MPSP denuncia vereador do PT por esquema com PCC em empresa de ônibus
3 de outubro de 2026 § 1 comentário


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o vereador Senival Pereira de Moura (PT) e outras 20 pessoas acusadas de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas de transporte público.
A investigação aponta Senival como líder oculto da Transunião, empresa que opera linhas de ônibus na capital paulista.
O vereador foi preso em 25 de junho durante a Operação Última Parada, mas deixou a prisão no início de agosto após a concessão de habeas corpus e responde ao processo em liberdade.
Elementos reunidos pelo MPSP e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) sugerem que Senival ocupa uma posição de comando no esquema investigado.
Mensagens obtidas durante a apuração indicariam que decisões relacionadas à empresa e determinados repasses financeiros dependem da autorização do vereador.
Nos diálogos, ele seria identificado por expressões como “presidente”, “véio”, “velhinho” e “vereador”.
Planilhas analisadas pelos investigadores também apontam Senival como beneficiário real de pelo menos 13 ônibus registrados em nome de terceiros ou da própria Transunião, com relação dos CPFs do parlamentar e de familiares aos ativos.
Segundo a investigação, o vereador movimentou mais de R$ 8,7 milhões entre 2019 e 2022, dos quais cerca de R$ 2,47 milhões não teriam origem declarada.
Os investigadores também apontaram patrimônio imobiliário que consideraram incompatível com a remuneração oficial do cargo.
Entre os outros denunciados estão Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, apontado pela investigação como articulador da lavagem de dinheiro e suspeito de envolvimento no homicídio de Adauto Soares Jorge, então presidente formal da Transunião, assassinado em 2020 depois de ser acusado pelo PCC de desviar dinheiro para Senival.
Outros nomes denunciados: Leonel Moreira Martins, apontado como operador financeiro e elo com o núcleo familiar beneficiário, e Lourival de França Monário, diretor-presidente formal da Transunião, citado por movimentações financeiras consideradas incompatíveis pelos investigadores, além de Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, apontado como operador e integrante do grupo de apoio a Senival.
E quais serão as providências que precisam ser adotadas?
Ao que se sabe o ministério público já está bastante bem amestrado.
A OAB tem eleições financiadas, desavergonhadamente, por bandidos.
Ministros de cortes superiores vendem sentenças e fazem juras de amor aos mesmos meliantes.
A conclusão, óbvia é que “o que não tem solução solucionado está”.
A não ser que consigamos alguma forma de “passar a régua” de forma eficiente.