Moraes arquiva investigação do caso ABIN contra Bolsonaro e Ramagem
21 de julho de 2026 § 1 comentário


Em mais um caso em que o STF atua como vítima, investigador e julgador, Alexandre de Moraes mandou arquivar parte da investigação contra Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Marcelo Araújo Bormevet e Giancarlo Gomes Rodrigues que apura se o sistema First Mile, uma ferramenta de geolocalização da Agência Brasileira de Inteligência, foi usado entre 2019 e 2022 para monitorar pessoas sem autorização judicial, inclusive ministros do Supremo, que, na época, já perseguiam opositores e atuavam para impedir a reeleição do então presidente.
Moraes também encerrou as investigações contra integrantes da cúpula da Abin, como Alessandro Moretti, Luiz Fernando Corrêa, Luiz Carlos Nóbrega Nelson, José Fernando Moraes Chuy e Lucio de Andrade Vaz Parente, por falta de justa causa.
O caso ficou conhecido como “Abin Paralela” e foi aberto em 2023, já com Andrei Rodrigues, com quem Moraes degustou uísque e charutos bancados por Daniel Vorcaro e aquele que havia sido chefe da segurança da Lula até o petista ser reeleito, à frente da Polícia Federal.
Segundo o relatório dessa mesma PF, havia uma estrutura clandestina dentro da Abin voltada à produção de “desinformação” e ao uso de recursos públicos em ações consideradas “ilícitas e antidemocráticas”.

Moraes alegou que os fatos investigados já haviam sido examinados em outro caso igualmente tendencioso, o que julga os atos de 8/1.
Mas o filho de Bolsonaro não saiu ileso.
Moraes remeteu outros trechos do caso para a Justiça Federal, incluindo a apuração sobre Carlos Bolsonaro e outros investigados ligados ao que chamou de “núcleo de disseminação de desinformação”, o famoso “gabinete do ódio”.
Não por acaso também determinou o compartilhamento integral das provas reunidas com o inquérito das Fake News, aquele que vigora há mais de sete anos.
Como pode uma pessoa suspeita dos crimes cometidos continuar a julgar os outros. Deveria estar preso ou no mínimo afastado. Só mesmo no Bananil.