Dilma + Graça + Colin: pesquisa rápida

21 de agosto de 2014 § 6 Comentários

 

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Factóide“?

Graça Foster não cometeu nenhuma irregularidade”? 

Reveja os fatos e tire suas próprias conclusões:

1978 – Graça Foster entra na Petrobras como etagiária

1981 – Graça e Colin Foster começam a namorar e logo (“nos anos 80”) ele funda a Colin Foster Serviços e Equipamentos para atender à Petrobras

1993 – Dilma Vana Rousseff torna-se Secretária de Minas e Energia e Comunicações (estranha combinação!) no governo de Alceu Colares do PDT do Rio Grande do Sul.

1994 – É desse ano o primeiro contrato da Colin com a Petrobras denunciado em 2004 por gente da própria estatal, alvo de um inquérito interno ordenado por Jose Dirceu, junto com outro contrato do ano 2000

1998 – Dilma volta a ocupar a Secretaria de Minas e Energia, agora no governo de Olívio Dutra. Graça Foster é gerente do Centro de pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras. As duas discutem o pleito de Dilma para trazer para o Sul do país um ramal do gasoduto Brasil-Bolívia

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2001 – Dilma sai do PTB e entra no PT

2003 – A conselho de Dilma, agora ministra de Minas e Energia de Lula, Graça Foster troca o Rio de Janeiro por Brasília e começa a ascender na Petrobras; vira diretora da Petroquisa e depois da BR Distribuidora

2004 – Graça Foster é denunciada dentro da Petrobras pelos contratos de seu marido e Jose Dirceu, na Casa Civil, ordena inquérito

2005 – Dilma se torna ministra da Casa Civil (Mensalão) e é a presidente do Conselho de Administração da Petrobras

2005 – A Astra Oil, da Bélgica, compra a refinaria de Pasadena por 42,5 milhões de dolares

2006 – A Petrobras paga 360 milhões de dolares por 50% da mesma refinaria e compromete-se a comprar a outra metade mais adiante

2005 a 2007 – Só um contrato, sem licitção, entre a Colin e a Petrobras é mencionado

2007 – Graça se torna titular da Diretoria de Gas e Energia da Petrobras. Dessa data até 2010 a estatal assina 43 contartos com a Colin, 20 sem licitação

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2009 – Dilma entra em choque com Marina Silva, do Meio Ambiente, que deixa o governo do PT

2010 – Dilma é candidata a presidente

2010 – A loja maçônica de Colin Foster faz evento internacional em Brasilia com presenca dos granadeiros da Guarda Presidencial e música da Banda do Batalhão da Guarda Presidencial

2012 – A Petrobras perde ação nos EUA e paga 820 milhões pela outra metade de Pasadena

2012 – Dilma atrita-se com Sergio Gabrielli e nomeia Graça Foster presidente da Petrobras

2013 – O Esatdo de S. Paulo revela o Caso Pasadena

2014 (junho) – Policia Federal prende Paulo Roberto Costa, ex-Diretor de abastecimento da Petrobras e o doleiro Alberto Youssef acusados de lavar 10 bilhões de reais surrupiados da Petrobras. O Congresso abre CPI sobre a Petrobras mas o PT consegue controlar todos os postos-chave

2014 (agosto) – Funcionários da Petrobras filmam reunião para fraudar a CPI e Veja revela o filme

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Abaixo, seguem exertos das principais matérias que geraram esta cronologia, e links com detalhes interessantes:

14/11/2010

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1411201002.htm

A Folha denuncia as relações da empresa do marido de Graça Foster com a Petrobras.

17 de novembro de 2010

http://www.alertatotal.net/2010/11/ingleses-identificam-jose-dirceu-como.html

Colin Foster é Grão-Mestre Distrital da Divisão Norte da Grande Loja Unida da Inglaterra, cujo “Grand Master” é o Príncipe Edward George Nicholas Paul Patrick – primo da Rainha Elisabeth. Quem comanda a Grande Loja Unida da Inglaterra, junto com o príncipe, é Peter Lowndes membro do Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).

O problema é que Maria da Graça Foster é cotada para assumir a Casa Civil ou até a presidência da Petrobrás, onde é empregada de carreira. Por isso, seu marido maçom virou alvo do “fogo amigo” do PT na disputa por espaço de poder.

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(…)

notinhas e reportagens plantadas na mídia amestrada pelo esquema de José Dirceu. O controlador do PT não quer Graça forte junto a Dilma (…)

Maçom prestigiado

Na Maçonaria, o marido da Graça tem prestígio.

No ultimo dia 15 de maio de 2010, na sede do Grande Oriente do Brasil, em Brasília, foram comemorados os 75 anos do Tratado entre a Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente do Brasil.

O acordo foi assinado em 6 de maio de 1935, embora as relações formais entre a Maçonaria Inglesa e o GOB datem de janeiro de 1880.

Big Brother

A sessão publica de comemoração contou com a presença dos granadeiros da guarda presidencial e banda do batalhão da guarda presidencial que executou o hino nacional brasileiro.

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Na cerimônia, Colin mostrou uma jóia de membro efetivo da Loja Morro Velho, de Minas Gerais, confeccionada em ouro e diamantes retirados da mina Morro Velho em Minas Gerais.

De Marcos José da Silva, Grão-mestre-geral da mais antiga potência maçônica brasileira, o “brother” Colin recebeu a Medalha Cruz da Perfeição Maçônica.

15 de fevereiro de 2012

http://rudaricci.blogspot.com.br/2012/02/presidente-da-petrobras-e-seu-marido.html

A Petrobras reafirma que 20 compras foram feitas por dispensa de licitação, pois os valores foram abaixo de R$ 10 mil. As demais foram feitas por meio de processo licitatório (…)

24 de janeiro de 2012

http://www.implicante.org/noticias/marido-da-nova-presidente-da-petrobras-tem-42-contratos-com-a-estatal-20-deles-sem-licitacao/

Graça Foster é funcionária de carreira. Começou como estagiária em 1978 e ocupou cargos gerenciais na estatal antes do governo Lula (2003-2010).

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(…)

foi pelas mãos da então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, que, no começo de 2003, trocou o Rio de Janeiro por Brasília e começou a alçar voos maiores na sua trajetória profissional.

A aproximação profissional ocorreu quando Dilma era secretária de Energia do Rio Grande do Sul (1999-2002) e ambas tratavam sobre o gasoduto Bolívia-Brasil. A então secretária queria um ramal adicional do duto para atender ao sul do Estado, mas ouviu um não como resposta da então gerente da estatal.

Nem por isso, a amizade deixou de prosperar. Graça filiou-se ao PT e engajou-se na campanha de Dilma à presidência. Tem três estrelas tatuadas no antebraço esquerdo, duas delas vermelhas.

No período em que Dilma esteve no Ministério de Minas e Energia, Graça Foster foi secretária de Petróleo e Gás. De volta ao Rio de Janeiro, em 2005, dirigiu as subsidiárias Petroquisa e a BR Distribuidora.

a00023/01/2012

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/maria-das-gracas-foster/

Dilma nunca gostou de José Sérgio Gabrielli. Tentava ter controle da empresa desde que era ministra das Minas e Energia e nunca conseguiu. Na chefia da Casa Civil, como a tal gerentona, seguiu no mesmo esforço, também inútil. Gabrielli tinha e tem um padrinho muito forte: Luiz Inácio Lula da Silva.

(…)

Quando ministra, Dilma reclamava que não conseguia ter acesso a dados da empresa que considerava essenciais à sua atividade.

05/08/2014

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/reuniao-sobre-cpi-ocorreu-na-sede-da-petrobras-no-df

Encontro para fraudar a CPI gravado em vídeo, e revelado por VEJA, se deu em sala de reuniões que integra o gabinete da presidente da estatal – e à qual só tem acesso a alta cúpula da companhia.

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21.08.2014

http://oglobo.globo.com/pais/moreno/posts/2014/08/21/graca-foster-cervero-doacoes-polemicas-546765.asp

O TCU suspendeu ontem à tarde a votação sobre o bloqueio dos bens de Graça Foster

(…)

O ministro José Jorge suspendeu o processo, com a promessa de recolocá-lo em pauta na sessão da próxima quarta-feira

(…)

O ministro Walton Alencar ainda proferia seu voto quando José Jorge se levantou para conversar com outros ministros. Minutos depois, o ministro André Luís de Carvalho sugeriu que a sessão fosse suspensa. José Jorge leu, então, o título da reportagem veiculada pelo GLOBO na internet.
Sentado na primeira fila do plenário, Adams foi à tribuna e defendeu a continuidade do julgamento.

(…)

são “jogadas de forma midiática, sem nenhuma consistência

(…)

No início da noite, a Petrobras divulgou nota:

http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/esclarecimento-sobre-movimentacao-patrimonial.htm

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Dilma e a desgraça da Graça

11 de agosto de 2014 § 5 Comentários

a1Êpa!

Agora que a chuvarada virou direto pra cima da amiga Graça Foster, dona Dilma se abespinhou: “Isso é tudo factóide político (…) tem que ter sentido de Estado, de nação e de país (…) não se deve misturar a maior empresa de petróleo do país com a eleição”.

Paulo Roberto Costa diz que é o contrário; que se o abandonarem à chuva e ele contar tudo que sabe “não vai ter eleição”…

Tá difícil, mesmo, fazer as pessoas descrerem do que têm visto.

Primeiro porque não tem político nenhum nessa história, a produzir “factóides“, a não ser aqueles com quem o ex “diretor de Abastecimento” (nunca houve título que viesse tanto a calhar) da Petrobras que a Justiça insistiu em manter recolhido a uma penitenciária mesmo depois do último ministro nomeado por Dilma para o STF ter conseguido libertá-lo uma vez, mais o companheiro Alberto Youssef, “doleiro” de profissão, transacionavam “malas e malas de dinheiro” segundo afirmações da contadora deste último, Meire Bonfim Poza à revista Veja deste fim-de-semana. E estes eram os “políticos” do costume: figuras graduadas do PT, do PMDB, do PP e etc. donos de caudalosas folhas corridas na crônica policial brasiliense tais como Luis Argolo, o inefável Andre Vargas que desafiava Joaquim Barbosa em plenário, Candido Vaccarezza, o menino dos recados amorosos, Fernando Collor de Mello e suas duas Ferraris, variados réus do “mensalão“, et sucia

a6Queridas!

Nessa “virada” da chuva ácida pra cima da amiga Graça Foster o que parece ter havido foi só uma armadilha do destino mesmo.

Embora o ex-presidente Lula e o Advogado Geral da União, Luis Ignácio Adams, antevendo o calibre do que vinha vindo lá dos intestinos da “maior empresa do Brasil”, tivessem tentado barrar a investigação fazendo embaixadas públicas junto ao TCU, não deu para freá-la. Mas ficou combinado aquele esquema de sempre: fogo nos peixes menores; nos chefões, não.

O resultado foi que o TCU bloqueou os bens de todos os diretores envolvidos com a compra de Pasadena, incluindo na lista Ildo Sauer, um velho e competente tecnocrata que tem história que chegue no estudo das questões envolvendo energia no Brasil. A amiga Graça Foster foi poupada e dona Dilma deu-se por satisfeita. Mas logo descobriu-se que ela não foi incluída na lista “por uma falha na relação de diretores do ano de 2008 fornecida pela Petrobras”.

a7O nome certo no cargo errado

Acontece que Ildo Sauer já não estava na diretoria que lhe era atribuida em 2008 naquela listagem. Graça Foster era a verdadeira ocupante do cargo! E por isso o TCU foi obrigado a rever não a decisão de bloquear contas que tinha sido acatada por todos, mas a quem, de fato, ela se aplicava.

O mais chato é que ninguém tinha levantado um dedo por Ildo, o único da lista dos bloqueados totalmente insuspeito de estar onde estava por indicação política. mas se Ildo fora bloqueado por engano, Graça deveria ser bloqueada por acerto. E se bloqueada fosse, completava o ministro Jose Jorge, do TCU, não poderia continuar sendo a presidente da Petrobras.

Imediatamente o que antes tinha sido aceito como fato já tragado e digerido por dona Dilma, passou a ser “factóide”.

E tome decreto, como é do gosto de madame: “Para o governo Graça Foster não cometeu nenhuma irregularidade e não ha contra ela nenhum processo” (dane-se o ministro Jose Jorge), não passando de “apelação política” também a volta ao palco dos 45 contratos, 20 dos quais sem concorrência, assinados entre a Petrobras sob a direção de Graça Foster e a empresa do seu amantíssimo esposo, Colin Foster, único proprietário da Colin Foster Serviços e Equipamentos que vive exclusivamente dos que presta e aluga à empresa presidida por sua cônjuge.

a12Colin

Dona Dilma, que semanas antes fora dispensada de qualquer responsabilidade pela compra de Pasadena embora fosse a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a única entidade com poder para aprovar essa mesma compra na época em que ela ocorreu, contiua cega e surda a todos os fatos, mas deixou de ser muda assim que os fatos passaram a falar por si mesmos. Para negá-los: “Acho um absurdo colocar as diretorias da Petrobras submetidas a esse tipo de procedimento“.

Os fatos antes aceitos por Dilma transformam-se em “factóides”, acrescente-se, uma semana depois de ter vindo à luz o vídeo gravado por um dos participantes de uma reunião na sala de reuniões privativa de dona Graça Foster entre advogados dos réus, assessores da Presidência da República e senadores do PT titulares da CPI da Petrobras em que perguntas e respostas a serem apresentadas aos “investigados” pela compra de Pasadena foram passadas aos próprios para serem decoradas e recitadas diante das Câmeras da TV Senado, que estrela a dita CPI. O filme – que filme é e portanto incontestável – fez daquilo que foi tramado como uma farsa uma fratura exposta.

É mais um “factóide” de que não participa um único membro da oposição ou qualquer pessoa de fora da lista dos amigos e assessores da maior confiança e intimidade de Dilma Rousseff, de Graça Foster e do PT.

a8Intimidades

Tudo isso derrama-se, finalmente, por cima do fato “infactoidável” da Petrobras, “a maior empresa de petróleo do país” que incidentalmente teve seu valor de mercado dividido por dois e seu endividamento multiplicado por quatro durante a Era PT, manter nada menos que 1.832 contas bancárias da empresa (!!!!) em nome do encarcerado “diretor de Abastacimento”, Paulo Roberto Costa, sócio de Alberto Youssef, o “doleiro”, dando voltas pelos mais mal afamados paraísos fiscais e lavanderias internacionais de dinheiro sujo – da Suiça ao Panamá – 90% das quais (exatas 1.726) partindo do Banco do Brasil, segundo investigação do Banco Central do PT, aquele que sabe ate a hora em que vai ao banheiro todo brasileiro que emite uma vez na vida qualquer cheque maior que R$ 5 mil, e tem poderes para bloquear, via internet, qualquer conta de quem não tenha costas quentes e que exibam sem maiores pudores “sinais evidentes de riqueza” não justificada ou até menos que isso.

E, no entanto, enquanto essa dinheirama circulava pra lá e pra cá debaixo dos olhos de lince dos supercomputadores da Receita Federal, Paulo Roberto e sua mulher Marici, que são desse tipo muito consciente de que a vida é uma só, iam comprando para consumo próprio carros de R$ 200 mil, mansões em Petrópolis, barcos de milhão, praias em Mangaratiba (R$ 3,2 mi), e guardando “trocos” em casa, para o gasto, como o milhão e duzentos mil dolares e euros que a polícia apreendeu no apartamento em que ele foi preso.

a14O doleiro Youssef (já solto)

Mesmo assim, até hoje – pasme-se – várias dessas contas continuam em nome de Paulo Roberto Costa que foi preso destruindo provas no dia 20 de março passado, tres dias depois da Policia Federal ter posto em marcha a Operação Lava Jato que investiga movimentações ilegais de mais de R$ 10 bilhões entre este senhor, Alberto Youssef, réus do Mensalão e outras figuras de escol da República petista, embora ele continue encarcerado e esteja há dois anos fora do cargo que teve na Petrobras!

É esta a gente em cuja defesa se levanta indignada a presidente da Republica dita “faxineira”, bradando em nome da preservação “do Estado, da Nação e do país”.

Se ha algum “factóide político” nessa mixórdia toda, portanto, ele vem dos intestinos do próprio PT e, segundo as provas até agora tornadas publicas, do próprio Palácio do Planalto, aquele de cujos computadores saem também os falsos perfis acrescentados à Wikipédia para denegrir jornalistas que incomodam.

a10Todos

O diabo na rua, no meio do redemunho

4 de agosto de 2014 § 7 Comentários

O filme divulgado pela revista Veja é claro e explícito: quem montou a “cola” com as perguntas e as respostas passada a Maria das Graças Foster, José Sergio Gabrielli e Nestor Cerveró, os mais altos diretores da estatal “investigados” pela CPI da Petrobras que o governo foi obrigado a montar diante das sucessivas ondas de lama que emanam da “maior empresa do Brasil”, foram o assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Paulo Argenta, o assessor da liderança do governo no Senado, Marcos Rogério de Souza e o assessor da liderança do PT no Senado, Carlos Hetzel.

O senador Delcídio Amaral, tido como o padrinho de Nestor Cerveró, o homem que esteve no comando da operação de compra da refinaria de Pasadena adquirida por investidores belgas por 280 milhoes de dolares e vendida à Petrobras por 1,2 bilhão de dolares no espaço de um ano quando Dilma Rousseff era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras, foi mencionado como um dos articuladores da fraude. Já a CPI, propriamente dita, é presidida pelo senador Vital do Rego, do PMDB da Paraiba, e relatada pelo senador Marco Maia, do PT do Rio Grande do Sul, tudo para garantir que nada fosse descoberto nessas “investigações”.

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É tão impossível, portanto, que a presidente Dilma Rousseff, “chefa” direta dos fabricantes da “cola”, estivesse alheia a mais esta armação quanto é impossível que a compra de Pasadena tivesse sido feita à sua revelia enquanto ela presidia o Conselho da Petrobras, único titulado para aprová-la, que foi o que “concluiu” a investigação do governo a respeito.

É a hierarquia quem o diz. E se ha alguém que tem senso de hierarquia neste país, é a “presidenta” que se tornou tristemente célebre por não aceitar ordens nem conselhos de ninguém.

E no entanto, está aí o filme que mostra até onde vai a desfaçatez desse pessoal que governa o Brasil hoje e levou a Petrobras à condição financeira periclitante em que se encontra.

Mesmo a CPI cercada de PT por todos os lados para “investigar” chefões do PT que, por isso mesmo, já nasceu eivada de pecados originais, não passou de um suporte para uma farsa encenada em cima de outra farsa, cuidadosamente ensaiada para ser levada às telas das televisões e fazer o povo brasileiro duplamente de idiota às vésperas da eleição.

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E como reagiram os caras-de-pau a mais este flagrante da sua infindável má fé?

O presidente da CPI fraudada, que preside também a segunda CPI sobre o mesmo assunto, esta “mista” de senadores e deputados, apressou-se a dizer que “qualquer favorecimento que possa levar à mitigação do poder investigatório é (por óbvio) prejudicial ao trabalho desenvolvido pelo colegiado” e que, por isso, hã-hã, “determinará procedimento próprio para o necessário esclarecimento dos fatos” registrados em filme, diga-se de passagem, por alguém alto o suficiente na hierarquia para estar na reunião que urdiu a falcatrua mas que, tudo indica, ainda teme a deus o bastante para usar uma camera disfarçada numa caneta com todos os riscos que sabe que corre quem vive por dentro as armações do partido que tragou Celso Daniel.

Mas sua excelência não se faz de rogado. Segundo ele, isso “não tem nada a ver com a sua outra CPI”, a “mista”, sobre a qual nada, ainda, foi filmado.

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O nobre senador não se sente absolutamente em conflito para continuar a presidir a segunda CPI sobre os mesmos crimes apenas por ter sido flagrado fraudando a primeira.

A exposição do filme em circuito nacional tampouco resultou, até agora, em qualquer tropeço que fosse para qualquer dos envolvidos. Nem na mais remota ameaça de…

Continuam todos – os fornecedores e os tomadores da “cola”; os que redigiram as falsas perguntas e as falsas respostas e os que as decoraram e encenaram com caras de santo no Senado da República – refestelados nos seus postos regiamente remunerados da maior empresa de um governo em crise aguda de credibilidade; tão aguda que ameaça a estabilidade da economia nacional.

De modo que dizer com o imortal jagunço Riobaldo Tatarana, de Guimarães Rosa, que o Brasil “nas juntas se desgovernou” e que hoje o Cujo, o Carantonho, o Que Diga anda à solta, e vivemos todos no fio da navalha com “o diabo na rua no meio do redemunho”, deixou de ser ficção.

É a mais pura realidade!

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A fuga do Planeta Bizarro

12 de maio de 2014 § 6 Comentários

biz1a

Jabor tem batido na tecla de que a crise brasileira não é só política, é psiquiátrica.

Não ha como negar. As provas trombam com a nossa cara o tempo todo.

Em matéria de pensamento político o Brasil está congelado no tempo e no espaço. Tudo que o mundo baniu o Brasil adotou. Tudo que dá prisão lá fora aqui vira atenuante.

Quando assisto os programas eleitorais dos nossos 30 e tantos partidos, todos “socialistas”, lembro-me dos velhos gibis do Super-Homem da minha adolescência em que havia um certo “Planeta Bizarro” que era quadrado em vez de esférico e que tinha sido colonizado por clones defeituosos do “Homem de Aço” e de Lois Lane.

Tudo que aqui era veneno, lá era remédio; tudo que aqui era hediondo lá era uma glória; os bandidos eram os mocinhos, os vícios eram as virtudes e assim por diante.

biz13

A Petrobras, coitada, tá que são retalhos de carne, nervos e tendões esfrangalhados disputados a dente por uma cachorrada faminta.

Tem refinaria de 30 bi pra todo lado, todas tramadas com ladrões seriais com 50 anos de ficha suja; nenhuma funcionando. Pasadena é pinto! Não ha uma que tenha multiplicado o orçamento original por menos de 10 vezes.

A última turma que a Polícia Federal pegou lá dentro, com a mão na massa, tinha de presidente da bancada do PT na Câmara, ministros da República e diretores da Petrobras pra baixo lavando pra cima de 10 bilhões de dinheiro roubado na compra de sucata industrial, tungado da verba pra remédio de doentes miseráveis ou amealhado com tráfico internacional de cocaína em escala industrial com o concurso de gangsteres e quadrilhas multinacionais, máfias italianas e o diabo.

E pelo jeito a coisa toda só acabou sendo descoberta porque quando foram gravar conversas de grandes traficantes internacionais os espiões do Obama, lá na famigerada NSA de Edwad Snowden, acabaram escutando conversas deles com o pessoal dos gabinetes em volta do da Dilma lá no Planalto.

Era tudo a mesma gente! Usavam a mesma lavanderia!

biz12

Mas na Presidência da Republica, no Congresso Nacional e – acredite se quiser! – até na imprensa, ainda se discute com cara de sério se transformar 42 milhões em 1,3 bilhão em um ano é ou não é “um bom negócio” e montam-se campanhas milionárias passadas no horário nobre das TVs pra dizer que manter essa cachorrada com as dentuças ferradas naquele molambo é a melhor maneira de se proteger “um patrimônio do povo brasileiro”. Que manter um monopólio de petróleo que movimenta bilhões por minuto na mão das feras da “governabilidade” – que corroem tudo que tocam – é a única maneira de não ter esse patrimônio dilapidado e carregado daqui pro estrangeiro com todos aqueles sete quilômetros de oceano e de sal por cima.

Não ha um brasileiro – todas as pesquisas confirmam – nem mesmo nos asilos para mentecaptos, que tenha qualquer dúvida de que empresas públicas só existem para serem saqueadas; que cargos políticos no país dos 39 ministérios são privilégios exclusivos de ladrões; que entrar para “o Sistema” é, explicitamente, para ganhar sem merecer e comprar lealdades e ampliar o território de caça estendendo esse privilégio a cúmplices, amigos e parentes.

biz6

Mas quem falar em privatizar estatais, em reduzir o espaço para a roubalheira impune perde voto, veja você!

Até os jornais, que nos últimos anos têm vivido exclusivamente de demonstrar que estamos nas mãos de quadrilhas organizadas, comportam-se como quem assume como ponto pacífico que manter maquinas de bilhões nas mãos delas é a única forma de proteger o “nosso” petróleo da cobiça estrangeira.

A perspectiva de ser acusado de tentar tirar a Petrobras do alcance da matilha causa pânico nos candidatos da oposição. É das poucas coisas que os fazem ir aos tribunais processar quem o disser por calúnia.

Na semana passada 8.200 “funcionários” da Petrobras “aderiram a um plano de demissão voluntária” – e pode-se imaginar as condições oferecidas para que tanta gente considerasse trocar o certo pelo incerto – e isso não deu mais que uma notinha nos jornais. 8.200 caras, informou-se de passagem, perfazem menos de 10% da folha de pagamento dessa estatal. Assim ficamos sabendo que ela tem alguma coisa entre 80 e 90 mil “funcionários”, todos amigos, todos parentes, todos no mínimo correligionários de algum vendedor de “governabilidade“. A Exxon Mobil, que atua em 160 países, tem exatos 79.880. E quantos deles você acredita que estão lá porque são amigos ou parentes do CEO, ganhando sem merecer?

biz14

Os conselhos de administração da Petrobras e coligadas, então, são uma festa. Tem ministros de dona Dilma com um jeton de 20 mil em cada sub-empresa da empresa mãe. São eles que aprovam as Pasadenas. São eles que aprovam as refinarias de 30 bi. E quantos dos 80/90 mil “funcionários” da Petrobras não são militantes do PT? Quantos põem os interesses da empresa acima dos do partido? Quantos manteriam o emprego se aquilo fosse uma meritocracia?

Agora, tirar a Petrobras desse cocho? Entregá-la a gestores profissionais submetidos a regras globalizadas de prestação de contas, responsabilidade social e fiscalização por acionistas multinacionais respaldados por especialistas e agências internacionais? Fazê-la render o mínimo que tem de render um monopólio em cima de uma das maiores reservas de petróleo do planeta? Transformar os royalties de propriedade privada daqueles 26 caras em uma montanha de impostos pra todos nós?

De jeito nenhum!!

Isso “nós” não vamos deixar!

Nós” quem, cara-pálida? Que os ladrões digam isso, tá. Mas os roubados!!

biz4

Pois no nosso “Planeta Bizarro” é assim. A lavagem dos cérebros brasileiros nas nossas escolas, nas nossas redações, foi feita com soda cáustica. Sobrou zero de capacidade de relacionar efeito com causa.

Pois não está hoje mesmo nos jornais o Joaquim Barbosa sendo acusado de “autoritário” sem nenhum ponto de exclamação por reafirmar a igualdade perante a lei das ex-autoridades que, hoje presidiários, ainda se querem isentas dela?

Não sei como é que o Brasil vai sair disso enquanto o tom da conversa for o mesmo dentro das celas da Papuda e das salas de aulas e redações do país. Só sei que nada vai acontecer antes que a imprensa, pelo menos – o único poder constituído da Republica dentro do qual gente de bem ainda pode se estabelecer sem ser retida na malha fina pela falta do atestado de criminoso que o nosso sistema de seleção negativa exige de quem quer fazer parte dos outros três – recupere o seu senso crítico e a sua capacidade de indignação.

Vai ser um trabalho tão custoso e meticuloso quanto foi fazê-la perdê-los.

biz11

Eu me lembro bem de como foi isso. Devo ser dos últimos que se lembra. Começa por um esforço artificial para inverter os significados estabelecidos. Um esforço metódico de subversão da linguagem. O prezado jornalista acredita que tal distorção é “normal”? Não importa. Consulte-se o manual dos fundamentos da democracia (na época consultava-se os da anti-democracia) e, se não for, ele fica obrigado a indicar que não é e mostrar indignação ainda que não a sinta.

Ou seja, será preciso percorrer o caminho inverso da construção dessas mentiras que se estabeleceram quando jornalistas, professores e artistas da TV fingiam diante das câmeras ou do papel em branco que era digno de aplauso aquilo que seus pais lhes tinham ensinado a receber com indignação e escândalo; festejavam o errado de sempre como o novo certo; rebatizavam a covardia de heroísmo; chamavam nobre o execrável.

Só assim, ao fim de algum tempo, as coisas começarão a voltar ao seu devido lugar. Só assim o passado deixará de ser o futuro nas nossas futuras campanhas eleitorais, e o Brasil poderá, enfim, deixar de ser esse curupira de pés invertidos, voltar a integrar a ordem dos planetas esféricos e olhar novamente para a frente.

biz16

E segue o baile…

17 de abril de 2014 § 5 Comentários

a1

Nada resiste à esculhambação do Congresso Nacional.

La onde “crime” é “malfeito” e “assassinato” vira “ato infracional“, nenhuma surpresa em chamar “negócio” ao ato de transformar US$ 42 milhões em US$ 1,2 bilhão em menos de 12 meses e depois ficar discutindo sobre se isso foi “um bom ou um mau negócio“.

É claro que, no fundo, é tudo uma questão de ponto de vista, dependendo, a conclusão dessa momentosa questão, de se a pergunta é feita a quem possuia o bilhão e duzentos antes e ficou sem eles (nós os contribuintes) ou a quem se tornou proprietário deles depois do “negócio” feito…

O Congresso Nacional falava, supostamente, em nosso nome e, portanto, não deveria haver duvida nenhuma. Mas como naquele bosque de caras de variados paus vale tudo, formaram-se logo dois partidos em torno dessa nova “configuração” dada à falcatrua de Pasadena que ja antecipa onde vai chegar esta “investigação” das “excelências“.

a2

Um desses partidos é de linha, digamos assim, mais “lulista“: nega até o fim mesmo aquele tipo de evidência que resplandece ofuscantemente ao sol e fere estes 200 milhões de pares de olhos que a terra ha de comer.

O outro tem uma linha mais “dilmista“: admite eventualmente suas cagadas mas põe a culpa delas nos outros e, o que é muito pior, não limpa a sujeira feita.

Alinham-se ao primeiro grupo Nestor Cerveró e Sergio Gabrielli, entre outros, e ao segundo Dilma Roussef e Graça Foster, atrizes sabidamente faltas de imaginação e capacidade de improvisação que, pelo andar da carruagem vão ficar sozinhas nesse lado do picadeiro pois a nata das “excelências” já se manifestou agradavelmente surpreendida com a versão mais “lulista” que, confessadamente, nem eles próprios tinham, alguma vez, imaginado possível.

a2

A surpresa com a cara-dura dessa versão foi tanta que até mesmo Andre Vargas, aquele que pretendeu dar-se ares de ideólogo da bandalheira à Zé Dirceu e Genoíno mas logo depois foi flagrado lavando dinheiro em jatos, recolheu o seu pedido de renuncia. É que o seu apurado faro para oportunidades já lhe deu a entender que o processo de descriminalização da roubalheira em curso ha 12 anos está à beira de avançar mais um passo decisivo e resolveu pagar para ver.

A grande incógnita, agora, são os próximos passos do doleiro Alberto Youssef, “amigo de 30 anos” de André, e seu outro comparsa Paulo Roberto Costa tirado de circulação junto com ele.

Não ha sinais, até o momento, de que esteja iminente a prisão dos policiais federais que os prenderam. Mas a ser seguido o precedente aberto com o caso do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão, é provavel que cassem ao menos os seus chefes, obviamente os mandantes do crime, digo, da prisão dos criminosos, colocando no lugar deles outros que se comprometam antecipadamente a ser menos “exagerados” com esse negocio de prender ladrões de dinheiro publico do lado errado, principalmente em ano eleitoral.

Afinal o Brasil é o “país de todos“, isto é, de todos “eles“, a começar pelos que têm sido injustamente presos quando na verdade merecem mais são indenizações por todo o bem que nos têm feito.

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Batendo na porta do paraíso

14 de abril de 2014 § 5 Comentários

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Fernando Cavendish, o ubíquo “campeão do PAC” da “faxineira” Dilma que, semana sim semana não, tem suas empresas declaradas “inidôneas” para fazer negócios com o poder público mas, rápido no gatilho que é, troca o nome delas e, assim, continua merecendo a confiança da “presidenta”; Fernando Collor de Mello, o “linchado redimido” (“amigos, amigos: negócios aparte…”) e seu afilhado Pedro Paulo Leoni Ramos cujas falcatruas na Petrobras são velhas de antes do impeachment; Renan Calheiros, o “relator” da CPI “X-tudo” instalada para “investigar” as roubalheiras cujo produto é “lavado-em-jatos” pelo doleiro Alberto Youssef, o amigo de 30 anos de André Vargas, o gorducho que mente pela gorja um pouquinho mais a cada novo palmo de bunda que lhe fica exposto; não ha nome infame da crônica do baixo lenocínio político brasileiro, enfim, que não tenha um ferrão fincado nesta Petrobras que o PT conseguiu empurrar até à beira da falência.

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Cada dia fica-se sabendo uma nova.

Todos os ladrões de sucesso da Republica, aliás, têm o “seu” funcionário de alto nível amestrado da Petrobras. Só pé-de-chinelo é que não tem um “pet” desses em Brasília. É que como ha áreas e “projetos técnicos” para todos os gostos e mais de 220 bilhões de dólares no orçamento de “investimentos” da “nossa” petroleira até 2018, é uma vírgula estrategicamente colocada num contrato e – bingo! – está conquistada a “independência financeira” de mais um André Vargas com o seu doleiro ao pé.

Até salafrários internacionais, como o tal “barão” belga de Pasadena já conhecem o macete: um “técnico” com 20 anos de Petrobras intermediou a “venda”, por 277 vezes o valor pago um ano antes, aprovada por dona Dilma e pelo tal Nestor Cerveró, este que foi severamente “afastado”, doa a quem doer, com 13 anos de atraso, daquela bela refinaria em Pasadena, Texas, incapaz de processar os óleos extraídos em solo brasileiro.

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Renan Calheiros, o chefe da investigação das falcatruas na Petrobras em pessoa, por exemplo, é o “dono”, pela interposta pessoa do “funcionário especializado” Sérgio Machado, da Transpetro, que tem o monopólio do transporte de todo o petróleo importado pela Petrobras.

Já o doleiro Aberto Youssef e o “diretor de Abastecimento”, Paulo Roberto Costa representam toda uma rede de roubalhões. Só falam em bilhões.

Este nobre senhor Youssef até viaja nas comitivas presidenciais que andam pelo mundo, de ditador em ditador, distribuindo “obras” financiadas pelo BNDES para donos de ilhas do Caribe, genocidas africanos e outros tipos de ilibada reputação e notório conhecimento na companhia dos quais o nosso Lula pretende transplantar para os grandes foros internacionais, como a ONU, os esquemas de “governabilidade” e articulação de “baixos cleros” em que é mestre, para ensinar ao mundo a dor e a delícia de se lidar com a natureza humana.

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Outro dia foi flagrado na lista de convidados do governo para uma visita ao último bastião do socialismo no Ocidente, a Cuba dos Castro, onde a Petrobras “fura poços de petróleo” e todos nós, das palafitas de Belém do Pará para baixo, contribuímos para a construção de um porto pra Eike Batista nenhum botar defeito.

Não tem mixaria na caridade internacional do PT. É o momento em que brota do nada tudo que falta nas escolas e nos hospitais aqui no Brasil para ser investido em “obras” que ninguém nunca saberá sequer se chegaram a ser iniciadas um dia, já que se os nosso tribunais de contas não conseguem saber nem o que se passa debaixo do seu nariz aqui onde têm poder de polícia, que dirá pelo mundo afora.

Por isso, acreditam alguns, é que têm surgido nas anotações do nosso meticuloso doleiro, “comissões” de 50% do valor dessas “obras” que nenhum brasileiro jamais fiscalizará. É possível que se esteja “rachando” o valor inteiro da empreitada.

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Inovação é o nome do jogo!

O que está acontecendo na Petrobras, enfim, é exatamente o mesmo que tem acontecido no Brasil como um todo. Já não se “aparelha” mais o órgão, a instituição, a empresa pública, naquele sentido ideológico de antigamente, para colocá-lo subrepticiamente a serviço de um projeto de poder. Loteia-se explicitamente cada um deles, em negociações “cobertas” pela imprensa, entre os “companheiros” e os “aliados”, segundo o volume de dinheiro movimentado por cada um deles.

Daí por diante é roubalheira de um lado e gestão temerária do outro anabolizando-se mutuamente.

Quando as falcatruas são eventualmente “descobertas”, reencena-se o “espetáculo da impunidade”.

a11A primeira providência é a tentativa de matar o mensageiro. Acionam-se as brigadas da internet que iniciarão campanha maciça de difamação do acusador e de apedrejamento da “imprensa golpista”.

A seu tempo o Ministério da Justiça e seus órgãos auxiliares – como o Cade e cia.ltda. – “darão acesso” a jornais e televisões a denúncias, dossiês e documentos “envolvendo” governos da oposição em episódios suspeitos de corrupção. Não importa se a denuncia incluir 25 governos petistas e/ou aliados e um da oposição, é só às falcatruas deste que será “dado acesso” à imprensa que, assim como dona Dilma com relação à inidoneidade da Delta Construções e seus “aliases”, não desconfiará de nada e publicará só o que seu mestre lhe mostrar para provar que é “equânime” nas denuncias que faz.

Se nada disso baixar a fervura chamar-se-á Lula em pessoa para coordenar a “limpeza” da porcaria, começando por uma ou duas reuniões públicas com os principais acusados para um par de coques e cascudos de reprimenda e a instrução púbica a respeito do que podem ou não podem dizer na frente da polícia.

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Se nada disso funcionar, eventualmente tudo terminará com a desmontagem ao vivo e a cores da instituição encarregada de punir aquele “malfeito”, não importa o que isso possa vir a custar ao país. Desmonta-se o que for necessário, seja o IBGE porque publicou uma estatística julgada inconveniente para o momento eleitoral, seja o Supremo Tribunal Federal se tiver ousado condenar um petista segundo as provas constantes dos autos.

De qualquer maneira, estamos batendo nas portas do paraíso. A “caixa preta” da Petrobras – isso já é mais do que evidente – é grande o suficiente para levar para o fundo este governo inteiro, senão até mais que ele. Não ha nada maior nem mais alto para ser posto a nu, mas tudo dependerá exclusivamente da imprensa…

Da Petrobras em diante, é reto pra Venezuela.

 

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Cala-te boca!

20 de março de 2014 § 5 Comentários

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Diz dona Dilma de Pasadena que “foi induzida a erro” por um relatório da Diretoria Internacional da Petrobras que “omitia a referência a cláusulas contratuais de que, se tivesse conhecimento, não teria autorizado a compra”.

Essa senhora morre sempre pela boca! Ha dois probleminhas com essa declaração oficial da “presidenta” da República:

1-   Ela se constitui numa confissão de que ela foi cúmplice com dolo na primeira parte dessa operação em que a Petrobras pagou 8,5 vezes o que o vendedor tinha pago menos de um ano antes – de US$ 42,5 para US$ 360 milhões – pela metade de uma refinaria desativada e incapaz

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de processar o tipo de petroleo produzido pelo Brasil. As cláusulas contratuais supostamente omitidas só se referiam a obrigação de comprar a outra metade que acabou saindo por mais US$ 820 milhões.

2-   Mesmo depois da “nossa” Petrobras ser obrigada a desembolsar essa segunda metade, o Diretor Internacional criminosamente “omisso” continuou empregado na empresa a quem sua suposta omissão deu um prejuízo de 1,180 bilhão de dólares. Continua lá até hoje, aliás, no momento desfrutando “férias na Europa”.

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Onde estou?

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