Galinha dos ovos de ouro, o agro começa a sentir a crise
8 de agosto de 2026 § Deixe um comentário


O Produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro recuou mais de 2% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Deixados no limbo pelo governo Lula 3, todos os segmentos do setor registraram queda entre janeiro e março, registra a revista Oeste.
Em 2025, o setor ainda cresceu mais de 12%, mas começou a perder ritmo após os primeiros sinais mais claros da bomba fiscal que se desenha no horizonte.
O segmento primário, que reúne as atividades realizadas dentro das propriedades rurais, teve a maior retração, de 4,15%.
Na sequência, vieram os insumos, com queda de 2,15%; os agrosserviços, com recuo de 1,25%; e a agroindústria, com redução de 1,03%.
De acordo com o Cepea e a CNA, o principal motivo do resultado negativo foi a queda nos preços dos produtos agropecuários.
Em várias atividades agrícolas e pecuárias, a redução dos preços foi maior do que os ganhos obtidos com o aumento da produção.
Com base nos resultados do primeiro trimestre, as entidades estimam que o PIB do agronegócio alcance R$ 3,13 trilhões em 2026.
Desse total, R$ 1,88 trilhão corresponderia ao ramo agrícola, enquanto R$ 1,25 trilhão viria da pecuária.
A participação do agronegócio no PIB brasileiro também deve diminuir, passando de 25,2% em 2025 para uma estimativa de 22,8% em 2026.
A perda de ritmo começou ainda no fim de 2025.

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