A dias da eleição, CNJ faz busca em gabinete de desembargador ligado ao presidente do TSE

24 de setembro de 2026 § Deixe um comentário

Comandado pelo corregedor-geral Benedito Gonçalves, indicado por Lula em 2008 para o STJ por articulação de Sérgio Cabral, presente na degustação de Macallan bancada por Vorcaro em Londres e famoso por sussurrar no ouvido de Alexandre de Moraes “missão dada é missão cumprida” (depois de atuarem juntos no TSE entre 2022 e 2023, garantindo a derrota de Bolsonaro), o Conselho Nacional de Justiça, em parceria com a Polícia Federal, realizou hoje uma “correição extraordinária” no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para levantar informações sobre processos envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, ligado à produção de açúcar, etanol e derivados.

O procedimento corre sob sigilo e não representa antecipação de responsabilidade, segundo o TRF-1.

Newton Ramos é citado em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro como integrante da chamada “Turma do KN”, referência às iniciais do ministro Kassio Nunes Marques, que preside o TSE, vem sendo alvo de bombardeios de todos os lados em meio a uma eleição que pode tirar Lula do poder e foi atropelado por decisões de Flávio Dino e Gilmar Mendes mais de uma vez.

Newton trabalhou como juiz auxiliar quando Nunes Marques era vice-presidente do TRF-1, além de ter relação pessoal com o ministro.

A investigação examina um contrato de até R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador, para atuar em 12 processos relacionados a precatórios de empresas sucroalcooleiras.

Os honorários corresponderiam a 5% do valor obtido pelo banco em caso de êxito, e as ações poderiam liberar até R$ 8,5 bilhões.

Ontem, o CNJ bloqueou o pagamento de 16 precatórios que somavam R$ 4,7 bilhões e determinou a devolução dos valores ao Tesouro.

No ano passado, os advogados Camilla Ramos e Gabriel Ramos, mulher e filho do desembargador Newton Ramos, participaram de uma reunião com Jorge Messias, da AGU, para apresentar uma proposta de acordo envolvendo processos relacionados a precatórios adquiridos pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro.

O objetivo era discutir a possibilidade de um acordo, em nome do banco, em ações indenizatórias movidas por usinas do setor sucroalcooleiro contra a União.

De acordo com a AGU, Messias recusou a proposta e informou aos advogados que não havia interesse da União em negociar um acordo sobre os processos.

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