pequeníssimo pedaço do nosso País.

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    • MARCOS A. MORAES disse:

      OK, funciona assim, então vai a minha tréplica, pois o anterior foi um pedido ao Vespeiro.

      Defino a política como a arte de gerir as diferenças, sendo a ferramenta maior do processo democrático. Quando a ferramenta trava a saída é a guerra, civil ou não.

      Dilma ocupou o cargo maior da democracia presidencialista brasileira sem, jamais, ter se lançado à política, pois sempre foi burocrata, pau mandado de Lula e antes de Collares. Ela nunca se preocupou em gerir diferenças, pois suas armas sempre foram o fuzil ou a cooptação pura e simples feita com o dinheiro alheio ou de dedo em riste abusando da hierarquia.

      Lula não! Foi deputado federal constituinte eleito com a maior votação! Lula sempre fez política desde sindicato. Lula adora fazer política e se não tivesse escolhido a anta, pensando que era um poste, provavelmente estaria muito bem até hoje…

      Vc diz que a proposta selecionaria os melhores e eliminaria a escória, mas não diz como este processo se daria. Aparentemente, só poderia ser candidato a presidente que tivesse sido governador e daí em ordem decrescente até vereador. Logo, a carreira começaria na vereança…

      Ademais vc considera o recall reflexo de uma pequena crise Infiro, portanto, que o mundo que vc imagina é imune à crises. Mas, isso é impossível, pois até no Olimpo o pau comia… Vc deseja um sistema perfeito, mas isso só seria possível num mundo de homens perfeitos. E isto jamais haverá. Por isso lhe disse que sua visão é tecnocrata e que sua proposta é apolítica. Não desejo ser açodado, mas desconfio que isso já aconteceu há 74 anos…

      De qualquer forma, fica pergunta: como este sistema de seleção funcionaria? MAM

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      • Olavo Leal disse:

        Caro MAM

        Iniciando pelo final, em lugar algum afirmei que o que proponho é um sistema perfeito (imune a crises) e, sim, uma ideia que permite que o povo vá selecionando seus governantes e representantes (para evitar, por exemplo, que uma Dillma chegue aonde chegou).

        Como você mesmo deduziu, a carreira começaria na vereança, onde há um forte contato com o povo (lembre-se que, em conjunto, proponho uma estrutura tributária realmente federativa, como deve ser nosso País – República Federativa do Brasil). Daí a prefeito, dep. est., dep. fed. senador. governador e presidente. Tudo sem reeleição.

        Os “eliminados” seriam aproveitados como vices (prefeito, governador e presidente), secretários e ministros, também por ascenção e sem repetir o cargo seletivo ou indicado.

        Envolvendo todo o sistema, haveria o voto distrital puro, com “recall”. Este – para mim é evidente – não deixa de ser uma pequena crise, necessária ao seu bom andamento e à eliminação imediata dos pouco dedicados, quando não incompetentes. Repito: nada é imune às crises, que devem ter solução rápida – virtude máxima do “recall”.

        Espero ter demonstrado que o sistema proposto não é dependente de homens perfeitos. Portanto, não é 100% perfeito – jamais o afirmei, inclusive porque não penso assim!!! Onde estaria a “… visão tecnocrata …” e a “… proposta apolítica …”?

        Não consigo entender como esse sistema “… trava a saída …”, levando a uma “… guerra, civil ou não…”, ao exercer uma natural seleção. Dillma não passaria de vereadora e Lulla, no máximo chegaria a governador (ou vice), reduzindo seus estragos a um Município e/ou Estado, decorrente da má escolha de seus eleitores. Nada impede que um representante do povo livre-se do “recall” e, após, da eliminação decorrente da não eleição ao cargo superior. Manda o eleitor!!! Escolheu mal, aguente!!! Isto é perfeição?! Claro que não!!

        Outrossim, deixemos o Olimpo de lado (rs, rs). Bom fim de semana e grato pela atenção.

        Olavo Leal

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  • faria13 disse:

    Seria um absurdo propor o Presidente Temer o nosso primeiro herói?
    estou determinado a mandar este trabalho para todos os deputados.

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  • O caminho e as diretrizes estão traçados claramente no artigo. Falta o
    comandante com disponibilidade e abnegação para se tornar herói. Na
    minha opinião, tal figura ainda está por nascer.

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  • Penso que o amigo Fernão se superou nesse texto. Compartilhei com todos os meus grupos e sugiro a todos fazer o mesmo. Esse texto precisa chegar a quem pretenda se candidatar em 2018 e não sabe o que dizer para ganhar o eleitorado. Quem assumir esse discurso terá boa chance de ser eleito.

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  • Ronaldo Sheldon disse:

    O Plano é perfeito e exequível, faltam lideranças e pressão popular. Será que precisaremos de uma crise ainda mais devastadora para a população acordar e reivindicar seu direito de liberdade, igualdade e fraternidade como na queda da Bastilha? Ou será que falta educação para a população saber do que se trata?

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  • PMC disse:

    Dr. Fernão

    Entre todos os seus editoriais, difícil é escolher entre os meus preferidos, o melhor.
    Concordo com cada palavra deste editorial.
    Brilhante, um dos melhores. Parabéns!

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  • Guilherme Camargos disse:

    Sim , caros , Temer é o primeiro a apontar uma saída para o estado patriarcal brasileiro , embora governe com os políticos de sempre .
    Aliás , sabe Temer muito bem o que é a política e que só através dela há saídas e soluções .
    Os primeiros passos estão dados …

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  • Estas propostas não serão encaminhadas porque sua única possibilidade estava na convocação de uma constituinte fora do Congresso, que foi abortada na denúncia de Janot. Não creio em reforma política na situação atual em que Temer periclita dependente de uma maioria parlamentar para lhe salvar do cargo e sem qualquer coerção para votar em reformas autofágicas de uma demopatia alicerçada na manutenção dos privilégios de castas.

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  • PMC disse:

    Então, eleições distritais, ‘recall’ e direito de referendo das leis dos legislativos municipais e estadiais, são necessárias para sairmos desta realidade ‘contaminada’.
    Ao meu ver a questão é justamente encontrar os ‘heróis’, o ‘ar fresco’; quando eu penso a respeito disto, do ‘quem’, eu encontro sério problema.

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  • Milton Leite Bandeira disse:

    TRIBUNAL MEDIEVAL DE INQUISIÇÃOREPUBLICA DE DELEGACIA 

    Somos um povo infantil, o brasileiro adulto não existe. Um POVO existe apenas em virtude da consciência que tem de sua existência, o que ainda não ocorre com o ainda folclórico brasileiro. Mas o ‘POVO BRAZILINDIO’ (PATRIMONIO ORAL DA VERDADE OBJETIVA – novos brasileiros renascidos em Junho de 2013, cidadãos não contaminados pela mentira, corrupção e pela impunidade) no presente ano de 2017 está fazendo 10 anos de idade: 2+1+7 = 10. 

    Em cinco séculos de um país em construção, com um exercício metafórico de grande inteligência,  admitir esta sua etapa infanto-juvenil significa reconhecer que em 517 anos  ele ainda estava em processo de formação da  sua personalidade, desconhecendo a sua autonomia, cidadania e soberania, assim permitindo  que muitos falassem e  fizessem por ele, tanto a nível doméstico, social, cultural, municipal, estadual,  nacional e internacional. 

    Num determinado momento da vida nacional o presidente Michel Temer asseverou a existência de  uma certa animosidade entre os brasileiros, o que é condenável. Que as Forças Armadas exercem um papel extraordinário, estão preparadas para a guerra, que esperamos que nunca venha, elas representam o sintoma da PAZ, a garantia da paz, porque elas se baseiam na ideia de hierarquia e disciplina.

     Depois que eu me for quero ficar conhecido como o presidente que pregou a pacificação, a conciliação nacional. 

    Certamente no ‘FÓRUM BRAZILINDIO – Reexistencia cultural – Comunicação global’ da ‘JUIZ DE FORA NAÇÕES – A TERCEIRA MARGEM DO RIO PARAIBUNA’, aprovado pela  UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA  isto se tornaria possível. Pondo fim no ciclo midiático diário e enjoado do Tribunal Medieval de Inquisição da atual República de Delegacia.   

    DA CIDADE QUE PRECIPITOU O GOLPE MILITAR DO 31 DE MARÇO QUERENDO SE REDIMIR DESTE PASSADO DOLOROSO da nossa história.  MILTON LEITE BANDEIRA –  Defensor dos Direitos e Deveres Humanos – Promotor Mobilizador Cultural. 

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  • Marcos disse:

    em aumentam-se os impostos pro buraco das contas não ser tão grande. E quem paga a conta impagável dos privilegiados?
    Quem adivinhar ganha um tanque de combustível cheio.

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  • José Mario dos Santos disse:

    Rio de Janeiro, 28 de julho de 2017. Sempre que tenho oportunidade de acompanhar um debate como o que ocorre neste espaço, sinto renovada a esperança de que “nem tudo está perdido” para o Brasil e seu sofrido povo. Baseio-me, sobretudo, na verificaçao de que há vida inteligente entre nós, brasileiros, que se mostra, por suas ideias e propostas, sinceramente interessadas em encontrar uma saída viável para o país. Curiosamente, lembro-me do tema principal das discussões e do noticiário nos dias que se seguiram à vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral em 1985, que giravam invariavelmente em torno “da volta das prerrogativas”, leia-se “privilégios”, para a classe dos políticos. Atribuo a maior parte dos nossos problemas atuais à forma algo descuidada com que foram concedidas aos políticos tudo, ou quase tudo, que reivindicavam naquele momento, que considero como um dos principais componente remotos que originaram essa crise de agora. Quem atravessa o verdadeiro monumento arquitetônico que é a Ponte Rio-Niteroi, olhando sua grandiosidade e a complexidade do desafio que representa até hoje, não pode deixar de imaginar que, se fosse construída na época desta nossa presente “democracia”, teria dado espaço para enormes cifras em propinas, superfaturamentos e contas secretas em paraísos fiscais! Salvo melhor juízo…

    José Mario dos Santos –

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    • Fernão disse:

      é isso mesmo, jose mario.
      os militares foram “despotas esclarecidos” (como pombal). a outra exceção numa historia cheia de corruptos mancomunados com imperadores (nunca tão barra pesada qto hoje), foi prudente de morais q, com rui barbosa, plantou o marco do capitalismo brasileiro que, desde então, todos os governos vêm tentando destruir

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