O avatar de Bolsonaro na mira totalitária de Moraes
29 de julho de 2026 § 1 comentário

A defesa de Jair Bolsonaro vai informar ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente não sabia previamente do vídeo feito por inteligência artificial e exibido na convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, antecipa o jornal O Globo.
Os advogados sustentarão que Bolsonaro não participou da decisão de usar sua imagem e sua voz na gravação, e que a iniciativa foi exclusiva da campanha de Flávio e do Partido Liberal.
Ontem, Moraes deu 48 horas para a defesa esclarecer se houve autorização, porque, se Bolsonaro consentiu com a peça, isso pode caracterizar novo descumprimento das restrições impostas à prisão domiciliar; se não autorizou, a responsabilidade poderá recair sobre a campanha e o PL por eventual uso irregular de conteúdo sintético vedado pela legislação eleitoral.
O vídeo foi exibido no sábado, durante a convenção nacional do PL, e mostrava uma versão digital de Bolsonaro dizendo que está “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária”, declarando apoio ao filho e pedindo aos convencionais que o recebam “de braços abertos”.
Flávio Bolsonaro e o PL já haviam sustentado ao Tribunal Superior Eleitoral que o vídeo foi exibido em ambiente intrapartidário, com aviso de que se tratava de uma simulação por IA, e que a peça não pediu voto explicitamente.
A disputa agora concentra duas frentes: de um lado, a tentativa de afastar Bolsonaro de uma acusação de descumprimento das cautelares; de outro, a possibilidade de responsabilização de Flávio Bolsonaro e do PL por eventual deepfake ou propaganda irregular.
Seja como for, é a figura do ministro de Alexandre de Moraes, mais uma vez, interferindo nas eleições com “censura judicial”.

Corrijo o último parágrafo: “É a figura sinistra de Alexandre de Moraes, mais uma vez, interferindo nas eleições com ‘censura judicial'”.