Os 53 anos da ‘Guerra do Ramadã’
6 de outubro de 2026 § Deixe um comentário


Há 53 anos, em 6 de outubro de 1973, Egito e Síria lançaram um ataque surpresa contra Israel no feriado judaico de Yom Kippur. O conflito, conhecido no mundo árabe como Guerra do Ramadã, tinha como objetivo recuperar territórios ocupados por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
No Sinai, tropas egípcias atravessaram o Canal de Suez e romperam a linha defensiva israelense de Bar-Lev, enquanto forças sírias avançaram nas Colinas de Golã, impondo as maiores perdas iniciais a Israel.
Após mobilizar suas reservas, Israel recuperou a iniciativa militar, conteve a ofensiva síria, cruzou o Canal de Suez em 16 de outubro e estabeleceu forças na margem ocidental, no território egípcio.

A contraofensiva israelense cercou o Terceiro Exército egípcio, isolando milhares de soldados no lado oriental do canal, e levou as forças de Israel a cerca de 101 quilômetros do Cairo.
A guerra terminou sob pressão diplomática dos Estados Unidos e da União Soviética, com resoluções do Conselho de Segurança da ONU que determinaram cessar-fogo e o envio de observadores; o cessar-fogo entrou em vigor em 24 de outubro.
As estimativas de baixas variam, mas Israel perdeu cerca de 2.650 militares mortos e 12 mil feridos, enquanto Egito e Síria sofreram perdas combinadas estimadas em aproximadamente 19 mil mortos e 51 mil feridos.
Embora Israel tenha encerrado o conflito em posição militar favorável no front egípcio, a guerra teve grande impacto político e estratégico, abriu caminho para negociações posteriores entre Egito e Israel e resultou, anos depois, no acordo de paz de Camp David e na devolução do Sinai ao Egito.

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