Desejos de Ano Novo

7 de janeiro de 2013 § 2 Comentários

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Durante as férias da virada, sob os eflúvios da leitura de Thomas Jefferson: The Art of Power, de Jon Meachan, anotei os meus Desejos de Ano Novo:

  • que o escravo brasileiro descubra, enfim, que transformar-se ele próprio no capitão-de-mato, no feitor, ou dar um jeitinho de cair nas graças do senhor e ir trabalhar na Casa Grande não é a única alternativa possível para a escravidão;
  • que mesmo a latinidade ilustrada descubra, enfim, que a socialização do privilégio e a servilização de toda uma geração por outra, que resulta da mentira do wellfare state, não é a única alternativa possível para o modelo feudal onde um numero proporcionalmente menor de senhores vivia às custas de uma quantidade proporcionalmente maior de servos; escr5
  • que nós todos, latino-americanos e latino-europeus, encaremos a verdade histórica das nossas “revoluções” que nunca revolucionaram nada porque o desafiante é sempre um secreto admirador do desafiado que assume os seus discursos e as suas práticas assim que o substitui no poder e a única pena dos explorados é não estar na posição dos exploradores e, assim, deixemos, enfim, de trocar reis por imperadores, czares brancos por czares vermelhos, ditadores verde-oliva por ditadores cor-de-rosa e de nos substituirmos eternamente nos papéis de sodomitas e sodomizados;
  • que nós admitamos todos, em voz alta, a verdade essencial que vivemos no dia a dia e reconhecemos em pensamento: que não existe “almoço grátis”, nem poucos nem muitos, e que, portanto, a única revolução real produzida pela humanidade é a que pode ser sintetizada na máxima “nenhum poder e nenhum dinheiro que não seja resultado do esforço e do mérito individuais”.

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Já entrado o Ano Novo, posta a lista diante da trajetória invertida dos índices de popularidade deste governo em face da avalanche de revelações sobre a podridão do petismo, senti que ficou faltando a desculpa que a tornasse menos naïve.

Apelei para Darwin.

Não, o brasileiro não é intrinsecamente corrupto. O que há são 500 anos de vitórias da injustiça e da impunidade, e isso cria um sistema de seleção negativa.

Se o único caminho para o “sucesso” é a posse do chicote ou o baronato do BNDES, sempre aparecerão os “vencedores” dispostos a segui-lo sem mais perguntas. Mesmo assim a esperança rebrota ao menor sinal de umidade. Pois não é a confusão que se faz dela com uma “faxineira” que detonou a ascensão da popularidade da ilustre desconhecida e nada sexy Dilma Rousseff, mesmo numa conjuntura econômica periclitante? Não é daí que vêm as intenções de voto em Joaquim Barbosa de mais de 10% de um eleitorado ao qual ele nunca sequer se apresentou?

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Esse pensamento quase me confortou…

Mas o que dizer do pânico desses Estados Unidos goldmansachsenizados e seus infindáveis quantitative easings para esticar o banquete grátis dos gaviões de Wall Street às custas da proletarização da única sociedade de classe média genuinamente self made que a humanidade produziu?

E das notícias de hoje dando conta de que Basiléia, a “polícia dos bancos”, também aderiu aos bandidos?

Foi profético o visionário Thomas Jefferson quando, ha 200 anos, viu na criatura de seu arqui-inimigo Alexander Hamilton, inventor do sistema financeiro americano, o ovo da serpente que poderia matar a revolução que ele ajudara a começar…

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Sim, é possível que a História venha a registrar mais esta Primavera da Democracia, que deu sua última florada com o enfrentamento do poder do Capital pelo poder do Estado na cruzada antitruste dos meados do século 20, como um terceiro hiato de exceção na trajetória da servidão humana, a ser cultuado como mais uma Grécia e mais uma Roma longínquas ao longo de uma nova idade de trevas que esteja por vir.

Mas isso não alterará em nada as verdades que se confrontam nesta saga.

Haverá sempre um Renascimento.

Posicionar-se em relação a essa luta – nos momentos de luz ou nos momentos de trevas, pouco importa – tem sido, em todos os tempos, a essência efervescente da aventura humana.

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Pelo imposto da dignidade

1 de outubro de 2012 § 1 comentário

O motim que explodiu na semana passada na unidade de Taiyuan, província de Shanxi, China, da Foxconn, com 40 feridos, foi o enésimo episódio de violência do trabalho registrado sob essa marca que se vai transformando no símbolo mundial do capitalismo selvagem, mas que cresceu e apareceu no cenário das gigantes da manufatura da China especializando-se em trabalhar para a Apple, representante máxima do último refinamento do capitalismo democrático.

A Apple e a Foxconn são, por assim dizer, o ponto onde a cobra morde o próprio rabo, a mostrar que a civilização é mesmo só uma fina camada de verniz e a dar uma nova leitura ao velho ditado de que “o preço da liberdade é a eterna vigilância“.

Comentei quinta-feira passada a entrevista à Veja do poeta Ferreira Gullar em que ele dizia que, sendo um reflexo dos instintos humanos que empurram para a desigualdade e a injustiça mas, ao mesmo tempo, a forma mais eficaz de produzir riqueza, único remédio capaz de corrigir essas injustiças da natureza, o capitalismo é uma necessidade, “uma fatalidade” que precisa ser controlada, sendo função do Estado impedir que ele seja reduzido a uma mera expressão da lei do mais forte e leve a exploração do homem pelo homem a níveis extremos.

Somente essa fábrica da Foxconn, grupo que emprega mais de um milhão de pessoas, tem 79 mil funcionários, mais ou menos o equivalente a toda a força de trabalho que move a General Motors, um dos últimos “gigantes” (coitados!) remanescentes da era pré-globalização e um dos maiores empregadores que restam nos Estados Unidos.

Este motim, que se segue a episódios que chegaram a extremos como o de suicídios em massa ha dois anos, começou com uma briga entre dois funcionários bêbados que foram atacados com tanta “ferocidade” pelos “seguranças” da fábrica que provocaram uma rebelião geral que requereu a interseção de 5 mil policiais para amainar os ânimos.

A fábrica de Shanxi trabalha tão somente para a Apple, onde se materializam os sonhos futuristas do genial Steve Jobs, símbolo do ápice da sofisticação do capitalismo democrático mas que … jamais teria chegado onde chegou se não explorasse da maneira mais vil e desonesta possível – e antes dos seus concorrentes – a oportunidade de fugir às leis de proteção ao trabalho dos Estados Unidos e pisar na garganta de seus operários aberta pela globalização do mercado de trabalho proporcionada em parte pela informática por ele desenvolvida, exportando a montagem dos computadores que desenhava para a China Comunista onde vale tudo.

Foxconn é uma estrutura que fica a meio caminho entre uma fábrica e uma prisão. Boa parte dos funcionários vive em cubículos dentro da própria fábrica cumprindo turnos de até 12 horas sob a fiscalização estrita de brutamontes armados.

Como foram trazidos do interior da China, sem um tostão, tornam-se totalmente dependentes desse empregador, quase escravos submetidos a “castigos físicos“, turnos dobrados e etc.

Essa condição vai piorando desde o momento em que se inaugura a produção. Como essas empresas são montadas apenas para servir a Apple, uma vez completado o investimento começam as renegociações draconianas, ano a ano, entre os chineses e a empresa americana que se torna a compradora única de tudo que eles produzem.

Como sempre, entre fechar e seguir vivendo como der, a corda da “redução de custos” e dos “ganhos de produtividade” estoura do lado mais fraco: salários e direitos são esmagados, turnos são aumentados, a qualidade dos materiais, especialmente os que envolvem segurança e limpeza das fábricas, alojamento e alimentação dos operários e outros que não aparecem imediatamente em seu produto final, é espremida…

Vai por aí. Não tem mágica.

Um dia, quando se cansarem de chutar-se uns aos outros em nome de esotéricos conceitos de “esquerda” e “direita“, e métodos “monetaristas” ou “keynesianos” de lidar com o empobrecimento geral que a exportação dos empregos, o aviltamento planetário dos salários e o mau humor geral que disso resulta, os americanos talvez atentem para o verdadeiro foco do problema que eles foram os primeiros a identificar e encaminhar ha quase 240 anos.

Qual seja: não sendo os homens santos, é preciso que sejam controlados para que não se devorem uns aos outros, cabendo ao Estado esse papel. Se o estado se associar ao capital (como está fazendo em marcha acelerada no Brasil do PT e até, em certa medida, nos próprios Estados Unidos), resultam daí as chinas e as foxconn da vida. E, nesta nova realidade globalizada onde “nenhum homem é uma ilha“, havendo um “chinês” disposto a trabalhar como quase escravo, a quem os steve jobs possam recorrer para ganhar um pouco mais, todos nós estaremos fadados a virar quase escravos também.

De modo que a solução para a crise dos Estados Unidos e da Europa não está nos livros de Keynes ou dos monetaristas, nem muito menos em ter uma atitude “liberal” ou “republicana” e em esgrimir brilharecos retóricos em torno dessas nulidades pela imprensa, mas sim em dar um jeito de taxar os produtos que se consome segundo o grau de liberdade e dignidade do trabalho embutidos neles.

Porque sendo o homem a fera que é, regida pela economia (“quem come mais vive mais“), se a liberdade e a dignidade do trabalho continuarem não valendo nada e sendo apenas “custo” estão irremediavelmente fadadas a desaparecer da face da Terra.

De como a montanha de mentiras acaba parindo a verdade

6 de março de 2012 § 1 comentário

Enquanto o Prêmio Nobel de Economia, Paul Krugman, (e mais uma pá de gente da mesma torcida) reclama que o que os países ricos em crise necessitam é mais dinheiro (falso, daquele que se imprime sem lastro, porque do verdadeiro, que traduz riqueza nova construida não ha), economias como a do Brasil estrebucham sob o tsunami dos US$ 8,8 trilhões emitidos por americanos e europeus nos últimos três anos para empurrar para baixo do tapete os restos da esbórnia em que eles passaram afundados dos meados dos anos 80 até 2007 quando a  coisa estourou.

Emitir dinheiro a quilo é a maneira de enfiar a conta no dos outros sem quebrar ostensivamente as regras do jogo do “livre comércio” que eles próprios criaram e, assim, seguir enfiando mercadorias “monetariamente subsidiadas” pelas fronteiras comerciais abertas de quem embarcar nesse me engana que eu gosto.

Aproveitando a deixa, dona Dilma do PT, que cobra os maiores impostos e devolve a pior infraestrutura do mundo porque o terço que arranca de quem trabalha para construir esta sexta maior economia do mundo não basta para pagar a farra da “mamabilidade” que rola nos 36 ministérios abarrotados de “cumpanhêros” que ela mantém, bate-se pra Alemanha pra dizer que o PT faz tudo certinho mas o Brasil não vai pra frente exclusivamente em função desse jogo de empurra dos ricos do mundo.

E pra não deixar a bola cair, dona Angela Merkel que, ao embarcar no euro, garantiu que a Alemanha mataria a pau as industriazinhas dos europeus mais pobres que, impedidos de fazer o que agora fazem os ricos com suas moedas para baratear suas exportações, jamais conseguiriam competir com seus produtos e se tornariam clientes cativos da industria alemã, posa de monetarista radical, agora que eles faliram, receitando aos outros, na maior cara de pau, remédios que ela sabe que jamais conseguiria enfiar goela abaixo dos seus próprios eleitores.

A democracia que conhecemos é um subproduto do Iluminismo, aquele estado de deslumbramento em que a humanidade entrou quando conseguiu romper a muralha dentro da qual a Igreja mantivera encerrada a inteligência nos 1500 anos precedentes.

Durante os dois séculos seguintes assumiu-se que a capacidade humana de raciocinar existia exclusivamente para dar às pessoas a condição de saltar a barreira das aparências e encontrar a verdade.

Hoje ha toda uma corrente de estudiosos da “psicologia evolucionária” (especialmente na França) que garante que a capacidade de raciocinar evoluiu por uma razão bem diferente: apenas e tão somente para ganhar discussões. A razão, segundo esse pessoal, não passaria de um instrumento da compulsão básica do homem de vencer o adversário que, para isso, recorre às distorções, à seleção desonesta de pedaços de verdades, à falsificação pura e simples e a todo tipo de truque desonesto, não para descobrir a verdade, mas para dar uma aparência de verdade àquilo que ele sabe ser mentira apenas para triunfar na arena do debate.

Mas também essa verdade se torna mentirosa quando, bem ao gosto francês, tratam de torná-la absoluta e “provar” que tudo que fazemos é motivado única e exclusivamente por razões egoístas e pela vontade de manipular os outros. Pois por traz de tal afirmação esconde-se a intenção de afirmar que não existe livre arbítrio e, portanto, nenhuma responsabilidade de ninguém por nada do que lhe acontece e que, não existindo mérito não pode também haver fracasso, razão pela qual justifica-se que um ente impessoal como o Estado dê a cada um segundo a sua necessidade e dane-se a liberdade, que é só uma ilusão.

E assim, a partir de um exemplo fortuito, fecha-se o círculo.

Donde, atenção: a verdade pode estar a serviço da mentira, até para provar que mentira e verdade são sinônimos, o que obviamente não é verdade. Os políticos são os mestres dessa arte mas não são os únicos a praticá-la. E a única maneira de não se deixar manipular no meio desse tiroteio é voltar constantemente aos fatos para checar, a bem da verdade, quem está mentindo mais, coisa que, diga-se de passagem, tem tudo a ver com o que ficou dito no artigo anterior a este.

A liberdade tem de ser conquistada

13 de outubro de 2010 § Deixe um comentário

Indicação de Jose Neumanne Pinto

Um discurso sobre a Liberdade

8 de abril de 2010 § 2 Comentários

A liberdade se impôs como fundamento inegociável da política quando a ciência tirou a Terra do centro do Universo e o homem do centro da Terra.

E a imprensa foi a ferramenta dessa revolução.

Mais de mil e quinhentos anos se tinham passado; rios de lágrimas e de sangue tinham corrido quando a invenção de Gutemberg finalmente permitiu que Lutero desmascarasse o esquema de poder que, apoiado na censura e no controle estrito da informação, tinha se estruturado por cima da Igreja e transformado a mensagem de Cristo num instrumento de terror.

Desse momento em diante o controle da imprensa passou a ser a obsessão das igrejas, leigas ou religiosas, e dos Estados autoritários.

Tinham toda a razão. Somos inimigos inconciliáveis.

A história não registra exceção. As tiranias se instalam quando o Estado consegue deter pela força o livre fluxo das idéias. As tiranias desmoronam quando a informação volta a circular.

O percurso tem sido longo. Mas, por mais pedras que haja no caminho, o rumo não poderá ser invertido.

O primeiro olhar do homem para a vastidão do universo feriu de morte os deuses das verdades absolutas. O que veio depois é mera conseqüência.

Na Inglaterra seiscentista o homem teve, pela primeira vez desde que há registro, a experiência da convivência com a diversidade de crenças. Para alem de preparar o terreno para o surgimento da ciência moderna tirando o pressuposto da frente do fato e o dogma da frente da experimentação, esse momento consagrou a tolerância como um valor absoluto na esfera das relações humanas.

E de lá a luta se espalhou pelo mundo.

Passados quase quatro séculos a liberdade ainda é um privilégio de poucos. Se a capacidade de ir diretamente às fontes do conhecimento estabelecido é o instrumento da libertação individual, a educação é o único caminho de acesso a esse instrumento. Onde ela não entra a liberdade não se estabelece.

Os espíritos autoritários não odeiam apenas os veículos do conhecimento. Odeiam o próprio conhecimento. E não é por acaso…

É este o drama do Brasil. Quem não conhece o passado, está condenado a vivê-lo de novo. E cá estamos nós, outra vez, às voltas com um país que se quer o centro do mundo e um projeto de ditador que se imagina o centro do país…

Mas sejam quantos forem os que se deixarem enganar por isso, o essencial não mudou. Em plena revolução tecnológica, tudo que sabemos é que saberemos mais amanhã do que sabemos hoje e que, na sociedade da informação, mais gente ficará sabendo disso a cada minuto que passar.

A dúvida, cada vez mais, é senhora. E essa ausência de certezas é o pressuposto da liberdade.

Continuará faltando aos ditadores em projeto uma “verdade” em que se apoiar. Terão de instalar seus regimes sob o signo da fraude. De vender-se pelo que não são. E se, quando não puderem mais enganar, recorrerem aos mesmos meios do passado sem poder alegar os mesmos belos fins para justificá-los, estarão se atirando na vala dos criminosos comuns.

Não ha mais tapeação neste mundo de janelas abertas. Eles têm os dias contados!

Hoje existe um outro tipo de tirania que é mais insidiosa. Vem com a chancela da “maioria” que boa parte da imprensa se compraz em servir. Essa ausência de resistência torna-a duplamente perigosa. Com as armas da moda e da moralidade, que são a nova cara das antigas “verdades oficiais”, a “sociedade”, esse poder não eleito que atua em todos os campos e não só no da política, pode se revestir de uma capacidade de constrangimento terrível. E, no entanto, é preciso lembrar com Stuart Mill que “se todos os homens menos um partilhassem da mesma opinião, e apenas uma única pessoa fosse de opinião contrária, a humanidade não teria mais legitimidade para silenciar esta única pessoa do que ela, se poder tivesse, para silenciar toda a humanidade”.

Esta na hora disto começar a ser afirmado, especialmente para platéias como esta, com a veemência que a extensão do fenômeno exige.

Na trincheira do jornalismo aprende-se rapidamente que cada conceito está sujeito a se transformar no vício para o combate do qual ele foi criado. Que ao opor resistência aos grandes males da atualidade é bom não fechar os olhos ao possível perigo do triunfo total de qualquer princípio. Que liberdade para os lobos quase sempre significa a morte para os cordeiros…

Aprende-se que a liberdade é mais a oportunidade de ação que a ação em si mesmo. É mais o poder fazer do que o fazer propriamente dito. E que o único limite que pode, legitimamente, ser imposto à de cada um, é aquele em que o seu exercício implica restringir a liberdade do próximo.

Nestes 135 anos, tendo participado ativamente de todos os movimentos políticos que o país viveu, O Estado de S. Paulo tem sido identificado por todos os governos por que o país passou, aí incluídos especialmente os que ajudou a constituir, como o seu mais incômodo opositor. Colecionou intervenções, atentados e atos de censura de representantes de todos os quadrantes do espectro ideológico. Arrancou de prisões e acolheu em sua redação fugitivos de todos os regimes.

Tem agido assim porque sabe que, essencialmente, liberdade é a liberdade de dissentir. Tem agido assim, nas palavras de Julio de Mesquita Filho, porque “repudia as afirmações categóricas”. Porque “limita-se a observar o curso dos acontecimentos para pautar por ele as suas ações”. Porque “não admite o apriorismo político e as concepções tendentes a deformar as sociedades humanas e o indivíduo segundo modelos pré concebidos”. Porque “crê na inteligência do homem mas nega-lhe o poder da profecia”.

É em nome de todos os que, através dele, participaram desta luta que recebemos este prêmio.

Muito obrigado.

Discurso proferido dia 8 de abril de 2010 no Palácio das Laranjeiras, Rio de Janeiro, representando o jornalista Ruy Mesquita na entrega do “Prêmio Ícones da Comunicação“, na categoria “Liberdade” conferido pela Associação Brasileira de Agencias de Publicidade

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