E o pulso ainda pulsa…

11 de dezembro de 2015 § 15 Comentários

d6Em 1906, graças aos investimentos feitos em saneamento básico e saúde pública pelo governador Jorge Tibiriçá que poderia dar aulas de modernidade a 9,9 entre 10 dos políticos brasileiros de hoje, São Paulo comemorou a extinção da febre amarela e da varíola na capital.

Agora, com apenas 13 anos de PT, aí estão São Paulo e o Brasil afundados na dengue, na chikungunia, na zika e na microcefalia galopantes…

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Ontem à noite voltei ao 2º volume de “Julio Mesquita e Seu Tempo“, de Jorge Caldeira, que é, na verdade, uma fascinante história dos primeiros passos do capitalismo brasileiro que nasceu com a Republica. Em outro livro imprescindível à compreensão do Brasil de hoje, “História do Brasil com Empreendedores“, Caldeira já tinha demonstrado com farta documentação como Caio Prado Junior, com seu marxismo de orelhada (ele nunca leu Marx), animou duas ou tres gerações de patrulheiros ideológicos a manter o Brasil intoxicado e moralmente deprimido pela quimioterapia que lhe foi imposta para o tratamento de uma doença que ele nunca teve, e consagra-se cada vez mais como o grande historiador do Brasil Real, este da gente que trabalha e vem construindo a nação na semi-clandestinidade, desviando-se como pode do cêrco da vanguarda do atraso que, dominando quase sempre a política nacional, nunca se conformou em perder os privilégios que o absolutismo monárquico lhe garantia. (Leia mais sobre a obra de Caldeira aqui e aqui).

O lulopetismo, que se afirma “progressista“, é o herdeiro direto, em versão mais tosca, dos reacionários “positivistas” que desde o primeiro dia da República vêm lutando para banir a liberdade de trabalhar e empreender que ela tentou instituir para voltar a centralizar absolutamente o processo econômico e subordinar tudo às autorizações (comercializáveis) do Estado. Vende a idéia de que trabalha pelos mais pobres mas repete, apenas, os expedientes, ou dos ditadores militares, ou dos ditadores da “zelite” para conquistar para si os privilégios que foram deles.

É impressionante, no livro, a minúcia com que as ações do petismo de hoje se configuram como a exata reprodução dos expedientes das duas ditaduras que inauguraram nossa história republicana e dos presidentes “imperiais” que vieram depois de Prudente de Morais. Até a relação invertida entre o Rio de Janeiro e o Brasil moderno, que não se reformou até hoje, é milimétrica. Vítima da corrupção pela corte pela qual foi invadido em 1808, o Rio nunca mais se adaptou completamente à modernidade; sempre foi bem quando o Brasil foi mal e mal quando o Brasil foi bem, exatamente como agora, com seus políticos, sempre na vanguarda da ala mais podre do Brasil Oficial, se esforçando por nos empurrar de volta para trás. Aí está o melífluo Pezão e seu fantoche Leonardo Picciani, trabalhando ferozmente para abortar o impeachment que pode salvar o Brasil do retorno à idade média para não nos deixar mentir.

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É notável, ainda, a exata semelhança do episódio do resgate da Argentina das mãos dos “petistas” de lá e da recusa de Cristina Kirshner, a Dilma deles, de comparecer à posse de Maurício Macri, e a da transmissão da presidência de Floriano Peixoto, o segundo ditador da Republica, para Prudente de Morais, o primeiro  democrata (e um dos únicos verdadeiros) a ocupar a Presidência. Floriano não só não foi à posse do sucessor como mandou destruir a golpes de baioneta todos os móveis do palácio. E o establishment político do Rio de Janeiro, então capital da Republica, tinha tanto horror ao que Prudente representava que quando ele desembarcou na estação, vindo de São Paulo, não havia ninguém esperando. Ele chegou ao palácio sozinho num táxi (quatro anos depois sairia em triunfo, depois de conquistar o povo carioca e brasileiro).

É por essas e outras que é preciso fazer saber àquela boa gente do Estado Islâmico com quem Dilma Rousseff já manifestou a intenção de se entender que existem caminhos muito mais fáceis para o retorno ao Século 7º do que este que eles estão tentando abrir com bombas e decapitações.

O PT resolve isso com uma perna nas costas.

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Passado, presente, futuro

22 de abril de 2014 § 4 Comentários

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Escaneio os jornais na volta do feriado e minha cabeça vai estabelecendo as relações entre os fatos registrados.

Passado, presente e futuro.

Leio que Cristina Kirshner – o fetiche masoquista de dona Dilma que quanto mais apanha dela mais “gama” – colheu em três meses com o seu programa de controle de preços nos grandes supermercados do país, o aumento de 10% da inflação que prometia para o ano inteiro.

E qual foi a reação daquela sensata dama?

Saiu gritando “Vitória!” e anunciou que vai estender o programa “Precios Cuidados” também para os pequenos supermercados e ampliar de 192 para 304 o número de itens com preços congelados.

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Vai também, é claro, redobrar a campanha publicitária permanente em torno desse “esforço patriótico” e mandar mais e mais “brigadas kirshneristas” para as portas dos supermercados para responsabilizar os comerciantes (e os próprios consumidores) pela inflação e afixar cartazes “denunciando” os fornecedores dos produtos que desaparecem do mercado em função do congelamento de preços no espaço em que eles costumavam ser expostos nas prateleiras.

Vai reforçar, também, o “serviço de recepção de denuncias” do povo contra os fabricantes desses produtos ausentes, denuncias estas que serão avaliadas – se justas ou não para as devidas punições – por judiciosos funcionários da Secretaria de Comércio do governo ultraespecializados, como soi acontecer com todo funcionário público selecionado para este fim pelo partido, na arte de produzir bens com eficiência e a preço justo.

Medidas contra o déficit fiscal de 4% do PIB que esta na raiz da inflação argentina, evidentemente nenhumas.

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No primeiro momento minha cabeça viajou lá para 1986 quando o hoje sócio e principal avalista do “sucesso” do PT nas armações em que ele necessita do concurso do Congresso Nacional, o grande patriarca José Sarney, inventou o seu Plano Cruzado – igualmente limitado a um congelamento de preços sem que nenhuma providência contra a orgia de gastos públicos que estava na raiz da inflação galopante que nos consumia fosse tomada.

Enquanto os marqueteiros dele convocavam os “Fiscais do Sarney” a patrulhar os nossos supermercados, o Jornal da Tarde publicava memoráveis capas convocando o povo a “Fiscalizar o Sarney” e seus gastos estravagantes. Com a redemocratização ainda fresca, não havia, na época, o clima que, mais tarde, permitiu a bolivarianos de todas as latitudes acabar com a imprensa independente.

Mas o PT, que mais adiante, faria tudo para sabotar o Plano Real, aquele que finalmente matou a inflação que Sarney fez chegar aos 80% ao mês e lhe rendeu a herança bendita de 10 anos de bonança apesar dos desatinos do lulopetismo, já estava na linha de frente desses “fiscais” do congelamento de preços, apesar de todo o cheiro de farda que ainda exalava forte do terno (de albene branco) do estadista maranhense…

 

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Dessa notícia meus olhos saltam para outra: “o IBGE fará a segunda revisão do cálculo do PIB em menos de um ano”, o que poderá “aumentar” o pibinho dilmo-manteguiano de 2013 e jogar o “crescimento” de 2014 para mais perto de onde o PT decretou que ele deve estar neste ano eleitoral.

Tudo isso da-se na sequência destes dois anos de “contabilidade criativa” nas contas públicas, que puseram o Cristo que ia decolando em desembestado vôo para baixo, e bem no meio do barulho da última maquiagem imposta ao IBGE no cálculo de desemprego da pesquisa “PNAD Contínua” apresentada nas vésperas da Semana Santa…

Ou seja: se as consequências não são as que queremos, vamos tratar de disciplinar os fatos, em vez de tratar de alterar as causas.

Por aqui são só trovões e nuvens carregadas, ainda. Mas na Argentina já chove a cântaros e zune o vento e na Venezuela sem papel higiênico urra o furacão enquanto os motoqueiros mascarados de Nicolás Maduro, embriagados de “excesso de democracia” como os quer o nosso Lula da Silva, perseguem pelas ruas manifestantes antibolivarianos para abatê-los a tiros na cabeça.

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E que deus ilumine os eleitores brasileiros a conduzir este país para a próxima saída — que pode ser a última — porque todos esses são só trechos mais e menos distantes da mesma estrada em que viajamos os três.

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Conheça o som dos “Acadêmicos de Milton Friedman”

15 de março de 2014 § 1 comentário

San Bastiat

Seu Rouanet

Bigodagem Bolivariana

Samba do Torreão

Os heróis de Dilma estão morrendo de overdose

20 de fevereiro de 2014 § 1 comentário

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Overdose de pesporrência e autoritarismo. Olho para as venezuelas, para as argentinas e até para as cubas da vida e constato que, felizmente, a História anda bem mais rápido neste mundo sem fronteiras de hoje e não é mais necessário esperar 70 anos para um povo se livrar de um sistema opressivo, ainda que o preço dessas aventuras continue sendo sempre elevado demais.

Fiquei em dívida com os leitores do Vespeiro esta semana que passei em trânsito por lugares sem conexão de internet. Mas televisão tinha. Assisti, se não me engano na segunda-feira, a uma reprise do programa Painel comandado por Willian Waack, que discutia com Oscar Vilhena Vieira, professor de Direito da GV, Marco Antônio Villa, historiador, e José Álvaro Moisés, sociólogo, as raízes da epidemia de violência no Brasil a partir dos quase linchamentos de assaltantes ocorridos nos últimos dias e da morte do cinegrafista com a cabeça explodida por uma bomba dos black blocs, dois casos que se ligam pelo traço comum da crescente substituição das vias institucionais de processamento de desavenças pela ação direta da turba que “toma a justiça em suas próprias mãos” pelo Brasil afora.

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Chegou-se a esboçar o arquétipo de um povo bipolar “com uma bola no pé e uma pedra na mão”; especulou-se em torno das raízes históricas da “ausência de legitimidade” da Justiça que se aplica entre nós e, por essa senda chegou-se, caso raro nas análises que a mídia tem preferido veicular, à constatação da completa ausência dos fundamentos essenciais da democracia no Brasil, com a igualdade perante a lei abrindo a lista dos ausentes.

Mas o alarme do cronômetro que escraviza a televisão e a torna obrigatoriamente tão rasa disparou justamente quando se constatava o “crescente divórcio entre as instituições e as ruas” que é, ao mesmo tempo, uma esperança e uma ameaça.

Esperança porque é um sinal salutar de tomada de consciência por uma parcela da população com paciência cada vez menor para esta empulhação que é a nossa vida institucional e política, fenômeno que se expressou com exatidão literal nas manifestações “autênticas” de junho de 2013.

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Ameaça porque substituir instituições por ação direta, sobretudo quando todos sabem o que querem destruir mas não o que querem construir no lugar, é o caminho mais curto para o brejo das ditaduras populistas onde já chafurdam tantos de nossos vizinhos.

É para onde corremos o sério risco de sermos empurrados por essa associação clássica entre os babacas da “estética da violência” da esquerda playboy (antigamente dita “festiva”) e os trogloditas pagos, do tipo que rotineiramente se contrata para “decidir” eleições sindicais, manipulados pelos profissionais da demolição de instituições pela corrupção, agora alçada à nova categoria “ideológica” de arma “legítima” de conquista do poder que têm manipulado os primeiros.

Essa “promoção” da boa e velha roubalheira foi identificada pelos dois lados envolvidos no julgamento do Mensalão. Tanto o Ministério Público Federal quanto o Supremo viram na sistematização do suborno do Legislativo pelo PT um “atentado contra os fundamentos da Republica” visando anular qualquer controle desse poder sobre os atos do Executivo.

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A cena dos ladrões flagrados e condenados erguendo punhos “de resistência” no ar nas portas das penitenciárias, seguidos das (supostas) mobilizações da militância para colher, entre os roubados, contribuições para reduzir as penas dos ladrões também têm inequivocamente esse sentido.

O outro ingrediente da receita são as duas formas de violência que toma as ruas: a controlada das manifestações de griffe que se seguiram às de junho, e a espontânea dos quase linchamentos das ultimas semanas que surgem como uma resposta exasperada à explosão geral dos números da criminalidade frente à falta de disposição do estado de enfrentar esse problema.

Eugênio Bucci, com a competência costumeira, volta a discutir hoje no Estado o lado “estético” e “cultural” que indiscutivelmente, concordo, se mistura aos quebra-quebras de agosto até hoje. Mas vale lembrar que a presença desse tipo de inocente útil da elite que ajuda muito a retardar a articulação das defesas da sociedade contra a ameaça real que esses movimentos encerram até que seja tarde demais, é uma constante histórica nos episódios do gênero onde sempre, excluído da regra o mundo saxônico, acabam por triunfar os profissionais.

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O que ha de lastimavelmente diferente nesta reencenação tropical do fenômeno que chacoalhou as democracias do Norte nos anos 60, a que ele se refere no seu artigo, é a qualidade da “utopia” por traz de cada uma, transcorrido meio século de História assistida ao vivo como nunca tinha tido oportunidade de experimentar a geração que embarcou no que, naquela época dos primórdios da televisão, ainda podia ser visto como uma ilusão honesta.

Essa “ideologização” da corrupção posta ao lado da ideologização dos “justiçamentos” e até do assassinato a esmo com bombas detonadas em praças públicas daquela época – cujos agentes frequente e literalmente são as mesmas pessoas – corresponde perfeitamente ao abrandamento das sanguinárias ou até genocidas “ditaduras totalitárias do proletariado” do século 20 nas apenas brutais ditaduras populistas de hoje.

O século 21 não aceita mais a ideologização do sangue mas O Poder continua sendo O Poder e levando os que acreditam ter nascido para exercê-lo livres de qualquer limite aos extremos possíveis em cada momento histórico.

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Estes consideram cada dado da equação com a mais fria objetividade e tratam apenas de colher cada grão de poder conquistado, seja como for. Naquela época assim como hoje a perversão do sentido do ato criminoso posto a serviço dessa caçada ao poder político vem muito mais de fora – dos intelectuais e da militância que apoiam as correntes que o praticam – do que de dentro do grupo dos seus executores.

Onde, lá atrás, pululavam os psicopatas mais interessados na volúpia de onipotência encerrada no ato de matar que na sua interpretação política, hoje atua a legião dos muito mais interessados no produto “em espécie” da roubalheira que no ganho de poder político que dela resulta para um terceiro.

Mas pairando por cima de ambos está, como sempre, a figura mais amoral e despida de limites entre todas, usando os demais até onde puderem servir aos seus propósitos e descartando-os sem nenhuma hesitação ou poesia assim que deixam de ser úteis.

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Antigamente, depois de fuzilado o último “moderado” entre os “quadros” da revolução; hoje, depois de removido o último juiz ainda a serviço da lei, impõe-se a verdade sem máscara da concentração de todo o poder na pessoa do déspota, seguida da criminalização da oposição e da institucionalização do confisco do produto do trabalho alheio.

É o ponto em que se encontram os nossos vizinhos mais visitados e festejados pelo PT.

O que fica faltando na receita de hoje é a repressão brutal à criminalidade que explode como subproduto do aniquilamento da força da lei necessário à instalação do império do crime em que se apoia o novo esquema da “revolução pela corrupção” depois da tomada do poder. Antigamente ela vinha junto com O Terror aplicado livremente para consolidar a conquista do poder. Hoje esse recurso está banido pela rejeição universal à matança como recurso “político“, o que resulta em que a criminalidade insuflada durante o período de desmontagem das instituições pela arma da corrupção se torna crônica, vira uma herança maldita dos próprios regimes que a insuflaram e acaba se transformando num componente decisivo para apressar a morte por overdose dos traficantes dessa droga.

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Nós ainda estamos no meio do caminho para esse tipo de desastre, percepção que faz aumentar todos os dias a inquietação da sociedade brasileira. Ha uma insatisfação crescente de uma parte considerável da nacionalidade com o estado de coisas a que nos levou, por enquanto, essa ideologização da corrupção, que está saindo rapidamente do estado de latência, o que nos põe diante de riscos e oportunidades.

Por que esses insatisfeitos não são capazes de expressar o que sentem de forma propositiva e unir-se em torno de um objetivo definido é algo que está relacionado ao fato de – da escola à imprensa – o país estar preso a um gabarito de interpretação da realidade social e política dos meados do século 19 que não faz mais sentido nenhum no mundo de hoje, fenômeno que deita raízes na herança jesuíta de que nunca nos livramos.

Mas este é o assunto do artigo de amanhã.

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O gigante tá com sono…

13 de agosto de 2013 § 2 Comentários

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O Congresso caiu mais nove pontos nas medições de avaliação das instituições pelo público.

O lado bom é que não enganaram ninguém com a tal “agenda positiva” de resposta às manifestações de junho.  Quer dizer, “bom” mais ou menos porque as medidas que foram aplaudidas na mídia como “vitórias do povo nas ruas”, como a redução das tarifas de ônibus e outros “presentes” do gênero, só fizeram confirmar e reforçar o poder imperial dos governos de remanejar dinheiro alheio de bolso para bolso segundo seus cálculos eleitorais que tem de ser a primeira coisa a acabar pra gente poder começar a pensar em virar uma democracia.

As únicas medidas na direção certa naquele contexto foram as anunciadas pelo governador Alkmin: extinção de uma secretaria, uma autarquia e uma estatal, fusão de três fundações estaduais e extinção de 2036 cargos e a venda de um helicóptero de transportar figurão.

Não tiveram a menor repercussão.

E depois, o Congresso logo “se emendou“. Já está até propondo tirar o compromisso com a ética do juramento de posse nos mandatos.

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O lado ruim é que cada ponto que o Congresso perde nos põe mais expostos ao golpe bolivariano com que a ala radical do PT nunca deixou de sonhar. Desde as manifestações de junho, o Senado aprovou medida diminuindo à metade as assinaturas necessárias para emplacar leis de iniciativa popular – de 1,4 milhão para 700 mil – e liberou que elas venham por internet. Barrou-se, ao menos, a obrigação de que essas propostas de leis, uma vez homologadas, ganhassem tramitação de urgência obrigatória, travando o resto da pauta, monstrengo evidente demais para passar mas que também estava no pacote amarrado por Lindbergh Farias, ex-UNE e sempre PT, que quer ser (e provavelmente vai conseguir) o próximo governador do Rio de Janeiro.

O PT já se assenhoreou, também, do site multinacional Avaaz.org, especializado em empinar leis de iniciativa popular e que conquistou perto de cinco milhões de brasileiros na sua lista de adesões à Lei da Ficha Limpa que ele emplacou sob a direção lá de fora.

var14

Agora está lá, fazendo e desfazendo, Pedro Abramovay, cria da nossa Martha Suplicy, cuja primeira providência foi instituir as práticas de linchamentos de indivíduos (no caso o pastor Malafaia de quem eu também não gosto mas que tem todo direito de pensar e dizer o que quiser) e de censura e banimento de propostas subscritas por milhares de cidadãos que, quando estrangeiro, o site aceitava, viessem de onde e de quem viessem.

Enfim, as armas estão aí. E quando e se chegar a hora, nenhuma lágrima será derramada pelo fechamento desse Congresso.

Já no STF acrescido de dois escolhidos de Dilma, o julgamento que pode confirmar ou não a prisão dos mensaleiros condenados que hoje se homiziam dentro do Congresso Nacional foi empurrado, por enquanto, até além da eleição de 2014…

Há esperança?

Sempre há. Pois não é que até os argentinos um dia se cansam de ter as suas partes pudendas chutadas de bico? A “presidenta” deles, no primeiro teste para as eleições de 2015, apanhou de 26 a 74% da oposição.

Agora só dona Dilma, que “respeita muito” até o ET de Varginha, mantém amor incondicional a Cristina Kirshner.

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Viu!

7 de agosto de 2013 § 1 comentário

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No meio da correria entre viagens e compromissos inadiáveis, dou uma paradinha aqui no Vespeiro para me desculpar com os leitores.

No antepenúltimo artigo publicado aqui, mostrei como é que O Sistema, travando a cada passo tudo que se tenta fazer dentro da lei e dando livre curso a quem paga para poder violá-las, acaba corrompendo deus e todo o mundo, e porque essa “socialização” da corrupção é, para eles, um imperativo de sobrevivência.

eu3

Pois hoje eles estão comemorando a exumação do cadáver dessa história do cartel do metrô do PSDB, que rolou nos idos de 2007.

Viu! Eles também são!

Podemos comemorar!

Somos todos uns merdas!

O Sistema pode voltar a dormir em paz!

Já ninguém tem moral para denunciá-lo!

(Agora, que impedir o acesso do acusado à acusação é esquisito, lá isto é…

Fique aí pensando em que sentido pode fazer essa “decisão da justiça” porque vontade de esclarecer o caso e deter a corrupção é que não é.)

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Primeiro eles encheram o povão de carros e de dívidas: “Compre que o governo garante!

As ruas e as estradas deixaram pra lá.

Ganharam a eleição.

Diante do engarrafamento monstro, agora estão tirando uma faixa de cada rua e reservando só pra ônibus e aumentando os juros dos endividados presos nesse apertamento pra segurar a inflação que disparou com a festa do consumo a crédito subsidiado.

Sabe porque dona Dilma anda tão angustiada e o PMDB Já está procurando casa nova? Porque os dois estão vendo que a vingança vem vindo a cavalo.

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bel1

O lado bom é que um secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro exonerar um comandante da PM por ter anistiado as punições de seus comandados é sinal de que até do Inferno pode haver remissão.

Não percamos as esperanças.

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??????????

Queda livre sem fim mesmo, só a da Argentina.

Não ha tango que descreva a tragédia dos inventores das repúblicas sindicalistas!

Ontem ela deu o tiro no ouvido do mercado financeiro deles, que já estava moribundo. A lei que ela inventou para tentar fechar o Clarin, dando poderes absolutos a qualquer acionista com 2% do capital agora vale pra tudo.

Mais louca que essa senhora Kirshner só mesmo o conjunto dos seus súditos. Ou essa turma do PT que quanto mais ela chuta, mais gama.

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Governos também: só com medo da polícia

28 de maio de 2013 § 3 Comentários

r1

Na mesma semana em que desaparecem Ruy Mesquita e Roberto Civita – cada um no seu estilo, dois dos mais intransigentes baluartes da liberdade de expressão ainda em postos de comando na já muito rarefeita imprensa independente brasileira – a Argentina de Cristina Kirshner abria mais uma frente de agressão ao que resta da imprensa livre naquele país.

Tudo começou com a Lei de Medios que, resumidamente, transforma a propriedade privada de meios de comunicação num favor do Estado reservado a quem a Presidência da Republica escolher agraciar com ele.

Seguiu com os cercos sucessivos dos leões de chácara dos sindicatos peronistas para cassar na marra edições inteiras dos diários de oposição na boca das rotativas.

r2

Depois veio o cerco dos fiscais da receita primeiro aos jornais (200 invadiram o Clarín de uma só vez ha um par de anos) e agora a jornalistas individualmente, que têm tido suas casas invadidas no meio da noite pelos bate-paus de Cristina.

A manipulação da publicidade oficial era desde sempre o pano de fundo de todas essas agressões mas depois veio somar-se a ela a proibição da publicação de anúncios de supermercados e lojas de eletrodomésticos com os preços de suas ofertas em jornais.

Vieram, então, as alterações na Lei de Mercado de Capitais para permitir que acionistas minoritários – como o governo argentino é dos jornais visados – decretem intervenção nas empresas jornalísticas.

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Agora a senhora Kirshner brande a estatização da única fábrica de papel de imprensa do país, pertencente a um pool de empresas jornalísticas, como golpe de misericórdia, reeditando o esquema inventado pelo grande patrono da decadência argentina, Juan Domingo Perón, que deixou os jornais de oposição de seu tempo reduzidos a seis páginas por dia.

Entre uma e outra dessas brutalidades Cristina Kirshner perpetrou todas as agressões que pôde contra empresas e produtos brasileiros produzindo ou sendo vendidos na Argentina.

Mas nada disso demoveu o PT e dona Dilma Roussef de fazer-lhe visitas cerimoniais e lamber-lhe as botas.

r15

Nada que surpreenda posto que a Venezuela já vai bem mais longe que a Argentina na senda do banditismo pseudo-ideológico que mistura política com tráfico de drogas e tudo mais que vai pelo meio, fechando televisões, exilando jornalistas e armando “milícias populares” para dar o devido tratamento à metade descontente dos venezuelanos e nem por isso dona Dilma e seus correligionários viram nesses acontecimentos qualquer jaça “à mais perfeita e legítima democracia” que identificam na Venezuela bolivariana que só perde, em matéria de respeito aos direitos humanos, para a Cuba dos irmãos Castro que é para onde olham como fonte de inspiração todos os membros honorários do Clube dos Cafajestes em que se transformou o Mercosul.

No quesito demolição do Poder Judiciário, a Argentina também é, entre os que têm assento de honra no Foro de São Paulo (sim, esta nossa São Paulo), criação conjunta de Lula e de Fidel Castro, o mais atrasado, descontado o Brasil.

r6

Ainda há um Judiciário em pé por lá, coisa que na Venezuela nem há mais, mas ele fala fino. Está impedido por lei de dar liminares em ações contra o Estado, teve o Conselho da Magistratura que nomeia ou destitui juízes inflado com novos membros nomeados pelo governo até que lhe ficasse garantida uma maioria confortável e hoje vive sob a ameaça de “julgamentos disciplinares” a juízes mal comportados.

Nada que abale a confiança de Dilma na legitimidade da democracia argentina, é claro…

Além de tentar lançar processos semelhantes no Congresso Nacional semana sim, semana não, o PT e Dilma têm em comum com a senhora Kirshner o fato de também estarem perdendo o controle sobre a economia, a inflação e a corrupção que grassa à sua volta, além do vezo de responder a tudo isso com decretos para baixar a coluna de mercúrio dos termômetros que medem a doença que se insinua e discursos irados contra “os que torcem contra o Brasil” que, naturalmente, na cabeça dela, “c’est moi”.

Enfim, parecenças…

r9

No front planetário, enquanto Colômbia, Peru, México e Chile, agora com Paraguai, Uruguai, Costa Rica e outros quatro sul-americanos entrando na fila para se juntar à Aliança do Pacífico, trabalham a sintonização de suas legislações pró-mercado e o crescimento de sua presença no comércio internacional com regras claras e pouca burocracia, o Brasil de Dilma e do PT segue criando barreiras protecionistas e fazendo leis exclusivas para amigos do governo enquanto multiplica embaixadas, distribui dinheiro fácil e proporciona a ditadores e genocidas do “baixo clero” da África, da Ásia e da Oceania negociatas com os seus empresários amestrados a ver se conquista a “governabilidade” de organismos multinacionais moribundos do século passado do mesmo jeito que aprendeu a fazer por aqui.

Quem ainda quiser seguir sonhando com dias róseos pela frente que o faça. Mas uma coisa é preciso ter clara. Ainda muito mais que as pessoas individualmente, também os governos só se mantêm minimamente civilizados por medo da polícia, sem a qual regridem ao estado feral e fazem estragos proporcionais ao seu peso e ao seu alcance dentro das sociedades. E a polícia dos governos é a combinação de uma imprensa livre com um Judiciário independente.

r18

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