A mulher brava que faz campanha por um capitalismo popular

1 de outubro de 2026 § 1 comentário

Ela é filha de um escriturário e de uma costureira. Dos 8 aos 12 anos de idade, saía da aula e ia “brincar de trabalhar” na agência do Banco do Brasil em Barra Mansa, no interior do Rio, onde seu pai era escriturário e depois gerente.

Aos 13, começou a ler jornais de economia e acompanhar a Bolsa de Valores, e aos 18 entrou na PUC-Rio, onde teve aula com alguns dos pais do Real.

Em 2013, começou a trabalhar com Paulo Guedes, com quem foi para o governo Bolsonaro em 2019. Lá, foi o braço direito de Paulo Guedes como secretária de Produtividade e Competitividade no Ministério da Economia e, mais adiante, assumiu a Caixa Econômica Federal.

Hoje, Flávio Bolsonaro diz dela que Daniella Marques é “meu braço direito, esquerdo, minha perna direita e minha perna esquerda”.

Ela continua dizendo que não quer o cargo de ministra da Fazenda, tem filhos pequenos demais para isso, mas se entregou totalmente à campanha. Até ontem, tinha visitado nove estados, participado de dezenas de podcasts e feito reuniões diárias com públicos que vão da Fiesp ao board do Itaú, dos evangélicos a feirantes do Brás.

Seu projeto é “instaurar um capitalismo popular que vai colocar o Estado a serviço das pessoas e reativar a mobilidade social no País”.

Junto com Adolfo Sachsida — seu ex-colega de ministério —, Marques coordena 27 grupos temáticos que estão trabalhando em dezenas de portarias, decretos, MPs, PLs e PECs para empreender um ajuste fiscal, uma reforma do Estado e uma desburocratização da economia nos primeiros 100 dias de governo.

“Só em normas tributárias já identificamos 1.000 regras a serem revogadas”.

Em 2019, quando Rogério Marinho era secretário especial de Previdência e Trabalho, extinguiu, com ajuda dela, mais de 2.700 tipos de multas a que um empreendedor estava sujeito pela Norma Regulamentadora 28, que dispõe sobre procedimentos de fiscalização, embargo e interdição de empresas e concentrava 90% das multas.

O pilar macro é “o básico que precisa ser feito”: um ajuste das contas públicas e uma reforma do Estado, incluindo uma ampla reforma administrativa.

O pilar micro é promover a expansão da produtividade, o fortalecimento da segurança jurídica e a revogação de impostos e burocracia. “Vamos trabalhar em tudo isso que está espelhado no Custo Brasil para o País poder voltar a ganhar competitividade.”

O terceiro pilar é o que ela chama de “inclusão produtiva e mobilidade social” e que tem no empreendedorismo “a grande ferramenta de transformação social”.

“Nosso programa é de um capitalismo popular, de rampa econômica, para que o brasileiro possa crescer junto com o Brasil”.

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