Bombardeios americanos contra Irã entram no 4º dia
14 de julho de 2026 § 1 comentário


Os EUA lançaram hoje novos ataques contra o Irã.
É o quarto dia consecutivo de bombardeios enquanto o governo Trump se prepara para restabelecer um bloqueio naval aos portos e zonas costeiras iranianos.
Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os ataques têm como objetivo “reduzir as capacidades iranianas utilizadas para atacar o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz”.
Donald Trump também disse hoje que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos de navios que circulem pelo Estreito de Ormuz, como havia anunciado ontem.
Afirmou que vai “substituir” a cobrança da taxa por acordos comerciais e de investimento com “vários países” do Golfo Pérsico.
Nas proximidades do Estreito de Ormuz, um navio cargueiro afundou após colidir com outra embarcação, informou a agência estatal iraniana Fars.
A colisão provocou o alagamento do cargueiro e levou à ordem de evacuação de emergência, com resgate dos 23 tripulantes, que foram levados para a ilha de Qeshm, no sul do país.
Ameaças ao
presidente Trump
O Irã exibiu outdoors que mostram a Casa Branca em chamas e uma pilha de caixões cobertos com a bandeira americana, com fotos de altos funcionários.

Os apelos à vingança contra Trump, que ecoam pelo Irã desde o funeral do ex-líder supremo Ali Khamenei, vistos no Ocidente como retórica desgastada, significam para Mojtaba Khamenei, que sucedeu seu pai, um teste ideológico, religioso e político crucial.
Mohsen Rezaei, principal conselheiro de segurança de Khamenei, declarou ontem que a vingança era uma questão séria que deveria ser levada adiante.
Já o aiatolá Ahmad Alamolhoda, membro sênior da Assembleia de Peritos do Irã, defendeu o estabelecimento de um mecanismo operacional organizado para eliminar o “cão americano”.
Segundo consta, o Irã possui uma divisão secreta responsável por dirigir atividades terroristas em solo americano, a Unidade 840 da Força Quds, tropa de elite e braço clandestino de operações internacionais do Corpo da Guarda Revolucionária do Irã.
Ainda que contida pelo FBI, uma infraestrutura clandestina foi construída e cultivada nos EUA em cooperação com o Hezbollah desde a segunda metade da década de 2000.
Com a guerra, declarações elogiando Khamenei, feitas por clérigos xiitas em cerimônias memoriais nos últimos dias em centros islâmicos em Nova York, Texas, Washington e Illinois podem fornecer terreno fértil para esforços de recrutamento e mobilização de extremistas.
Agora, ou Trump vai até o fim, ou sofrerá o terrorismo dos fanáticos que já sonham com as inúmeras noivas virgens do paraíso e com a imagem da Casa Branca em chamas.