Até Lula ficou mais “pobre” em seu governo
10 de agosto de 2026 § Deixe um comentário


Candidato à reeleição, o presidente Lula teve de apresentar nova declaração de bens à Justiça Eleitoral.
Segundo as informações enviadas ao TSE, o patrimônio do petista sofreu uma redução de 35%, passando de R$ 7.423.725,78 registrados em 2022, na última eleição, para R$ 4.775.725,00 este ano.
Oficialmente, a diferença se deve a uma retirada de R$ 2,26 milhões, de fundos de previdência privada.
Já o vice-presidente Geraldo Alckmin, que no passado disse que a eleição de Lula seria “ele voltar à cena do crime”, mais do que triplicou o valor dos bens declarados nesse período.
De R$ 1.005.728,42, em 2022, saltou para R$ 3.292.457,41, um crescimento de cerca de R$ 2,2 milhões, ou 227% a mais do que o declarado anteriormente.
Alguns itens chamam a atenção nas declarações de Lula:
- em 2022, quando saiu da prisão e se elegeu pela terceira vez, Lula declarou ter feito dois empréstimos pessoais, de R$ 200 mil e R$ 50 mil, respectivamente. Fechou o ano com um saldo em conta corrente de R$ 21.042; e de R$ 187.295,87 em aplicações financeiras diversas, além de R$ 5.570.798,99 em fundos de previdência VGBL.
- Também constam da declaração de 2022 um montante de R$ 430.020,99, como créditos de ações e da devolução de recursos bloqueados por determinação judicial.
Com todos esses saldos positivos, qual a razão dos empréstimos?
- foram declarados R$ 246.918.82 referentes a uma casa em construção em São Bernardo do Campo. Passados quatro anos, o imóvel continua em construção, mas nem um único centavo teria sido investido na obra, tendo sido apenas repetido o mesmo valor anterior.
- já em 2026, o saldo em conta corrente informado foi de R$ 56.671,07. Os diversos investimentos somaram R$ 189.617,13; além de R$ 3.303.926,36 em fundos VGBL.
- Consta, por fim, um “crédito relacionado ao distrato de uma quota da Bancoop” no valor de R$ 179.298,96, que já constava em 2022, mas foi detalhado apenas este ano.

Sim, ela mesmo, a tristemente famosa Cooperativa Habitacional dos Bancários, que faliu por má gestão, superfaturamento de obras e desvio de recursos. João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, foi presidente da Cooperativa. Condenado em várias instâncias no âmbito da Lava-jato, mas “descondensado” no STF.

Caso que acabou envolvendo a OAS e desembocando no Tríplex do Guarujá.
A história é bem conhecida.
Então finalmente foram restituídas as prestações pagas por Dona Marisa Letícia pagas à Bancoop, mas por um apartamento padrão (a unidade 141) de três dormitórios no então edifício Mar Cantábrico, rebatizado como Condomínio Solaris.

A pergunta que fica é: será que os todos demais cotistas da Bancoop também foram ressarcidos?
A conferir…

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