Lula comandava o PT da cadeia
14 de julho de 2026 § 2 Comentários


Ao contrário de Bolsonaro, que desde ontem está proibido por Alexandre de Moraes de receber visitas do filho Flávio, durante o período em que esteve preso em Curitiba, Lula manteve atividade política contínua, com entrevistas, cartas e articulação com aliados, comandando o PT do cárcere.
Fez isso via STF com autorização de Ricardo Lewandowski, seu futuro ministro da Justiça.
Entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019, Lula concedeu 22 entrevistas a veículos brasileiros e estrangeiros e divulgou cartas com conteúdo político e eleitoral, de acordo com levantamento do próprio Instituto Lula.
Ao longo dos 580 dias em que permaneceu preso, seus perfis nas redes sociais seguiram ativos, administrados por auxiliares, enquanto correspondências e manifestações continuavam sendo divulgadas por aliados.
Em maio de 2018, Lula enviou uma carta à então presidente do PT, Gleisi Hoffmann, rejeitando a ideia de um “plano B” para a eleição e afirmando que permaneceria candidato “até que a verdade apareça”.
Em 15 de agosto de 2018, já preso havia mais de quatro meses, teve a candidatura à Presidência registrada pelo PT no TSE, com Fernando Haddad como vice, e divulgou uma carta aos apoiadores dizendo que, enquanto estivesse preso, “cada um de vocês será a minha perna e a minha voz”.
Em junho de 2018, o jornalista Zé Trajano leu um texto escrito por Lula sobre a Copa do Mundo da Rússia.

Em 2019, Cristiano Zanin, então advogado de defesa de Lula e hoje ministro do Supremo Tribunal Federal indicado por ele em 2023, leu publicamente uma carta escrita na cadeia por seu cliente.
Além disso, Lula recebeu ao menos 15 aliados na prisão, entre eles Fernando Haddad, Flávio Dino, Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Manuela d’Ávila, Guilherme Boulos, Renan Calheiros, Roberto Requião, Jandira Feghali, Alberto Fernández e Adolfo Pérez Esquivel.
Oque poderíamos esperar do ditador?
Como Marcola.