E o vidão dos ésleys, seguirá intacta?

20 de maio de 2017 § 19 Comentários

Conversa sobre monopólios

10 de abril de 2015 § 3 Comentários

mon1

honorio sergio

10 de abril de 2015 às 12:33

O problema da Friboi é que querem acabar com os açougues tradicionais, aqueles de vizinhança em que o açougueiro corta e pesa na frente do freguês. Agora a carne vem processada e embalada, e é muito cara, pelo menos aqui na minha cidade. Talvez seja para pagar os altos salários dos estrelões que aparecem nos comerciais para melhorar a imagem da empresa. Ora bolas JBS, venda mais em conta, não é o Tony Ramos ou RC que vai fazer com que eu compre sua carne. Aliás a cara de nojo do Roberto Carlos ao ver o bife no prato é impagável!

mon9

Resposta

flm

10 de abril de 2015 às 13:17

Antigamente, Honório, o que diferenciava os governos democráticos dos outros era que eles desmontavam monopólios enquanto os de esquerda montavam monopólios. O exato contrário do que repete a propaganda até hoje. O período que vai da primeira lei antitruste nos EUA (Sherman Act de 1890) até o final dos anos 70 do século 20 foi o ápice da democracia no mundo.

Com os monopólios chineses entrando de sola no mercado globalizado e forçando a febre mundial das fusões e aquisições (“Cresça ou desapareça!”), tudo isso se perdeu e até os americanos foram arrastados pra essa arena. Hoje mesmo o Valor traz matéria do Wall Street Journal com alguma consultoria prevendo que este ano haverá novo recorde de fusões e aquisições que devem envolver US$ 3,7 trilhões!! É o maior número desde o fatídico ano de 2007 que antecedeu o último estouro planetário.

mon2

É daí que vem a inspiração para o esquema Lula/Luciano Coutinho/BNDES, acrescentado da proverbial roubalheira que corre no paralelo dessa montagem: um monopólio em cada setor e o povo que se f…

Essa praga, além da concentração da riqueza que pode matar o capitalismo democrático, está quebrando o nexo que havia entre enriquecimento e produção. Agora quem mais enriquece são os intermediários dessas fusões e aquisições, aquelas figurinhas carimbadas do mercado financeiro que não produzem nem constroem nada, gastam do mesmo jeito que ganham e disseminam uma espécie de anti-ética do trabalho.

Não vai acabar nada bem!

mon6

Até o amor verdadeiro…

10 de abril de 2015 § 12 Comentários

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A JBS preparou uma estratégia de ação na internet para melhorar a imagem de sua marca entre os consumidores e se livrar da lenda urbana de ‘empresa do filho do Lula’.

Em dezembro de 2014, das 59.749 menções à empresa dos irmãos Batista em Facebook, Twitter, YouTube e blogs, nada menos que 48.184, ou 80,7%, eram negativas. Apenas 1.206 foram positivas (2%) e 10.359 consideradas neutras (17,3%), ou seja, a chamada ‘saúde da marca’ era de 19%.

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A partir de fevereiro, a JBS passou a responder a cada uma das menções nas redes sociais e blogs, a desmentir boatos e a gerar conteúdos informativos para suas páginas diariamente. Nesse mês, das 68.634 vezes em que foi citada, a empresa teve 34.969 menções negativas (51%), 4.461 positivas (6,5%) e 29.204 neutras (42,5%). A saúde da marca chegou, portanto, a 49%.

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Mencionada 74.429 vezes em março, a dona da Friboi foi tema de 26.410 postagens negativas (35,5%), 16.069 positivas (21,5%) e 31.950 neutras (43%), e a saúde de sua marca chegou a 64,5% na internet.

Fazendo as contas entre dezembro e março, a tática da JBS na internet fez as citações negativas caírem 46%, as positivas aumentarem 1.232% e as neutras crescerem 208%. Além disso, a imagem de sua marca melhorou 315% entre os internautas”.

A nota é de Lauro Jardim. E prova, como queria o Nelson Rodrigues, que “o dinheiro compra até o amor verdadeiro”…$3

É a vez do Brasil?

23 de abril de 2013 § 3 Comentários

lu6

A vaga entrevista de ontem do todo poderoso presidente do BNDES, Luciano Coutinho, ao Estadão é mais uma daquelas oportunidades perdidas de entender melhor qual o projeto de Brasil que o PT tem em mente ou até, se o PT tem qualquer projeto de Brasil em mente.

Mas abre espaço para algumas conjecturas.

Informa o dr. Luciano que a política de eleger “campeãs nacionais” ou, como ele prefere, a política de “promoção de competitividade de grandes empresas de expressão internacional”, “é uma agenda que foi concluída; uma política que tinha méritos mas que já chegou até onde poderia ir”.

O primeiro reparo que me veio à mente diz respeito à ordem dos fatores que, no caso, altera radicalmente o resultado.

lu10

O que ocorreu não foi exatamente que o governo pegou empresas que já tinham “expressão internacional” e lhes deu um empurrãozinho. Na maioria dos casos, escolheu, ninguém sabe por quais critérios objetivos, empresas que não tinham projeção nenhuma, nem nacional, nem internacional, e fez delas monstros devoradores de concorrentes aqui e pelo mundo afora.

E com tanta largueza que seus donos hoje levam uma vida de potentados orientais voando entre seus palácios e yachts espalhados pelo mundo em impressionantes jatos transcontinentais privados nos quais Don Lula I costuma tomar carona para, graciosamente é claro, “ajudar a vendê-los no exterior”.

lu11Foi o caso, por exemplo, dos açougueiros de Goiás hoje transformados no gigante JBS, ficando a sua irmã menor, Marfrig, pelo caminho cheia de problemas para se manter de pé apesar dos bilhões recebidos, ou dos aventureiros do mercado financeiro que, remendando pedaços espalhados por todo o país, gastaram os tubos do nosso dinheiro tentando criar uma gigante dos laticínios ao lado da gigante da carne, a LBR, hoje às portas da falência.

De par com essas, levaram grossos bilhões “parte da siderurgia” (a Gerdau, para ser exato) e representantes de setores como petroquímica (Odebrecht), celulose (os Ermírio), suco de laranja, cimento (dos mesmos donos da celulose), telefonia (só a Oi) e produção de softwares (a Totvs), este estratégico para o partido por razões diversas dos demais, e ainda uns tantos outros felizardos.

lu8

Uma variada “cesta” de empresas, enfim, que dificilmente encaixa-se no vago conceito que ele aventou – grupos “limitados (às áreas de) commodities e pseudo commodities” (?) – para justificar essas escolhas.

Ou, melhor dizendo, que encaixa-se perfeitamente, assim como literalmente todo e qualquer setor da economia que suas majestades houverem por bem contemplar, desde que levado ao pé da letra o tão inovador quanto ilimitadamente amplo conceito de “pseudo-commodity”.

Onde, sim, tudo se amarra firmemente é no fato de todos os proprietários beneficiados sentarem-se à mesa do Conselho de Gestão da Presidência da República, ao lado da titular da própria, na qual é decidido em ambiente de ampla confraternização quem fica com quanto do bolo generosamente disponibilizado pelo BNDES.

lu9

Se é difícil vislumbrar que objetivo estratégico a projeção internacional desse grupo heterogêneo de empresas busca conquistar para a nacionalidade, é menos difícil imaginar porque um partido político que sofre crises de urticária sempre que pensa em deixar o poder aproveitaria as oportunidades ao alcance da mão para criar uma rede de projeção internacional do seu próprio poder econômico virtualmente infiscalizável daqui por diante.

As empresas de que o BNDES tornou-se sócio têm hoje mais filiais do que o governo tem embaixadas, sendo, portanto, capazes de levar e trazer dinheiro para cada buraco do planeta, branquea-lo à vontade ou comprar ditadores com voto na ONU por aí sem que os pobres órgãos nacionais de fiscalização possam sequer sonhar em saber o que está acontecendo.

Vê-se por essas e outras que se não há um projeto de Brasil para o PT certamente ha um projeto de PT para o Brasil e até para mais do que só ele.

lu4

A julgar pelo que nos diz o dr. Luciano, esta parte, ao fim de 10 longos anos de investimentos, está satisfatoriamente resolvida e o partido parece disposto a voltar-se, finalmente, para o país que, nesse meio tempo, ficou a ver navios (e caminhões, e aviões, e usuários de transportes públicos, e necessitados de atendimento médico por falta de saneamento básico, e formandos semi-analfabetos, e…) sempre estacionados na fila de espera dos equipamentos de infraestrutura preteridos em função da necessidade de atender o urgente interesse nacional em fabricar e vender bifes, laticínios, suco de laranja, aços de boa marca, papelão e cimento pelo mundo afora.

Como otimista empedernido que sou, torcerei para que as declarações do dr. Luciano escondam a decisão do PT de deixar pra lá essa obsessão de ser ele próprio a economia nacional para passar a ser o provedor de condições regulatórias e infra estruturais para que a economia de todos nós possa se desenvolver por si só numa medida correspondente ao esforço que investimos nela.

Mas até prova mais consistente em contrário, reconheço que até para alguém com tanta boa vontade quanto eu isto soa como pedir demais…

lu5

Perde-se o mínimo; nada se transforma

14 de maio de 2012 § 3 Comentários

Com a “compra” da Construtora Delta pelo grupo J & F, acertada em um único almoço e antes que se saiba exatamente a quantas anda essa criatura nutrida, na infância, pelo governador Sergio Cabral, do Rio de Janeiro, o governo Dilma dá mais uma lição ao mundo sobre como combater a corrupção.

Inaugura-se uma nova era no modo petista de lidar com “malfeitos” inadvertidamente “vazados” para o distinto público: assim como os donos dos pedaços do Estado outorgados aos partidos que integram a base de sustentação do governo, pegos em flagrante de corrupção, são “condenados” a transferir para outro membro da mesma organização o comando do seu “distrito” (ou ministério), agora também os “proprietários” das grandes lavanderias usadas para transferir dinheiro do Estado para essas organizações, quando pegos em flagrantes dificilmente solúveis em água, são condenados a transferir a lavanderia inteira para outro membro da mesma organização e passar do palco para os bastidores, naturalmente sem prejuízo dos seus “direitos especiais” e outros bens “adquiridos”.

Consolida-se a norma:

Negócios, negócios, amigos aparte. Perde-se o mínimo; nada se transforma.

E tudo, é claro, em nome “da causa“. O que mudou foi a causa…

Pelos termos do “negócio” assinado na segunda-feira, 7, e anunciado na quarta-feira, 9, após um rápido almoço entre Fernando Cavendish e Joesley Batista, a J & Fnão utilizará um centavo de seus cofres para ficar com a Delta; usará a distribuição dos dividendos futuros da própria companhia para pagar seus antigos controladores“.

O primeiro passo da J & F na Delta será “enfrentar o imbroglio jurídico e político” já que, desde 24 de abril último a construtora está sendo investigada pela Controladoria Geral da União por falcatruas tramadas em conluio com o famigerado Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes) num processo que pode torná-la inidônea. Uma condenação implicaria o cancelamento automático de todos os seus contratos e a impediria de fazer novos negócios com os governos federal, estaduais e municipais, o que a levaria à morte, por assim dizer, por “supressão de habitat”.

José Batista Junior, um dos três irmãos que “controlam” a J & F, tem certeza, porém, de que esse é um obstáculo superado pois “seria uma conversa de bêbado ou de louco” pensar que isso não foi previamente acertado:

Imagine se o dr. Henrique Meirelles (ex-presidente do Banco Central de Lula e atual Presidente do Conselho da J & F) ia fazer um negócio que o governo não quer“.

Mudado o controlador o motivo do processo de inidoneidade se extingue“, disseram à IstoÉ Dinheiro pessoas ligadas à direção da J & F que sabem onde estão pisando. Por isso, sob a nova direção, “será mudado quem for necessário por razão técnica ou jurídica“.

O princípio da isonomia foi, portanto, rigorosamente respeitado. Trata-se exatamente do mesmo procedimento de segurança que garante que das relações promíscuas entre ministros da Republica lulopetista e múltiplos parceiros privados de risco não nasçam aprofundamentos de investigações nem processos jurídicos incômodos que, com o aval da Secretaria de Estado do governo dos Estados Unidos da América, fez do PT uma referência mundial de “combate à corrupção”.

Para quem, partindo de um pequeno açougue em Anápolis, no interior de Goiás (sempre Goiás…) conseguiu saltar, nos últimos 10 anos, para a posição de 3ra maior empresa do Brasil atrás apenas da Petrobras e da Vale, ficar dono de mais de 50 marcas, pagar 140 mil funcionários em todo mundo e, last mas absolutamente not least, tornar-se sócio do BNDES e dos fundos de pensão do Banco do Brasil, da Petrobras e da Caixa Econômica Federal (eventos que não ocorreram necessariamente nessa ordem), dinheiro não é problema.

Nem para a Delta, aliás.

Saindo do nada ha bem poucos anos, ela se tornou a sexta maior empreiteira do país. Faturou R$ 3 bi em 2011 e tem R$ 4,7 bi de contratos em carteira, quase todos de obras do PAC, filho da Dilma.

Mas, neste caso, não é de dinheiro que se trata: “Vamos supor que tudo dê errado (que ainda reste algum foco oculto de resistência moral no país, acrescento eu). Nesse caso devolve-se a empresa aos seus antigos controladores. Não ha risco financeiro assumido nesse negócio“, diz candidamente o pessoal da J & F.

Ou seja, se colar, colou…

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