Dinheiro yankee paga campanha do PT da Meta x Lula
22 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


No proverbial estilo do “Acuse-os do que você faz. Chame-os do que você é”, David Agape, do site A Investigação, deixa a nu a imensa CARA DE PAU do PT e seus acólitos, que estavam armando o golpe da impugnação da possível vitória de Flávio Bolsonaro em nome da “defesa da soberania brasileira”, sob o pretexto de “interferência estrangeira” na campanha dele, promovida pela Meta.
O que Agape revela é realmente espantoso pelos detalhes!
É o seguinte o resumo:
A CTRL+Z organizou, em 19 de outubro, um protesto diante da sede da Meta em São Paulo como parte de uma campanha de denúncias de supostas restrições à campanha digital de Lula.
Dois dias depois, a entidade se juntou ao Instituto Vladimir Herzog para pedir ao Congresso dos Estados Unidos que investigasse a Meta na eleição brasileira.

O ato e o apelo expõem a rede articulada pela organização, que inclui integrantes do Sleeping Giants, da Quid e do NetLab, além da divulgação pela plataforma BONDE, do NOSSAS, e da participação de pessoas que integraram a transição de Lula e ocupam assentos no Conselhão da Presidência e no conselho consultivo da Anatel.
A CTRL+Z apresenta a disputa como “defesa da soberania brasileira”, mas seu financiamento inicial veio da Luminate, fundação ligada ao bilionário Pierre Omidyar, fundador do eBay, que também apoiou a First Look Media e o The Intercept.
Sua diretora-executiva, Daniela da Silva, chefiou a área de políticas públicas do WhatsApp no Brasil e trabalhou por quase uma década na fundação de George Soros. O domínio do site está registrado em nome do Instituto Incube, que recebeu cerca de US$ 3,1 milhões da Open Society em 2023 e intermediou a implantação da More in Common Brasil, responsável pelo monitoramento de milhares de cultos e missas no período eleitoral.

A mesma rede passa pelo NOSSAS, que recebeu recursos da Open Society e da Luminate, e por Alessandra Orofino, cofundadora do NOSSAS, integrante do conselho da Luminate e ligada à série Revelando, cuja remoção no Instagram gerou representação ao MPF com participação da CTRL+Z.
No conselho da organização estão Humberto Ribeiro (Sleeping Giants), Marie Santini (NetLab/UFRJ), Bia Barbosa (DiraCom), Maíra Berutti e Pedro Telles (Quid). Daniela da Silva e Santini também integram o conselho consultivo do Sleeping Giants, enquanto o Incube administra recursos que chegaram a esse grupo.
O Sleeping Giants, que já mobilizou anunciantes para desmonetizar veículos de direita e defende a regulação de plataformas, recebeu apoio do Serrapilheira e da Luminate. Pedro Telles, com passagem pela Bancada Ativista, Luminate, Greenpeace e Oxfam, e envolvimento em campanhas de mobilização eleitoral, integra o conselho da CTRL+Z.
A campanha produziu uma petição ao TSE, divulgada pela Fundação Perseu Abramo, do PT, uma representação conjunta ao MPF e o protesto de 19 de outubro, do qual participaram Código Não Binário, Artigo 19, DiraCom e o Sindicato dos Bancários de São Paulo.
No mesmo período, a campanha de Lula acionou o TSE para pedir a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro sob acusação de favorecimento nas plataformas.

A CTRL+Z usa o slogan “Desfazer a distopia. Retomar a internet” e se apresenta como articuladora contra as grandes plataformas, mas sua página de transparência identifica a Luminate como financiadora inicial sem informar valores, contratos ou decisões sobre conflitos de interesses — apesar de uma conselheira da financiadora estar ligada a projetos defendidos pela organização.
A reportagem destaca a contradição entre o discurso de soberania contra a influência americana e a dependência de financiamento de fundações ligadas a fortunas americanas, além da articulação de grupos com dirigentes e fontes de recursos em comum para transformar reclamações de moderação em pressão institucional com efeito eleitoral. A CTRL+Z não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento do texto.

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