Dívida pública do Brasil atinge 81,1% do PIB
30 de junho de 2026 § Deixe um comentário


Enquanto Lula gasta com propaganda como se não houvesse amanhã, a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 81,1% do PIB, batendo R$ 10,6 trilhões, informou hoje o Banco Central.
É o maior nível da dívida público desde maio de 2021, em plena pandemia, quando somava 81,4% do PIB.
No 3º mandato de Lula a dívida avançou 9,4%.
O petista havia assumido o governo com a dívida em 71,7% do PIB.
A dívida compreende os resultados de governo federal, INSS e governos estaduais e municipais.
Em maio, o setor público foi deficitário em R$ 56,1 bilhões, com peso maior da União de Lula.
- Governo central: déficit de R$ 55,2 bilhões;
- Estatais: superávit de R$ 273 milhões;
- Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$ 1,2 bilhão.
Em 12 meses, União, estados, municípios e estatais acumularam, juntos, déficit de R$ 149 bilhões.
O resultado consolidado equivale a 1,14% do PIB, superando o déficit acumulado até abril.
Apesar do tamanho da dívida, o governo Lula empenhou R$ 520 milhões em propaganda institucional no primeiro semestre de 2026, mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões gastos pelo governo Jair Bolsonaro no mesmo período de 2022, e destinou ainda cerca de R$ 7,6 milhões para pesquisas de opinião.
Grande parte dos recursos foi concentrada em campanhas de posicionamento — a maior delas estimada em R$ 150 milhões com o slogan “conectando entregas e futuro” — e em iniciativas específicas como a promoção do fim da escala 6×1 (pelo menos R$ 80 milhões) e a nova edição do Desenrola Brasil (R$ 45 milhões).
A Secom ampliou para mais de 30% a fatia da verba destinada à internet, elevando despesas com Google e Meta acima dos investimentos em emissoras como SBT e Band, e contratou influenciadores e três agências para gerir uma conta de R$ 100 milhões voltada à produção de vídeos e podcasts.
Os sinais da deterioração econômica soam em diferentes áreas.
Uma semana depois de cancelar o seu leilão semanal de NTN-Bs, os populares títulos públicos atrelados à inflação, o Tesouro Nacional ofertou hoje apenas 150 mil papéis e, ainda assim, não conseguiu realizar a venda integral.
Para muitos, uma demonstração da disfuncionalidade no mercado de juros reais.

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