PT pode perder a Bahia?

3 de agosto de 2026 § Deixe um comentário

Se sim, há esperança, para o Brasil e para a humanidade, com a prova de que as pessoas ainda reagem aos fatos.

Pesquisas não são exatamente confiáveis, mas indicam tendências e algumas já apontam uma vitória de ACM Neto no segundo turno contra o atual governador, o petista Jerônimo Rodrigues, por mais de 10 pontos.

O PT detém o poder na Bahia há quase 20 anos e semeou o terreno para o nascimento do esquema do Banco Master.

Em 2007, ano em que assumiu o governo do estado, Jaques Wagner criou o Credcesta como um cartão de benefício voltado a servidores públicos, com uso ligado à compra de produtos em supermercados da rede Cesta do Povo.

Anos depois, a Empresa Baiana de Alimentos, a Ebal, estatal que administrava a Cesta do Povo, foi colocada em leilão pelo governo da Bahia, já nas mãos de Rui Costa.

Jaques Wagner, então secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, passou a ter contato com Augusto Lima durante a tentativa de privatização da Ebal, que enfrentava dificuldades.

Em 2018, a Ebal foi arrematada por R$ 15 milhões por Augusto Lima, após dois leilões sem lances, e o Credcesta foi junto.

No mesmo ano, o então governador Rui Costa, futuro ministro de Lula, editou um decreto que reformulou as regras de consignação em folha e ampliou o espaço para operações com desconto automático na remuneração de servidores e pensionistas e concedeu à PKL One o direito de operar como consignatária no sistema.

Assim, a Bahia se tornou o primeiro estado a adotar a plataforma Credcesta dentro da estrutura oficial de consignações.

Em 2019, Augusto Lima levou o Credcesta ao Banco Master ao se associar a Daniel Vorcaro por meio do então Banco Voiter, depois rebatizado como Banco Pleno.

Dali em diante, o Credcesta passou a ser expandido para outras unidades da federação e deixou de operar apenas como benefício de compras, tornando-se um canal de crédito consignado ligado ao Banco Master.

Neste ano, a liquidação do Banco Pleno reacendeu a apuração sobre a origem baiana do modelo de consignado e sua ligação com o Banco Master e a Polícia Federal passou a investigar a relação entre Jaques Wagner, Augusto Lima, o Credcesta e Daniel Vorcaro, incluindo o pagamento de propina ao senador e a sua intermediação tanto como o Congresso como com o presidente Lula em favor dos sócios do Master.

Apesar da relação visceral do PT com Vorcaro e Augusto Lima, ACM Neto também recebeu dinheiro o Master, foram pelo menos R$ 3,5 milhões, conforme revelou o Coaf.

Segundo ele, por “serviços legítimos de consultoria e gestão empresarial”.

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