A atuação do crime organizado na Amazônia para além do narcotráfico

16 de julho de 2026 § 5 Comentários

A Amazônia deixou de ser apenas rota de tráfico de drogas e se tornou uma das principais fronteiras de expansão do crime organizado na América Latina, com mais de 30 grupos criminosos atuando em toda a Bacia Amazônica, segundo estudo do Instituto Igarapé (neste link).

Além do narcotráfico, essas organizações expandiram suas atividades para garimpo ilegal, exploração de madeira, grilagem de terras, tráfico de animais silvestres, combustíveis, agricultura, logística e comércio internacional, integrando tudo em uma mesma economia criminosa que torna os grupos mais resistentes às ações do Estado.

As facções passaram a controlar não apenas o tráfico de drogas, mas também atividades econômicas e territórios, cobrando impostos de garimpeiros, controlando transporte fluvial e decidindo quem pode trabalhar em terras disputadas, enquanto ouro e madeira ilegais geram renda e influência territorial.

O relatório aponta ainda infiltração do crime organizado na economia formal, com ouro ilegal misturado ao legal no mercado, produtos agrícolas de áreas ocupadas ilegalmente, roubo e adulteração de combustíveis que geram prejuízo de R$ 10 bilhões por ano no Brasil, e uso de portos para enviar cocaína e outras mercadorias ilícitas ao exterior por meio de funcionários recrutados, contêineres manipulados e empresas de fachada.

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