No cárcere, Lula chamou Fachin de ‘filho da puta’ e Cármen de ‘miserável’
4 de novembro de 2026 § 1 comentário


No recém-lançado livro “Banho de Sol: os 580 dias da prisão de Lula”, o policial federal Jorge Chastalo Filho relata o ressentimento do presidente Lula (PT) contra ministros do Supremo Tribunal Federal durante sua prisão em Curitiba, entre 2018 e 2019, registra a Folha.
Chastalo acompanhou a custódia de Lula nos 580 dias em que ele ficou detido na Superintendência da Polícia Federal e reuniu, em forma de diário, conversas mantidas durante os banhos de sol.
Segundo o relato, os principais alvos das críticas eram ministros indicados por Lula ou pela ex-presidente Dilma Rousseff, cujas decisões contrariaram pedidos da defesa.
A ministra Cármen Lúcia, indicada por Lula em 2006, é descrita como alvo de irritação por falta de gratidão.
Segundo o relato, Lula a chamava de “falsa humilde” e “miserável” e chegou a dizer que foi dormir com “um ódio muito grande” dela após decisões desfavoráveis.
O ministro Edson Fachin aparece como outro alvo central, após retirar de pauta um habeas corpus que buscava a liberdade de Lula.
De acordo com o livro, Lula foi bastante enfático: “Esse Fachin é um filho da puta mesmo, Chastalo”.
O policial também relata ter ouvido do então presidiário que ele não havia escolhido Fachin para o Supremo por não confiar nele.
No fim, a indicação de Fachin foi feita por Dilma.
O ministro Luiz Fux é citado em um episódio de 2018, quando derrubou a autorização do ministro Ricardo Lewandowski para que a Folha e o El País entrevistassem Lula na prisão.
Segundo Chastalo, Lula disse que Fux frequentava cerimônias no Planalto “com cara de cachorro pidão” em busca de indicação, que nunca confiou nele e que Dilma “acabou nomeando esse canalha”.
O livro também registra avaliações positivas atribuídas a Lula sobre Gilmar Mendes e Celso de Mello, descritos como ministros corajosos.
Em contraste, Lula teria chamado ministros que evitavam decisões controversas de “boi do cu branco”, expressão que, segundo ele explicou a Chastalo, se referia a um touro covarde que não disputa a posição de reprodutor da manada.
Lula deixou a prisão em novembro de 2019, mesmo com uma condenação em segunda instância, após o STF mexer os pauzinhos e exigir o esgotamento dos recursos para o início do cumprimento da pena.
Imagino o que e o quanto rolou para que essa suprema corja mudasse de lado e apoiasse esse patife.