Camisotti admite ter movimentado ao menos R$ 400 milhões na fraude do INSS
27 de agosto de 2026 § 3 Comentários


Preso em setembro de 2025 e cumprindo custódia na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos fraudulentos em benefícios do INSS, já prestou mais de dez depoimentos relativos a uma proposta de colaboração premiada apresentada à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a CNN Brasil, em suas declarações, o empresário admitiu ter movimentado pelo menos R$ 400 milhões por meio de empresas relacionadas a ele durante o período investigado e indicou Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS”, como um dos principais articuladores do esquema.

Camisotti tem companhias nas áreas de seguros e planos de saúde e controlava três entidades que faturaram mais de R$ 1 bilhão em quatro anos com as fraudes: a Ambec (Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos), a Unsbras (União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil) e a Cebap (Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas).
A PF avalia positivamente as informações fornecidas por Camisotti, e o acordo de colaboração está em fase final de elaboração, dependendo ainda de análise do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tem como relator o ministro André Mendonça.
Segundo os investigadores, a colaboração dele contribuiu para o avanço das investigações e para o indiciamento de 54 pessoas em dois relatórios concluídos no início de agosto, entre eles o “Careca do INSS” e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Estimativas sobre o tamanho do esquema variam: a CPMI do INSS calcula entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões movimentados entre 2015 e 2025, enquanto órgãos de controle apontam cerca de R$ 6,3 bilhões em descontos suspeitos entre 2014 e 2024, atingindo de 4,1 milhões a 6 milhões de beneficiários.
A primeira versão do acordo de delação, firmada em abril de 2026, foi encaminhada ao STF, mas Mendonça determinou que o documento fosse reformulado para contar com a participação conjunta da PF e da PGR.
A roubalheira está institucionalizada …
Camisotti será, por ventura, um preservativo de origem italiana?
Espero que o ministro Mendonça veja delações premiadas ” medidas” pelo PGR com extremo cuidado. A ficha corrida aponta posicionamentos bastante flexíveis!