Pega na mentira
28 de junho de 2014 § 8 Comentários
Dona Dilma anuncia que está amarrando um novo pacote de medidas “para animar a economia” na linha do costume: prolongamento de isenções de impostos para a compra de automóveis, possível medida semelhante para a compra de máquinas, regime tributário “especial” para o setor têxtil, etc.
Anda tão cordata sua magnânima majestade que está se dispondo, até, a discutir previamente as medidas com os empresários…
Mas a pergunta que não quer calar é: mais um pacote de véspera de eleição ajuda a ajudar ou ajuda a atrapalhar ainda mais a economia?
Qual é a maior causa da nossa doença econômica senão as repetidas demonstrações deste governo de que faz o que quiser, no momento que quiser com quem quer que tenha cometido a temeridade de entrar no jogo sem regras da economia brasileira?
Que pacote poderá apagar o “efeito Petrobras”, depois da última espantosa manobra pra arranjar um trôco pra antes de outubro à custa do tiro de misericórdia na maior empresa do país? É só disso que se trata, aliás, ou eles querem levar a zero o valor das ações da Petrobras para recompra-las todas e fechar seu capital? Não poderiam fazer melhor do que têm feito se fosse essa a intenção.
O que está afetando a nossa economia, enfim, é só uma sêca fortuita que o governo conseguirá facilmente mitigar mandando “caminhões-pipa” de dinheiro e isenções para este ou aquele setor; desapertando aqui e ali o garrote sem, no entanto, retirá-lo de em volta do pescoço de quem ousa empreender aqui, ou é um problema ambiental de crescentes insegurança jurídica e instabilidade regulatória prenunciando um desastre sistêmico de proporções irreversíveis?
Qual dos dois PTs está mentindo, o que arreganha os dentes, pisa nas leis e morde as liberdades democráticas ou o que assopra o incêndio das expectativas econômicas enquanto atira petróleo em cima dele?
Favor repetir estas perguntas para o maior número de pessoas possível e instá-las a respondê-las com votos.
A fuga do Planeta Bizarro
12 de maio de 2014 § 6 Comentários
Jabor tem batido na tecla de que a crise brasileira não é só política, é psiquiátrica.
Não ha como negar. As provas trombam com a nossa cara o tempo todo.
Em matéria de pensamento político o Brasil está congelado no tempo e no espaço. Tudo que o mundo baniu o Brasil adotou. Tudo que dá prisão lá fora aqui vira atenuante.
Quando assisto os programas eleitorais dos nossos 30 e tantos partidos, todos “socialistas”, lembro-me dos velhos gibis do Super-Homem da minha adolescência em que havia um certo “Planeta Bizarro” que era quadrado em vez de esférico e que tinha sido colonizado por clones defeituosos do “Homem de Aço” e de Lois Lane.
Tudo que aqui era veneno, lá era remédio; tudo que aqui era hediondo lá era uma glória; os bandidos eram os mocinhos, os vícios eram as virtudes e assim por diante.
A Petrobras, coitada, tá que são retalhos de carne, nervos e tendões esfrangalhados disputados a dente por uma cachorrada faminta.
Tem refinaria de 30 bi pra todo lado, todas tramadas com ladrões seriais com 50 anos de ficha suja; nenhuma funcionando. Pasadena é pinto! Não ha uma que tenha multiplicado o orçamento original por menos de 10 vezes.
A última turma que a Polícia Federal pegou lá dentro, com a mão na massa, tinha de presidente da bancada do PT na Câmara, ministros da República e diretores da Petrobras pra baixo lavando pra cima de 10 bilhões de dinheiro roubado na compra de sucata industrial, tungado da verba pra remédio de doentes miseráveis ou amealhado com tráfico internacional de cocaína em escala industrial com o concurso de gangsteres e quadrilhas multinacionais, máfias italianas e o diabo.
E pelo jeito a coisa toda só acabou sendo descoberta porque quando foram gravar conversas de grandes traficantes internacionais os espiões do Obama, lá na famigerada NSA de Edwad Snowden, acabaram escutando conversas deles com o pessoal dos gabinetes em volta do da Dilma lá no Planalto.
Era tudo a mesma gente! Usavam a mesma lavanderia!
Mas na Presidência da Republica, no Congresso Nacional e – acredite se quiser! – até na imprensa, ainda se discute com cara de sério se transformar 42 milhões em 1,3 bilhão em um ano é ou não é “um bom negócio” e montam-se campanhas milionárias passadas no horário nobre das TVs pra dizer que manter essa cachorrada com as dentuças ferradas naquele molambo é a melhor maneira de se proteger “um patrimônio do povo brasileiro”. Que manter um monopólio de petróleo que movimenta bilhões por minuto na mão das feras da “governabilidade” – que corroem tudo que tocam – é a única maneira de não ter esse patrimônio dilapidado e carregado daqui pro estrangeiro com todos aqueles sete quilômetros de oceano e de sal por cima.
Não ha um brasileiro – todas as pesquisas confirmam – nem mesmo nos asilos para mentecaptos, que tenha qualquer dúvida de que empresas públicas só existem para serem saqueadas; que cargos políticos no país dos 39 ministérios são privilégios exclusivos de ladrões; que entrar para “o Sistema” é, explicitamente, para ganhar sem merecer e comprar lealdades e ampliar o território de caça estendendo esse privilégio a cúmplices, amigos e parentes.
Mas quem falar em privatizar estatais, em reduzir o espaço para a roubalheira impune perde voto, veja você!
Até os jornais, que nos últimos anos têm vivido exclusivamente de demonstrar que estamos nas mãos de quadrilhas organizadas, comportam-se como quem assume como ponto pacífico que manter maquinas de bilhões nas mãos delas é a única forma de proteger o “nosso” petróleo da cobiça estrangeira.
A perspectiva de ser acusado de tentar tirar a Petrobras do alcance da matilha causa pânico nos candidatos da oposição. É das poucas coisas que os fazem ir aos tribunais processar quem o disser por calúnia.
Na semana passada 8.200 “funcionários” da Petrobras “aderiram a um plano de demissão voluntária” – e pode-se imaginar as condições oferecidas para que tanta gente considerasse trocar o certo pelo incerto – e isso não deu mais que uma notinha nos jornais. 8.200 caras, informou-se de passagem, perfazem menos de 10% da folha de pagamento dessa estatal. Assim ficamos sabendo que ela tem alguma coisa entre 80 e 90 mil “funcionários”, todos amigos, todos parentes, todos no mínimo correligionários de algum vendedor de “governabilidade“. A Exxon Mobil, que atua em 160 países, tem exatos 79.880. E quantos deles você acredita que estão lá porque são amigos ou parentes do CEO, ganhando sem merecer?
Os conselhos de administração da Petrobras e coligadas, então, são uma festa. Tem ministros de dona Dilma com um jeton de 20 mil em cada sub-empresa da empresa mãe. São eles que aprovam as Pasadenas. São eles que aprovam as refinarias de 30 bi. E quantos dos 80/90 mil “funcionários” da Petrobras não são militantes do PT? Quantos põem os interesses da empresa acima dos do partido? Quantos manteriam o emprego se aquilo fosse uma meritocracia?
Agora, tirar a Petrobras desse cocho? Entregá-la a gestores profissionais submetidos a regras globalizadas de prestação de contas, responsabilidade social e fiscalização por acionistas multinacionais respaldados por especialistas e agências internacionais? Fazê-la render o mínimo que tem de render um monopólio em cima de uma das maiores reservas de petróleo do planeta? Transformar os royalties de propriedade privada daqueles 26 caras em uma montanha de impostos pra todos nós?
De jeito nenhum!!
Isso “nós” não vamos deixar!
“Nós” quem, cara-pálida? Que os ladrões digam isso, tá. Mas os roubados!!
Pois no nosso “Planeta Bizarro” é assim. A lavagem dos cérebros brasileiros nas nossas escolas, nas nossas redações, foi feita com soda cáustica. Sobrou zero de capacidade de relacionar efeito com causa.
Pois não está hoje mesmo nos jornais o Joaquim Barbosa sendo acusado de “autoritário” sem nenhum ponto de exclamação por reafirmar a igualdade perante a lei das ex-autoridades que, hoje presidiários, ainda se querem isentas dela?
Não sei como é que o Brasil vai sair disso enquanto o tom da conversa for o mesmo dentro das celas da Papuda e das salas de aulas e redações do país. Só sei que nada vai acontecer antes que a imprensa, pelo menos – o único poder constituído da Republica dentro do qual gente de bem ainda pode se estabelecer sem ser retida na malha fina pela falta do atestado de criminoso que o nosso sistema de seleção negativa exige de quem quer fazer parte dos outros três – recupere o seu senso crítico e a sua capacidade de indignação.
Vai ser um trabalho tão custoso e meticuloso quanto foi fazê-la perdê-los.
Eu me lembro bem de como foi isso. Devo ser dos últimos que se lembra. Começa por um esforço artificial para inverter os significados estabelecidos. Um esforço metódico de subversão da linguagem. O prezado jornalista acredita que tal distorção é “normal”? Não importa. Consulte-se o manual dos fundamentos da democracia (na época consultava-se os da anti-democracia) e, se não for, ele fica obrigado a indicar que não é e mostrar indignação ainda que não a sinta.
Ou seja, será preciso percorrer o caminho inverso da construção dessas mentiras que se estabeleceram quando jornalistas, professores e artistas da TV fingiam diante das câmeras ou do papel em branco que era digno de aplauso aquilo que seus pais lhes tinham ensinado a receber com indignação e escândalo; festejavam o errado de sempre como o novo certo; rebatizavam a covardia de heroísmo; chamavam nobre o execrável.
Só assim, ao fim de algum tempo, as coisas começarão a voltar ao seu devido lugar. Só assim o passado deixará de ser o futuro nas nossas futuras campanhas eleitorais, e o Brasil poderá, enfim, deixar de ser esse curupira de pés invertidos, voltar a integrar a ordem dos planetas esféricos e olhar novamente para a frente.
Jogando com o seu futuro
7 de maio de 2014 § Deixe um comentário
Por alguns dias, confesso, tive a esperança de que algo tivesse mudado para melhor quando o governo anunciou, em plena maré montante eleitoral, que ia aumentar as contas de luz.
“Existe, afinal, um limite para essa disposição temerária do PT de destruir qualquer coisa por um voto a mais”. E mesmo levando em conta o que este fato deixava subentendido – isto é, que a crise de energia que vem vindo é iminente e muito mais profunda do que tinha sido admitido até então – senti-me aliviado. “Finalmente estão pensando antes no país!”
Ilusão de noiva!
A horda que não hesitou em quebrar a Petrobras e a indústria do álcool juntas, destruir a indústria nacional, desmontar uma rede profissional de comércio internacional para fazer agradinhos a trogloditas e atirar no lixo o controle da inflação e a credibilidade financeira internacional do país continua, no seu tradicional estilo “Depois da eleição, o dilúvio!”, fazendo contas de chegar para comprar o eleitorado ainda que seja à custa de matar o futuro do Brasil desde que essa morte só se torne visível para a massa menos informada quando for tarde demais.
Pois a verdade que agora está clara é que o PT só aceitou anunciar o aumento da energia agora para evitar, primeiro, o mergulho imediato do sistema elétrico num estado de “inadimplência setorial” que poderia paralisá-lo ainda antes da Copa e, segundo, para jogar para depois da eleição o racionamento de energia de emergência que todos os produtores e distribuidores de energia do pais estão pedindo “para já” como último recurso para salvar o país do risco de uma catástrofe.
A matéria com os números dessa equação apresentada pelo Valor de hoje é inequívoca.
Apesar do governo ter mantido ligadas todas as usinas térmicas do país durante todo o período de chuvas para economizar água dos reservatórios das hidrelétricas, o déficit de produção de energia saltou de 1,7% em fevereiro para 6% em março. O número é um recorde e a expectativa otimista é de que as hidrelétricas produzam 5% a menos de energia em média, por mês, durante o ano todo. A pessimista põe esse buraco em 8%.
Para atender todos os contratos firmados com distribuidoras e consumidores as geradoras estão tendo de comprar a diferença no mercado de curto prazo onde essa demanda jogou o preço de pouco mais de R$ 140 para R$ 822 o MW/hora, o limite legal a que ele pode chegar. O custo extra para as geradoras não será menor que R$ 20 bilhões, enquanto o rombo das distribuidoras chegará a outros R$ 25 bilhões, fora os custos extras com combustíveis. E mesmo assim não haverá energia que chegue.
O volume de liquidação dessas compras de energia extra no primeiro trimestre de 2014 alcançou R$ 13,64 bilhões, o equivalente ao total das liquidações nesse mercado durante todo o ano de 2013. E ha rumores de que grandes companhias ficaram inadimplentes nesses pagamentos. Uma delas teria entrado em default de R$ 230 milhões!
Como esse quadro de inadimplência em cadeia de todo o setor elétrico já está configurado ha um bom tempo e o Tesouro Nacional está exaurido pelas outras estripulias eleitoreiras do PT, o governo forçou oito bancos privados a se juntarem a dois bancos públicos e constituir um “empréstimo” de R$ 11,2 bilhões para a Camara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), uma entidade que não produz caixa e, portanto, não esta tecnicamente qualificada para contrair empréstimos, tudo para levar essa canoa furada um pouco mais adiante. O anuncio antecipado do aumento das tarifas foi a “promissória” que nós, consumidores, assinamos por esse “empréstimo“. Mesmo assim, três dos cinco diretores dessa entidade pediram demissão ao se verem enredados nesse jogo absurdo.
R$ 4,7 bilhões desse “empréstimo” foram queimados apenas no primeiro acerto das contas do trimestre pelas geradoras e distribuidoras que não conseguiram zerar suas compras de energia extra. Esta é, portanto, uma conta que não fecha nem com toda a dívida que vamos herdar para levá-la até onde chegou por enquanto. E quem ja tomou dinheiro em banco sabe o brejo que isso é: você vira escravo daí por diante e nunca mais liquida a sua dívida.
Pois é a isso que nos reduziu a brilhante dobradinha feita entre “a gerentona” que mandou no setor elétrico ao longo de todo o governo Lula e aquele sujeito que se diz “socialista” e usa a Fiesp para aparecer na TV fazendo cara de esperto enquanto propõe desatinos tais como este de “baixar as contas de luz em 20%” por decreto: os dois patetas destruíram a saúde financeira do primeiro motor da máquina de produção brasileira e amarraram um peso extra aos pés dele de que sabe-se lá quantas décadas levaremos para nos livrar.
É em razão de tudo isso que 16 entre 16 dos principais responsáveis pelas empresas de geração e distribuição de energia do país recomendaram formalmente, anteontem, que o governo decrete um “racionamento já” com a meta de reduzir o consumo ao menos nesses 6% de déficit mensal que estão acabando de destruir as contas já arrebentadas do setor.
Mas não! O Brasil que se exploda porque a eleição vem aí!
Em resumo, o PT continua jogando com o seu futuro e o dos seus filhos para comprar votos para amanhã. Na verdade já não é mais uma aposta. Esta já foi perdida. Este governo já aleijou a Nação com uma crise de energia que engloba das indústrias do petróleo e do álcool às de geração e distribuição de eletricidade pela qual todos nós pagaremos com mais outro tanto de redução forçada de velocidade por falta de “combustível” num mundo que está acelerando tanto para a frente que já nem o enxergamos mais no meio da poeira que estamos tomando.
Talvez seja por isso que ao “Fora Dilma!” tem resistido tanto a seguir-se o “Volta Lula!” que seria de se esperar. É possível que até o insaciável apetite de poder dessas feras tenha se aplacado, tal é o tamanho da encrenca que eles fabricaram com essa mistura funesta de arrogância com incompetência e que eles sabem que vem vindo por aí a galope.
Batendo na porta do paraíso
14 de abril de 2014 § 5 Comentários
Fernando Cavendish, o ubíquo “campeão do PAC” da “faxineira” Dilma que, semana sim semana não, tem suas empresas declaradas “inidôneas” para fazer negócios com o poder público mas, rápido no gatilho que é, troca o nome delas e, assim, continua merecendo a confiança da “presidenta”; Fernando Collor de Mello, o “linchado redimido” (“amigos, amigos: negócios aparte…”) e seu afilhado Pedro Paulo Leoni Ramos cujas falcatruas na Petrobras são velhas de antes do impeachment; Renan Calheiros, o “relator” da CPI “X-tudo” instalada para “investigar” as roubalheiras cujo produto é “lavado-em-jatos” pelo doleiro Alberto Youssef, o amigo de 30 anos de André Vargas, o gorducho que mente pela gorja um pouquinho mais a cada novo palmo de bunda que lhe fica exposto; não ha nome infame da crônica do baixo lenocínio político brasileiro, enfim, que não tenha um ferrão fincado nesta Petrobras que o PT conseguiu empurrar até à beira da falência.
Cada dia fica-se sabendo uma nova.
Todos os ladrões de sucesso da Republica, aliás, têm o “seu” funcionário de alto nível amestrado da Petrobras. Só pé-de-chinelo é que não tem um “pet” desses em Brasília. É que como ha áreas e “projetos técnicos” para todos os gostos e mais de 220 bilhões de dólares no orçamento de “investimentos” da “nossa” petroleira até 2018, é uma vírgula estrategicamente colocada num contrato e – bingo! – está conquistada a “independência financeira” de mais um André Vargas com o seu doleiro ao pé.
Até salafrários internacionais, como o tal “barão” belga de Pasadena já conhecem o macete: um “técnico” com 20 anos de Petrobras intermediou a “venda”, por 277 vezes o valor pago um ano antes, aprovada por dona Dilma e pelo tal Nestor Cerveró, este que foi severamente “afastado”, doa a quem doer, com 13 anos de atraso, daquela bela refinaria em Pasadena, Texas, incapaz de processar os óleos extraídos em solo brasileiro.
Renan Calheiros, o chefe da investigação das falcatruas na Petrobras em pessoa, por exemplo, é o “dono”, pela interposta pessoa do “funcionário especializado” Sérgio Machado, da Transpetro, que tem o monopólio do transporte de todo o petróleo importado pela Petrobras.
Já o doleiro Aberto Youssef e o “diretor de Abastecimento”, Paulo Roberto Costa representam toda uma rede de roubalhões. Só falam em bilhões.
Este nobre senhor Youssef até viaja nas comitivas presidenciais que andam pelo mundo, de ditador em ditador, distribuindo “obras” financiadas pelo BNDES para donos de ilhas do Caribe, genocidas africanos e outros tipos de ilibada reputação e notório conhecimento na companhia dos quais o nosso Lula pretende transplantar para os grandes foros internacionais, como a ONU, os esquemas de “governabilidade” e articulação de “baixos cleros” em que é mestre, para ensinar ao mundo a dor e a delícia de se lidar com a natureza humana.
Outro dia foi flagrado na lista de convidados do governo para uma visita ao último bastião do socialismo no Ocidente, a Cuba dos Castro, onde a Petrobras “fura poços de petróleo” e todos nós, das palafitas de Belém do Pará para baixo, contribuímos para a construção de um porto pra Eike Batista nenhum botar defeito.
Não tem mixaria na caridade internacional do PT. É o momento em que brota do nada tudo que falta nas escolas e nos hospitais aqui no Brasil para ser investido em “obras” que ninguém nunca saberá sequer se chegaram a ser iniciadas um dia, já que se os nosso tribunais de contas não conseguem saber nem o que se passa debaixo do seu nariz aqui onde têm poder de polícia, que dirá pelo mundo afora.
Por isso, acreditam alguns, é que têm surgido nas anotações do nosso meticuloso doleiro, “comissões” de 50% do valor dessas “obras” que nenhum brasileiro jamais fiscalizará. É possível que se esteja “rachando” o valor inteiro da empreitada.
Inovação é o nome do jogo!
O que está acontecendo na Petrobras, enfim, é exatamente o mesmo que tem acontecido no Brasil como um todo. Já não se “aparelha” mais o órgão, a instituição, a empresa pública, naquele sentido ideológico de antigamente, para colocá-lo subrepticiamente a serviço de um projeto de poder. Loteia-se explicitamente cada um deles, em negociações “cobertas” pela imprensa, entre os “companheiros” e os “aliados”, segundo o volume de dinheiro movimentado por cada um deles.
Daí por diante é roubalheira de um lado e gestão temerária do outro anabolizando-se mutuamente.
Quando as falcatruas são eventualmente “descobertas”, reencena-se o “espetáculo da impunidade”.
A primeira providência é a tentativa de matar o mensageiro. Acionam-se as brigadas da internet que iniciarão campanha maciça de difamação do acusador e de apedrejamento da “imprensa golpista”.
A seu tempo o Ministério da Justiça e seus órgãos auxiliares – como o Cade e cia.ltda. – “darão acesso” a jornais e televisões a denúncias, dossiês e documentos “envolvendo” governos da oposição em episódios suspeitos de corrupção. Não importa se a denuncia incluir 25 governos petistas e/ou aliados e um da oposição, é só às falcatruas deste que será “dado acesso” à imprensa que, assim como dona Dilma com relação à inidoneidade da Delta Construções e seus “aliases”, não desconfiará de nada e publicará só o que seu mestre lhe mostrar para provar que é “equânime” nas denuncias que faz.
Se nada disso baixar a fervura chamar-se-á Lula em pessoa para coordenar a “limpeza” da porcaria, começando por uma ou duas reuniões públicas com os principais acusados para um par de coques e cascudos de reprimenda e a instrução púbica a respeito do que podem ou não podem dizer na frente da polícia.
Se nada disso funcionar, eventualmente tudo terminará com a desmontagem ao vivo e a cores da instituição encarregada de punir aquele “malfeito”, não importa o que isso possa vir a custar ao país. Desmonta-se o que for necessário, seja o IBGE porque publicou uma estatística julgada inconveniente para o momento eleitoral, seja o Supremo Tribunal Federal se tiver ousado condenar um petista segundo as provas constantes dos autos.
De qualquer maneira, estamos batendo nas portas do paraíso. A “caixa preta” da Petrobras – isso já é mais do que evidente – é grande o suficiente para levar para o fundo este governo inteiro, senão até mais que ele. Não ha nada maior nem mais alto para ser posto a nu, mas tudo dependerá exclusivamente da imprensa…
Da Petrobras em diante, é reto pra Venezuela.
Cala-te boca!
20 de março de 2014 § 5 Comentários
Diz dona Dilma de Pasadena que “foi induzida a erro” por um relatório da Diretoria Internacional da Petrobras que “omitia a referência a cláusulas contratuais de que, se tivesse conhecimento, não teria autorizado a compra”.
Essa senhora morre sempre pela boca! Ha dois probleminhas com essa declaração oficial da “presidenta” da República:
1- Ela se constitui numa confissão de que ela foi cúmplice com dolo na primeira parte dessa operação em que a Petrobras pagou 8,5 vezes o que o vendedor tinha pago menos de um ano antes – de US$ 42,5 para US$ 360 milhões – pela metade de uma refinaria desativada e incapaz

de processar o tipo de petroleo produzido pelo Brasil. As cláusulas contratuais supostamente omitidas só se referiam a obrigação de comprar a outra metade que acabou saindo por mais US$ 820 milhões.
2- Mesmo depois da “nossa” Petrobras ser obrigada a desembolsar essa segunda metade, o Diretor Internacional criminosamente “omisso” continuou empregado na empresa a quem sua suposta omissão deu um prejuízo de 1,180 bilhão de dólares. Continua lá até hoje, aliás, no momento desfrutando “férias na Europa”.






















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