De protetor a espião e polícia política dos brasileiros
6 de setembro de 2026 § Deixe um comentário


A produção de dossiês contra brasileiros comuns, jornalistas, deputados, senadores, pelo menos um presidente da República e — agora sabemos — até de ministros do próprio STF, espionados primeiro com recursos fornecidos pela comunidade de inteligência americana, sob Joe Biden, e com tecnologia chinesa, desde a posse de Lula, tem sido a norma no Brasil desde pelo menos os meados do governo Bolsonaro, quando ele passou a ser abertamente sabotado pelo STF montado por Lula.
As denúncias do ex-encarregado de guerra cibernética do Departamento de Estado, Mike Benz, sonegadas ao público brasileiro pela pequena “grande imprensa” mesmo depois de feitas em depoimento oficial ao Congresso Nacional, descreveram em minúcias como começou esse movimento pelas mãos de Luís Roberto Barroso, quanto dinheiro foi investido nele, quais os órgãos de mídia que receberam dinheiro por isso e como o processo se consolidou dentro do STF e do TSE, então já oficialmente, pelas mãos de Alexandre de Moraes.
A própria Abin, depois do golpe da “trama golpista”, anunciou praticamente oficialmente que estava sendo transformada, de uma ferramenta de proteção do Brasil contra o crime organizado, o terrorismo e outras ameaças desse calibre, num instrumento de espionagem da internet contra a “ameaça” dos inimigos da “democracia lulista” que “atacam instituições” por pensamentos e palavras, como o STF, nas pessoas de seus titulares, o presidente Lula, a virgem urna eleitoral sagrada e quejandos…
Comandam esse ramo do sistema de “proteção da democracia” Alexandre de Moraes, no nível de comando, e Paulo Gonet e Andrei Rodrigues nas diferentes etapas do nível de execução. Este último criou a “Unidade de Análise de Dados de Inteligência Policial” que, embora não conste formalmente no organograma da PF, é identificada nos documentos por ela produzidos pela sigla UADIP.
Um desses relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF), utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, recomenda “monitoramento e coleta dirigida” de informações sobre o ministro André Mendonça e sua relação com o advogado-geral da União, Jorge Messias.
A recomendação aparece ao final de uma análise intitulada “postura da Advocacia-Geral da União e o quadro de risco associado”, que avalia possíveis impactos da proximidade entre Mendonça e Messias para a atuação da PF e a investigação das relações entre Lulinha e o escândalo do INSS.
As informações foram divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo.
Não é de hoje que o panorama vem se “achinezando”.
Naquilo que consta dos registros oficiais (que não incluem toda a vasta operação de que trataram as denúncias de Mike Benz), há o seguinte:
Entre 2021 e 2022 (campanha eleitoral) houve um termo de cooperação assinado entre o TSE presidido por Alexandre de Moraes e a Palver, empresa que se jacta de poder “fiscalizar a rede social inteira em dezenas de línguas ao mesmo tempo”, para monitorar grupos de WhatsApp, Telegrama e outras redes com palavras-chave definidas pela corte (urnas, voto impresso, nomes de ministros, etc).
Esses relatórios alimentaram a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação cujos métodos de fabricação de provas falsas entre Alexandre de Moraes e seus juízes assistentes foram denunciados mais adiante, com gravações ao vivo, por Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes.
De 2022 a 2025 a brasileira Apura Cyber Inteligence prestou serviços do mesmo tipo ao TSE.
Em junho de 2024, acontece o primeiro contrato pago do STF com Youtube, Meta, Google, Tik Tok, Kwai e Microsoft para monitorando das redes contra “desinformação”. O edital, no valor de R$` 344,9 mil por 12 meses, exigia geolocalização da origem das postagens, “análise de sentimento”, fiscalização de influenciadores e “fontes detratoras”.
Entre 2024 e 2025, várias reportagens detectaram uso cruzado extraoficial do TSE e do STF (Vaza-Toga e outras) para as perseguições determinadas por Moraes (quebra de sigilo, bloqueios, intimações, degredo das redes, etc).
A PF detectou o uso do program First Mile, da Cognyte, para geolocalização de alvos que incluíram ministros do STF.
Em 24 de abril de 2026 o Pregão Eletrônico 90010/2026, processo 006817, renova contrato de 2024. Dispensa a geolocalização mas mantem a exigência de vigilância 24/7 de influenciadores e ações coordenadas, com ate 500 mil menções/dia, sobre as plataformas X, Instagram, YouTube, Facebook, TikTok, LinkedIn, Kwai e Discord.
Em Junho de 2026 — TSE prepara estudo para contratar inteligência cibernética + monitoramento de redes: R`$ 648 mil/ano, até R$ 3,2 milhões em 5 anos de monitoramento de Google Threat Intelligence, Harpia Tech (já ligada ao STF), Apura e Cognyte.
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