Agora vai!

22 de fevereiro de 2016 § 24 Comentários

di1Essa Operação Acarajé vem para matar!

Primeiro a coisa parte dos Estados Unidos onde não tem as mumunhas que tem na Suíça, país que sempre viveu dos bandidos e onde todo mundo está sempre do lado deles. Tem fila de americano roubado pela Petrobras e isso torna esse caso todo interessante para a polícia deles. A fonte da documentação nas mãos da Policia Federal é a filial americana do banco suíço – Heritage, se entendi bem – envolvido nas movimentações de João Santana e senhora com suas offshores.

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O dinheiro também não pode ser atribuído a Caixa 2 que tem sido o recurso do PT para ficar fora das grades (pois é, Caixa 2 de alguma forma “vale” neste pobre país!), é dinheiro de propina mesmo. Tem apartamento comprado em SP pelo sr. e era. Santana e pago no exterior pela Odebrecht; tem a Odebrecht escondendo operadores envolvidos nas suas falcatruas no exterior depois da prisão de Marcelo o que é, de novo, obstrução da Justiça, e tá tudo “trackeado” e documentado, tim-tim por tim-tim.

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Tem até detalhes mostrando que o esquema PT x João Santana x Odebrecht x BNDES se transformou numa multinacional com troca de financiamento de campanhas por obras em El Slavador (onde o presidente eleito está sendo processado por corrupção) e possivelmente também na Argentina…

É agora ou nunca!

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Com a ação pelo impeachment via TSE entrando no funil, essas bombas são decisivas: ou acabam com essa máfia ou liquidam de vez com a justiça brasileira e a gente assume de vez que é uma republica bolivariana, se as ruas deixarem.

O Brasil pode, sim, se livrar da Dilma e do PT a tempo de salvar algo pra servir de base pra um recomeço dessa economia que, com mais três anos debaixo deles, não deixa nada nem pra ser enterrado.

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Marcado:

§ 24 Respostas para Agora vai!

  • Carmen Leibovici disse:

    A melhor base para o recomeço será sobre o dinheiro roubado devolvido todinho.Só na mão desse João Santana tem uns 650 milhões…

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  • Regina T disse:

    Agora vai! Agora vai! Agora vai!
    De repente me surgiu uma preocupação: a PF terá algemas suficientes?

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  • Conheço essa história de longas décadas, precisamente sete e dez meses. Agora vai, agora vai! Vai para onde? Eu descobri para onde vai há dez anos atrás, quando tinha seis décadas e dois meses de vida. e tratei de cair fora dessa pocilga e vir morar na Austrália. Agora vai, agora vai! Vai para a merda que sempre foi e em que sempre esteve mergulhado. Parece-me que ninguém nesse país tem cérebro suficiente para avaliar a desgraça em que os comunistas de araque, porque na verdade não são comunistas, são apenas reles ladrões, enfiou na bunda de vocês. Agora estão a esperar que a justiça americana resolva o problema. Puta que pariu, vão ser burros assim no inferno! Deveriam saber que os Estados Unidos e sua justiça vão agir sim, mas para recuperar o prejuízo que a Petrobras causou aos seus fundos de pensão e outros investidores que não sabiam que o Brasil é um país de ladrões acostumados a eleger ladrões para os dirigir ao inferno da pobreza e da miséria que inexoravelmente é o resultado disso que ai vigora desde a proclamação da república. Depois disso, os americanos vão mandar o Brasil à merda onde sempre esteve mergulhado, talvez retirando suas melhores empresas e levando-as para outras plagas mais atrativas.

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  • Às vésperas da eleição de 2014, perguntei a vários amigos sobre as perspectivas para o day after em caso de vitória do PSDB nas eleições e, ninguém soube me responder, ao menos com alguma segurança.
    No meu caso, previa uma onda de terror por todo o país, notadamente nas regiões norte e nordeste, por conta do numero de dependentes da esmola federal traduzida em diferença colossal de votos dados à candidata petista, não sem antes lembrar do intenso poder de mobilização dos cúmplices do PT através de suas células terroristas (não passam disso mesmo a CUT, MST, MTST e outras siglas), pagas ou, vamos assim dizer, recompensadas, para serem a parte violenta explicita, como já estamos habituados a ver, notadamente em estados governados pelo PSDB. Imagine as barbáries que esses criminosos seriam capazes de cometer por causa de uma derrota se já fazem o que fazem hoje quando seus patrocinadores estão sentados sobre os cofres?. Mas, o problema é um pouco mais embaixo: Sai o PT e entra quem?. Entra como?; com que cacife?; podendo contar com o quê mesmo?. Claro que sei que a saída do PT por si só já deve reduzir a hemorragia financeira e moral, mas, será o suficiente?. Imaginemos um governo tucano e, nesse caso, necessariamente terá que fazer uma composição com vários partidos, partidos, claro, na sua grande maioria é um eufemismo para designar um ajuntamento de assaltantes do estado e, consequentemente, do povo, ainda que parafraseando aquele paulista maluco travestido de coronel cearense, o Ciro Gomes.
    Mesmo dentro do PSDB, mais ainda, no seu Núcleo Duro, onde reluz o Serra, ele mesmo praticante de atitudes indignas para um político que se quer sério, como recentemente vimos publicado à exaustão pela dita imprensa direitista e golpista, o caso da irmã da amante do FHC que marca o ponto e faz um trabalho sigiloso em casa, tão sigiloso que sequer geme, ou ainda, aquela nomeação do Paes de Barros para o Conselho de Administração de uma estatal paulista , derrotado que foi na eleição em….Mato Grosso do Sul. Não sei se apenas o estancamento parcial da hemorragia deixará o brasileiro mais feliz, ou menos indignado, afinal, estamos no pais mais rico do mundo, tenham certeza, nenhum outro é tão rico quanto o Brasil, pois mesmo roubado desde o seu descobrimento a mais de quinhentos anos, não cai, apenas se ajoelha!.

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    • Sua preocupação faz todo sentido. A quadrilha do PSDB conseguindo para si a chave do cofre, vai apenas tentar equilibrar as finanças públicas, tirando do lado fraco, do trabalhador. Não vão além disso.
      Tem, sem dúvida, pessoas mais qualificadas para a administração pública que os sindicalistas pelegos do PT, que não passam de um bando de retardados, umas amebas ideológicas, que sempre gostaram de emprego sem trabalho, e no máximo aprenderam a queimar pneus para interromper rodovias e exigir aumento de salário.
      Mas daí ao PSDB mudar realmente o Brasil, vai uma diferença quilométrica. São todos, repito, TODOS, farinha do mesmo saco. Apenas alguns são ladrões inteligentes e outros são além de ladrões, incompetentes e burros.
      Para começar a mudar o Brasil, temos que extinguir e proibir todas essas organizações criminosas também conhecidas como partidos políticos, de existir.
      http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

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      • Se aparentemente faz sentido, todos ão farinha do mesmo saco da esquerda, todavia o tucanato mudou um pouco. Pelo menos tem gente mais competente e sem a ideologia tacanha, ora bolivariana. O plano Real foi uma amostragem do que se pode fazer e infelizmente destruído em parte pelo PT .Pior que esta escória que nos governa só em livros sobre ditaduras africanas entre outras a do Roberto Mugabe, amigo do Lula.
        Ideologia já provadas pelo fracasso é o que orienta o atual governo. Não são só teimosos; são burros e odientos. Odeiam a felicidade.

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  • Finalmente está chegando na dupla. Esperemos que aprofundem e daí pega o Gurú, à ser, desta vez, hóspede….. do presidio.

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  • Varlice Ramos disse:

    Fernão, só acredito quando acontecer.
    Deixei de ser Poliana.
    Abraço carinhoso

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  • Cecilia disse:

    O que me livra do sentimento de angústia e da sensação de insegurança que este governo me causa dia a dia, é quando ouço no rádio ou quando leio no jornal de manhã bem cedo, os passos da Operação Lava Jato. Obrigado Juiz Moro, Policia Federal, promotores e Impressa. Deixo a vocês, todo meu apoio.. Que Deus proteja Vocês, pelo que vem pela frente.

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  • Isabelly disse:

    Cansei de ficar cansada, cansei de acreditar o Congresso teria um mínimo de consideração pelo país e pela História e agiria para tirar a mandioca do Planalto. Bato panelas, vou a manifestações, levo meus cartazes de apoio a LJ, mas só vou acreditar que “agora vai”, quando tiver ido. Confiar, só no Moro.
    Abraços e parabéns pelo Vespeiro.

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  • Ari disse:

    Permitam-me expor uma síntese que me ocorreu:

    1- o Capital não pode ser deixado à vontade: é preciso que o Estado tenha poder suficiente para regrá-lo;
    2- o Estado não pode ser deixado à vontade: é preciso que a Cidadania tenha poder suficiente para regrá-lo;
    3- a Cidadania precisa dispor da competência e dos meios eficazes para exercer essa regulação última.

    A diluição do Poder é uma demanda da ordem natural das coisas, visto não sermos uma colmeia, formigueiro ou rebanho, mas seres autônomos. O capitalismo da livre-iniciativa tem essa força da natureza a impulsioná-lo, mas não se pode contar com sua auto-regulação, na prática. Alguém, uma ordenação social, precisa impedir as aberrações e promover algum equilíbrio ao conjunto.
    Ao Estado, esse promotor, não cabe buscar um equilíbrio estático, concentrando o poder e eliminando a autonomia dos indivíduos, mas situar-se em um equilíbrio dinâmico: exercendo sua função reguladora mas sujeito, ele próprio, a um controle difuso porém operante.
    Só estruturando-se politicamente a Cidadania conseguirá exercer esse controle, que lhe cabe. Mas o atual desenho institucional de partidos políticos como expressão única da estruturação da cidadania política é insuficiente: não permite que se possa atuar tempestivamente na correção de rumos.
    O poder difuso da cidadania precisa ter condições de cristalizar-se momentaneamente com força impositiva; e, dado o comando e delegadas as novas funções, diluir-se outra vez.
    Não há como a cidadania manifestar seu poder sem antes conquistá-lo, e depois, merecer exercê-lo, e só merecerá se estiver capacitada para tanto.
    Criar uma ordem social que tenha estabilidade e compatibilidade com a ordem natural é um desafio em aberto.

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    • Gostei da análise, não obstante deixar em aberto o como fazer, que é a parte mais difícil.
      Me dedico há muitos anos a analisar o nosso arcabouço impositivo, “instituído” que foi pelos donos do Estado, sem a participação do povo. Não instituímos nem elegemos, apenas referendamos o que a Corte nos coloca como prato feito. Comemos pela mão deles o que nos é servido. Não tem cardápio. Não temos escolha. E isto se deve pela existência dos partidos políticos.
      Não há prova maior do que o que acontece atualmente. O país caminhando para uma situação dificílima, não apenas na parte econômica, e os tais de partidos políticos cuidando apenas dos seus mesquinhos interesses. Nenhum deles tem sequer um arremedo de solução, pois qualquer solução teria que passar pelo cancelamento dos seus registros, totalmente incapazes que são de resolver o que quer se seja em benefício da sociedade, salvo as “sociedades” formadas em relação aos seus assuntos particulares.
      Nossos “homens públicos” não passam de funcionários dos seus partidos políticos, que tem donos, sejam donos públicos, ou OCULTOS.
      Domina-se um país como Brasil, veja só, simplesmente comprando os donos desses partidos. É muito dinheiro para eles, pobres diabos, mas para os compradores é uma merreca, ainda mais, considerando que muitas vezes esse dinheiro é proveniente dos próprios cofres públicos. Só lhes custa fazer uso de sua personalidade disforme.
      O mais difícil para mim é o que você chama de: “O poder difuso da cidadania precisa ter condições de cristalizar-se momentaneamente com força impositiva;”
      Este papel tem sido exercido, até 1985, pela intervenção das FA na política brasileira. Porém, salvo evitar o comunismo, o que por si foi um grande feito, pouco sobrou de positivo dessas intervenções.
      O Fernão defende uma forma de “recall”. Concordo plenamente.
      A questão é: – Como por isto em prática de uma forma coerente e democrática, sem que prejudique o bom andamento das instituições ?

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      • Ari disse:

        A concepção igualitária encontra-se no momento tão naturalizada que “elitista” virou xingamento. No entanto, uma cidadania politicamente estruturada terá que ser estratificada, se quiser ser funcional.

        Cada indivíduo pode pretender influenciar a polis, participando ativamente da permanente construção civilizacional; ou pode estar completamente alheio a isso, dedicando-se integralmente a um talento seu específico, ou a alguma tara… ou a constituir um feudo mafioso… O que quero dizer é que as decisões da cidadania política devem ser prerrogativa não da totalidade do povo, via voto universal, mas das parcelas afeitas a esse mister, em níveis crescentes de qualificação.

        Uma cidadania que exerça poder efetivo também não pode ser anônima; precisa ser responsabilizável. Com isso, também o “dogma” do voto secreto precisaria ser revisto. Tem sido muito cômodo designar representantes, secretamente (e eles mesmos replicam por lá esse método…), e eximir-se de maiores protagonismos e responsabilidades. Uma cidadania que pretenda deliberar em seu seio até intervenções no Estado deve atuar explicitamente – e ser forte o suficiente para dissuadir retaliações.

        Uma sociedade organizada em níveis de ascendência política, ascendência esta atribuída e reconhecida pela própria sociedade, faria surgir lideranças autênticas e muito articuladas, me parece.

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    • Ari,
      Ao Estado cabe distribuir riqueza. Toda vez em que procura gerar dá no que deu na Petrobrás ou coisa pior diante da ineficiência e irresponsabilidade porque o dinheiro é público. As demais referências são óbvias a cargo das instituições, inclusive e especialmente da sociedade se fosse ativa e não omissa como a nossa.
      Não é só cultural. A omissão deve muito ao comodismo.

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  • Vaskow Duarte disse:

    Caros, Para resolver de vez nossos problemas de corrupção em politicos e empresarios é preciso primeiro acertar a moralidade politica, fazer com que o crimes impetrado por politicos deixem de ser compesado, com a lei que estabelessa que confirmado ato de decoro o politico/parlamentar seja investigado até a 4ª. 5ª etc. geração de suas familias para rastrear bens com conratos de gavetas em nomes de terceiros, a justiça precisa fazer sequestros dos bens no Brasil e no exterior, rastrear contas tanto no Brasil como no exterior repatriar em especies a os cofres publico.

    Por falta de leis com esta na constituinte, o miliante comete os crimes como vemos na Lava-jato e continua com seus bens adquiridos na corrupção, pouco se falou ou se fala o montante que foi recuperado das contas ou bens do envolvidos, mesmo presos estão com seus bens em suas posses tanto os politicos como os empresarios.

    Enquanto estivermos punindo fisicamente, moralmente e não financeiramente estaremos com esta mazela chamada de corrupção engendrada como meio de obter vantagens e enriquecimento ilicito tanto para empresarios como politicos.

    No Brasil temos um código de ética dos Deputados porem os seus códigos são mais infrigidos que a ladroagem que existe na corrupção.

    O Brasil potico precisa de um reformulação severa, para que possa realmente ser um pais do futuro, enquanto tivermos a mazela do levar vantagem em nosso DNA sera muito dificil a moralidade politica.

    Sds,

    Vaskow®

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  • “O que quero dizer é que as decisões da cidadania política devem ser prerrogativa não da totalidade do povo, via voto universal, mas das parcelas afeitas a esse mister, em níveis crescentes de qualificação.Ari.”

    Ari.
    Se entendi, você está falando em aristocracia ? Uma volta inclusive à Monarquia ? Desculpe, mas se é isto, estou fora e estou contra.
    Naquilo que chamo de povo, estão incluídos não apenas os “proletários sem culotes” e os bolsa-famílias, mas também todo cidadão que possa exercer conscientemente sua cidadania. Estes são em grande número, hoje relegados à um segundo plano, porque o sistema político em vigor seleciona apenas aqueles que se prestam ao jogo infame dos partidos políticos.
    No projeto que denomino Capitalismo Social, o sistema político está à disposição de todos que saibam ler, escrever e interpretar textos e que sejam aprovados em uma Prova de Qualificação, já separados pela sua especialidade, comprovada pelo seu currículo. Portanto, no mínimo o pretendente a candidato tem que apresentar algum mérito e conhecimento para passar na primeira prova, antes de ir para a segunda que é a eleição distrital para vereador pela sua Secretaria. A proibição da formação de partidos, movimentos, grupos ou afins, elimina o ranço ideológico e a proibição de financiamento particular ou empresarial da campanha, evita a compra de votos e ascendência daqueles que gastam na campanha o dobro do que ganharão uma vez eleitos, sem esquecer que a eleição começa pelos distritos, para o cargo de vereador.
    O que chamamos de povo não é assim tão desinformado quanto possa parecer, pois hoje ao votar ele não tem escolha: se lhe apresentam 5 bandidos como candidatos, à ele cabe apenas escolher o menos pior, ou, se associar ao pior e procurar vantagens.
    http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/61-passos-para-implantacao-do-ante.html

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    • Ari disse:

      Já havia lido teu blog quando deste o link pela primeira vez. Muitos estamos tentando encontrar a inovação que traga evolução. Essa multiplicidade de participações está forjando o contexto propício para o engajamento de cada vez mais gentes nessas lides.
      Como disse, a concepção igualitária está muito arraigada. Considero-a, porém, ilusória. E nenhuma ilusão se sustenta indefinidamente, mesmo as que nos sejam caras. As consequências, cumulativas, que elas produzem, um dia nos despertam para sua inviabilidade, ainda que demore, ainda que arquemos com seu custo até nos livrarmos delas.
      Uma pergunta lógica: que sentido tem manter ativa a cidadania política de criminosos? Se forem muito numerosos em dada comunidade, implantarão nela um padrão de normalidade aberrante, a que estarão sujeitos também os que não o são. O impulso civilizacional muitas vezes tem que vir de fora, e não deve, ele próprio, erguer barreiras ao seu livre curso em nome de concepções equivocadas. É irracional atribuir-se ao conjunto do povo, sem levar em consideração o perfil circunstancial que este tenha, a decisão final do destino de toda a polis. Ainda mais quando não se dispõe de mecanismos eficazes para intervir nos descaminhos assim provocados.
      O recall seria um paliativo, mas a essência do problema continuaria intocada. Há que haver a domesticação do Estado, e a Cidadania seria esse domador natural. Para que ela seja capaz de fazê-lo é preciso que tenha força e prestígio, vale dizer, amplo engajamento da população na vida política e cultural/civilizacional da polis. E a cidadania política resulta enfraquecida e banalizada se atribuída a qualquer um, indistintamente.
      Uma sociedade politicamente hierarquizada não é necessariamente um retrocesso ao modelo aristocrático. Aqui e agora trata-se de estruturá-la de baixo para cima, e para limitar o poder do Estado; lá e então, foi de cima para baixo, e para implantar a dominação do Estado.

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      • Carlos A Da Cás disse:

        Nesses tempos inquietos da América Latina vê-se de tudo: vozes sensatas, divagações, teorias conspiratórias e manipulações de todos os tipos. Porém a razão persiste em sobreviver: a Terra de Colombo, como uma Fênix, sempre vem renascendo das cinzas. Afinal vemos hoje um Macri, maestro de fato, na então desafinada orquestra argentina; um Maduro agonizando na decadente Venezuela; e uma Dilma pedalando para trás no nosso calejado Brasil. Em síntese, os fachos do então forte farol bolivariano estão minguando a cada dia. Mas nessa percepção há uma precavida ressalva: esse pessoal é ardiloso e por isso deva ser ainda observado. Basta lembrar que, mesmo com a queda do ícone da revolução socialista, a ex-URSS, entre outras tantas tragédias vermelhas, ainda persistem partidos afins no mundo.
        O MST foi e sempre será perigoso, pois reza a cartilha da ideologia marxista. Tumultua o campo em todo o País, apoiado pelo governo petista. Seu líder Stedile, radical porém esperto, prefere áreas produtivas do agronegócio visando vantagens, além de explorar o conflito de classes. Enquanto isso, seus dirigentes, tais quais os sindicalistas, enchem os seus bolsos de dinheiro fácil, com a mão camarada do governo petista. Por tudo isso é prudente acompanhar seus rastros e cobrar na forma da lei.
        A ideia de Pátria Grande, hoje bandeira do MST, foi originada no Foro de São Paulo, ainda sob forte influência do então Chaves. Seu delírio bolivariano desencavou esquisitas teses utópicas como a criação da URSAL ( União das Repúblicas Socialistas da América Latina). O Lula com a sua garganta populista deu certa voz a essa tal solidariedade bolivariana. O lado ‘B” do Itamaraty, com a liderança do falso diplomata Marco Aurélio Garcia, flertou com a essa idiotice latino-americana, prejudicando o Brasil em algumas situações, destacando-se a crise envolvendo a Petrobras na Bolívia. Nesse contexto foi criada a UNASUL, até coerente, tal qual a OTAN e outros tratados de defesa continental. Mas o ranço socialista consegue deturpar quaisquer objetivos pragmáticos e assim já tentaram abusar da prematura UNASUL, inferindo envolvê-la com a capa e a coroa da Pátria Grande. Mas encontraram resistência, principalmente das isentas Forças Armadas Brasileiras.
        E o futuro? Enquanto o Estado flertar com o criminoso MST e afins haverá inquietação. Mas, enfim, percebe-se novos olhares sobre a neblina populista que avançou nestas terras latinas. Hoje a população e muitas instituições sérias já identificaram o grande engodo e se articulam para reconstruir um mundo novo, com um estado dinâmico, racionalizado e eficaz, capaz de permitir uma economia de mercado sustentável e a garantia dos direitos e deveres de uma plena democracia. E é essa Pátria que queremos e não arremedo esquisito de qualquer tamanho utópico.

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      • Ari.
        Agora estamos começando falar a mesma língua.
        Suas palavras:
        – 1. …concepção igualitária…
        R: Concepção igualitária é um dos descalabros do marxismo e dos neomarxistas, os boi-livarianos, cultivadores da política de manadas. Esta política permanece em pauta por causa dos partidos políticos. Sem eles, perde a força.
        – 2. …que sentido tem manter ativa a cidadania política de criminosos…
        R: Nenhum sentido. Por isso batalho por um novo Contrato Social, onde dificilmente criminosos como os que vemos hoje administrando o país, chegariam ao poder.
        – 3. Impulso civilizacional muitas vezes tem que vir de fora,…
        R: Sempre estamos analisando o que vem de fora. Nem sempre traz soluções. Separar o joio do trigo é um trabalho constante.
        – 4. É irracional atribuir-se ao conjunto do povo, sem levar em consideração o perfil circunstancial que este tenha, a decisão final do destino de toda a polis.
        R: E quem seriam os analisadores desse perfil circunstancial ? Teríamos primeiro que nomear um grupo de pseudos doutores para essa análise ? Quem nomearia o grupo ? Já vi esta idéia expressa muitas vezes. Continuo não concordando. Veja, o STF é hoje composto basicamente por “doutos” senhores, do PT. E o que podemos esperar desses “doutores” de grande saber e ilibada reputação? Quase tive que rir do que escrevi.
        – 5. E a cidadania política resulta enfraquecida e banalizada se atribuída a qualquer um, indistintamente…
        R: O povo – e por povo não estou falando apenas dos pobres de recursos materiais e ou morais – não é qualquer um. A maioria do nosso povo pode ser ignorante, pode ser facilmente manipulado por organizações criminosas, ideológicas ou dogmáticas, mas não é necessariamente ruim ou mal intencionado. Da mesma forma que ele está sendo manobrado por propostas cretinas e mentirosas, pode ser, mudando-se o sistema político, orientado por propostas pelo menos honestas. Este deve ser o propósito de um Estado apolítico, que é onde quero chegar. Para chegar ao governo usa-se o caminho da boa política, mas para administrar uma nação tem que ser estadista, e não lacaio de partidos, de seus financiadores, ou de interesses escusos outros.
        – 6. Aqui e agora trata-se de estruturá-la de baixo para cima, e para limitar o poder do Estado…
        R: É exatamente isto que busco com minha proposta. Debater uma estrutura para o Estado, que não beneficie grupos e muito menos ideologias, sejam elas neomarxistas ou neoliberais, que também, em termos de justiça social, deu-se melhor do que os marxistas, mas que pode e deve ser aperfeiçoada. Nem dar ao Estado este poder discricionário que ele possui desde sempre.
        Nem é de surpreender, pois no Brasil o Estado não foi instituído e sim abortado. Depois fomos paridos para servi-lo.
        http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2016/02/sintese.html

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  • Ari disse:

    Tem uma coisa que eu disse aí em cima, Martim, que você não ressaltou mas a que volto, para aprofundá-la: disse que a essência do problema continua intocada.
    Vamos tentar discernir qual é essa essência do problema?
    Basicamente, somos criaturas vindas a uma realidade absolutamente surpreendente, da qual, após milênios, temos ainda parco conhecimento. Não bastasse a infindável complexidade do ambiente físico, a ordem natural também produziu algo tão magnífico como a vida e o para lá de sofisticado fenômeno da consciência.
    É o nosso contexto essencial. Embora vastamente desconhecido, envolto em mistério, é o nosso lugar. É o que somos: seres conscientes, mas em uma variedade infinita de estágios de desenvolvimento dessa consciência. Cessa aí toda possibilidade de igualdade. Há indivíduos mais evoluídos e menos evoluídos, numa distribuição que abrange todo o espectro.
    Essa diferenciação evidencia-se no cotidiano, nas relações interpessoais, nas respostas que se produz às circunstâncias, na seletividade com que se molda o ambiente, etc.
    Mas e cadê a tal essência do problema?
    Está na reativação e fortalecimento do vínculo individual que se tem com a ordem natural, com o nosso lugar real; e consequentemente, na relativização do vínculo com a ordem social a que nos referimos: ao Estado. A César o que é de César, mas cada indivíduo deve pertencer ao infinito, muito antes de à sua coletividade.
    O essencial é não perder a liberdade de desenvolver a consciência, que é tarefa vital e provavelmente a nossa razão de ser nesse mundo. As ordenações sociais que criarmos ou sustentarmos devem ser caudatárias desse esforço principal. Cada um de nós é mais que qualquer uma delas. Temos mais realidade essencial. Moldemos o Estado, com a capacidade que tivermos, com nossos melhores e mais esclarecidos esforços. Sabemos o nosso lugar, e o dele.

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  • Carlos A Da Cás disse:

    O nosso vínculo maior vem do infinito…O essencial é não perder a liberdade de desenvolver a consciência. Pinço essas palavras do Ari como pertinentes nessa fase do debate.
    De imediato a supervalorização da massa ilude muita gente. É o combustível para as tais utopias sociais, destacando-se o socialismo. É o Ópio do Povo.

    Assim resgato outra reflexão que fiz sobre o tema:

    O ópio do povo

    O escritor, filósofo, crítico literário italiano Umberto Eco, traduzido em mais de quarenta idiomas, autor do clássico “O Nome da Rosa”, lançou outro bom romance -“Número Zero”, que já é um sucesso, e deu uma interessante entrevista à Veja. Aludiu, sobre a dimensão decorrente de um seu recente comentário, onde disse que a internet dá voz a uma multidão de imbecis. Esclareceu que não estava falando quanto ao caráter das pessoas; tratava-se das redes sociais: tem muita gente que passa a opinar a respeito de temas que não entende e isso navega como uma nuvem em tempo adverso. Enfim, sugere que é preciso filtrar, refletir e distinguir os dados. Hoje a escola deveria ter como matéria a análise sobre fontes e conteúdo na rede, essencial para os instigantes desafios desses novos tempos. Até os jornais e televisão são vítimas dessa praga resistente da má informação.
    Entre as piores dessas variáveis, exploradas nas redes digitais, que inquietam milhões de pessoas e demandam perda de tempo e recursos às sociedades e aos estados, estão as tais teorias conspiratórias. Isso também foi explorado na literatura do Umberto Eco, tanto no “O Pêndulo de Foucault”, como no recente “Número Zero”. Ele distingue as conspirações reais das falsas. As primeiras são invariavelmente descobertas. As falsas ficam difíceis de desmenti-las e por isso se prestam à manipulação, tal qual a propaganda da falsa conspiração dos Protocolos dos Sábios de Sião contra os judeus, garimpada e abusada por Hitler. Milhões de pessoas foram enganadas e outros milhões morreram.
    As teorias conspiratórias são tão antigas quanto o pensamento humano. Assim como as religiões, a sua base é a fé desmedida. As ideologias, base das teorias conspiratórias, são essencialmente variações desses entorpecentes sociais. As mais persistentes são armadas para dificultar as evidências contraditórias. Seus defensores argumentam que possíveis contraprovas apenas reforçam a teoria, pois seus conspiradores são mestres em distrair a atenção de seu real poder. Entretanto, essas teorias são sistemas fechados de pensamento opostos à visão de um mundo dinâmico, mutável e aberto ao liberalismo. Na prática são uma forma de socialismo, onde poucos manipulam os processos econômicos e sociais para os seus próprios fins. Essa farsa complica-se diante de um mundo social complexo.
    A humanidade, apesar de passar por experiências amargas, ainda tropeça em seus punhais e venenos. Para sustentar as bases de um projeto de poder é fundamental a hegemonia de um tirano e sua claque, sempre embasados por um fundo conspiratório. Os nefastos Fascismo, Nazismo hoje são apenas sombras na história, outras pragas, como o comunismo, o anarquismo e o fundamentalismo tentam sobreviver, sob novas roupagens, como o Estado Islâmico, querendo aniquilar outras etnias, impor credo, conquistar o mundo e destruir culturas. Aqui na América Latina, o populismo, impregnado com o DNA vermelho do marxismo, hoje maquiado de socialismo, conseguiu trunfos passageiros. Porém, esse engodo não resiste a realidade e o tempo. Os tais ganhos do assistencialismo populista se perdem na fumaça. Infelizmente, essa anestesia ideológica paralisa a evolução de uma democracia. Décadas e oportunidades de melhoria são perdidas. Países que se vacinaram contra esse mal, como a Coreia do Sul, destacando-se o eficaz projeto educacional, avançaram na democracia. Enfim, uma pátria realmente educada e consciente jamais será vítima de quaisquer tipos desses ópios do povo.

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  • “É o que somos: seres conscientes, mas em uma variedade infinita de estágios de desenvolvimento dessa consciência. Cessa aí toda possibilidade de igualdade. Há indivíduos mais evoluídos e menos evoluídos, numa distribuição que abrange todo o espectro.” Ari.

    Não ressaltei por não querer levar o assunto para este terreno: espiritualismo. A maioria não aceita a reencarnação, tema que infelizmente foi desvirtuado nos livros selecionados para compor a Bíblia (Os Livros), sem falar nas traduções feitas desde o aramaico, hebraico, grego, latim, alemão até o português, começando pela palavra ressurreição. O corpo vira pó e não ressurge, quem ressurge é o espírito, em novo corpo, e isto se chama reencarnação.

    Marx, quem sabe se baseando em Rousseau, errou ao não levar em consideração aquilo que é o essencial: a individualidade do ser. Não somos um ser coletivo. Renascemos já com um potencial diferenciado, resultado dos nossos esforços anteriores, e não será a lavagem cerebral praticada pelo Estado comunista que modificará essa essência.
    Por acreditar que o humano nasce, vive, morre e fim, e é um ser coletivo, que o marxismo/leninismo/boi-livarianismo(manada)/petismo, é uma proposta nati-morta.

    A questão que sempre me motivou foi: – A que se deve que essa proposta continua insepulta ?

    A resposta, para mim, está no mau uso da nossa potencialidade evolutiva. Ganância e egoísmo ainda predominam. Elevamos a individualidade ao extremo, esquecendo que vivemos em sociedade, e que nem todos tem o mesmo potencial.

    Não se trata de entregar governos para a irracionalidade, como agora, mas sim de não tratar os menos evoluídos – falando em níveis de subconsciência – como escravos ou boi de canga, fatos infelizmente comuns até hoje.

    É esta crença do capitalismo liberal na liberdade absoluta da ação, à par das regras bem ou mal escritas e acatadas ou não, em que os menos evoluídos não são conduzidos, mas arrastados juntos no desenvolvimento tecnológico, e, depois de usados, deixados de lado, que Marx ainda sobrevive; literalmente um defunto insepulto.

    Desenvolver um projeto em que a seleção natural acabe se impondo para o bem de TODOS e não apenas de alguns, é o propósito de Capitalismo Social. Porém, frise-se ! Isto não quer dizer igualar todos ao rés do chão e apenas alguns cretinos no topo da estrutura, geralmente os mais inescrupulosos.

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  • Ari disse:

    Nada mais fundamental do que ter os pés no chão, e o nosso chão real é o Desconhecido. Vivemos imersos nele, ainda quando lhe atribuímos formas e criamos realidades paralelas. Ilusões, loucuras e insanidades, individuais ou coletivas, são algumas de suas transmutações impróprias em Conhecido. A perda da referência do chão do real é catastrófica: o mecanismo disso precisa ser elucidado.

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