Rogério Marinho promete transformar o Senado na UTI da democracia brasileira

5 de novembro de 2026 § 1 comentário

Em discurso de estadista, tratando de Brasil como há muito não se ouvia neste país abandonado, ele deu início ontem, com outros 33 senadores, à jornada para desinfetar a presidência do Senado e do Congresso Nacional e recolocá-los a serviço da reabilitação da democracia brasileira.

O líder do PL, Carlos Portinho, denunciou a traição, pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de um acordo celebrado com 50 senadores para votar a redução da maioridade penal junto com a PEC da Segurança Pública de Lula.

Alcolumbre mantém o Legislativo inteiramente submetido a Lula e seu Judiciário e negocia sua reeleição à presidência do Senado oferecendo de cargos e gabinetes a vagas de garagem. Segundo Bela Megale, de O Globo, além de 18 diretorias de agências reguladoras que têm o poder de deter ou revogar qualquer projeto privado no país, o que vale bilhões, ele está oferecendo até ministérios e estatais, num rol que inclui até o Banco do Brasil.

Como Lula perdeu feio ao menos a eleição que correu no tempo regulamentar — a do Legislativo —, ele está municiando Alcolumbre com todo esse arsenal na esperança de conseguir, só com ele na porteira do Congresso Nacional, o que o eleitorado brasileiro lhe negou maciçamente nas urnas.

Contra mais essa blitz subornativa, Rogério Marinho pleiteia “votação aberta” para o cargo, o que exporia mortalmente os senadores que vendessem o seu voto.

Corre de escudeiro nessa empreitada Alexandre de Moraes, o outro grande sustentáculo do governo Lula, no front da chantagem. E o faz com o máximo empenho, pois está com o pescoço travado na guilhotina do impeachment, cuja lâmina Marinho e seus aliados juraram deixar cair.

O impeachment de Moraes, e o “efeito dissuasor” que certamente ele provocaria no resto do quarteto golpista do STF, é a chave que possibilitará ou não o tratamento de recuperação das instituições republicanas e da democracia no Brasil.

Para não deixar de repetir o erro que custou a vitória no 1º turno de Flávio Bolsonaro, entretanto, a chamada “direita” volta a se dividir, com o lançamento da candidatura paralela da senadora Tereza Cristina, do PP de MS, para disputar com Rogério Marinho. O pretexto para pôr na corrida mais essa desastrada perspectiva de desastre, nesta undécima hora da última esperança de ressurreição da democracia no Brasil, é que a ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro quer ser “a primeira mulher a comandar o Senado”.

E durma-se com mais este barulho…

Leia a transcrição do discurso de Marinho,

§ Uma Resposta para Rogério Marinho promete transformar o Senado na UTI da democracia brasileira

  • Evol 1 disse:

    Não falta sequer uma vírgula nesse discurso lúcido do Marinho.

    Uma coisa que a nova bancada eleita deverá saber é que a cleptocracia, enquanto puder, não permitirá que chegue à Presidência qualquer um que não se dobre ao sistemão. Cometeram crimes demais para se darem ao luxo de pagar para ver.

    De toda essa tragédia, que já faz parte do nosso dia a dia, há pelo menos um fato que conforta: pela primeira vez terão de provar do próprio veneno. Isso é inédito e não é pouca coisa. O fantoche espertalhão e mau-caráter sempre passou a bomba adiante. Foi o que aconteceu quando a inepta foi inventada por ele mesmo, para depois ser enxotada. Agora, temos um fato inédito: a bomba está no colo do próprio sabotador. Mesmo que ele continue aparelhando toda a máquina e nomeando juízes, nada fará desarmar a bomba.

    Iremos para o caos, sim, infelizmente. E terá de ser a duras penas para a lição ser aprendida definitivamente.

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