Amiga de Lulinha deu calote em tapeceiro e até na escola onde sua filha estudava
1 de setembro de 2026 § 1 comentário


A capivara da lobista Roberta Luchsinger vai além do tráfico de influência em Brasília.
Segundo reportagem da TV Globo, bem antes de Lulinha, Fernando Bittar e o Careca do INSS, oficiais de Justiça já tentavam localizá-la, em geral sem sucesso, para intimá-la e penhorar seus bens e valores em contas bancárias.
Ela responde a ações judiciais em São Paulo e em Minas Gerais por calotes tão variados quanto reveladores.

A amiga de Lulinha deixou de pagar total ou parcialmente um tapeceiro que contratou para reformar estofados, camas e revestimentos de sua casa (pagou com coleção de gravuras, incluindo um Portinari falsificado), a escola onde sua filha estudava, os donos de um apartamento de alto padrão que alugava em São Paulo, a agência que fez sua campanha para deputada federal e até uma loja de roupa onde gastou R$ 21 mil.
Luchsinger também deixou na mão um investidor que perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões depois de aceitar colocar o imóvel como garantia de um empréstimo de US$ 300 mil para um projeto apresentado por ela.
Cléber Ribas e
os R$ 81 milhões
em contratos
Em Brasília, mais detalhes da investigação da PF vêm à tona.
Segundo o Estadão, a empresa de tecnologia 3Structure, de Cléber Ribas, que tinha Luchsinger como lobista, firmou contratos e aditivos de pelo menos R$ 81 milhões com órgãos federais do governo Lula, além de R$ 5,8 milhões com o governo do Maranhão.
A Polícia Federal apura que Ribas pagou ao menos R$ 2,5 milhões a Roberta entre março de 2024 e dezembro de 2025, e que Lulinha, filho do presidente, é citado em diálogos como destinatário de pagamentos e benefícios do empresário, incluindo o custeio de passagens aéreas.

Roberta fez mais de 40 visitas a órgãos do governo desde 2023, sendo 17 delas no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e atuou também em tentativas de viabilizar contratos no Ministério da Saúde e na Dataprev, além de articular encontros entre o governador Carlos Brandão (MDB-MA) e autoridades do Planalto.
Lulinha e Roberta são investigados em três inquéritos da Polícia Federal no Supremo Tribunal Federal por suspeitas de tráfico de influência.
Fernão, o que você não sabe é que a empresa do Cleber Ribas deu o golpe mais esperto do Brasil. Ele armou uma “conjunção /brotheragem” com o Serpro e com a Dataprev que funcionava da seguinte forma. Qualquer outro órgão ou entidade do governo que precise de TI, comprava, sem licitação, do Serpro/Dataprev que são órgãos federais e, os “dois cupinchas” recebiam também uma comissão pela venda. Muito justo não e?. Mas falta saber quem embolsava a grana , já que Serpro/Dataprev não podem,