PGR assina delação premiada de ex-dono da Reag Investimentos
2 de setembro de 2026 § Deixe um comentário


A Procuradoria-Geral da República assinou hoje um acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador e ex-controlador da Reag Investimentos, posteriormente renomeada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
Trata-se da primeira delação premiada firmada pela PGR no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e sua rede de empresas coligadas ao esquema.

Mansur apresentou à PGR, antes da formalização do acordo, 17 anexos com documentos e informações sobre crimes financeiros investigados no caso Master.
Segundo seus advogados, ele sabe onde Daniel Vorcaro esconde R$ 20 bilhões.
Segundo fontes da PGR, Mansur foi o primeiro colaborador a trazer provas e novos detalhes sobre os crimes atribuídos ao ex-controlador do Banco Master, apontado como figura central no esquema de fraudes.
A colaboração também indica o caminho percorrido por parte dos recursos movimentados pelo esquema, incluindo fundos de investimento no exterior.

As acusações e relatos apresentados por Mansur ainda precisam ser analisados e confrontados pelas autoridades.
Com a assinatura do acordo, a colaboração premiada deverá ser enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, para homologação.
Conexão
com o PCC
A Reag Investimentos foi alvo da Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero e também na Operação Carbono Oculto.
Na Operação Carbono Oculto, a PF suspeita que a instituição tenha sido usada para lavagem de dinheiro de até R$ 1 bilhão do PCC.
O Banco Central liquidou extrajudicialmente a Reag em janeiro de 2026, motivado pela identificação de infrações graves às regras de funcionamento do Sistema Financeiro Nacional.

Preso preventivamente desde março de 2026, Vorcaro também negocia uma proposta de delação premiada.
Ele é acusado, entre outros pontos, de lavagem de dinheiro, emissão de títulos de crédito sem lastro real, manipulação de ativos e uma fraude financeira bilionária no Banco Master.
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