Como é no mundo que vai pra frente

4 de maio de 2017 § 32 Comentários

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§ 32 Respostas para Como é no mundo que vai pra frente

  • Ronaldo Sheldon disse:

    Por esta e por outras é que acho que a Inglaterra deve se afastar do MCE e manter intacta sua independência, democracia, Sistema de Saúde, Leis, etc…., que são exemplo e parâmetro para o resto do mundo.

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  • Fernando Lencioni disse:

    Ha! Aqui no Brasil os advogados trabalhistas mentem descaradamente e todo mundo sabe e não acontece absolutamente nada. Você percebe? É uma questão de caráter do povo. É a psiquê coletiva. Porque vocês acham que a política no Brasil não presta muito mais do que nos outros países? Na política o povo está exposto.

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    • Fernão disse:

      não acredito nisso, fernando.
      se o governo ingles remunerasse a mentira como o nosso remunera, a Inglaterra inteira, advogados inclusive, passaria a mentir.
      ja foi assim, alias, e não faz muito tempo.
      desde que passou a multar pesadamente a mentira, o povo ingles vem se tornando mais e mais virtuoso…

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      • Fernando Lencioni disse:

        E porque você acha que lá é assim? O governo brasileiro só remunera quem assim se comporta porque o povo aplaude isso. Desculpe, Fernão, mas as leis de um país são o resultado do polígono de forças que resulta do pensamento da maioria. Frequente as câmara municipais de nosso país e você entenderá o que estou dizendo. E, não se engane, as câmara municipais são o micro cosmos das assembleias legislativas e do congresso nacional. O que você vê lá, verá aqui. Você acha realmente que o que aconteceu ontem na comissão que analisava o projeto sobre a previdência no Congresso Nacional aconteceria nos EUA? Nem entrariam no capitólio. Você sabe disso. Você é uma pessoa que conhece os EUA e sabe muito bem como funciona a coisa lá. E porque isso acontece aqui e não lá? Ora, lá a polícia prenderia todos, jogando-os contra o chão, colocariam o joelho no pescoço dos invasores e os algemariam; levariam os caras presos e estes passariam a noite na cadeia – na melhor das hipóteses – e só sairiam mediante pagamento de fiança e ninguém iria criticar a ação policial. Esse é o problema. Leis nós temos. O problema é o enforcement of law. No nosso caso tudo é visto como abuso policial, mesmo que os supostos manifestantes não estejam se manifestando, mas praticando crimes. Vide o que aconteceu na recente “greve”. Você não pode negar a visão distorcida que nós latinos temos sobre a natureza das coisas e o resultado negativo que isso causa em nossa vida diária. Você acha mesmo que algum advogado que defendesse a aplicação rígida do código de ética dos advogados no Brasil seria eleito? Ha! Percebeu? Até na Ordem o polígono de forças é o que determina o comportamento porque os presidentes são eleitos e nosso esquerdismo infantil – que domina o pensamento no Brasil – até lá funciona como um fator negativo. Eu comecei minha carreira como advogado dos trabalhadores. Hoje, tenho verdadeira ojeriza à justiça do trabalho no Brasil. Você pode litigar de má-fé na justiça do trabalho que não tem a menor importância. Pode pedir tudo o que você quiser, mesmo que não tenha a menor procedência que não acontece nada. Você pode mentir que não tem qualquer repercussão – aliás, não sei se você sabe, mas o réu no Brasil tem o direito de mentir. Nos EUA você será preso e processado por perjúrio. O empregado é sempre considerado como se fosse um incapaz. Não se trata de achar que nos outros países todo mundo é santo. Não. Não é isso. É que quando um comportamento aético é exposto num país em que a maioria das pessoas rejeita a desonestidade o político ou qualquer do povo, ainda que na imprensa, que defender um comportamento assim será execrado. O que não ocorre no Brasil. Não é tão difícil de entender isso. A falta de honestidade, infelizmente, permeia nosso dia a dia. Atestados médicos falsos, estacionamento irregular em local destinado a idosos, deficientes e mulheres grávidas e etc. é um comportamento com o qual temos que nos conformar todos os dias para não criar confusão. Poderia citar uma infinidade de comportamentos aéticos que são praticados todos os dias na nossa frente, mas… é desnecessário para quem vive aqui e tem coragem de reconhecer e honestidade intelectual suficiente para concordar. Sinto discordar de você, com todo respeito. Mas, é a verdade cruel e inarredável. O nosso problema é de caráter, sim. Precisamos reaprender a valorizar a honestidade.

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      • Fernão disse:

        So concordo com a sua ultima frase, Fernando. Com a conclusão de tudo que voce diz.: “Precisamos reaprender a valorizar a honestidade”.
        Exatamente!
        Isso se aprende. A valorizar e a desvalorizar.
        O resto esta catolico demais pro meu gosto. “Um vale de lagrimas onde tudo que ha pra fazer é esperar o outro mundo?”…
        Estou lendo neste momento “The richest man who ever lived”, o alemão Fugger. Odebrecht perde! Ele viveu na epoca da descoberta do Brasil. Tinha la seus talentos mas o maior, de longe, era o de subornar reis e papas e financiar guerras. Um de seus fregueses foi o rei da Inglaterra…
        Fugger inventou com um papa que lhe devia muito dinheiro a venda de indulgências pela Santa Madre Igreja. Eis um trecho:
        “Steal from a widow? Kill a baby? Deflower the Virgin Mary? Indulgences absolved them all”…
        É a verdade literal do tempo. Foi o tamanho do cinismo dele que engendrou, quase diretamente, Martinho Lutero, uma especie de juiz Moro do tempo. E então as coisas começaram a mudar. O filtro de seleção passou de negativo a positivo e o resto é história.
        Enfim, é esse o mundo real, Fernando, e ele não é movido por lamentações…

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      • Fernando Lencioni disse:

        Lamentações? Respeitosamente. Não. Fatos! São fatos como os que você descreveu em relação a Jacob Fugger. Esse cara era um banqueiro do final da idade média – a era das trevas – e como todo banqueiro seu negócio era ganhar dinheiro a qualquer custo. Essa história da venda de indulgências pelo Papa da época – que nada mais era do que um senhor feudal com exercito e tudo e por isso precisava emprestar dinheiro – foi a única maneira encontrada pelo banqueiro de receber tudo o que lhe era devido pela igreja católica. O aparecimento de Lutero, como vejo, foi apenas um incidente decorrente exatamente dos séculos de abusos da igreja católica e não um fato diretamente relacionado ao banqueiro, embora o comércio de indulgências tenha sido como que a gota d’água nessa história toda. Foi um movimento social, ocorrido especialmente na Alemanha, devido exatamente a essa percepção do autoritarismo da igreja e de seu senhor feudal o Papa. Martinho não estava sozinho. Diferentemente do ocorrido na Inglaterra onde Henrique VIII usou essa noção para servir aos seus propósitos. Assim o mundo não é movido por lamentações – prefiro insatisfações -, mas por constatações acerca dos fatos negativos que movem nossas vidas à infelicidade, direta ou indiretamente. O que descrevi não são crenças, mas fatos decorrentes de leis e do empirismo de décadas de experiência profissional e pessoal. Tenho certeza – pelo que ouvimos todo dia – de que não estou sozinho nessa experiência. E é esse movimento social decorrente do empirismo individual decorrente de um sentimento generalizado de insatisfação – ou lamentação, chame como quiser – que faz as sociedades se moverem e fazer história. De qualquer forma, respeito e prezo a sua opinião e nossos debates – respeitosos como sempre devem ser os debates honestos intelectualmente – só podem nos enriquecer e iluminar os pontos obscuros que eventualmente nos escapem da percepção.

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      • Fernão disse:

        o que o autor de J Fugger mostra é q Lutero estava mais sozinho do q v imagina, especialmente no universo da igreja.
        mas seja como for, aquela era a alemanha e a europa dele e hj veja como ela esta.
        não era “carater”, portanto, era aprendizado…
        a ocasião faz o ladrão e, com um pouco mais de dificuldade sempre, tambem a sua antitese.

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      • Fernando Lencioni disse:

        Desculpe Fernão. Você está comparando o que eu disse acerca do comportamento desonesto generalizado no Brasil com o comportamento autoritário e amoral de um senhor feudal? Para que se compare coisas eles devem ser análogas. Não é o caso. Não se pode comparar coisas diferentes a não ser para afirmar as suas diferenças. Com todo respeito. Só poderíamos fazer essa comparação se estivéssemos falando do protoditador da Venezuela, por exemplo. Aí teríamos uma razão suficiente análoga.

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      • Fernão disse:

        o q estou dizendo é q JF n era o unico corrupto da europa de seu tempo.
        estaria mto mais proximo da verdade dizer q Lutero, q foi um homem muito pouco sofisticado tbem, era um dos poucos q eram honestos.
        os ricos e os remediados compravam favores dos governos e todos os restantes, quase sem nenhuma exceção e por razôes analogas, se vendiam pela proteção (v “bolsa”) dos poderosos da epoca…

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      • Fernão disse:

        ps.: ele n era um senhor feudal…
        era apenas um usurario sem. enhum escrupulo q sustentava varios deles

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      • Fernando Lencioni disse:

        O vício do seu pensamento, respeitosamente, ainda assim remanesce. Você não pode comparar um tempo no qual os governos eram totalitários com um no qual o povo é que elege seus governantes. Naquela época só o poder do dinheiro o protegia do autoritarismo dos governantes. Não havia outra saída. Talvez você devesse se candidatar a algum cargo eletivo para constatar na pratica o que estou falando. Você largaria na primeira visita aos eleitores. Ninguém lhe pediria nada além do que vantagens pessoais. Você execraria a atividade. O nível, a proporção de pessoas desonestas é que é doentia, como ocorre com as bactérias.

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      • Fernão disse:

        não alimento ilusões, fernando. acredito mais na policia que na virtude.
        Reporduzo a resposta dada ao honorio ai embaixo:

        99,99999% da humanidade é assim, honorio. por isso precisa de estado e de governo.
        “mas como será um governo de homens que não são santos para pessoas que não são santas, aí começa a grande dificuldade…”, segundo as imortais palavras de james madison em O Fderalista art. 53…

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      • Fernando Lencioni disse:

        Mais uma vez Fernão? A polícia cumpre as leis aprovadas pelo congresso. Todas as críticas que você faz não são resultado de outra coisa senão de leis injustas e obtusas. Não adianta chamar a polícia. A polícia cumpre as leis que o congresso faz. Se o congresso é eleito por gente majoritariamente desonesta que esperar das leis? Não se trata de quere um país de santos, como você parece querer fazer crer. Afinal, somos todos humanos. Mas, há limites para tudo.

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      • Fernão disse:

        sem querer entender quando uma expressão é usada em sentido figurado ou expresso caimos naquele tipo de argumentação de tribunal q serve pra prender ou pra soltar, tanto faz…
        mas, enfim, fernando, se o problema é de raça, caimos em outra linha de raciocínio que começa no suicidio e termina na “solução final”.
        n tem outra…

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      • Fernando Lencioni disse:

        Não de raça. De cultura. Cultura no sentido do comportamento aceito dentro de um determinado grupo social.

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      • Fernando Lencioni disse:

        Me referi ao papa não ao banqueiro

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      • carmen leibovici disse:

        Fernando,os mais diversos tipos de comportamento,dos melhores aos piores,podem ser aceitos ou não pelos mais diversos grupos sociais.Isso não é devido a cultura,é devido a elevação da consciência,atributo que todos os seres humanos possuem

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      • carmen leibovici disse:

        Aliás,consciência é um atributo de todos os seres…

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      • carmen leibovici disse:

        E qual é a diferença entre governos totalitários com um no qual o povo é que elege seus governantes qdo as eleições são fraudadas pelo poder econômico e de conchavos,como acontece no Brasil?Por acaso aqui os governos não são totalitários?Além da fraude do poder econômico nas eleições brasileiras(e de mtos outros países ditos livres tbm)há a fraude constitucional.Não é totalitário,por exemplo,que o presidente escolha quem vai julgar seus atos,assim como govrnadores e prefeitos escolham quem vai aprovar ou não as contas de seus governos?Isso tudo não é totalitário?Isso tudo não impede que cidadãos escolham seis representantes de maneira verdadeiramente legítima?Temos vivido uma vida política e cidadã de mentirinha.

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    • Carmen Leibovici disse:

      o governo brasileiro remunera a mentira porque cria instituicoes(organizacoes que beiram organizacoes criminosas-para ser delicada com o termo “beiram”) para fazer isso.a justica do trabalho brasileira e uma instituicao mentirosa,que remunera a mentira.a justica do trabalho brasileira remunera advogados cafajestes e “juizes” cafajestes ,e remunera todo um sistema que da suporte a isso.os trabalhadores que dela se beneficiam so estao cedendo a tentacao da roubalheira que lhes e oferecida.a “justica”do trabalho deveria ter suas portas fechadas,predios vendidos para criar hospitais,estradas,seneamento basico…justica e justica,nao precisa de “justica do trabalho”.e “governo brasileiro”nao e uma abstracao-ele e composto por homens com poder de criar fatos,instituicoes etc e ao inves de cria-las para decencia dos habitantes ,as criam para a indecencia e incessante conflito entre pessoas.

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    • Fernando Lencioni disse:

      Me referi ao Papa não ao banqueiro

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    • O direito brasileiro, como um todo, é construído em cima de mentiras, há muitos anos, por cultura.. tudo se refugia na CF que já foi preparada para o corporativismo, para a demagogia e por direitos.. esqueceram-se das obrigações do cidadão.. Não há sistema jurídico que funcione sem as obrigações daqueles que têm direitos.. e na mesma proporção. É a regra, o princípio da harmonia, do equilíbrio, que nosso direito nunca teve.. privilégios de uns, que outros pagam..

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  • disse:

    Comparar o Brasil com a Inglaterra?
    Putz!
    A classe parlamentar deles, é de verdade, a nossa é de mentira!
    Os partidos deles são de verdade, os nossos são de mentira!
    A economia financeira na administração pública é de verdade, a nossa é de mentira!
    120 anos de república…
    QUE REPÚBLICA?
    Oh my GOD !

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  • Antonio Caros Polato disse:

    É só olhar para trás e ver de onde ver nossa cultura, miscigenação , etc. latinos of course….

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  • Olavo disse:

    Desde Getúlio, o lesa pátria, aturamos essa legislação e “modus operandi”. Paternalismo louco e inócuo.
    Os funcionários das cortes trabalhistas, assim como, todo seu Staff., ganham com as demandas, é um ciclo vicioso e danoso.
    Resultados vemos no cotidiano, empresa fechando e trabalhando no ostracismo e à margem da lei.
    Sabiam que gera, inclusive ansiedade e temor, nos empreendedores?
    O Estado “baba”, intrometendo-se em relações duais e simples.

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  • Faz tempo descobri que caminhávamos para trás. Agora, você entre outras pessoas vem nos mostrando como e porquê.
    Uma das coisas que teremos que extinguir é a tal Justiça do trabalho com sua interminável ´ corte de juízes togados, advogados, desembargadores, vogais e funcionários´, todos pagos a peso de ouro. com os nosso dinheiro..

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  • Cris Dias de Souza disse:

    Que sonho!

    >

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  • carmen leibovici disse:

    Como acontece na Inglaterra é o normal.O que acontece no Brasil é que é anormal.A organização da Justiça tem um custo alto para os contribuintes,abusar dessa organização é criminoso.só no Brasil se aceita tanta chicanagem e litigância de má fe com tanta displicência

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  • honorio disse:

    99/9% dos empresários Brasileiros não são santos, sugam,exploram,usam e abusam dos funcionários, e depois descartam,como lixo e recontratam novos funcionários pagando menos.

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    • Fernão disse:

      99,99999% da humanidade é assim, honorio. por isso precisa de estado e de governo.
      “mas como será um governo de homens que não são santos para pessoas que não são santas, aí começa a grande dificuldade…”, seghndo as imortais palavras de james madison em O Fderalista art. 53…

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    • carmen leibovici disse:

      Nao se trata de “santidade”,se trata de Justiça.os casos que,em geral,vão parar na justiça trabalhista são casos com fundamentos mentirosos por parte do trabalhador.uma Corte de justiça não pode servir como instituição de vingança.o ponto que você coloca não tem a ver com tribunais mas sim pm aperfeiçoamento profissional e de relacionamento trabalhista.sindicalismo honesto talvez ajudasse,o que não é o caso no Brasil

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  • José Silverio Vasconcelos Miranda disse:

    Já escrevi sobre uma outra postagem. Nem sob o sol equatorial de Macapá um juiz concede ao empregador a litigancia de má fé. Tal estado de coisas alimenta um “mamute” burocrático e dispendioso que
    atende pelo nome de Justiça do Trabalho. Talvez sejamos o país que
    tenha o maior número de advogados trabalhistas no mundo. Como dar
    sobrevivência a tantos bacharéis se não tivéssemos o recorde mundial
    de ações trabalhistas. Como sustentar juizes, funcionários de juntas,
    serviçais de toda espécie se tal “Justiça” não existisse?
    Cartórios, sinecuras e outros quetais são difíceis de extirpar. Vide o
    reconhecimento de firmas, juntas comerciais, carimbos, taxas, despachos e assemelhados. É desanimador.

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