Ramagem peita mais uma vez o ‘sistema podre’

6 de julho de 2026 § Deixe um comentário

Alexandre Ramagem deu uma entrevista à CNN no estádio de Nova Jersey nos Estados Unidos durante a partida entre Brasil e Noruega e negou seu envolvimento com o bicheiro Adilsinho, chefe de máfia de cigarros no Rio.

Ele afirmou também que sua extradição solicitada pelo governo Lula “não vai acontecer”.

No intervalo do jogo, o ex-deputado e ex-chefe da Abin desacreditou a menção de seu nome numa lista apreendida na quinta fase da operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira, envolvendo o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho.

“Não conheço, nunca tive contato. É muito fácil botar meu nome numa lista, é muito fácil querer fazer perseguição. Não tenho vínculo nenhum com bicheiro, com ninguém. Estou aqui nos Estados Unidos mostrando as ilegalidades do governo Lula, do Judiciário e da cúpula da Polícia Federal”.

Sobre a extradição, Ramagem tem um pedido de asilo em análise pelas autoridades americanas em que denuncia a perseguição política imposta pelo STF de Alexandre de Moraes.

“Como eles sabem que a extradição não vai acontecer, porque sabem que é uma farsa, eles tentaram me deportar clandestinamente”, declarou, em referência às autoridades brasileiras.

Ramagem foi preso pelo ICE em abril após maquinações em solo americano, teleguiadas por Alexandre de Moraes, do delegado da PF Marcelo Ivo, que acabou expulso dos EUA por isso.

“A gente está em segurança, lutando pelo nosso Brasil aqui nos Estados Unidos”, continuou.

A irmã do delegado Marcelo Ivo, que a mando de Moraes e Andrei Rodrigues espionou Ramagem nos EUA, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo por integrar uma quadrilha vinculada ao PCC.

No estádio, o deputado cassado voltou a denunciar a trama judicial do ministro do Supremo mais bem pago por Daniel Vorcaro: “Inventaram essa farsa do golpe, inventaram crimes contra nós todos para acabar com o segmento político de direita e encarcerar o Jair Messias Bolsonaro”.

E definiu com três palavras a situação do ex-presidente: “preso, sequestrado, censurado”.

Para Ramagem, 2026 será um “ano de virada” em referência às eleições presidenciais.

Ele condicionou seus planos de voltar ao Brasil ao resultado do pleito: “Com essa luta, vamos virar 2027, [com] Flávio Bolsonaro e a gente volta pro Brasil”.

Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado por toda a ladainha em torno dos atos de 8/1.

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