Há 3 anos, o bárbaro ataque do Hamas atirou o Oriente Médio de volta ao inferno
7 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

Na manhã de 7 de outubro de 2023, milhares de terroristas do Hamas e de outros grupos armados palestinos atravessaram a fronteira de Gaza, depois de uma barragem de foguetes, e perpetraram o maior e o mais bárbaro massacre de bebês, crianças, velhos, mulheres e homens desarmados da história de Israel desde o Holocausto.
O ataque — executado com requintes de barbárie nunca antes vistos — foi filmado em detalhes e meticulosamente planejado para afogar numa onda de ódio irracional as negociações para a adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão, patrocinados por Donald Trump, que, os sinais eram claros, arrastariam atrás de si todos os demais governos da Península Arábica para o reconhecimento e a paz com Israel, depois das adesões anteriores dos Emirados Árabes, Bahrein, Marrocos e Sudão durante o primeiro mandato de Trump (sem contar Egito e Jordânia, que já tinham reconhecido Israel em acordos anteriores).
Os terroristas mataram cerca de 1.200 pessoas em kibutzes, estradas e no festival de música Nova (378 jovens foram massacrados só ali) — e sequestraram 251 reféns, entre crianças, idosos e estrangeiros.
Das pessoas levadas vivas, 168 voltaram com vida. As restantes foram mortas nos túneis ou nas casas de milicianos para onde foram levadas, de fome, espancamentos, estupros sucessivos e outras formas de tortura.
Funcionou…
Israel respondeu com a Operação Espadas de Ferro: bombardeios e ofensiva terrestre com o objetivo declarado de desmantelar o Hamas, eliminar a ameaça às comunidades da fronteira e libertar os reféns. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza (administrado pelo Hamas), mais de 74 mil palestinos foram mortos e mais de 175 mil feridos. Do lado israelense, cerca de 470 soldados morreram na campanha em Gaza.
Yahya Sinwar, um dos principais organizadores do ataque, foi morto em 2024; a liderança militar do Hamas foi em grande parte eliminada, mas o grupo não foi desarmado.
Cerca de 80% das estruturas de Gaza foram destruídas. Quase 90% da população (mais de 1,9 milhão de pessoas) foi deslocada várias vezes; mais de um milhão vive em tendas ou abrigos improvisados até hoje.
Em outubro de 2025, um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos (plano de 20 pontos de Donald Trump) entrou em vigor em 10 de outubro: os últimos 20 reféns vivos foram libertados e, em janeiro de 2026, o corpo do último refém, o policial Ran Gvili, foi recuperado.
Este é o primeiro aniversário sem reféns em Gaza.
Em troca, Israel soltou cerca de 2 mil presos palestinos.
O cessar-fogo interrompeu os combates de grande escala, mas não a violência. Desde então, mais de 1.400 palestinos foram mortos em ataques israelenses, segundo as autoridades de Gaza. Israel controla cerca de dois terços do território (a chamada “linha amarela”); o Hamas mantém uma faixa costeira estreita, onde vive a maior parte dos cerca de 2 milhões de habitantes, em condições humanitárias graves.
E, mesmo assim, o desarmamento do Hamas, previsto no acordo, não se concretizou.
O conflito saiu de Gaza. Israel enfrentou o Hezbollah no Líbano (com milhares de alvos e lideranças do grupo atingidos), trocou ataques diretos com o Irã e atuou contra os houthis no Iêmen e em operações na Síria.
O Hamas e o Hezbollah, braços armados do Irã em Gaza e no Líbano, saíram militarmente enfraquecidos. E Israel enfrenta isolamento diplomático, acusações em tribunais internacionais e uma onda global de antissemitismo sem precedentes desde o fim do nazismo.





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