Campanha de Flávio rechaça ‘acordão’ e lulistas do STF dão sinais de recuo

7 de outubro de 2026 § Deixe um comentário

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, se reuniu com Edson Fachin e deu um recado claro ao presidente do STF.

Segundo ele, não haverá “acordão” para poupar ministros que cometeram crimes comuns ou de responsabilidade.

“O Senado não ficará omisso”, disse.

Na entrevista que publicamos hoje (leia a íntegra neste link), Marinho detalha o que pensa sobre o aparelhamento do Judiciário, que “passou a se comportar como uma extensão do governo”, o que foi decisivo para a votação de domingo.

Aos jornalistas, o senador acusou nominalmente os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes de “agirem politicamente” e defendeu mudanças no regimento do Senado para facilitar a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF.

Na reunião com Fachin, Marinho propôs que, se 49 senadores apresentarem um pedido de impeachment, ele seja submetido à Procuradoria do Senado e aberto independentemente da vontade do presidente da Casa.

Também criticou o ministro Jorge Messias, o “Bessias”, da Advocacia-Geral da União (AGU), por ter pedido, durante as eleições, a abertura de inquérito sobre suposta interferência dos Estados Unidos no pleito com base em reportagem do jornal britânico The Guardian, classificando a medida como atuação partidária.

Se eleito, Flávio Bolsonaro poderá nomear “de quatro a cinco” ministros do STF, e Marinho deve ser o presidente do Congresso.

Ala lulista do
STF dá sinais
de recuo

Nas 48 horas seguintes ao resultado do primeiro turno das eleições, a ala lulista do STF enviou pelo menos quatro acenos de distensão aos Bolsonaro.

Os ministros ficaram mais “mansos” depois do recado das urnas.

Primeiro, Alexandre de Moraes concedeu progressão de pena para o regime semiaberto a Débora Rodrigues dos Santos, a “Débora do Batom”, condenada a 14 anos por rabiscar uma estátua com batom nos atos de 8 de janeiro.

O segundo sinal também foi dado por Moraes, que indicou que deve acatar o novo pedido de Flávio para visitar o pai.

Depois de rejeitar pedido semelhante no início da campanha, ele encaminhou a solicitação para avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, seu fiel escudeiro.

O terceiro aceno veio na noite de ontem, quando foi tornado público que Moraes arquivou parte das investigações contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), os jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio e o influenciador Ednardo Raposo.

A decisão acolheu parecer da PGR de que as provas não sustentavam denúncia por obstrução de investigação e incitação ao crime.

O quarto indício de recuo partiu do ministro decano Gilmar Mendes, que arquivou investigação por suspeita de estupro e suborno contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro.

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