Sem povo mas com dinheiro do povo, quanto custa o circo eleitoral
7 de setembro de 2026 § 2 Comentários


As eleições deste ano vão custar mais de R$ 20 bilhões em recursos públicos.
O Fundão Eleitoral, criado em 2018 com um orçamento inferior a R$ 2 bilhões, hoje já está duas vezes e meia maior do que naquela época: R$ 5 bi.
Não há contribuições de correligionários. Qualquer inventor de um partido que consiga um registro recebe, de saída, R$ 3,3 milhões.
O restante é distribuído de acordo com a última performance eleitoral de quem já está no jogo.
O bolo é dividido assim:
- 48% conforme o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados.
- 35% dependem da quantidade de votos obtidos pelos partidos para a Câmara.
- 15% consideram a representação das siglas no Senado.
Doze dos 30 partidos existentes ficam com 90% do bolo.

Os maiores repasses previstos são para:
PL: R$ 880 milhões
PT: R$ 615 milhões
União Brasil: R$ 526 milhões
PSB: R$ 152 milhões
PSDB: R$ 148 milhões
PSOL: R$ 131 milhões
Além do Fundão, tem o Fundo Partidário. São mais R$ 1,4 bilhão. Esses recursos financiam o funcionamento das siglas, incluindo gastos administrativos, salários, aluguel de sedes e outras “atividades partidárias”.

Desde 28 de agosto, o horário eleitoral ocupa 2 horas e 10 minutos diários na programação das emissoras. A “propaganda eleitoral gratuita” não é gratuita. As emissoras de rádio e TV recebem compensação tributária do governo federal. A renúncia fiscal estimada para este ano é em torno de R$ 1 bilhão.
Mas, em respeito à ordem de prioridades da nossa cleptocracia, a fatia mais gorda fica pros inventores da farsa:
TSE: R$ 4,2 bilhões
TREs: R$ 8,4 bilhões
E tem uma “Rubrica pleitos eleitorais” (???) no Orçamento da União com quase R$ 2 bi reservados.

Tudo somado chega aos R$ 20 bi, que são disputados pelos cerca de 20 mil candidatos a entrar na festa da impunidade eterna, o que põe o custo médio de cada um em R$ 1 milhão.
Têm orçamentos menores que R$ 20 bi, segundo o ChatGPT, os seguintes ministérios:

Vergonhoso. São comprados,antes mesmo de começarem a corrupção das emendas parlamentares.
Patifes muito bem financiados para virarem as costas para o povo e servirem ao poder e ao dinheiro.
Antro de vagabundos.
É para nadarem no dinheiro público e esquecerem o que foram fazer em Brasília.