A remissão da Passionaria dos Jardins

9 de fevereiro de 2015 § 11 Comentários

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O Valor Econômico nos dá conta hoje de que Marta Suplicy pensa em deixar o PT para filiar-se ao PSB do falecido Eduardo Campos e trama com o PSDB de Alkmin, que tem Marcio França do PSB como vice, lançar-se candidata à prefeitura de SP em 2016 e aliar-se ao beato tucano para presidente em 2018.

Arre!

Outro dia mesmo eu estava pensando em como classificar a desilusão de Marta Suplicy com o socialismo com quase exatos 60 anos de atraso em relação àquele 20º Congresso do Partido Comunista da União Soviética de 14 de fevereiro de 1956 em que Nikita Krushev revelou ao mundo como funcionava o Terror Stalinista sem o qual a maior de todas as utopias humanitárias não se mantinha em pé.

Aquela foi a última data em que se podia afirmar inocentemente e sem dolo a persistência no apoio ao sonho que se materializou no pesadelo dos genocídios e dos estados policiais abjetos apoiados no terror e na cultura da delação anônima dos tempos da Inquisição em pleno século 20.

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Muita gente resistiu ao amargo despertar assim de chofre, mas então vieram a Revolução Cultural escrita com sangue na China, os massacres sucessivos na Hungria (56), na Checoslováquia (68), na Romênia, na Polônia; os corpos crivados de balas dos que “votavam com os pés” sendo empilhados ao pé do Muro na Alemanha comunista, os holocaustos do Cambodja e do Vietnã “libertado”, o desmascaramento dos títeres patético-psicopáticos em seus palácios econdidinhos e cafonas, a reedição como farsa policialesco-mafiosa da lógica soviética pelas mãos de Vladimir Putin, o czar da KGB, o mensalão e o petrolão e até, last but not least, a legalização do “tiro ao manifestante” nesta nossa Venezuela bolivariana de semanas atras. Não faltou oportunidade para quem quer que se dispusesse a salvar um átomo que fosse de honestidade em sua biografia nestas seis década de sangue – muito sangue! –  suor e lágrimas, mas as convicções de Marta Suplicy, como as de Dilma “coração valente”, não se abalaram um milímetro.

Só mesmo a privação de legenda cotejada com judiciosos cálculos de expectativa de vida pode convencer a “Passionária dos Jardins” a dar um passo à direita e permitir, afinal, que “passen” os que “no passarian”…

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Sabe com quem cê tá falando?

27 de maio de 2014 § 6 Comentários

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Você pode nem se ter dado conta. Mas entre a quarta-feira e o sábado passados rolou na quase surdina que é o dado que mais terminantemente define a profundidade do drama que o Brasil está apenas começando a viver, uma dessas histórias que explicam como e porque este país mergulhou tão profundamente no estado de anomia e prostração moral em que parece estar condenado a purgar seus pecados sabe-se lá por quantos anos pela frente ainda.

76 ônibus incendiados depois, alguns deles com gente dentro, inclusive crianças, São Paulo e outras 16 cidades da insana mancha urbana em que esta megalópole se transformou viveram, naqueles dias, os maiores congestionamentos de trânsito de toda a sua história com mais de 2 milhões de trabalhadores forçados a voltar para suas casas a pé, em longas marchas sob a chuva, enquanto pipocavam nos jornais, em sequência aparentemente absurda, as notícias dando conta de acordos salariais firmados entre sindicatos e empresas de ônibus seguidos de “greves” e depredações dos carros dessas mesmas companhias.

a1Da esquerda para a direita, Luiz e Senival Moura e “Pad”: “Parabéns a você”

Foi no meio desse tiroteio, com o prefeito Fernando Haddad acusando a polícia do governador Alkmin de não agir contra os depredadores, que a imprensa “teve acesso” a um documento bombástico: o Boletim de Ocorrência (BO) de 17 de março passado lavrado pela 6a Delegacia de Polícia de Investigações sobre Facções Criminosas e Lavagem de Dinheiro dando conta do flagrante dado no deputado estadual Luiz Moura, do PT de São Paulo, umbilicalmente ligado ao Secretário Municipal de Transportes Jilmar Tatto, numa reunião para “ajuste de condutas” com 13 membros do PCC a facção que comanda o crime organizado em todo o Brasil a partir de presídios paulistas, e mais 26 indivíduos ligados aos sindicatos e “movimentos sociais” envolvidos com o transporte público em São Paulo na sede da Cooperativa Transcooper, de “perueiros” e afins, comandada pelo ilustre deputado.

Irmão do vereador Senival Moura, também do PT, que é fundador e presidente do Sindilotação e presidente da Comissão de Trânsito e Transporte, Lazer e Gastronomia (!!) da Câmara Municipal de São Paulo, Luiz Moura vem a ser um ex-presidiário recolhido a uma penitenciária do Paraná em 1990 por flagrantes de assalto à mão armada – nada que a presidente Dilma também não tenha feito nos bons tempos – para cumprir a pena de 12 anos e meio de prisão a que fora condenado.

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Menos de um ano e meio depois, porém, Luiz Moura fugiu da prisão e passou os 10 anos seguintes na clandestinidade como foragido da polícia – nada, outra vez, que gente como o ex-ministro da casa Civil de Lula, José Dirceu, não tenha feito também.

Nesse período começou a trabalhar como “perueiro” e a construir, junto com o irmão, o que viria a ser um futuro brilhante.

Tudo começou quando Marta Suplicy se tornou prefeita de São Paulo na eleição de 2000. O primeiro “abacaxi” que ela teve de descascar foi o problema dos “perueiros” clandestinos que competiam deslealmente com os concessionários de transporte licitados pela Prefeitura e que viviam fazendo acampamentos e malcheirosas “sardinhadas” na porta do Palácio das Indústrias, de onde, na época, madame “prefeiturava”, enquanto ela lhes ofereceu resistência.

Com o tempo, o modo petista de encarar as coisas foi prevalecendo. A “culpa” por tudo, claro, era da “política econômica de desemprego do governo Fernando Henrique” o que levou a prefeita Marta Suplicy a cooptar os “perueiros” e, assim, animá-los a se transformar num problema crônico.

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Foi dentro desse contexto que o então foragido da penitenciária, Luiz Moura, apresentado à prefeita por Jilmar Tatto, fez por merecer tornar-se o homem de confiança de sua excelência para “resolver” a crise.

Mas cessa exatamente aí a hipótese de ausência de dolo na relação que, a partir de então, estabeleceu-se entre este senhor e o PT. Que Marta não conhecesse suas relações com o PCC e nem sua ficha na policia e tivesse aceitado sem saber a “ajuda” de alguém pertencente a uma organização que apoia seu sistema de poder na forma implacável como assassina quem lhe oferece qualquer resistência num momento de desespero para serenar um conflito que se estendeu por mais de dois anos de seu governo, vá lá.

Mas não foi isso que aconteceu.

Encarregado pela prefeitura, Luiz Moura, com os métodos que fazem do PCC o mais temido criminoso entre os criminosos do país inteiro, passou a “organizar” os perueiros independentes – que, naquele momento eram realmente desempregados a procura de um “bico” – em “cooperativas”.

Na verdade esses independentes eram – e continuam sendo até hoje, segundo investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público – forçados a “aderir” às cooperativas que ficam donas de seus carros e das quais se tornam empregados, na maioria das vezes em “transações” que sequer envolvem papéis. Quem descumpre o que lhe foi imposto ou fala no assunto aparece invariavelmente trucidado a tiros, o que produz o terror que dificulta as investigações do que mais se passa nesse submundo.

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Desde então todo o segmento de transporte público de São Paulo e outras capitais brasileiras – por onde corre dinheiro muito grosso e é fácil desviar fundos para campanhas eleitorais – vem sendo tomado pelo crime organizado. A disputa pelos sindicatos do setor em São Paulo é conhecida pela truculência. 16 candidatos já foram assassinados. 18 diretores do Sindicato de Funcionários de Ônibus foram detidos por enriquecimento ilícito e formação de quadrilha, entre eles os dois que disputaram a última eleição, Isao Hosogi e José Valdevan de Jesus, o vencedor.

Em 2006, quarto ano do PT no poder federal, final do primeiro mandato de Lula e véspera da disputa presidencial entre ele e Geraldo Alkmin, com Cláudio Lembo recém chegado ao Palácio dos Bandeirantes para substituir o candidato do PSDB e Marta Suplicy pré-candidata ao governo de São Paulo, comandos do PCC começaram, do nada, a assassinar policiais por toda a cidade com requintes revoltantes de violência e acinte contra suas famílias e os poderes constituídos até conseguirem instalar uma guerra aberta que colocou a maior cidade do país em virtual estado de sítio.

Coincidentemente, na época, o maior trunfo eleitoral do governador Alkmin eram os números da segurança pública. Ele tinha conseguido baixar em 80% o numero de assassinatos em São Paulo, fato que foi cuidadosamente sonegado à opinião pública brasileira pela imprensa até se tornar finalmente mais “badalado” quando, ha menos de dois anos, o feito, inédito no mundo, acabou sendo saudado e recebendo um prêmio especial da ONU.

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Nesse mesmo ano de 2006, a vida de Luiz Moura começou a mudar. Orientado por bons e poderosos amigos ele assinou, em 2005, um “atestado de pobreza” para comprovar que não tinha vivido do produto dos assaltos que praticou (declarou uma renda anual de R$ 15.859,00), e conseguiu “reabilitação na Justiça por bom comportamento tanto público como privado” (aferido nas ruas?!!), com apagamento de toda a sua ficha pregressa e dos anos de prisão não cumpridos. Os pormenores desse processo que resume bem no que se transformou o Brasil podem ser encontrados neste link http://veja.abril.com.br/PDF/reabilita.pdf.

De lá para cá a Transcooper, a sua “cooperativa” pessoal com sede em Itaquera tornou-se detentora de concessões para a exploração de transporte público em três áreas da Zona Leste da cidade que lhe renderam, só nos últimos três anos, um faturamento de R$ 1,8 bilhão.

Em 2010, quando candidatou-se a deputado estadual pelo PT, a vida de Luiz Moura já tinha virado outra. Ele declarou ao Tribunal de Contas a posse de 11 propriedades e participações em empresas de transporte público e redes de postos de gasolina num valor total de R$ 5.125.587,00!

Ele enriqueceu rápido como um raio e sem medo do famigerado computador da Receita Federal igual ao da Nasa capaz de detectar qualquer centavo “suspeito” em circulação no Brasil…

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Mesmo com todo esse dinheiro no bolso, entretanto, o atual secretário de Transportes, Jilmar Tatto, cuja família se fez na “política” incentivando invasões nas margens de Guarapiranga e trocando por votos as posteriores regularizações das áreas invadidas, fez questão de se apresentar como o maior doador individual da campanha eleitoral de Luiz Moura, com R$ 201 mil. Outra que fez doações foi Marta Suplicy, com R$ 35 mil.

Hoje, segundo o Gaeco, há provas conclusivas de que quatro das nove cooperativas de transporte em operação em São Paulo pertencem ao PCC. Sobre as outras cinco só ha indícios. Senival Moura, irmão de Luiz, tornou-se o vereador mais votado do PT e a “Bancada do PCC” na Câmara Municipal de São Paulo inclui pelo menos quatro, possivelmente cinco membros perfazendo 10% do total. Luiz, ele mesmo, dá expediente na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.

Em março deste ano, finalmente, sua excelência, cujo sítio de internet ironicamente abre-se sob o dístico “2014, Ano de Muita Paz” foi flagrada “ajustando condutas” com nada menos que 13 membros da cúpula do PCC, entre os quais o famigerado assaltante do Banco Central no Ceará (R$ 164,8 milhões), Carlos Roberto Maia, o Carlinhos Alfaiate, foragido da Justiça. Só dois dos membros do PCC capturados nessa ocasião mantinham vínculos formais com cooperativas e empresas de transportes públicos. Os outros 11 não. Estavam lá apenas e tão somente na condição de membros graduados da organização criminosa.

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Foi em função desse “ajuste de condutas” que a organização padronizou o esquema que tem paralisado São Paulo. Como o controle dos sindicatos e cooperativas do setor é o que está em disputa a ação se dá na sequência dos acordos salariais celebrados entre eles e as empresas visadas. Uma moto com um carona encosta na janela do motorista do ônibus, aponta-lhe uma arma para a cabeça, eventualmente manda os passageiros descerem, e a dupla incendeia o ônibus (possivelmente os dos concorrentes que mais lhes resistem) ou simplesmente, com mais brandura, retalha os pneus a faca depois de atravessar o veículo na rua para fechar a passagem, forçando assim as “greves” que nem os trabalhadores nem os sindicatos desejam e de que tanto o prefeito do PT quanto o governador do PSDB ficam loucos para se livrar.

Poucos dias depois do flagrante da polícia na Transcooper cabe registrar, Luiz Moura fez aniversário comemorado numa festança comandada por ninguém menos que o ex-ministro da Saúde e candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha (foto lá encima), aquele que era carinhosamente chamado de “Pad” nos telefonemas gravados pela polícia federal entre o “líder” André Vargas, do PT, e o doleiro Youssef para tramar o roubo de dinheiro da saúde dos pobres em escala suficiente para “garantir a independência financeira” de ambos. Conversas captadas, diga-se de passagem, nos mesmos “grampos” da Polícia Federal que registraram as falcatruas dos ladrões da Petrobras que o ministro amestrado de dona Dilma no STF mandou soltar da prisão.

a18Sobre Lula e as FARC, procure esta revista colombiana no Google

Quem ainda não sabe com quem está falando quando fala com o PT no Brasil, portanto, não sabe rigorosamente porque não quer.

A violência, a corrupção e o crime sempre foram o caldo de cultura no qual se criou a escória do peleguismo sindical que é o que sobrou do partido que hoje governa o Brasil conforme a receita prescrita por Getulio Vargas apud Juan Domingo Perón e Benito Mussolini. Os sindicatos são criados do nada para mamar na teta do imposto sindical e servir os donos do poder e as “eleições por aclamação” pela posse desses sacos sem fundo sempre foram disputadas pelos mesmos métodos com que o PCC disputa o controle de celas e penitenciárias país afora, os mesmos agora empregados na disputa dos pedaços do “território” privativo que o PT parece ter reservado tacitamente a mais este aliado — o dos transportes públicos — exatamente como fez com o resto das fatias em que picou o Brasil que entregou a outros criminosos de métodos um pouco menos primitivos.

As relações com o crime organizado do partido que inaugurou a jornada nacional da sua marcha para solapar o regime republicano no Brasil com o assassinato de Celso Daniel  não são propriamente novidade.

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13 tiros no rosto, furando antes as mãos que a vítima estendeu na direção de seus executores no pânico da morte foi o primeiro sinal do que viria, mas isso era coisa desde sempre previsível à qual o Brasil, enquanto ainda são, intuitivamente resistiu por quatro disputas presidenciais seguidas. Afinal, o PCC é só a feição mais recente que assumiu a organização do crime no Brasil que começou, como se sabe, com as “aulas” ministradas a criminosos comuns perigosos por terroristas da “luta armada” dos anos 70, alguns dos quais hoje governam o Brasil, nos mesmos presídios e celas em que foram ambos encerrados pelo regime militar.

As notórias relações do partido com as FARC, a guerrilha colombiana que se apossou do grosso da produção e do tráfico de cocaína em toda a América Latina e dela para o mundo, assim como os ingentes esforços do partido para impedir ações afirmativas internacionais e dar tempo a todo e qualquer genocida em ação no mundo para completar sua obra de extermínio físico de toda e qualquer oposição são a face internacional dessas “afinidades eletivas” e dessas fronteiras sempre difusas entre o lulopetismo e o crime.

Os fatos que o indicam se têm sucedido com tanta regularidade que qualquer sujeito que não tenha sido lobotomizado já considerou a altíssima probabilidade de que tão impressionante série de coincidências entre as ações do PCC e outras organizações criminosas e os interesses do PT e seus aliados internacionais possam não ser fruto de mero acaso.

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Que dirá o profissional da desconfiança que deve ser o jornalista digno desse nome!

E no entanto, embora todos os jornais e TVs brasileiras mantenham plantonistas e informantes dentro das principais delegacias de polícia, ou comuniquem-se diariamente com os palácios de governo, inclusive o dos Bandeirantes, obviamente interessado em que essa informação chegasse ao público, foi preciso que o secretário de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo, Marcio Aith, dissesse ao vivo, no programa do Datena, da Rede Bandeirantes, durante uma altercação com Jilmar Tatto, o que constava do Boletim de Ocorrências que registrou as intimidades do deputado Luiz Moura com os chefões do PCC em plena guerra dos ônibus para que o assunto viesse finalmente a público.

Mesmo assim, os únicos órgãos da imprensa paulista a darem sequência ao caso no dia seguinte com o merecido destaque foram a Folha de São Paulo e o segmento eletrônico da Veja na coluna de Reinaldo Azevedo. O Estado de S. Paulo e as Organizações Globo como um todo fingiram que não sabiam de nada.

A Globo continua fingindo que não sabe de nada até hoje. A direção de redação do Estado acabou por registrar laconicamente os acontecimentos só no sábado, mas tomando o cuidado de fabricar mais uma manchete com o famigerado “caso Alstom”, esta perigosa ameaça contra a continuação da democracia no Brasil, para fazer-lhe a devida sombra.

E desde então esse assunto tão pouco jornalístico e irrelevante para o futuro da nacionalidade — a saber, as íntimas relações oficiais entre o partido que governa o Brasil e o “partido” que governa o crime organizado no Brasil — saiu da pauta de todos.

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O PT vem ostensivamente desmontando instituição democrática por instituição democrática do país e colocando títeres de quem exige compromissos públicos de fidelidade canina como condição para a nomeação à frente de cada instrumento de controle do Poder Executivo certamente não porque queira prolongar a vida da democracia brasileira, mas a maior parte da imprensa brasileira faz o melhor do seu esforço para evitar que a opinião pública se aperceba disso.

O Brasil chega, portanto, às vésperas de uma eleição que pode ser a última muito mais graças à irresponsabilidade dos donos de redes de televisão e empresas jornalísticas que não têm nenhuma familiaridade com a profissão e vêm a imprescindível função institucional da imprensa nas democracias, ou como um incômodo empecilho, ou como uma ferramenta para se locupletarem, do que por uma real competência do PT na arte de enganar a todos o tempo todo.

O PT é o que é. Quem está lesando a pátria é quem tem, por ação ou por omissão, insistido em manter-se conivente, seja com sujeitos disfarçados de editores que dão provas diárias de que não passam de falsificadores de fatos, seja com idiotas ineptos ocupando postos críticos do sistema imunológico da democracia brasileira — do qual a imprensa é o elemento-chave — no momento em que ela passa pela mais grave ameaça de sua curta história de ser tomada por um microrganismo mortífero.

A alternativa é irelevante. Nenhuma das duas atitudes é perdoável.

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Fidel, Pinochet y otras cositas mas

22 de agosto de 2013 § 7 Comentários

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Blá, blá, blá, e pau! Foi…

Vão enfiar 4 mil “médicos” cubanos no Norte e no Nordeste, os bastiões que o PT ainda segura bem a golpes de “bolsas”. O salário vai ser pago diretamente ao governo cubano o que formal e precisamente caracteriza “trabalho escravo” na legislação brasileira, tipificação de crime que, em grande parte é obra do PT.  Quem será que vai mandar nesses caras, o Ministério da Saúde ou os velhotes lá de Cuba a quem eles terão de estender a mão todos os meses pra recuperar um pedacinho do que estaremos lhes pagando?

pin10

Agora, divertido mesmo é imaginar o que faria o PT se o governo brasileiro da época resolvesse importar médicos chilenos e pagar o salário deles ao general Pinochet…

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mi3 O PMDB atua em relação aos governos que “apoia” (e ele apoia rigorosamente todos) com a mesma abordagem de um especulador profissional da Bolsa. Não lhe interessa a mínima se o governo ou o país estão indo para cima ou despencando para o inferno. Tudo que ele tem a fazer é colocar-se sempre na contramão de modo a ganhar tanto “na alta” quanto “na baixa”.

Dilma enfraqueceu? A economia vai mal? Ameaça ficar fora de controle?

Ótimo! Toca ameaçar derrubar os vetos da Presidência que podem agravar essa situação. Chove dinheiro! (As emendas parlamentares saltaram de R$ 1,4 bilhão nos sete meses anteriores para R$ 1,2 bilhão nos primeiros nove dias de agosto).

O PT elegeu um “poste“? É preciso fincá-lo forte?

Ótimo! Quanto foi que custou a maré de alta  até aquele pico de mais de 70%?

Pra frente ou pra trás, o PMDB “se enche” sempre, e tanto mais quanto maiores forem as oscilações. Sobretudo se bastantes para por o país em pânico.

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re

Flagraram o Renan comprando uma casa de R$ 2 milhões em Brasília. Salário de senador, é claro, não dá pra isso e nós estamos carecas de saber que não é atrás dele que corre quem se lança àquelas alturas. Mas cabe especular: será que ele já está gastando por conta da “supersafra” de desgraças?

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aula1

Desde que se iniciou a sequência de marolinhas vindas da expectativa de mudança da política de expansão monetária dos Estados Unidos, por aqui é um tsunami atrás do outro.

Fomos, em ritmo de cavalo-de-pau, do dedo na cara do mundo para o dedo no…

O real foi a moeda que mais se desvalorizou no planeta, o que vale dizer que o governo do PT é, neste momento, o mais desacreditado do mundo.

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aula2O crescimento do emprego está minguando em todos os setores da economia. Nas capitais já está andando 11 mil pra trás pela primeira vez desde 2003.

No comércio, onde a situação é a pior de todas, as contratações decresceram 93%.

A agricultura, onde governo não chega, é como sempre quem segura as pontas. Ainda está contratando forte.

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dolar2Na contramão, continuam crescendo exponencialmente os gatos de dólares por brasileiros no exterior.

Não vai parar.

A camada mais alta da “nova classe média” descobriu, lá fora, quanto custa essa nossa tão festejada malandragem; esse sistema de corrupção socializada onde não ha quem não desfrute – pessoa, categoria ou classe – de pelo menos um privilegiozinho concedido por algum político.

Tudo, lá em Nova York ou Miami onde não tem privilégio nem “legislação super avançada” pra “beneficiar” ninguém, do luxo ao lixo, custa 1/3 do que custa aqui. De modo que o dolar pode subir tres vezes antes que começe a ser mau negócio comprar lá e não aqui.

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bnd2O “bolsa-empresário” do BNDES dividido entre aquela dúzia e meia de “campeões nacionais” escolhidos a dedo entre os amigos do presidente custa, entre subsídios e custos das dívidas que os sustentam, 24 bi por ano, exatamente o mesmo que custa a “bolsa família”, dividida entre 11 milhões de lares com uma média de quatro miseráveis em cada um.

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???????????Não dá mais pra segurar. Ou a gasolina sobe ou a Petrobrás explode. Daqui a pouco o povo vai ter de pagar pra se livrar do carro que ganhou da Dilma.

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mart1E no meio desse tiroteio todo só mesmo a nossa boa Marta Suplicy, vanguarda do proletariado e da libertação sexual, continua impávida, zelando pelos interesses nacionais. Ela acaba de liberar R$ 2,8 milhões da Lei Rouanet de apoio à cultura para o estilista Pedro Lourenço fazer desfiles de moda em Paris.

Isso fortalece a imagem do Brasil no exterior”.

A conta de luz y otras cuentitas más

12 de setembro de 2012 § Deixe um comentário

Coube desta vez ao Estadão – ao menos um!, pois Folha, Globo e Valor continuam engolindo a truta hoje – não se deixar hipnotizar pelo discurso oficial e ir trabalhar para desvendar as maquinações por traz da queda de Ana de Holanda e da aquisição de Marta Suplicy para a campanha de Fernando Haddad que marca o fim da era do sexo por amor mesmo dentro do círculo mais íntimo do PT, e o verdadeiro custo da temerária operação de redução do preço da eletricidade anunciada por Dilma Rousseff.

A movimentação de cargos e lealdades tem, como sempre, a marca inconfundível do velho mestre da pornografia política que continua mandando as crianças pro quarto e resolvendo com que tipo de botina vai jogar o PT quando o jogo é de taça.

Os brios de Marta Suplicy, nós todos já sabíamos, têm um preço. Mas Marta Suplicy e Ana de Holanda são só iscas para jornalistas sem desconfiômetro. Não significam nada. Não põem nem tiram um único voto na urna de Fernando Haddad.

O que poucos se lembravam é que o suplente da volúvel senadora (e veja-se que arranjo conveniente havia aí!) é o vereador Antônio Carlos Rodrigues, dirigente do PR, o partido daquele mesmo Valdemar da Costa Neto que fez mais de 2 bilhões de reais (declarados ao Fisco) antes mesmo de alçar voo da politica municipal da prosaica Mogi Guaçu para as altas cavalarias de Brasília.

Valdemar da Costa Neto, recorde-se, é aquele que vendeu o vice Jose de Alencar a Lula, valendo “o aval do empresariado brasileiro ao seu plano de governo“, naquela histórica reunião, em 2002, em um apartamento funcional em Brasília em que os dois conversavam “amenidades” na sala enquanto Jose Dirceu e Valdemar discutiam valores no quarto, tendo fechado o acordo por R$ 10 milhões.

Pois bem.

Valdemar da Costa Neto teve o seu agente no Ministério dos Transportes varrido daquele privilegiadíssimo posto de emboscagem de dinheiro publico num dos primeiros movimentos da dita “faxina da Dilma” e, em represália, “bandeou-se para a oposição“.

Com Haddad encalhado, Lula mandou as crianças saírem da sala e, numa penada só, repôs as coisas no seu devido lugar. Por uma vaga no Senado, Valdemar da Costa Neto et caterva voltam à casa paterna com a promessa de trair a campanha de Serra à qual se tinham formalmente alinhado. Se provar-se, outra vez, o diferencial para a vitória petista em São Paulo, Valdemar da Costa Neto fará jus a um busto no panteão de honra dos grandes construtores do Reich de Mil Anos do petismo.

De troco o velho pornógrafo de São Bernardo leva o gostinho de atirar mais um biscoito ao eterno despeito que alimenta para com os “intelectuais petistas e filo-petistas” e outros masoquistas do gênero representados por Ana de Holanda e família, e de garantir sua distração futura com o joguinho de gato e rato que acaba de inaugurar entre Marta Suplicy e Aloisio Mercadante pela posse da canoa petista na disputa pelo governo de São Paulo em 2014 (que provavelmente nenhum dos dois learners levará, posto que o negócio dele é “poste” novo, sem vida independente).

Já a jogada da energia elétrica é muito mais pesada. Como ha nela traços ao menos de intenções positivas, fica patente que ha mesmo coautoria de Dilma na manobra já que Lula só se dedica a “puros”.

O momento é que parece indubitavelmente ser dele. E, no caso, é o momento que põe à frente deste expediente os sinais do bem ou do mal.

Sobre esse ponto, aliás, as entrelinhas da cerimônia de anúncio da medida estão cheias de pistas.

Não se trata nem de mais uma manobra eleitoreira nem de ação improvisada ou voluntariosa“; “Um governo tem de olhar sempre o curto, o médio e o longo prazos. Estamos olhando sempre o que as urgências nos mandam fazer, e há urgências“; “o governo conseguirá reduzir o custo da energia elétrica sem comprometer a segurança do atendimento aos consumidores” porque “o Estado e a Aneel serão cada vez mais vigilantes com o cumprimento dos contratos e a qualidade dos serviços” vamos “punir severamente” quem não se enquadrar; “estamos fazendo uma verdadeira revolução; mudando a base competitiva do nosso país“.

Tudo isso nos disse a senhora presidenta ao explicar a redução dos custos da eletricidade sem que nada lhe tivesse sido perguntado. E disse mais. Que tudo isso é fruto de um trabalho encomendado a ela, ainda ministra, pelo presidente Lula em pessoa, trabalho este que “vem sendo meticulosamente elaborado desde 2003“.

Fica a critério do leitor avaliar se a medida foi anunciada, junto com a já analisada movimentação de cargos e lealdades, faltando precisos 27 dias para uma eleição em que o candidato do PT claudica na terceira colocação que o põe fora do 2º Turno, porque os nove anos de “meticulosos cálculos” de Dilma e equipe sobre as complicadas contas da energia brasileira chegaram a um resultado positivo, seguro e consistente neste preciso momento, ou se o que prevaleceu foi o empurrão do pornógrafo de São Bernardo tendo em vista considerações mais pragmáticas.

O Estadão, extraordinariamente, teve a boa ideia de ir conferir ao menos os custos da medida.

E o que apurou é que:

  • a eliminação dos encargos sobre as contas de luz que sustentam o Luz Para Todos, a Tarifa Social e os subsídios aos sistemas elétricos isolados da região Norte que, em eleições passadas renderam tantos votos para o PT, custarão R$ 4,6 bilhões por ano a partir de 2013 (esse numero subiu de R$ 3,3 bilhões desde a primeira olhada dada nele pelo jornal ontem, o que sinaliza onde poderá chegar quando a conta realmente for cobrada);

  • outros R$ 21 bilhões já foram reservados para compensar concessionárias pelo prejuízo que se abrirá em suas contas com a redução das tarifas ajustadas por contrato, e que tal valor “deve dar” para pagar o prejuízo que de fato haverá;
  • a União sofrerá forte queda na arrecadação do PIS-Cofins incidente sobre as contas de energia;
  • o governo ia exigir das concessionárias, pela prorrogação dos contratos por mais 30 anos (incluída no pacote), novos investimentos de R$ 20 bilhões, mas “desistiu“, e deve ter bons motivos para isso;
  • os Estados (que pagam a maior parte das contas de segurança pública, saúde e educação) levarão um tranco em sua arrecadação que ninguém ainda ousou dimensionar porque a conta de eletricidade é uma das principais bases sobre a qual incide o ICMS, o imposto de que vivem esses entes da federação;
  • os municípios também serão fortemente abalados porque haverá menos arrecadação de Taxa de Iluminação Pública, responsável por boa parte do que entra nos cofres deles;
  • sobre os tais 16% de redução nas contas residenciais e 28% nas industriais, esclarece-se que o que está mesmo garantido é uma queda de 5,3% nas tarifas, ficando o resto da queda prometida “na dependência do volume de investimentos que cada concessionária tiver amortizado“.

Logo, estamos falando de centenas de bilhões…

Não foi, portanto, em razão de duvidas quanto à necessidade e o “benefício sistêmico” para toda a economia nacional de uma redução ainda que modesta no preço da energia (hidro)elétrica mais cara do planeta de que a presidenta tanto falou na cerimônia de apresentação do seu pacote (que a deixará “apenas” 25% acima da média mundial e 143% acima do valor que se paga pelo mesmo megawatt nos outros quatro BRICS segundo o Valor de hoje), que Dilma e equipe levaram de 2003 até anteontem sem conseguir fechar a conta da redução do preço da energia no Brasil.

Foi pelo problema de sempre: é impossível acertar contas de receitas e despesas usando-se exclusivamente o sinal de somar.

Resume bem esse lado do problema a manifestação da Eletrobrás, outra companhia semi-estatal com ações em bolsa e responsável por 67,26% da geração submetida aos descontos, instada a elaborar “em um mês e meio“, um novo plano de negócios que a ponha em consonância com a nova matemática decretada pelo Palácio. Ela fala por todas as outras concessionárias afetadas. “Essas medidas são muito boas para o Brasil e precisamos nos adaptar para que sejam boas para nós também“…

A “redução” da conta de eletricidade, que a esta altura do raciocínio já merece ser colocada entre aspas, não vem sozinha. De decreto em decreto, Dilma vem “realizando desonerações expressivas de bilhões de reais” nos impostos e nas folhas de pagamentos de cadeias produtivas com foco preferencial naquelas comandadas pelos “empresários privados” que se sentam em torno da Távola do BNDES, outrossim dita Câmara de Gestão da Presidência da Republica; baixando os juros, o câmbio e os índices da inflação a muque e assim por diante.

Mas o problema real é que os fatos por traz desses números continuam intocados. Considerando que energia aqui se faz com a água que deus dá e no resto do mundo com o fogo que o homem precisa alimentar com suor, a diferença exorbitante no custo da energia e de tudo mais que se compra no Brasil em relação ao que se paga pela mesmíssima coisa no resto do planeta deve-se exclusivamente ao custo direto e indireto dos governos empurrado para a estratosfera pela multiplicação em metástese da companheirada, esta mesma que, no momento, faz greve por filé agora que bife todo mundo em Brasília já tem.

É por essas e outras que “a dependência do BNDES“, o grande agente financiador do capitalismo de estado petista, “do Tesouro Nacional” passou de 10% em 2007 para 50% em 2012, conforme noticiava ontem o jornal Valor Econômico, e que a Petrobras, desde que passou a ser mais um instrumento de manipulação de contas do governo, já perdeu mais da metade do seu valor no mercado internacional.

Considerando que, nesse meio tempo, só tivemos duas eleições é de se esperar que, a menos que chegue o dia em que veremos o PT cortar a própria carne (porque “l’État c’est le PT“) para acertar a conta do que entra e do que sai do cofre, veremos o Tesouro Nacional minguar até o extremo da penúria ou, no limite, a proposição de um método mais barato do que eleições para manter o partido no poder.

Resta ver por quais caminhos a sempre implacável verdade matemática voltará, um dia, a se impor, e rezar para que não doa demais e nem acabe em “guerra civil” como quer Hugo Chavez, agora que se vê empurrado pela longa persistência em práticas semelhantes para o limiar da porta da saída do poder.

Eu não disse?

9 de agosto de 2011 § Deixe um comentário

Agora estão pegando a turma daquele velhinho bandalho que o Sarney nos impingiu no Turismo, de olho na Copa do Mundo e na Olimpíada. Ate este horário do almoço de terça-feira 38 já caíram na rede.

E tem pra todo mundo, inclusive figuras graúdas do PT como o ex-presidente da Embratur, Mario Moysés, que foi chefe de gabinete da Marta Suplicy, “articulou” as campanhas eleitorais dela e andou operando na prefeitura de São Paulo.

Bicho de pele grossa, portanto.

A Marta, é claro, vai relaxar e gozar, no mais tradicional estilo Lula.

O estilo Lula, a gente sabe, é tipo camaleônico: pega qualquer cor predominante no ambiente. Vai desde o “fomos traídos” das primeiras grandes roubalheiras do PT flagradas lá atrás, quando o volubilíssimo povo brasileiro ainda não se tinha acostumado com o “Eu sou, mas quem não é?” que precedeu o “liberou geral” seguido do franco e aberto alinhamento automático com o ladrão flagrado do segundo mandato em diante.

Eu faço fé que ela vai de “fomos traídos”. Mas tenho minhas duvidas. A Marta é meio lentona…

A gente vai saber que as coisas estão realmente mudando, aliás, quando o Lula sentir que chegou a hora de parar de chamar roubo escancarado de “erro”.

E não tenham duvida de que isso vai acontecer. Antes da próxima eleição ele ainda vai virar paladino da ética de novo.

Político é que nem passarinho: sente a menor aragem e está sempre com o bico virado na direção do vento.

Nessas ocasiões eu me lembro de um milico dos finais da época do regime militar que, entrevistado uma vez pelo Jornal da Tarde sobre se eles não temiam uma rebelião mais forte do Congresso, dizia: “Que nada! Essa gente não tem opinião formada sobre nada. É só dar uma ordem unida que eles batem continência”.

Continua sendo verdade.

Hoje a História foi reescrita e todos viraram heróis (inclusive com aposentadoria de herói porque, neste país, toda profissão, mais cedo ou mais tarde, acaba sendo regulamentada). Mas era assim mesmo, com as raríssimas exceções de praxe. Eu sou testemunha.

A Dilma pode seguir tocando creolina nessa tigrada que, se ela não der mole, eles engolem tudo quietinhos, até os graudões do PT como o Palocci.

Problema mesmo só se a imprensa apresentar algum flagrante pesado contra o Lula (que alguém igualmente grande certamente guarda no fundo de uma gaveta de Brasília naquele espírito “é melhor ter” dos seguros do Bradesco).

Aí a coisa é capaz de feder.

Senão, vamos melhorando aos poucos, controlando a síndrome de imunodeficiência contra a corrupção que ele instilou na veia do Brasil.

É o que dá pra fazer.

Não vamos nos livrar do PT tão cedo. O jeito é ir limpando ele por dentro pra que o país possa ao menos voltar a respirar sem comprometer definitivamente seus pulmões.

Onde estou?

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