O que fazer agora? (texto)
23 de setembro de 2026 § Deixe um comentário

Falam em crise da ONU.
“Não cumpre seus objetivos”.
Nunca cumpriu!
Quem não viveu o século 20 que entre na conversa dos Lulas.
A ONU foi um sonho de uma noite de verão que se impôs diante da vitória da democracia americana no resgate da civilização européia das garras do nazismo … antes dela cair, na imediata sequência, nas garras do socialismo.
O prestígio da democracia entre os governados deste mundo — nunca entre os governantes — era tão avassalador naquele momento, que todas as ditaduras do planeta, especialmente as mais ferozes, se sentiram constrangidas a adotar ao menos linguagem da democracia e rebatizar seus regimes de “Republicas Democráticas …” da Alemanha da Stasi, do Campuchea (Cambodja) que assassinou ⅓ da população do país, do Vietnã, que jogou metade de sua população no mar, e assim por diante.
Mas esses caras ficaram nos governos da linguagem, pela linguagem e para a linguagem da democracia. Nunca por qualquer sombra da sua essência.
Constatada a impossibilidade de matar uma democracia a partir de ataques de fora, a bandeira da tomada do planeta inteiro pelo socialismo pelas armas, passou para a da tomada das democracias pela indução delas próprias ao suicídio.
A grande trapaça gramsciana…
Mas a ONU, assim como a esquerda que vivia livre dentro das democracias, desde o primeiro dia, apoiou, sem exceções, todos os ataques armados do socialismo contra democracias ocorridos no século 20. Apoiou todos os genocídios praticados pelos socialistas contra seus próprios povos ou contra povos estrangeiros.
E eu não estou falando do que eu li. Estou falando que eu vi e vivi.
E isso por uma razão muito simples.
A ONU funciona pela regra de maioria:
São 195 países
193 com direito a voto
2 observadores permanentes: a Santa Sé dos papas que governaram o mundo por mil anos e o Estado da Palestina …
Segundo a Freedom House (2026), desses 195:
88 seriam livres / democracias consolidadas
Nessa conta estão incluídos casos como o do Brasil…
- 48 seriam parcialmente livres / regimes híbridos
- 59 seriam não livres / autocracias e ditaduras
48 + 59 = 107 debaixo de pau, em dosagens variadas., e muitos mais à la Brasil…
Numa conta que parece mais verossímil:
- Apenas 7% da humanidade (uns 582 milhões de pessoas) vive em democracias liberais (as verdadeiras).
74% (cerca de 6 bilhões de pessoas) vive em autocracias
19% está num limbo
Ou seja, ha infinitamente mais Lulas sentados na ONU que Winston Churchill’s, que nem na Inglaterra existem mais.
E tome discursos como o de hoje, do genocida do momento do povo iraniano acusando os EUA de não cumprirem nenhuma lei internacional, e aquelas jornalistas empetecadas, plastificadas e aloiradas, fazendo discursos sobre como tudo isso é sério…
Depois de quase 80 anos disso, o que sobrou do lado de cá é Donald Trump, produto por excelência do fim do viés antitruste e da volta do domínio dos monopólios sobre a economia e a democracia americanas, limitado exclusivamente ao argumento mediante o qual os EUA nunca conquistaram nada senão derrotas: o militar.
Despreza completamente aqueles com os quais eles conquistaram o mundo inteiro: aqueles arquitetados lá na Filadelfia, esquecidos os quais a juventude americana está com ganas de virar palestina.
“O que aconteceu com os campeões do livre mercado e da liberdade do povo?”, perguntava-se um figurante dos grupos que eu frequento.
“Eles amputaram a sua perna moral”, respondia…
E o outro lado? O lado que formalmente rejeita a moral?
Recentemente, num debate que assisti na internet com um ex-ministro francês, foi-lhe perguntado:
“Como a esquerda conseguiu vencer por setenta anos no Ocidente, quando já se sabia que o socialismo é uma catástrofe”?
A resposta dele dá o que pensar.
«É muito simples. Eles colocaram Hitler na extrema-direita».
O caso do PT no Brasil é semelhante. E conta a história que esse ex-ministro francês resumiu bem, com mais detalhe.
Num artigo recente, Pedro Jobim lembrava que desde a “redemocratização”, em 1985, aproveitando-se do fato da direita ter saído destruída dos 21 anos de regime militar, a esquerda e o PT construíram a posição hegemônica que o partido e o pensamento marxista têm hoje nas universidades, na imprensa, na Igreja, e depois em instituições como o Judiciário e o Ministério Público.
A direita só viria a ter representação política após 2018, ainda assim, de forma desorganizada, sem que houvesse o suporte de um plano de desaparelhamento do estado e das instituições, pois Jair Bolsonaro e seus seguidores não têm uma estrutura organizada, nem um projeto de poder.
E mesmo assim, por causa da Lava-Jato que, como lembrou alguém em outro dos meus grupos, foi um acidente de percurso no caminho da ditadura petista:
Só pudemos ter alternância de poder, em 2018, por uma razão fortuita. Não foram as “instituições”: o TCU, a PGR, a RF, a PF e a CGU que descobriram o Petrolão e impediram que o PT se mantivesse indefinidamente no poder.
Por sorte, um pequeno grupo em Curitiba investigava pilantragens no Banestado e se deparou com um doleiro que lavava dinheiro num Lava-Jato. Investigando as relações do doleiro, descobriram uma parceria dele em negócios com o Paulo Roberto, diretor da Petrobrás e amigo do Lula, que o tratava por “Paulinho”.
O Paulinho, apertado, delatou tudo e assim nós nos salvamos, temporariamente, da cleptocracia, que voltaria a galope.
E, pra encerrar, volto ao Jobim:
“Diante disso, o que é que pode ser feito agora?”.
“Não contribua para eleger o Lula. Ainda que você não goste do Flávio Bolsonaro, votar nele — e num Senado maciçamente de oposição à cleptocracia — é absolutamente fundamental, para evitar a consolidação dessa hegemonia”.
“A indicação de mais 4 ministros do STF com o perfil de capangas de um partido político tornará a captura do país por esse grupo irreversível, pelas próximas décadas”.
“Impedir que Lula seja reeleito é uma questão de manter vivas as chances de reorganização do país”.
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