Empresa fantasma que já fez campanha para Maduro agora ataca Flávio
3 de outubro de 2026 § 1 comentário


O portal A Investigação descobriu que uma empresa fantasma que já fez campanha para Nicolás Maduro gastou até R$ 2 milhões para atacar Flávio Bolsonaro.
Uma rede de 40 portais fabricados em série e 76 páginas no Facebook foi usada para veicular, entre julho e setembro de 2026, ao menos 1.428 anúncios pagos em dólar na Meta e no Google, com gastos estimados entre US$ 210 mil e US$ 385 mil, tendo como alvo principal o candidato, mas também promovendo, em momentos distintos, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
A operação não só utilizou uma empresa registrada em Delaware, nos EUA, chamada Corporativo Lam, LLC, como anunciante e pagadora declarada de centenas de peças, como reaproveitou 23 vídeos produzidos pela coligação Lula–Alckmin para atacar Flávio, sem que isso identifique quem encomendou ou financiou o reimpulsionamento.
Trinta e sete dos 40 domínios foram registrados em sequência, em cerca de 50 minutos, no dia 6 de setembro, e os sites compartilhavam token de verificação do Google e programa de navegação idêntico, embora exibissem identidades visuais e cidades de referência diferentes.
A mesma conta verificada da Corporativo Lam no Google já havia veiculado, entre abril e maio de 2026, 37 anúncios na Venezuela, inclusive campanhas de órgãos do governo de Nicolás Maduro, e uma página no Facebook que originalmente se chamava “7 Transformaciones”, nome do plano de governo de Maduro, passou a anunciar material da rede brasileira sob o nome Papo em Rede — que foi retirado do ar depois da veiculação da reportagem.
As evidências disponíveis mostram quem foi o alvo mais frequente e quais candidatos foram promovidos, mas não identificam quem contratou a Corporativo Lam, de onde saiu o dinheiro nem se há ligação direta com o PT, com a campanha de Lula ou com o governo venezuelano.
Denúncia
original partiu
do PT
Sem saber desses detalhes levantados pelo portal, em 1º de outubro, o PT apresentou um aditamento à ADPF 1178, relatada pelo ministro Flávio Dino no STF, pedindo que essa rede de anúncios fosse investigada como possível interferência estrangeira nas eleições e que a Meta preserve os dados dos pagadores, bancos, países e moedas usados nas cobranças.
O PT acionou o ministro Flávio Dino para pedir a investigação do que considera ser uma operação estrangeira em favor de Flávio Bolsonaro, citando suspeitas envolvendo a americana Rockbridge Network, conteúdos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento na Academia da Direita e publicações pagas no X, e também levou ao TSE uma ação contra Flávio e Eduardo Bolsonaro por alegada articulação com o governo Donald Trump para interferir na eleição.
A legenda não se limitou ao Supremo e também pediu abertura de investigação pela Polícia Federal com depoimentos e medidas de busca e apreensão contra o comitê de campanha e a sede nacional do PL, a inelegibilidade dos dois e a cassação dos registros de Flávio e de seu candidato a vice, num contexto em que a interferência externa já entrou nos relatórios da inteligência, nas manifestações de ministros do Supremo, nas ações judiciais da campanha governista e no próprio discurso eleitoral de Lula.
O movimento, como este Vespeiro denunciou e o portal confirmou em outra reportagem, é muito parecido com o que houve na Romênia, onde a eleição presidencial de 2024 foi anulada pela Corte Constitucional quatro dias após ser validada.
A alegação dos magistrados era a de que houve interferência russa, e o vencedor do primeiro turno, Călin Georgescu, foi impedido de concorrer na nova disputa, em 2025.
Exilado nos EUA, Eduardo Bolsonaro alertou autoridades americanas para o risco de o STF anular uma eventual vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro.



Tá na cara…
Coisa armada, para servir de instrumento anulador da eleição, nas mãos porcas do togado comunista, graças ao demônio, já que o Alexandre, O Glande, está com o nome sujo de dinheiro do Vorcaro.