Irmã de Sidônio também controla contratos bilionários

28 de julho de 2026 § Deixe um comentário

Julieta Maria Cardoso Palmeira é formada em medicina com especialização em geriatria e gerontologia. Foi também professora substituta — aquele tipo que entra pela porta lateral existente e toda a boca “publica”, que é aquela que dispensa o concurso publico — na Universidade Federal da Bahia. “Sindicalista”, vinculou-se ao PC do B. Depois fundou a União Brasileira de Mulheres.

Mas o que Julieta Palmeira é, acima de tudo, é irmã de Sidônio Palmeira, aquele que, de marqueteiro de Jaques Wagner para o governo da Bahia em 2006 e 2010, herdou o marketing do sucessor designado por Lula para o governo da Bahia, Rui Costa, em 2014 e 2018, e de lá saltou para marqueteiro do próprio Lula 2022. Com a vitória, lá foi o Sidônio para ministro-chefe da Secretaria de Comunicações, aquela que recompensa órgãos fiéis de imprensa e gasta bilhões por ano em publicidade.

E sendo assim, Julieta foi nomeada, já em 2011, comandante em chefe da Bahiafarma, onde formatou, até 2015, uma série de “projetos de parcelaria para o desenvolvimento produtivo”. De lá teve um interregno no cargo de “secretária de Políticas para Mulheres” do governo Rui Costa, futuro chefe da Casa Civil de Lula e fundador do esquema Banco Master x consignados junto com Jaques Wagner.

Com o início do 3º mandato de Lula foi guindada à direção do escritório em Brasília da poderosa Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que banca os projetos de que o governo gosta em “ciência, tecnologia inovação e empreendedorismo” no Brasil inteiro. “Assessorava”, também, o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), braço armado da Estratégia Nacional de desenvolvimento da produção nacional de medicamentos, insumos, vacinas, equipamentos e tecnologias, que define as prioridades de acesso ao grande oceano das linhas de crédito subsidiadas do BNDES para compra de medicamentos e vacinas em proporções nacionais, trâmites regulatórios, registros, licenças e autorizações para as “farmacêuticas” brasileiras, como a Biomm do ex-ministro Walfrido Mares Guia e, mais especialmente, a Biotech, chinesa, que instalou “fábrica” empacotadora de kit medicinais na Bahia, e a Bionovis, joint ventura entre EMS, Aché, Hypera Pharm União Química e outros gigantes de extensa ficha de peripécias internacionais de quem ela compra elementos que re-empacota.

Só neste governo o Ministério da Saúde ja repassou R$ 5,6 bilhões a esse grupo. Segundo Portal da Transparência, já foram liberados contratos no valor total de R$ 6,7 bilhões pelo órgão regido pela irmã do ministro-chefe da Secom, que opera sob a batuta de Alexandre Padilha, um dos escudeiros mais próximos de Lula.

A agência Leiaute, Comunicações e Propaganda, do próprio Sidônio, chefe da próspera família dos Palmeira, conforme noticiado aqui no Vespeiro, firmou mais de R$ 1,5 bilhão em contratos com a Secretaria de Comunicação do governo da Bahia durante as gestões de Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues.

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