Quem é a mulher que estava com Sicário no dia de sua prisão?
12 de setembro de 2026 § Deixe um comentário


Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” nas investigações sobre Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na madrugada de 4 de março de 2026 em um apartamento de luxo no bairro Santa Lúcia, em Belo Horizonte.
Ele estava acompanhado por Nathana Lopes Figueiredo, uma mulher sobre a qual pouco se sabe e cujo nome veio à tona após a quebra parcial do sigilo do caso Master pelo STF.
Segundo os autos, a misteriosa personagem tem nacionalidade irlandesa e residência em Dubai, cidade para a qual Vorcaro pretendia ir quando foi preso pela primeira vez e de onde eram os investidores ligados ao banco Fictor, que havia anunciado a intenção de comprar o Master.
Nathana teve seu celular levado sob a alegação de “possível cumplicidade” por receber e guardar um relógio de alto valor de Mourão, embora não tenha sido presa e até agora não figure como indiciada na investigação.
O portal A Investigação faz um levantamento sobre o que se sabe sobre ela e também sobre a ainda suspeita morte de Sicário.
Horas depois de ser preso, já na carceragem da PF em Minas Gerais, Mourão foi encontrado inconsciente após o que imagens de circuito interno sugerem ser uma tentativa de suicídio e morreu dois dias depois, em 6 de março, no Hospital João XXIII, com laudos oficiais concluindo que houve asfixia mecânica decorrente de suicídio, sem indícios de participação de terceiros.
A família questiona a demora no socorro e, ao que tudo indica, continua sem acesso total às imagens e a documentos da custódia.
O apartamento onde Mourão foi detido pode valer R$ 5,4 milhões e abrigava bens de alto valor, como relógios Richard Mille, Cartier e Rolex, joias e uma Range Rover Velar 2025, além de uma antiga credencial de “Comissário da Infância” emitida pelo Judiciário mineiro.
Nathana, cujo nome aparece com diferentes grafias nos documentos e nas redes sociais, comprou um iPhone 17 Pro Max em Dubai em 5 de novembro de 2025, na mesma semana em que Vorcaro esteve na cidade em busca de investidores para o Banco Master, mas não há nos autos prova de ligação dela com os negócios do banqueiro.

Ela constituiu advogados seis dias após a prisão e morte de Luiz Phillipi Mourão para acompanhar o inquérito sobre as circunstâncias do episódio, atuando como interessada jurídica na apuração sem, no entanto, figurar como indiciada ou alvo de medida cautelar.

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