O terreno de Jaques Wagner que valorizou 11.400% após obra que ele fez
24 de julho de 2026 § 2 Comentários


Um terreno de 51 mil metros quadrados nas margens da Via Metropolitana, vendido por Jaques Wagner por R$ 15 milhões, foi adquirido pelo senador do PT em março de 2000 por R$ 28 mil, o equivalente hoje a cerca de R$ 130 mil corrigidos.
O valor da transação representa uma valorização real de 11.400% em 25 anos, já descontada a inflação, como mostra reportagem da Folha.
A Via Metropolitana, de 11,2 quilômetros, faz parte de um eixo de expansão urbana que foi planejado e contratado na gestão de Jaques Wagner como governador e teve obras iniciadas em 2015 e concluídas em 2018, já na gestão de Rui Costa, com investimento de R$ 220 milhões.

A área vendida era uma fração da propriedade da Traneves Patrimonial, cujo sócio Alex Grangeon Trancoso Neves também integra a Lagoons Empreendimentos, responsável pelo projeto residencial anunciado em abril de 2026 e integrado ao novo centro de treinamento do Esporte Clube Bahia.
A transferência desse terreno foi suspensa em 25 de junho por determinação do ministro André Mendonça, do STF, como medida da nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao esquema do Banco Master.
O STF também interrompeu a venda de um apartamento do senador no Corredor da Vitória, negociado por R$ 10 milhões, operação que, somada à venda do terreno, totalizaria R$ 25 milhões – Wagner declarou R$ 3,3 milhões em bens em 2018.

A Lagoons Empreendimentos afirmou que a compra do terreno por Wagner ocorreu em 2000 por meio de operação regular da Traneves Patrimonial, que o vendeu formalmente em maio de 2025, correspondendo a 4% da área do empreendimento, e que pagamentos seguirão contrato com R$ 2 milhões adiantados e R$ 13 milhões em permuta física.
Wagner foi intimado pela Polícia Federal a depor em agosto na investigação ligada ao caso Master.
Com a privatização do Credcesta e os vínculos de créditos consignados a servidores baianos, ele, Rui Costa e Augusto Lima criaram as condições para o banco de Daniel Vorcaro alavancar suas falcatruas.
Além disso, a PF investiga pagamentos do Banco Master por meio de empresas da família do senador e de atuação parlamentar em favor de Augusto Lima.
A busca e apreensão contra o senador em junho levou-o a deixar o cargo de líder do governo no Senado.

Como bem alardeou o Descondenado, Lulinha era o Ronaldinho dos negócios – agora estamos vendo que há tambem o Ronaldão dos negócios – vejamos então:
“O valor de R$ 28.000 investido em março de 2000 e corrigido pela taxa Selic equivaleria a aproximadamente R$ 380.000 a R$ 415.000 nos dias de hoje, dependendo do dia exato do resgate e da incidência ou não de impostos e taxas de custódia ao longo de mais de 26 anos”.
Como o G. Dias, Dino, Haddad e agora, Jacques Wagner a petezada faz a lambança estelionatária e sai fora, para abafar os escândalos.