Vira essa boca pra lá, Fidel!
25 de setembro de 2010 § 1 comentário

Negro Acácio (setembro de 2007, traído e bombardeado); Martin Caballero e Martin Sombra (início de 2008, traídos e emboscados); Raul Reyes (março 2008, traído e bombardeado); Ivan Rios (março de 2008, traído e assassinado por um “companheiro”); Tirofijo (maio de 2008, “morte natural”).
Agora foi Mono Jojoy. “Grampeado” pelos companheiros, que plantaram em suas botas um GPS passado pelo inimigo, levou uma bomba em plena cara enviada de quilômetros de distancia.
O mundo inteiro acusava Fidel Castro de ter instalado e patrocinado a guerrilha das Farc na Colômbia. Ele negava mas durante 44 anos declarou seu apoio político a elas.
Veio o Foro de São Paulo, obra de Lula, que convenceu a esquerda latino americana, então em frangalhos, a mudar de tática. “O caminho é pelas urnas”.
Funcionou.
A esquerda reganhou o continente e Fidel finalmente se convenceu. A Colômbia, traumatizada pelas Farc, é das poucas exceções. E em qualquer eleição latino-americana as relações com as Farc pesam contra os partidos da esquerda.
Isso incomoda tanto que Fidel até escreveu um livro pedindo “La Paz en Colômbia” (2008), fato inédito em sua biografia de guerreiro.
“Passou o tempo das revoluções armadas. Hoje a solução é política”. (Veja matéria completa sobre isto aqui)
E então, sempre a partir da traição de seus próprios “soldados”, os lideres da “linha dura” das Farc começam a morrer, um por um.
Ô sorte! Vira essa boca pra lá, Fidel!
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Conquistas do socialismo real
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Para absorver os 500 mil funcionários que não tem mais como sustentar, Raul Castro está anunciando a liberação para a iniciativa privada de 178 “profissões” antes privativas do Estado.
Entre elas estão as de “descascador de frutas naturais, consertador de guada-chuvas, penteador de tranças”…
Das 178 atividades liberadas, em 83 os novos “empresários” cubanos “poderão contratar empregados, desde que não sejam parentes” (viu, Erenice).
É o que sobrou de Cuba depois de 56 anos de família Castro, aquela dos gurus do Lula.
E no entanto, neste nosso Brasil, “privatizador” é a pior ofensa que se pode dirigir a um adversário político. E o partido que vai levar a presidência promete reestatizar tudo que foi privatizado no passado.
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Setembro é fogo!
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O apagão do FHC foi em setembro de 2001.
O de Lula está a caminho. Ele reza todos os dias pra chover ou pra que o apagão só venha depois da eleição.
O fornecimento de energia está sendo mantido na base do petróleo nessa seca sem fim. Os reservatórios das hidrelétricas estão a zero. Em agosto de 2009, 2,7% da energia consumida veio de usinas térmicas. Em agosto de 2010 12,1% veio dessa fonte. Em setembro, saltamos para mais de 20%. No mercado paralelo o preço da energia subiu 30% em uma semana.
Se rolar, com Dilma na cabeça, vai ser divertido ver as explicações…
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Tecnologia 100% nacional
A campanha de Lula pela secretaria-geral da ONU é igual a todas as que ele já fez. Baseia-se no suborno aos pobres. Com o nosso dinheiro, é claro. Ele criou 43 novas embaixadas do Brasil em tudo quanto é buraco do mundo com voto na ONU. Até em Tuvalu, uma coroazinha de coral que aflora alguns centímetros acima da maré alta no meio do Pacífico. Estima-se que tenha 12 mil habitantes. O PIB, recentemente, aumentou 50% com o aluguel para uma empresa americana, por US$ 50 milhões por ano, do uso exclusivo do seu domínio de internet .tv.
Lula espera que ela vote nele para a ONU antes que desapareça em função da subida do nível dos oceanos em conseqüência do aquecimento global.

Sobre a “Tecnologia 100% nacional” acrescento: todos os perdões das dívidas feitos pelo Excelso, ao longo destes últimos anos, a favor dos países endividados com o Brasil – inclusive até àqueles que nem haviam-no solicitado – são mais um capítulo nessa campanha pela secretaria-geral. Nada é por acaso, menos ainda por generosidade ou compaixão, mesmo que desses atos calculadíssimos advenha algum alívio ao devedor.