A visão particular dele de que estamos caminhando para um “período de abundância” pode sim estar correta.
No entanto, ele (com todos os demais, de todas as classes) se esquece de definição básica muito simples, feita por Hermes (veja em o Caibalion) de que o “universo é mental”, significando que cada indivíduo tem o seu universo particular formado por suas próprias imagens mentais.
Então temos, previamente, de ter isso em consideração para melhor compreender a expectativa de Musk.
O próprio Musk lembrou que nossos antepassados, chimpanzés, viviam se balançando em árvores e comendo bananas e, hilariamente, nós ainda comemos bananas!
Pois é. Todos os avanços que creditamos à evolução, em especial a tecnologia, não são mais do que o conhecimento que conseguimos acumular nos milênios anteriores. Entretanto, esse conhecimento teve um custo que em geral esquecemos de contabilizar. As pessoas se viram obrigadas a se mudar para grandes cidades – regiões metropolitanas – onde estão concentrados, as fontes de conhecimento (escolas, centros de pesquisa) e PRINCIPALMENTE os empregos! E mesmo nesses locais os empregos não são suficientes para atender toda a demanda. Em parte isso ocorre por diferenças de aprendizagem (e de qualidade do ensino, principalmente público, deficiente). Mas não se esperava é que, a própria tecnologia, voltada para a automação de processos, se tornasse fator importante na redução de empregos. Daí se conclui que o ganho decorrente do conhecimento tecnológico é, fatalmente, também um importante redutor do número de empregos.
Assim, para que o futuro, de Elon Musk, se torne abundante terá de haver uma redução das populações das grandes cidades porque nelas o custo de vida tende a crescer assustadoramente em relação ao poder aquisitivo médio das pessoas. E, até que esse movimento se inicie, haverá crescimento da miséria com todos os efeitos dela decorrentes: criminalidade e doenças principalmente.
E, finalmente, isso me lembra bem de discurso proferido pelo presidente Obama registrando que a recuperação econômica e social dos EUA só seria obtida com a restauração da manufatura, empregos de chão de fábrica.
No Brasil já sentimos isso há alguns anos com o fechamento de comércios locais, das cidades, em razão do comércio-online, mais barato – menos mão de obra – mais rápido e mais seguro/cômodo porque o cidadão não precisa se deslocar para efetuar a compra.
Teremos, a curto prazo, uma “terceira” guerra mundial caracterizada pela “desocupação” generalizada. Os governos não terão condições de sustentar (com benefícios “grátis”) parte importante da população porque os pagadores de impostos não mais terão a quem vender seus produtos/serviços.
Assim, a abundância, de Elon Musk ocorrerá sim mas de forma seletiva.
Uns poucos serão os beneficiários dessa “bundância”.
Ou eu sou muito burro ou esse sujeito é um alienígena, com problema sério para se expressar na língua dos terráqueos.
Muito interessante a abordagem de Elon Musk.
A visão particular dele de que estamos caminhando para um “período de abundância” pode sim estar correta.
No entanto, ele (com todos os demais, de todas as classes) se esquece de definição básica muito simples, feita por Hermes (veja em o Caibalion) de que o “universo é mental”, significando que cada indivíduo tem o seu universo particular formado por suas próprias imagens mentais.
Então temos, previamente, de ter isso em consideração para melhor compreender a expectativa de Musk.
O próprio Musk lembrou que nossos antepassados, chimpanzés, viviam se balançando em árvores e comendo bananas e, hilariamente, nós ainda comemos bananas!
Pois é. Todos os avanços que creditamos à evolução, em especial a tecnologia, não são mais do que o conhecimento que conseguimos acumular nos milênios anteriores. Entretanto, esse conhecimento teve um custo que em geral esquecemos de contabilizar. As pessoas se viram obrigadas a se mudar para grandes cidades – regiões metropolitanas – onde estão concentrados, as fontes de conhecimento (escolas, centros de pesquisa) e PRINCIPALMENTE os empregos! E mesmo nesses locais os empregos não são suficientes para atender toda a demanda. Em parte isso ocorre por diferenças de aprendizagem (e de qualidade do ensino, principalmente público, deficiente). Mas não se esperava é que, a própria tecnologia, voltada para a automação de processos, se tornasse fator importante na redução de empregos. Daí se conclui que o ganho decorrente do conhecimento tecnológico é, fatalmente, também um importante redutor do número de empregos.
Assim, para que o futuro, de Elon Musk, se torne abundante terá de haver uma redução das populações das grandes cidades porque nelas o custo de vida tende a crescer assustadoramente em relação ao poder aquisitivo médio das pessoas. E, até que esse movimento se inicie, haverá crescimento da miséria com todos os efeitos dela decorrentes: criminalidade e doenças principalmente.
E, finalmente, isso me lembra bem de discurso proferido pelo presidente Obama registrando que a recuperação econômica e social dos EUA só seria obtida com a restauração da manufatura, empregos de chão de fábrica.
No Brasil já sentimos isso há alguns anos com o fechamento de comércios locais, das cidades, em razão do comércio-online, mais barato – menos mão de obra – mais rápido e mais seguro/cômodo porque o cidadão não precisa se deslocar para efetuar a compra.
Teremos, a curto prazo, uma “terceira” guerra mundial caracterizada pela “desocupação” generalizada. Os governos não terão condições de sustentar (com benefícios “grátis”) parte importante da população porque os pagadores de impostos não mais terão a quem vender seus produtos/serviços.
Assim, a abundância, de Elon Musk ocorrerá sim mas de forma seletiva.
Uns poucos serão os beneficiários dessa “bundância”.