O crepúsculo dos deuses
13 de setembro de 2026 § 2 Comentários


Terça-feira (15), às 10h da manhã, Edson Fachin abrirá a sessão plenária que examinará exclusivamente a possibilidade de se instaurar ou não uma investigação das transações comerciais entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro reveladas num dos telefones apreendidos desse ultimo, lendo as atas da última sessão, ocorrida em 2 de setembro, e passará a palavra para o relator, que será ele próprio.
E então ele mesmo lerá o relatório da PF, revelado por Andre Mendonça em 1 de setembro e, em seguida, iniciará seu voto.
A decisão foi tomada após os ministros lulistas pedirem acesso à íntegra do material, no que foram prontamente atendidos por Fachin que determinou ontem (sabado) que a Polícia Federal informe, em até 24 horas, sobre a custódia e o estado em que se encontram os dados extraídos do celular de Vorcaro.
Em manifestação enviada a Fachin, o ministro André Mendonça afirmou que o aparelho físico está lacrado em seu gabinete e que não o manuseou. Segundo ele, o telefone é mantido como uma contraprova para eventual necessidade em caso de perda ou extravio do material original, que está sob custódia da PF.
Mendonça afirmou ainda que recebeu da PF, em março de 2026, uma cópia de segurança do conteúdo armazenado em um disco rígido criptografado. O material permanece lacrado mas isso não impede o compartilhamento das informações com os demais ministros. “A defesa de Vorcaro mesmo já teve acesso à integra do material”.
Tudo vem se passando como se fosse um violento jogo de tênis, resumido a saques e devoluções.
A decisão de Edson Fachin de assumir a relatoria do processo sobre a conduta de Alexandre de Moraes foi tomada num “acordo de cavalheiros” entre ele e Andre Mendonça, segundo apuração do Estadão, como medida de prevenção das tentativas de declarar a nulidade da ação que vêm sendo abertamente arquitetadas pela Camarilha Lulista no STF (Moraes, Gilmar, Dino e Zanin), que sabe que não existem meios de defender o ministro com argumentos de mérito, diante da contundência das provas apresentadas.
Mendonça assinou um despacho devolvendo o processo ao gabinete da Presidência e reiterando que o julgamento deve ser realizado pelo plenário da Corte.
Com a oficialização do repasse da relatoria, a análise da conduta de Moraes ficou oficialmente marcada para terça-feira, 15 enquanto a avaliação das alegações de crime de responsabilidade e abuso de autoridade atribuídos por Moraes a Mendonça foi agendada para 23 de setembro.
Ficou confirmado também que a TV Justiça transmitirá o julgamento ao vivo.
Segundo o Estadão a sequência das decisões de Fachin, determinando que Mendonça envie ao seu gabinete os documentos dos processos do Banco Master e do INSS, não fariam parte do acordo inicial com Mendonça.
Outros juristas vêm a iniciativa como parte das contramedidas que antecipam as tentativas de anulação que virão. Afirmam, inclusive, que essa parte da manobra não significa que Mendonça tenha perdido a relatoria desses dois casos. Ela apenas abre a possibilidade de que a Presidência assuma essa relatoria mais adiante. Seria um anteparo técnico para evitar a criação de precedentes.
Com os processos remetidos, fica paralisado qualquer ato decisório monocrático no âmbito dos casos, mas Fachin determinará as decisões de reserva judicial, atos que só podem ser autorizados pelo judiciário.
Como Moraes também pediu ao STF a instauração de procedimento contra Mendonça, a discussão sobre impedimento, suspeição e participação dos ministros pode se tornar decisiva.
Qualquer decisão envolvendo ministros que são, ao mesmo tempo, integrantes e personagens dos próprios procedimentos precisa estar blindada contra futuras alegações de nulidade.
Encenação para julgar se instauram ou não um inquérito sobre a escancarada e criminosa arbitrariedade, tendenciosamente politiqueira dos comparsas de uma quadrilha conhecida há quarenta anos.
São crimes notórios, de amplo conhecimento público, mas sempre envolvidos em uma aura de atos governamentais insuspeitos, por não terem a mínima transparência e respeito à sagrada obrigatoriedade de prestar contas ao povo e ao país.
Beneficiam-se do dinheiro público e abusam de um poder restrito às finalidades da instituição, que nunca poderia ser usado e abusado por entes corruptos, agindo impunemente.
Páginas e páginas de processos de forte odor criminoso serão manipuladas, sujando ainda mais as mãos dos que insistem em SIMULAR LEGALIDADE, para tentar justificar a injustificável desmoralização nacional, por contarmos com mafiosos no poder, em vez de legítimas autoridades, servis ao país, nunca servidas pelos privilégios dos cargos.
Além de serem as páginas jurídicas mais putrefatas que o país já viu, ainda temos que aturar a “hypokrisía” teatral de um tribunal de fingidores e uma claque selecionada para validar uma normalidade sabidamente inexistente.
O interessante é que nessa lista de 13 ex-ministros faltaram apenas DOIS : Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso.
Dá o que pensar …