Lula liga para Trump de olho na eleição
21 de agosto de 2026 § 4 Comentários


Lula telefonou hoje para Trump.
Buscou convergências, fez elogios, tentou uma conciliação cordial e reabriu um canal direto com o presidente americano.
Falaram durante uma hora e vinte minutos.
A intermediação aconteceu entre as presidências.
O que se sabe sobre a conversa foi divulgado pelo Palácio do Planalto, já que a Casa Branca não comentou o assunto.
Ao lado de Lula estavam o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; o chefe da Assessoria Especial, Celso Amorim, e seu adjunto, embaixador Audo Faleiro; e o secretário de Imprensa, Laércio Portela.
Apesar do tom diplomático e de assuntos como as guerras e a ONU, o objetivo do presidente brasileiro foi muito mais eleitoral.
Para a equipe de Lula, a experiência mostrou que a interação com outros escalões do governo americano, principalmente com o secretário Marco Rubio, tem sido marcada por turbulências e hostilidade ideológica.
Um integrante do governo brasileiro avalia que o contato entre presidentes desarma a oposição e pode tornar “mais difícil” que o próprio Trump tome lado e se manifeste contra Lula no decorrer da campanha eleitoral, registrou o Estadão.
Também estiveram na pauta a crise envolvendo os vistos de altos funcionários e diplomatas, o tarifaço e a classificação de PCC e CV como organizações terroristas.
Os dois presidentes falaram ainda sobre eleição.
Logo na introdução, Trump perguntou sobre o pleito deste ano no Brasil.
Lula respondeu que há diversos candidatos na disputa e fez questão de enfatizar que o sistema eleitoral brasileiro é “confiável”.
Não ficou nada acertado, mas ambos vão estar novamente na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, onde se encontraram no ano passado.
Será que houve papel higiênico suficiente no Alvorada?
Ou seja, o nove-dedos abriu as pernas, abrigou o galho resignadamente e declarou amor incondicional ao presidente Trump.
“Lula … fez questão de enfatizar que o sistema eleitoral brasileiro é confiável” – sim, muito confiável mesmo, e tão confiável que o Sistema L (os três poderes, tudo junto e misturado) precisa (1) perseguir quem duvida das urnas eletrônicas, (2) perseguir candidatos do “outro lado”, (3) ameaçar quem apoiar o principal candidato opositor, (4) combinar com o STF, PGR e PF de blindar a quadrilha comandada pelo filho do P, e por aí vai.
Depois de receber um pé no traseiro do Macron, do Xi Jinping e ver o Irã se enrolar com seus radicalismos descabidos, esse enrolão covarde finge aceitar Trump, para tentar salvar as eleições.
Espero que Trump não caia nas mentiras desse duas-caras que, desde os tempos de Romeu Tuma, jogava com a polícia e com os sindicatos comunistas.
Moral e ética são fundamentais para qualquer negociação e esse escroque não tem nem caráter.