Só pra não esquecer

14 de fevereiro de 2012 § 2 Comentários

Prenderam um monte de PMs e alguns bombeiros nas greves da Bahia e do Rio, e eles bem que fizeram por merecer.

E por todo lado houve quem registrasse que o PT, ao provar um pouco do veneno que ele próprio destilou, reagiu exatamente como reagiam aqueles que ele envenenava no passado.

Mas muito pouco se falou, para o meu gosto, dos parasitas de hoje dessas greves da polícia. Pois, por baixo do barulho todo da guerra ideológica, são eles que nos falam dos defeitos de nascença que o Brasil nunca enfrentou e que a maior parte dos brasileiros nem sabe que ele tem.

À frente de todos está Arnaldo Faria de Sá, uma espécie de paradigma desse tipo de inseto moral que infesta os legislativos brasileiros e vive à cata de alguma corporação grande o suficiente para elege-lo para tentar suborná-la com a oferta de privilégios.

Essa forma de socializar a corrupção que, a cada passo que avança joga para mais perto do dia de São Nunca o fim das nossas misérias, é um clássico do velho corporativismo lusitano que divide para seguir reinando.

Este senhor de que falamos é especializado em comprar os brasileiros que já votam com a miséria dos brasileiros que ainda não votam que ele tem semeado às mãos cheias para posar de herói dos aposentados.

Mas ultimamente deu para inovar.

Parece que andou fazendo contas e concluiu que jogar com a vida alheia na área da segurança pública é um expediente que pode render dividendos rápidos posto que a corporação policial tem muitos votos e o povo brasileiro vive no limiar da lei da selva mesmo quando ela está trabalhando.

Só faltava algo que os unisse a todos.

Foi com base nesse raciocínio que sua excelência produziu a PEC 300 que propõe dar a todos os policiais deste país continental – e mais bombeiros, carcereiros e etc – o mesmo salário que recebem os policiais da Ilha da Fantasia brasiliense, como sempre, mais que o dobro do segundo colocado.

É perfeito! E exatamente porque não faz nenhum sentido.

Como o problema que Arnaldo Faria de Sá quer resolver é o problema de Arnaldo Faria de Sá e não o dos policiais, bombeiros, carcereiros nem, muito menos, o do país como um todo, nada pode ser melhor que um pleito que não dá pra atender atirado sobre uma corporação armada e ideologicamente infiltrada (pelo PT de antes do aburguesamento), de um lado, e um plenário que se recusa a se indispor com quem quer que ponha votos na urna, do outro, ficando a massa dos brasileiros de segunda classe no lugar de sempre, de reféns de mais essa arapuca.

É a garantia de criação de um problema crônico que, como envolve sangue, terá sempre caráter de urgência a cada vez que se manifestar.

Foi assim que embarcamos nessa escalada de motins, com os devidos mortos e feridos, que fazem o nobre deputado que armou essa carnificina a prestação engordar na moleza.

De par com ele vai a mulherzinha do PSOL, esse PT do PT, doutora Janira Rocha, e cia. ltda., conspirando por trás do pano, atirando gasolina em cima de toda brasa viva com que se depara, em honra à tradição do “quanto pior, melhor” que os donos do poder de hoje praticavam até ontem.

É outra forma de arriscar o rabo alheio, mas com o propósito “menos imoral” de “fazer a revolução”.

Um conspira às claras; a outra conspira às escuras. Mas são estes os verdadeiros causadores dessa febre.

É bom não esquecer.

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