CNBB desautoriza bispos militantes que publicaram carta panfletária pró-Lula
24 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulgou uma nota para esclarecer quem tem autorização para se pronunciar oficialmente em nome da instituição.
Nesta semana, 47 bispos e arcebispos militantes divulgaram uma carta aberta ao “povo de Deus” com críticas veladas à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Sem citá-lo nominalmente, os signatários do manifesto panfletário, que representam pouco mais de 5% dos aproximadamente 800 bispos e arcebispos em atividade no Brasil, reproduzem a narrativa de Lula de que a candidatura de Flávio representa uma ameaça à democracia, à soberania nacional e ao bem comum.
A carta também reproduz o discurso do PT em temas como armas, meio ambiente, direitos dos trabalhadores e tortura, e ainda declara estar em comunhão com a CNBB e alinhada à mensagem do Conselho Permanente divulgada em 21 de outubro.
Segundo o estatuto da CNBB, apenas a Assembleia Geral, o Conselho Permanente e a Presidência podem falar oficialmente pela conferência, além das comissões episcopais, que podem se manifestar sobre temas de sua responsabilidade desde que estejam de acordo com o Conselho Permanente.
Os conselhos episcopais regionais também podem se pronunciar sobre assuntos de sua área, desde que respeitem as orientações nacionais da CNBB.
A nota esclarece que nenhuma outra pessoa física ou jurídica tem capacidade canônica ou cível para falar oficialmente em nome da instituição.
A publicação da carta ocorreu após desentendimentos entre Flávio Bolsonaro e a CNBB durante a campanha, incluindo acusações do senador de que o PT teria recebido ajuda de pessoas ligadas à conferência para divulgar informação falsa sobre Nossa Senhora Aparecida, o que a CNBB negou.
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