Viu!
7 de agosto de 2013 § 1 comentário
No meio da correria entre viagens e compromissos inadiáveis, dou uma paradinha aqui no Vespeiro para me desculpar com os leitores.
No antepenúltimo artigo publicado aqui, mostrei como é que O Sistema, travando a cada passo tudo que se tenta fazer dentro da lei e dando livre curso a quem paga para poder violá-las, acaba corrompendo deus e todo o mundo, e porque essa “socialização” da corrupção é, para eles, um imperativo de sobrevivência.
Pois hoje eles estão comemorando a exumação do cadáver dessa história do cartel do metrô do PSDB, que rolou nos idos de 2007.
Viu! Eles também são!
Podemos comemorar!
Somos todos uns merdas!
O Sistema pode voltar a dormir em paz!
Já ninguém tem moral para denunciá-lo!
(Agora, que impedir o acesso do acusado à acusação é esquisito, lá isto é…
Fique aí pensando em que sentido pode fazer essa “decisão da justiça” porque vontade de esclarecer o caso e deter a corrupção é que não é.)
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Primeiro eles encheram o povão de carros e de dívidas: “Compre que o governo garante!”
As ruas e as estradas deixaram pra lá.
Ganharam a eleição.
Diante do engarrafamento monstro, agora estão tirando uma faixa de cada rua e reservando só pra ônibus e aumentando os juros dos endividados presos nesse apertamento pra segurar a inflação que disparou com a festa do consumo a crédito subsidiado.
Sabe porque dona Dilma anda tão angustiada e o PMDB Já está procurando casa nova? Porque os dois estão vendo que a vingança vem vindo a cavalo.
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O lado bom é que um secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro exonerar um comandante da PM por ter anistiado as punições de seus comandados é sinal de que até do Inferno pode haver remissão.
Não percamos as esperanças.
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Queda livre sem fim mesmo, só a da Argentina.
Não ha tango que descreva a tragédia dos inventores das repúblicas sindicalistas!
Ontem ela deu o tiro no ouvido do mercado financeiro deles, que já estava moribundo. A lei que ela inventou para tentar fechar o Clarin, dando poderes absolutos a qualquer acionista com 2% do capital agora vale pra tudo.
Mais louca que essa senhora Kirshner só mesmo o conjunto dos seus súditos. Ou essa turma do PT que quanto mais ela chuta, mais gama.
Solidariedade…
13 de março de 2013 § 5 Comentários
Dá quase para palpar com as mãos a esperançazinha que se insinua neste momento nos corações de todos quantos, vergados sob a brutalidade cafajeste dos Kirshner, já tinham desistido de sonhar com uma Argentina democrática e civilizada, de que Francisco I seja para a máfia de Neuquén e para o peronismo, avô do bolivarianismo, o que João Paulo II foi para a máfia de Varsóvia e para o sanguinário comunismo soviético.
Será que é sexo?
19 de abril de 2012 § 3 Comentários
41 aninhos, olhos azuis, bonitão, costeletas à la Menen, Axel Kicillof, secretário de Politica Econômica (o segundo em comando, abaixo do ministro), é o autor do projeto de “expropriação” (termo usado para designar os assaltos a mão armada quando praticados por governos) da Yacimientos Petroliferos Fiscales – YPF – a petroleira que a Argentina vendeu “na boa” para a Espanha anos atrás e tomou de volta na marra agora.
Kicillof é o único dos membros do círculo mais íntimo da presidente argentina que não faz parte do fechadíssimo grupo de veteranos que estão com ela desde os tempos em que o falecido Néstor era prefeito de Rio Galegos.
E “está podendo” tanto que ontem chamou de “imbecis” todos que chegaram a considerar que a Argentina deveria pagar à Espanha pelo que a YPF vale e disse que “segurança jurídica” e “ambiente de negócios” não passam de falsos conceitos inventados pelo establishment.
“É como Mandrake…o cara conseguiu exercer uma mágica sobre a presidente Christina Kirshner“, disse um deputado peronista que não quis se identificar ontem ao Estadão.
Sei…
Comparando masoquismos
5 de janeiro de 2012 § 1 comentário
Acho o masoquismo dos argentinos muito mais intrigante que o dos norte-coreanos.
Afinal, na Coreia do Norte ha três gerações já que a intensidade do choro que o cidadão exibe diante do desaparecimento de algum dos membros da dinastia Kim pode significar a diferença entre vir a ser um candidato a ministrar ou se tornar um candidato ser paciente de tiros na nuca enquanto na Argentina o mesmo tipo de demonstração é inteiramente espontâneo.
O puxa-saco brasileiro leva vantagem sobre ambos: não precisa prender-se a qualquer tipo de formalismo. O máximo a que pode almejar o peronista exemplar é o emprego sem trabalho, coisa que o brasileiro também consegue sem precisar, necessariamente, filiar-se a este ou àquele partido. Basta aderir a quem quer que esteja no poder. Tudo que ele conseguir agarrar a partir daí o Judiciário garante que será seu e dos seus, mesmo que haja revoluções que mudem não só os ocupantes temporários do poder mas até a natureza do regime.
É muito mais democrático e republicano.
Mas não é apenas isso que aproxima norte-coreanos de argentinos e nos distancia de ambos.
Eles valorizam muito a questão da hereditariedade. Os coreanos são literais quanto a esse ponto. Assim como os caribenhos, exigem laços de sangue no momento da sucessão enquanto os argentinos se permitam alguma flexibilidade.
Respeitados os limites da ideologia – todos têm de ser peronistas acima de tudo – nossos românticos vizinhos do Sul colocam o amor acima de todas as outras coisas.
Dessa dificuldade adicional resulta que os Kim apenas iniciam a terceira rodada e os Castro a segunda, enquanto os argentinos já vão na quinta, considerados os dois presidentes da dinastia peronista e suas três esposas e amásias.
No Brasil, ha uma única exigência: o mais testado e comprovado desprezo pela ética. Tudo o mais, arruma-se. Fica, desse modo, plenamente assegurada a mobilidade social: qualquer um, independentemente de raça, gênero ou posses, pode acanalhar-se o suficiente para ser aceito nos círculos do poder desde que se empenhe.
A mumificação de presidentes mortos é outro traço comum a coreanos e argentinos além de comunistas em geral e egípcios do passado remoto. A particularidade que distingue nossos vizinhos é que egípcios, comunistas e coreanos respeitam a integridade física das suas múmias enquanto os argentinos são dados a arroubos com as deles que chegam, por vezes, aos extremos da perversão sexual e da mutilação.
Já no Brasil, morreu, morreu. Fica só a herança maldita.
Agora, em matéria de títulos honoríficos, nós que nos consideramos tão criativos perdemos longe. É da nossa natureza preferir o drible à marcação homem a homem. Continuamos até hoje com os herdados de Portugal – “excelência“, “meritíssimo“, “ilustríssimo senhor“… – que têm a vantagem de ser intercambiáveis, enquanto os coreanos vão de exclusivíssimos “Estrela Brilhante“, “Ilustre Comandante Nascido no Céu“, “Eterno Presidente“, “Pai“, “Grande Sucessor” e outras variações igualmente hiperbólicas que a perspectiva do tiro na nuca justifica plenamente.
Os argentinos estão divididos quanto a esse particular o que, bem em consonância com a crise mundial da identidade de gênero, pode ser um prenúncio do fim do arquétipo do amante latino. Dos diminutivos de outrora, que traduziam tão fielmente o seu inimitável mix de política com alcova, ensaiam agora um tom mais épico e imperialista, com este “Sol de America del Sur” que começam a aplicar à Cristinita.
É bom a gente ficar de olho porque cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.






















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