Lista dos derrotados marca o fim de uma era

5 de outubro de 2026 § 2 Comentários

Num tsunami de votos que, para muitos, marca o fim de uma era na política brasileira, foram varridos personagens que ocuparam posições de destaque ao longo da Nova República — ex-governadores, ex-ministros, ex-presidentes do Congresso, ex-candidatos à Presidência e congressistas com décadas de mandatos.

No PT
foi uma
devastação

Nomes históricos do Partido dos Trabalhadores, como José Dirceu (PT-SP), Delúbio Soares (PT-GO) e André Vargas (PT-PR), todos condenados pela Lava Jato e descondenados sob o pretexto da Vaza Toga, não conseguiram voltar à vida com mandatos.

Fernando Haddad, o eterno sucessor de Lula, foi massacrado por Tarcísio de Freitas em São Paulo.

Gleisi Hoffmann (PT) tentou retornar ao Senado pelo Paraná depois de ter ocupado uma cadeira na Casa de 2011 a 2019.

Paulo Pimenta, deputado federal desde 2003 e ex-ministro de Lula.

Felipe Camarão (PT), filiado ao partido desde 2021 e “homem de confiança” de Flávio Dino quando governador do Maranhão, tendo passado por quatro secretarias — Gestão e Previdência, Cultura, Governo e Educação —, acabou o primeiro turno na terceira colocação para governador, com apenas 9,5% dos votos válidos.

Delúbio Soares, fundador do PT e da CUT, ex-tesoureiro nacional do PT, tentou voltar como deputado federal por Goiás.

Marina Silva, senadora pelo Acre por dois mandatos, ministra do Meio Ambiente e candidata à Presidência em 2010, 2014 e 2018.

Simone Tebet, senadora por Mato Grosso do Sul, ministra do Planejamento e candidata à Presidência em 2022.

Entre os
fiéis escudeiros
do PT

Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso e senador pelo Amapá desde 2011, buscava o 4º mandato depois de 15 anos no Senado, mas “perdeu, Mané”.

Renan Calheiros, depois de quatro mandatos consecutivos, não conseguiu se reeleger e deixará o Senado em 2027, depois de 32 anos na Casa.

Renan Filho (MDB) perdeu a disputa pelo governo para JHC (PSDB).

Eliziane Gama, criatura de Flávio Dino, uma das mais ferozes inimigas dos Bolsonaro, foi o grande destaque das CPIs da Covid e do 8 de janeiro e buscava permanecer no Senado pelo Maranhão. Ficou em 5º e último lugar.

Soraya Thronicke, senadora eleita em 2018 apoiada por Bolsonaro, virou casaca depois de eleita, passando a apoiar Lula.

Figuras
notórias de outros
partidos

Ciro Nogueira, senador desde 2011, foi ministro-chefe da Casa Civil de Jair Bolsonaro e é um dos principais líderes do PP.

Clécio Luís (União Brasil), o candidato de Alcolumbre ao governo do Amapá, apoiado por ampla aliança que reunia PT e a federação União Brasil-PP.

Nabor Wanderley (Republicanos), o pai de Hugo Motta, também perdeu a disputa pelo Senado.

Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio, ex-senador, ex-ministro e ex-deputado.

Vanderlan Cardoso (PSD), senador desde 2019 e ex-prefeito de Senador Canedo.

Esperidião Amin (PP) encerra uma carreira iniciada nos anos 1970 e que inclui passagens pelo governo estadual, prefeitura, Câmara e Senado.

Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, ex-presidente da Câmara e ex-senador.

Ciro Gomes tentou voltar ao governo estadual. Ex-governador, ex-ministro e ex-deputado, foi candidato à Presidência quatro vezes.

Roseana Sarney (MDB) tentou voltar ao Senado pelo Maranhão. Foi quatro vezes governadora do Maranhão.

Famosos
e outros
intrusos

Mônica Benício (PSOL), viúva da ex-vereadora Marielle Franco e vereadora no Rio, não conseguiu uma das vagas ao Senado.

Sikêra Jr., Mário Gomes, Val Marchiori, Carla Prata, Silvia Abravanel, Tiririca, Andrea Sorvetão e o marido Conrado, Antonia Fontenelle, Datena, Rachel Sheherazade e Humberto Martins ficaram fora dos cargos almejados.

E, vindos da internet, Menina da Bota, Caneta Azul e Inês Brasil.

§ 2 Respostas para Lista dos derrotados marca o fim de uma era

  • Ronaldo Sheldon disse:

    Bela faxina!

  • inventive2b4fa30bf9 disse:

    Fernão, me lembro de fala do presidente Jair Bolsonaro afirmando que sabia do câncer do Brasil. E ele não especificou esse fato, não mencionou o local, a forma, a origem. Isso me deixou um tanto frustrado mas entendi que ainda não era hora de definir a doença.

    Hoje, felizmente, podemos compreender aquela fala apenas analisando o resultado das eleições. Nós, conservadores, de direita, podemos janos considerar a poucos passos da porta da verdadeira democracia. O paraíso politico e administrativo do país.

    Os resultados qeu conseguimos estão claros. A direita conseguiu eleger 68% do senado federal, ficando, do restante, 16% com a esquerda e outro tanto para o chamado “centrão”. Esse é o tamanho da nossa vitória!
    Na Câmara Federal, a composição também é similar: cerca de 100 deputados da esquerda, 120 do centrão e os restantes 290 da direita.

    Os números demonstram que nossa vitória é orgânica, é racional e, por isso, tende a ser permanente. Os cidadãos brasileiros aprenderam, vivenciando, as condições necessárias e suficientes para a democracia.

    Então, retomando as análises do resultado, podemos ver que ao aumento da direita não correspondeu decréscimo da esquerda, Os eleitores da esquerda continuam sendo os cerca de 30% da população. E isso nos leva a pensar que com esse percentual, histórico, todos os governos de esquerda somente foram possíveis com o suporte (coligações, acordos, articulações) do centrão. Isso ficou óbvio porque os números, do último resultado registram/atestam a redução do centrão.

    A afirmação do presidente Bolsonaro está agora, cristalina: o câncer do Brasil é o centrão. Um grupo politico a que não interessa a administração do pais e sim a apropriação sistemática do tesouro nacional. Basta verificar que o governo do presidente Bolsonaro não fez acordos, não loteou cargos, não criou cabides de emprego. E isso foi a razão primária de o centrão desvestir a máscara de moralidade aparente para retomar concentrar esforços em gestão mais conveniente. E isso é claro porque a esquerda, sem o centrão, não consegue se estabelecer, 30% do eleitorado não são suficientes para conquistar governos os progressistas dependem da manutenção do tumor politico que não se cansa de sugar o sangue do povo brasileiro.

    Mas é preciso ter cuidado, “vigiar e orar”, porque o parasitismo não escolhe vítimas, busca as mais próximas. Agora mesmo já estão negociando acordos, oferecendo apoios, distribuindo abraços e elogios como sempre fizeram. Essa é a técnica tradicional de conseguir espaços, mesmo que mínimos para iniciar a parasitagem. O custo inicial é pequeno, tolerável, mas a doença, apos instalada, não para mais, se expande, se estende com o objetivo de parasitar o corpo inteiro.

    O presidente Flávio não pode se curvar a conchavos dessa espécie. A composição do governo deve seguir a regra estabelecida pelo presidente Bolsonaro. Funções técnicas devem ser ocupadas por técnicos com capacidade comprovada. A observância dos princípios definidos no art 37 da Constituição devem ser a regra basilar, condição sine-qua-non, para todos os integrantes da administração.

    Apenas isso será suficiente pra eliminar o parasitismo politico e garantir o estado democrático e de direito. A esses parasitas restarão duas opções: morrer à míngua ou retomar o bom combate.

Deixe uma resposta

O que é isso?

Você está lendo no momento Lista dos derrotados marca o fim de uma era no VESPEIRO.

Meta

Descubra mais sobre VESPEIRO

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo