Acorda PSDB! O impeachment já foi!

17 de abril de 2015 § 21 Comentários

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O que caracteriza os desastres com a marca Dilma Rousseff é a sua meticulosidade. Seja os gerenciais, tipo Petrobras, seja os políticos, eles são sempre devastadores e completos.

Veja-se o PMDB. Ele estava conformado em ser para sempre o partido das sombras. Desde a redemocratização nunca apresentou um candidato presidenciável viável e há inúmeras eleições já que estava conformado com isso. As disputas, ali, se davam no máximo pela presidência da Câmara e do Senado.

Mas então dona Dilma teve a brilhante idéia de derrubar o PMDB. Não para “faxinar” a “pátria educadora” mais uma vez, mas para trocá-lo pelo partido que Gilberto Kassab, o Rei do Lixo, trataria de arregimentar nas beiradas do Congresso Nacional.

Resultado?

Pela primeira vez desde a morte de Ulysses Guimarães o PMDB transformou-se no grande protagonista da política nacional. E, veja bem, não foi o PMDB que subiu, foi Dilma que caiu.

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Agora o PMDB ocupa a sua nova condição abençoado por Lula e tendo Joaquim Levy como escudeiro, com a missão de manter o navio à tona e entregá-lo com menos buracos no casco ao novo timoneiro em 2018. Dona Dilma permanece lá e tal e coisa, mas já não é preciso levá-la à sério. Só o PSDB – aquele esturricado deserto de idéias para reformar a política brasileira – é que, tateando às cegas entre pesquisas do DataFolha, ainda está nessa. Chegou tarde. O impeachment já foi…

E o que mais resultou da brilhante jogada estratégica de dona Dilma? Que o preço da “governabilidade” aumentou exponencialmente, é claro, porque agora o comandante da porteira é um só e não a soma de um monte de partidecos. Sem o doutor Temer não passa nada. E o doutor Temer, que de pruridos dilmísticos não tem nada, não quer nem passar perto de qualquer coisa que cheire a novidade para tirar da oportunidade que lhe jogaram no colo o quanto ela puder lhe render, muito pelo contrário. Por isso chamou para o seu lado as putas mais velhas ainda em ação na política brasileira: Eliseu Padilha, a troco de uma Aviação Civil em época de privatização de aerportos, e Henrique Eduardo Alves, que leva um ministério do Turismo em véspera de Olimpíada, mas com a combinação de que será titular apenas dos royalties da nova sinecura. Sua principal missão não será operá-la diretamente e sim dedicar-se a costurinhas no Congresso Nacional que ele já presidiu e frequentou por mais de 40 anos, para canalizar ventos favoráveis ao lulopetismo.

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Ficaram meio de lado na manobra Renan Calheiros e Eduardo Cunha. Nenhum dos dois compareceu à posse de Henrique Alves no Turismo ontem no Palácio do Planalto. A ausência foi combinada entre ambos. Mas como ali ninguém tem vocação para herói, Cunha, que se diz “fiador político de Alves junto a Temer” compareceu à transmissão do cargo no Ministério do Turismo, logo depois da cerimônia de que se ausentou no Planalto. Já Renan ficou um pouco mais chamuscadinho no episódio porque era ele o padrinho do ministro do Turismo preterido. Como nós aqui fora não contamos mesmo para nada, dona Dilma fez questão de abrir seu discurso afagando efusivamente o afilhado de Renan. “Minhas primeiras palavras são de caloroso agradecimento ao ministro Vinicius Lages pela dedicação, pelo profissionalismo e pelo engajamento com que atuou. Em seus 13 meses no cargo, levou o turismo brasileiro a galgar novos patamares de qualidade”. Sua excelência julgou desnecessário, porém, explicar a nós, que pagamos por tudo isso, porque então abriu mão de servidor público tão exemplar, perfeitamente talhado que era para a missão que vinha cumprindo às mil maravilhas.

Detalhes…

No fim, tudo se acerta. Em troca da parte que lhe cabia no nosso latifúndio, fica desde já prometido, Vinicius Lages e seu padrinho receberão ou a Infraero, ou a Companhia Nacional de Abastecimento onde passam rios de dinheiro. E enquanto espera, Lages “foi contratado” pelo gabinete de Renan Calheiros.

O juiz Moro e sua turma “com sangue nos olhos” já sabe, portanto, onde procurar o próximo petrolão daqui a mais um par de anos.

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Manifesto a favor do escândalo

12 de março de 2014 § 7 Comentários

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Ha uma semana que os jornais não falam de outra coisa.

Agora o “blocão” dos “aliados”, chefiado pelo PMDB, “impôs uma derrota ao governo”. A foto do Globo dessa galera em delírio de “júbilo cívico” é impressionante.

E qual o feito épico que comemoravam?

Por se sentirem lesados na divisão daquilo que eles e o PT nos arrancam juntos os “aliados” romperam o pacto de silêncio sobre as falcatruas uns dos outros que eles mantêm contra nós, o povo brasileiro. É isso que eles chamam de “votar todos os projetos com independência”.

Resultado do “voto independente” de ontem?

Vão, finalmente, dar uma olhada na roubalheira que rola dentro da Petrobras, coisa de 140 milhões de dólares de suborno pago por uma empresa que aluga plataformas de petróleo que está sendo investigada ha mais de um ano pelos governos da Holanda, da Inglaterra e dos Estados Unidos, mas não pelo do Brasil, que é o principal interessado.

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Se quiser refazer o acordo”, diz o pessoal do PMDB (isto é, o acordo de sempre pra todos voltarem a  jogar unidos CONTRA NÓS), “o governo vai ter que sentar e conversar” (leia-se vai ter de dar aos aliados uma fatia maior do que está enfiando sozinho no bolso).

Agora, o que mais me assusta é que a imprensa noticia tudo isso pelo ângulo tranquilo e plácido do “debate político”. Segundo os “pundits” de Brasília tudo não passa de uma “crise da base de sustentação” normal para essa época de eleição (que, na verdade, é quando as máfias políticas que estão aí combinam quem vai ficar com quanto daquilo que nos tungam).

Essa perda de sensibilidade da imprensa, o fato dela assumir candidamente a linguagem e o padrão de normalidade ditado pela moral dos bandidos é, com certeza, muito mais grave que essa “afanadinha” que deram na Petrobras que não é nem a pontinha do iceberg do que rola lá dentro daquela caixa preta gigante.

A imprensa é o sistema imunológico da democracia; o agente que dá o alarme para que os anticorpos entrem em ação quando o organismo dela é invadido por alguma doença que pode matá-la.

b7O que nós estamos vendo é que o sistema imunológico da nossa democracia está “deprimido”. Ele também está doente. O vírus entra, deita, rola e arrebenta e ele não dá o alarme;  continua agindo como se tudo estivesse normal.

Com isso o organismo social não reage e deixa que a doença vá matando a sua sensibilidade moral que é o que segura a democracia em pé.

É preciso resgatar o valor do escândalo. Tem escândalo falso e tem escândalo autêntico. E o autêntico, mais que necessário, é o sinal vital da saúde moral da Nação. E SÓ A IMPRENSA PODE FAZE-LA REVIVER.  Dos políticos é que essa ressurreição não virá.

É preciso parar com essa ideia falsa de que ser profissional em jornalismo é tratar como se fosse normal aquilo que não é normal ou como se fosse saudável aquilo que é doente.

Veja-se o exemplo da cidadezinha de Hampton, na Florida, que o Jornal Nacional mostrou ontem. Montaram lá uma indústria de multas de trânsito; os funcionários da prefeitura gastaram 70 mil com cartões corporativos; a cidade deve 300 mil e não paga.

Normal?

No Brasil é coisa de criança. Não ha quem não faça. Mas lá o prefeito já está na cadeia, com o devido uniforme de presidiário e isso é só o começo. Se não aparecer a grana da indústria de multas que sumiu e a cidade não pagar sua dívida, vão acabar com ela como unidade política autônoma e incorporá-la à cidade vizinha.

É assim que se trata essas estripulias. É assim que se trata essa cambada onde a saúde moral da Nação está viva!

Corrupto tem em todo lugar. Não é privilégio de brasileiro. É privilégio da espécie humana. Mas se deixar o corrupto ganhar a parada depois de desmascarado como corrupto vai tudo pra cucuia. Não dá mais nem pra mãe da favela convencer o filho de que é melhor estudar que entrar para o tráfico, nem pra mãe do Leblon convencer o dela que é melhor trabalhar que puxar saco de político pra arrumar uma beira pra roubar a Petrobras. E o país apodrece de cabo a rabo.

Teve outro momento chocante no Jornal Nacional de ontem, aliás, que ligou alarmes em mim que nunca tinham soado antes. Viram aqueles moleques do morro depredando um carro da polícia e dando porrada nos PMs que corriam pra lá e pra cá sem reagir?

O que é que é aquilo, meu deus do céu?!

Segundo a Globo – e eu vi a cena e a repetição desse diagnóstico umas 10 vezes em todo os jornais de todos os canais de notícias de Jacarepaguá que estão sempre ligados aqui no meu posto de observação – trata-se de “uma nova estratégia usada pelo tráfico para desmoralizar as UPPs”!!!

É nada! Quem desmoraliza a polícia é a imprensa com o modo absurdamente desequilibrado como ela cobre um lado e outro dessa guerra. Não precisa “estratégia” nenhuma pra desmoralizar as UPPs. A PM está tomando cascudo e chute na bunda de pivete no centro nacional do crime organizado na véspera da Copa do Mundo porque a polícia já está desmoralizada. E não foi o tráfico que fez isso. O tráfico não tem poder para tanto, como já mostrei no artigo de ontem.

Enfim, meus caros amigos, a imprensa está precisando ir pro divã correndo. Ela é a única esperança que nos resta mas, se não abrir o olho, se não reativar o seu nervo moral adormecido,  se não reassumir a função institucional para a qual está habilitada e legitimada em todo lugar civilizado do mundo, que inclui ser propositiva e não obrigatoriamente passiva diante de fontes viciadas como parece que se exige hoje nas nossas redações, roda já pra onde já rodaram as da Venezuela e da Argentina, e nós todos com ela porque já não sobra mais nada em pé.

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“I wanna be” Édison Lobão

6 de fevereiro de 2014 § 7 Comentários

Paulo Skaf

A propósito do artigo de Eugênio Bucci hoje no Estado sobre a campanha do atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em prol de si mesmo (aqui), e de sua pergunta final sobre se a Fiesp está a serviço da indústria ou a serviço do PMDB, aproveito para, ao dar minha contribuição para desvendar esse mistério, homenagear três autores de minha especial predileção.

O  primeiro é Mario Monicelli, no seu “Amici Miei”, comédia genial levada às telas em 1982, onde se dá o impagável diálogo entre Adolfo Celli e Hugo Tognazzi, o amigo pobre que vinha comunicar ao amigo rico que tinha um caso com a mulher dele e ia passar a viver com ela que, por sua vez, reivindicava o direito de vir visitar os filhos uma vez por semana.

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Enquanto o casal de crianças com ar degenerado urra e se esbofeteia, a babá, uma alemanzona gigante, grita com elas e o cachorro late sem parar ao fundo, o impassível Celli responde calmamente ao amigo que era indispensável compreender que o que havia ali era “una cadena di sentimenti” onde cada elo não podia viver sem o outro e que, portanto, o conquistador teria de levar o pacote inteiro: a mulher, os dois filhos, a “fraulein” e mais “il Birillo”, o canzarrão maior que um bezerro que “come seis quilos de carne por dia e tem de ser levado três vezes a passeio se você não quiser que ele deposite nos tapetes da casa o resultado da digestão de tudo isso”, e que ele, Celli, agora com um sorrisinho no canto da boca, é que, transferido o pacote, passaria a visitar os filhos somente uma vez por semana…

O PMDB, a outrora gloriosa Fiesp e o governo do PT também formam hoje, como quase tudo o mais em que haja dinheiro envolvido no Brasil, uma indissolúvel “cadena di sentimenti” em que uns não vivem sem os outros, cabendo ao pobre contribuinte brasileiro, sem nunca ter “comido” ninguém, sustentar o balúrdio que faz girar essa roda do qual fazem parte as dezenas de milhões de reais desviados do imposto sindical para enfiar goela abaixo do eleitorado menos ilustrado, bem azeitadas pelas artes de marketeiros profissionais pagos a peso de marcos valérios, as mentiras necessárias para eleger os candidatos a eternizar essa festinha privada onde todos os atores, a torto e a direito, enfiam grossas maçarocas de dinheiro uns nos bolsos dos outros.

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O outro autor que homenageio é o imortal Eugene Ionescu, na peça “O Rinoceronte”, uma farsa sobre a progressiva assimilação da ideologia nazista por uma comunidade em que todos os habitantes se vão transformando em rinocerontes embora ninguém, à exceção de um único lúcido não convertido, enxergue os enormes chifres que vão, aos poucos, tomando o lugar dos seus próprios narizes bem na frente dos seus olhos.

É precisamente o que está acontecendo com o empresariado brasileiro que sobrou em pé, constituído pelos varejistas obesos de tanto absorver a inundação de anabolizantes eleitoreiros que vem sendo injetada nas veias da economia com dano irreversível para a sua saúde futura e pelos “capitalistas de compadrio” de sempre posto que os demais, ou emigraram, ou estão morrendo à míngua longe das tetas do BNDES.

Finalmente rendo meu preito a Spike Jonze e ao genial roteirista Charlie Kaufman pelo estranho “Quero ser John Malkovich”, de 1999.

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É notável o fenômeno que assola o “núcleo duro” do PMDB, aquele que sustenta a aliança com o PT pelo bem do proletariado, onde pululam, ainda que hoje dentro de ternos muito bem cortados, as figuras mais resilientes do velho coronelismo à Primeira Republica, ambiente no qual quanto mais extensa é a ficha policial do indivíduo maior costuma ser o número de fios de cabelos implantados mediante aquele tipo de cirurgia na qual foi flagrado prevaricando, ultimamente, o insigne prócer da Republica, Renan Calheiros.

A cor do tingimento do resultado dessas dolorosas semeaduras das esperanças de quem tudo pode, até contra as leis da natureza – outra das marcas registradas dos aderentes à ideologia que inspira esse grupo – migrou, nos últimos tempos, do acajú patético para o negro chocante por cima do emaranhado de rugas dos rostos que sustentam essas espantosas cabeleiras. A moda é tão generalizada entre os habitantes do topo da cadeia alimentar do regime que transformou-se num símbolo, numa espécie de pendão, numa marca registrada com mais adeptos, até, do que a proverbial barba e as bandeiras vermelhas da antiga vanguarda da nova humanidade socialista que agora congrega as greis de José Sarney, Fernando Collor, Paulo Maluf e cia. ltda., e só ergue os punhos cerrados para gritar o sagrado “No passarán!” quando vêem a polícia correndo atrás de ladrões.

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A coincidência das aparições, frequentemente sequenciais, de Edison Lobão e Paulo Skaf na televisão nestes últimos dias em função do apagão da “gerentona” que afetou metade do país confirmam essa uniformização da estética do “peemedebpetista de resultados“, a ponto de levar o telespectador distraído, sempre dividido entre o computador e a TV lá no fundo como são quase todos hoje em dia, a confundir, de relance, os dois personagens.

A transformação visual de Paulo Skaf com seu novo gorro cerrado de pelos negros como a asa da graúna por cima do telhado luzidio a que estávamos acostumados até ontem foi tão súbita e impressionante que o primeiro impulso do sujeito, ao se certificar de que é mesmo ele, é lembrar-se de Michael Jackson e imaginar onde isso tudo ainda pode ir parar.

Mas quando, logo a seguir, surge Edison Lobão na tela, recoberto de idêntico e rigoroso negror apesar da incomum abundância de rugas a vincar-lhe o longevo rosto, todas as dúvidas se desvanecem: Paulo Skaf, indubitavelmente, “wanna be” Edison Lobão, com o que julgo dirimidas todas as dúvidas do doutor Bucci.

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Fidel, Pinochet y otras cositas mas

22 de agosto de 2013 § 7 Comentários

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Blá, blá, blá, e pau! Foi…

Vão enfiar 4 mil “médicos” cubanos no Norte e no Nordeste, os bastiões que o PT ainda segura bem a golpes de “bolsas”. O salário vai ser pago diretamente ao governo cubano o que formal e precisamente caracteriza “trabalho escravo” na legislação brasileira, tipificação de crime que, em grande parte é obra do PT.  Quem será que vai mandar nesses caras, o Ministério da Saúde ou os velhotes lá de Cuba a quem eles terão de estender a mão todos os meses pra recuperar um pedacinho do que estaremos lhes pagando?

pin10

Agora, divertido mesmo é imaginar o que faria o PT se o governo brasileiro da época resolvesse importar médicos chilenos e pagar o salário deles ao general Pinochet…

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mi3 O PMDB atua em relação aos governos que “apoia” (e ele apoia rigorosamente todos) com a mesma abordagem de um especulador profissional da Bolsa. Não lhe interessa a mínima se o governo ou o país estão indo para cima ou despencando para o inferno. Tudo que ele tem a fazer é colocar-se sempre na contramão de modo a ganhar tanto “na alta” quanto “na baixa”.

Dilma enfraqueceu? A economia vai mal? Ameaça ficar fora de controle?

Ótimo! Toca ameaçar derrubar os vetos da Presidência que podem agravar essa situação. Chove dinheiro! (As emendas parlamentares saltaram de R$ 1,4 bilhão nos sete meses anteriores para R$ 1,2 bilhão nos primeiros nove dias de agosto).

O PT elegeu um “poste“? É preciso fincá-lo forte?

Ótimo! Quanto foi que custou a maré de alta  até aquele pico de mais de 70%?

Pra frente ou pra trás, o PMDB “se enche” sempre, e tanto mais quanto maiores forem as oscilações. Sobretudo se bastantes para por o país em pânico.

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re

Flagraram o Renan comprando uma casa de R$ 2 milhões em Brasília. Salário de senador, é claro, não dá pra isso e nós estamos carecas de saber que não é atrás dele que corre quem se lança àquelas alturas. Mas cabe especular: será que ele já está gastando por conta da “supersafra” de desgraças?

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aula1

Desde que se iniciou a sequência de marolinhas vindas da expectativa de mudança da política de expansão monetária dos Estados Unidos, por aqui é um tsunami atrás do outro.

Fomos, em ritmo de cavalo-de-pau, do dedo na cara do mundo para o dedo no…

O real foi a moeda que mais se desvalorizou no planeta, o que vale dizer que o governo do PT é, neste momento, o mais desacreditado do mundo.

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aula2O crescimento do emprego está minguando em todos os setores da economia. Nas capitais já está andando 11 mil pra trás pela primeira vez desde 2003.

No comércio, onde a situação é a pior de todas, as contratações decresceram 93%.

A agricultura, onde governo não chega, é como sempre quem segura as pontas. Ainda está contratando forte.

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dolar2Na contramão, continuam crescendo exponencialmente os gatos de dólares por brasileiros no exterior.

Não vai parar.

A camada mais alta da “nova classe média” descobriu, lá fora, quanto custa essa nossa tão festejada malandragem; esse sistema de corrupção socializada onde não ha quem não desfrute – pessoa, categoria ou classe – de pelo menos um privilegiozinho concedido por algum político.

Tudo, lá em Nova York ou Miami onde não tem privilégio nem “legislação super avançada” pra “beneficiar” ninguém, do luxo ao lixo, custa 1/3 do que custa aqui. De modo que o dolar pode subir tres vezes antes que começe a ser mau negócio comprar lá e não aqui.

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bnd2O “bolsa-empresário” do BNDES dividido entre aquela dúzia e meia de “campeões nacionais” escolhidos a dedo entre os amigos do presidente custa, entre subsídios e custos das dívidas que os sustentam, 24 bi por ano, exatamente o mesmo que custa a “bolsa família”, dividida entre 11 milhões de lares com uma média de quatro miseráveis em cada um.

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???????????Não dá mais pra segurar. Ou a gasolina sobe ou a Petrobrás explode. Daqui a pouco o povo vai ter de pagar pra se livrar do carro que ganhou da Dilma.

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mart1E no meio desse tiroteio todo só mesmo a nossa boa Marta Suplicy, vanguarda do proletariado e da libertação sexual, continua impávida, zelando pelos interesses nacionais. Ela acaba de liberar R$ 2,8 milhões da Lei Rouanet de apoio à cultura para o estilista Pedro Lourenço fazer desfiles de moda em Paris.

Isso fortalece a imagem do Brasil no exterior”.

Rumo à “oposição zero”

19 de outubro de 2012 § 1 comentário

São Paulo, onde a campanha vai de mal a pior, e Salvador, onde aparentemente vai menos mal, são as duas eleições que determinarão quanto sobrará de oposição digna desse nome à construção do “reich de mil anos” do PT.

Goste-se ou não do PSDB e de José Serra, ou do DEM e de ACM Neto, esses dois partidos são tudo o que continua excluído da salada geral da “base de apoio do governo” e sua sobrevida depende estritamente deles manterem o controle, respectivamente, da maior e da terceira maior cidades do país.

O PSDB (e, nestes quesitos, até José Serra) tem posições civilizadas quanto à necessidade de reforço das instituições fundamentais que devem balizar os processos da política e da economia. E o DEM, se é mais flexível quanto a essas questões mais “abstratas”, tem ao menos um posicionamento ideológico claro quanto à defesa da livre iniciativa, o excesso de intervenção do Estado na economia e o excesso de impostos.

O resto é o resto. Faz, automaticamente, a opção preferencial por quem estiver no poder. Ou então, é o PT de amanhã com o mesmíssimo discurso do PT de ontem, como é o caso do PSOL.

O DEM caiu de 340 para 276 prefeitos e uma capital (Aracaju) por enquanto. Longe das “alianças” em torno do poder ha mais de 10 anos, o que ficou lá ficou por compromisso ideológico. Tudo que, dentro dele, tinha aquele cheirinho de cola-a-tudo (que venha a vencer) mas não podia bandear-se para o PMDB, dono da cadeira cativa à direita de todo e qualquer “deus” que vier a se tornar “pai”, correu para o PSD de Gilberto Kassab que é uma espécie de PMDB da direita que só não está hoje alinhado ao PT porque o partido não sentiu que valia a pena comprá-lo, oferecido que foi, mesmo a preço de ocasião.

Tem, de qualquer maneira 494 prefeitos entre roubados ao DEM e saídos do forno agora, surgindo como a 4a maior agremiação (o DEM fica sendo a 8a).

O festejado PSB, que afastou-se momentaneamente do PT mais em função da inabilidade deste em torno de quizílias envolvendo praças específicas do que de qualquer diferença de princípios que se note, poderia surgir como uma força real se o país mostrasse que quer uma esquerda menos poluída depois do Mensalão.

Mas tudo indica que não é este o caso.

Já o PSDB, segue com o problema de sempre: tem currículo mas não tem voz e vive mergulhado no seu dilema hamletiano, nem reivindicando o que foi e fez, nem afirmando desabridamente o que será ou o que se recusa a ser. Ou seja, segue negando-se como alternativa a uma massa de eleitores órfãos que, desde Marina Silva, vaga pelo deserto oferecendo-se para adoção.

 

O efeito dos mensalões e cachoeiras em duas das capitais mais diretamente atingidas por eles é eloquente nesse sentido. Em Goiânia, terra de Delúbio, de Demóstenes Torres e de Carlinhos Cachoeira, os votos nulos subiram 220% este ano ainda que a abstenção tenha sido a menor desde a eleição de 2000 e uma das mais baixas entre as capitais. Ou seja, os eleitores fizeram questão de votar, mas para anular seu voto em protesto.

Já na São Paulo de José Dirceu e de Genoíno, o aumento dos votos nulos foi de 67% e a taxa de abstenção foi a maior desde 2000. Ou seja, ha mais desilusão com o poder do voto que em Goiânia junto com um forte crescimento do voto de protesto.

Nos dois casos, porém, ninguém conseguiu se apresentar como uma alternativa capaz de atrair os votos negados aos, ou em protesto contra os  bandalhos o que, no final das contas, reverteu em favor … do próprio petismo.

No país inteiro, cresceu 27% o numero de eleitores que deixaram de votar, anularam o seu voto ou votaram em branco.

Ha, portanto, uma boa parcela de brasileiros que resiste a deixar-se anestesiar pelas injeções de anabolizantes do consumo do lulismo, mas que também não consegue raciocinar com clareza sobre as implicações práticas de suas decisões na mecânica da democracia à brasileira.

Ha aí uma falha não só dos candidatos e partidos que poderiam ter investido em esclarecê-los, mas também da imprensa em geral, que não alertou suficientemente os indignados e os desiludidos sobre o resultado prático do seu gesto de negação.

Seja como for, perdidas Salvador e São Paulo, desestruturam-se as bases para a construção de alternativas, não digo competitivas, mas ao menos “perturbativas”, de oposição organizada.

Neste caso o inevitável prognóstico seria seguirmos derrapando para um “chavismo” tanto mais “cordial” (no sentido buarquiano da expressão) quanto menos favoráveis forem os ventos que movem os grandes importadores de commodities do mundo. Enquanto eles seguirem colocando nos cofres que compram “poder de consumo” para a “nova classe média” movida a crédito subsidiado mais do que sai deles para pagar a colonização do Estado pela companheirada e a montagem do anel de ferro dos monopólios “privados” satélites do BNDES, vamos na maciota.

Depois que o vento mudar…

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